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História Digimon: Vírus (Interativa) - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Hey Digiescolhidos!
Bem rápido esse capítulo né?!

Bem, ele é uma amostra de como algumas coisas vão se desenrolar...
Essa aurora estranha aí aparece para todos que serão digiescolhidos... E bem... Não pude adiantar muito do capítulo porque conto com fichas, então um próximo capítulo só vai existir se houver fichas... Ah... Se eu achar alguma ficha muito boa eu já reservo a vaga, então caprichem!

Dia 21 de ABRIL eu fecho todas as vagas, mas a cada final de semana até lá, caso tenha alguma ficha que eu goste bastante, eu fixo a vaga pretendida, ok?! Então talvez possamos começar antes, tudo depende de vocês!

Beijos de Luz! Qualquer coisa é só se pronunciar xD

Capítulo 2 - A Aurora dos Escolhidos - Parte 1


Fanfic / Fanfiction Digimon: Vírus (Interativa) - Capítulo 2 - A Aurora dos Escolhidos - Parte 1

Anos se passaram desde o surto de Alphamon. As medidas tomadas pelos humanos para fechar os portais  do Digimundo gerou um anacronismo entre os dois mundos aumentando a velocidade do tempo no mundo digital, dessa forma, enquanto os terráqueos viveram quarenta anos após o fechamento dos portais, no mundo digital, passaram-se milhares de anos, porém nesse período nenhum Digimon morreu, todos foram condenados a viver sem completar o ciclo da vida. O autoritarismo de Alphamon permaneceu, o Digimon nunca mais foi visto, mas todos aqueles que apoiaram seu regime faziam valer suas vontades sob a mais cruel das ações.

 

— Entre aqui... — O Digimon ancião auxiliou sua esposa a adentrar em um pequeno cômodo.

— Jijimon... — A velha Babamon curvou seu corpo cansado e se assentou em um canto úmido. — Eu não vou dar conta... Nós não morremos, mas nosso corpo se desgasta...

— Falta pouco... Se conseguirmos chegar...

— Jijimon... Eu não vou conseguir. — A velha Digimon disse quase como um lamento. — Você precisa fazer isso sozinho...

— Deixa de ser boba, minha velha... — Jijimon disse segurando suas lágrimas. — Eu e você estamos juntos nessa eternidade maldita... Não vamos nos separar agora...

— Eu estou cansada... Você precisa ir... — Babamon recostou-se no pedaço de madeira embolorado. — Logo chagamos no continente Server...

— Whamon vai nos levar pra Ilha Arquivo... — Jijimon disse esperançoso. — Estaremos seguros.

— Oh, meu querido... Só estaremos seguros quando essas crianças nos ajudarem... — Babamon disse tristonha. — Você se lembra da profecia, não é? Não vá fazer coisa errada, velho desastrado. — Babamon brincou com seu companheiro.

— Claro que sei! — Jijimon fingiu-se de bravo. — Não vou...

Os dois foram interrompidos por um forte barulho. A madeira cedeu quebrando parte do teto do local onde estavam, a água salgada adentrou mergulhando o corpo dos velhos Digimon.

— É o GigaSeadramon! Ele nos encontrou. — Babamon disse enquanto a água encobria seu pequeno corpo.

— Babamon, segure em mim! — Jijimon estendeu seu cajado rumo à parceira. — Babamon!

A água inundou o compartimento do navio onde os dois anciões escondiam-se, separando-os e afastando-os de seus objetivos comuns.

— Acham que podem se esconder? — GigaSeadramon brandia contra os outros navegantes, deixando de lado aqueles dois velhos responsáveis pela vindoura ruína do império onde o malvado Digimon se sustentava.

Dark Broom — Babamon lançou um ataque com sua vassoura, a fim de despistar GigaSeadramon.

— Babamon! Não! — Jijimon gritou enquanto agarrava-se em um estilhaço de madeira.

— Vá Jijimon! Depende de você! Vai! — Babamon gritou e atacou novamente. — Dark Broom!

— Babamon! — Jijimon ergueu seus velhos braços rumo à esposa, mas foi em vão. Logo GigaSeadramon a identificou.

Giga Sea Destroyer! — GigaSeadramon brandiu e disparou um potente torpedo de energia pelo canhão em sua boca.

Jijimon apenas pode ouvir um último grito de dor da sua amada Babamon. Sabia que ela não podia morrer, os humanos se certificaram disso, mas a dor era sentida, poderia demorar anos para se recuperar, talvez nunca mais a visse. O velho Digimon lamentou em silêncio por sua amada, mas manteve-se firme em seu objetivo.

 

~

 

Dias se passaram desde o ocorrido. Ainda agarrado no pedaço de madeira, Jijimon chegou até a praia onde seu destino lhe aguardava. Os dias em náufrago lhe deixaram desidratado e febril, estava em um estado de confusão mental, mas ainda assim tinha em mente o que precisava fazer.

O velho Digimon arrastou seu corpo pela praia, seria difícil fazer qualquer coisa naquela condição, porém sua fé em reencontrar Babamon lhe deu as forças necessárias. Levou quase um mês pra encontrar o dispositivo mencionado na profecia, mas ele conseguiu, ele encontrou. No entanto...

 — Quem eram mesmo os jovens? — O velho coçou sua cabeça em busca de resposta.

 

 

***

 

Moscou – Rússia - 2020

Após vinte anos desde o ataque do Digimon Alphamon, o mundo ainda continua com anomalias, mesmo passando-se dez anos sem a presença dos seres digitais entre nós. Hoje, foi relatada a presença de uma estranha distorção no campo eletromagnético em alguns pontos do planeta, isso causa uma espécie de distorção visual semelhante a uma aurora boreal, cientistas afirmam que os cidadãos podem ficar despreocupados, pois isso ainda é uma das consequências do ocorrido e que essa anomalia não oferece nenhum risco ao ser humano... Voltamos com mais notícias após o intervalo comercial.

Mesmo com o volume baixo, a diretora optou por desligar a televisão.

— Eu já disse. Não fui eu. — Os olhos cansados e sem vida da garota encarou a janela da sala da diretoria.

— Dominik. — A mulher baixa e rechonchuda disse em um tom amenizador. — Não tem sentido o Yure mentir. Não quando constantemente vocês entram em discussão.

— Ele seduz garotas, transa com elas, grava escondido e depois compartilha com todo mundo. Se você acha isso legal e permite essa atitude na sua escola, problema seu, agora eu não vou o deixar fazer isso sem ouvir umas verdades. — Dominik disse com um tom de voz frio.

— Discutir, brigar, tudo bem. — A Diretora disse a encarando os olhos azuis e vazios da garota. — Agora você o persuadiu até o banheiro e quebrou um dente dele usando o celular! Isso é algo... Meu Deus... É bárbaro! É doentio!

— Eu disse que não fiz isso! — Dominik enfatizou.

— Pois o Yure disse que fez! — A Diretora a confrontou.

— E qual prova ele tem? — Dominik a encarou sentindo-se injustiçada.

— Ele não tem provas... mas...

— Mas ok! Um garoto acusa uma menina de o agredir, não oferece nenhuma prova e todo mundo acredita, agora se a garota se defende, ela precisa provar. Muito lindo, parabéns! Muito justa você.

— Dominik...

— Quer saber... Vai se foder! — Dominik pegou sua mochila e deixou a sala da Diretora sem olhar para trás.

Seu armário estava pinchado com palavras como: “Bandida” “Agressora” “Vaca Violenta”. Dominik respirou fundo com certo ódio daquilo, estava cansada das pessoas, todas repletas de julgamento, de ameaças, de crueldade...

Vagou durante algumas horas pela fria cidade russa, estava confusa, triste e solitária. Lembrou-se das coisas que lhe aconteceram no passado, um namorado abusivo, uma depressão profunda, uma tentativa de suicídio. Dominik olhou seu reflexo na água abaixo da ponte onde estava, seus olhos eram vazios, sem expressão, sem vontade de viver. Queria que tudo fosse diferente, que sua vida mudasse completamente, que não tivesse mais toda essa paixão pelo frio, pelo obscuro, pela morte.

— Talvez... — Uma gota de lágrima escapou de seus olhos. — Tudo pode ser diferente. — Dominik subiu no largo corrimão da ponte e encarou seu reflexo novamente. — Tudo pode ser diferente. — A menina deixou seu corpo cair na esperança de ser envolvida pelos frios braços da morte.  

O caminho entre as gélidas águas e o topo da ponte de onde Dominik se jogara era longo. Naquele dia, ninguém viu a menina desesperançosa se jogar para a morte, se Dominik tivesse olhado uma última vez para cima, iria notar uma estranha anomalia semelhante a uma aurora boreal sob o céu russo.

De olhos fechados, a garota esperava pelo frio da água, no entanto, quando abriu seus intensos olhos azuis, tudo o que enxergou foram belíssimas luzes coloridas e logo tudo se apagou.

 

Continua_


Notas Finais


DOC com Informações e Regras:
https://docs.google.com/document/d/1pCUi69TbBcZ2SS4TcxztJ3R8J4VqRGCm729Jyg0m3ck/edit?usp=sharing

Obs: No final da página há um link para o Modelo de Ficha e para a Ficha da Minha Personagem


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