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História Digno do seu amor. - Capítulo 2


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Notas do Autor


Oiê genteee!
Eu peço desculpas por ter dado uma puta sumida, mas é que eu tô com dois problemão: um é o bloqueio criativo e o outro é que eu tô pra mestrar uma mesa de D&D, então tô focando mais nisso do que qualquer outra coisa
Maaaas, pelo menos a parte do Deadpool eu terminei, depois disso é só a do Loki e a história acaba, então boa leitura!

Capítulo 2 - Dia do Wade: bloquinho e prédios.


Deadpool desviou muito de seu foco inicial. O plano era: impressionar Peter Parker e Tony Stark, voltar com o seu relacionamento e ser aceito pelo suposto "sogro". Mas atualmente, Wade Wilson estava exibindo seu Mjölnir ao mundo e o usando como taco de baseball, marcando inúmeros pontos para St. Louis Cardinals. A plateia vibrava excitada ao ver um Ex-Vingador, um mercenário de quinta, arremessando a bola de baseball com tanta força usando o martelo do Deus do Trovão. O jogo estava praticamente ganho, até ele ver a hora e perceber que havia gastado muito tempo ali.  

—Ah, porra…—Não era jogando o Mjölnir contra uma bola de Baseball que iria reconquistar Parker. —Foi mal, galera. Problemas de herói. 

E assim ele voou para bem longe do estágio, tinha que pensar como abordaria Peter de uma forma convincente de que estava querendo mudar e que seu amor era mais forte do que seus erros. Mas nada vinha em mente, e Loki o ignorava no Whatsapp. Irritado, ele foi para outra rede social, o Twitter e viu que nos trending topics tinha a palavra "Carnaval". Wade ficou parado, flutuando no meio do céu e analisando as fotos, parecia uma passeata comemorativa nas ruas, mas era em outro país. Nada que o Mjölnir não pudesse resolver, não? 

 

 

Desviando do foco mais uma vez, Wade Wilson foi parar no Brasil.  

 

 

 

 

—Como caralhos o Wade conseguiu pegar o seu Mjölnir?! —Já na Torre dos Vingadores, a situação estava crítica. Stark não estava nenhum pouco satisfeito com o ocorrido, e pela primeira vez ele teve a proeza de gritar com Odinson.  

—Eu não sei! Do nada eu simplesmente perdi os poderes e ele pegou o Mjölnir!—Thor se justificava também irritado, ao lado dele estava Peter Parker e Loki encostado na parede da sala de reunião. —Eu ouvi a voz do meu pai, ele disse que seria por um dia…

—Um dia?! Você sabe o que aquele lunático pode fazer por um dia?! Precisamos parar ele agora. —Anthony não se conformava com a calma dos outros Vingadores, até mesmo seu noivo Steve lhe deixou a desejar, dizendo que tinha prioridades com outras missões relacionadas à Hydra. 

—Ah, pare de drama. —Loki revirou os olhos, indo até a mesa junto com o seu celular. Ele só estava ali na Torre dos Vingadores por estar prestando solidariedade ao Thor. —Até agora o máximo que ele fez foi dar pontos ao St. Louis Cardinals em um jogo de baseball e bater em uns assaltantes no caminho pro estágio. 

—Ele fez mesmo isso?—Peter não conseguiu conter o riso. Wade era mesmo inacreditável, ele sabia que era um dos times que Parker gostava.  

—Ele está usando a arma da justiça e dignidade como taco de baseball?! Você tem noção de como isso é humilhante?—Thor ficou novamente devastado com a notícia. Escondeu o rosto entre as mãos e começou a resmungar vários xingamentos.

—Ah, irmão…—Loki já foi aproveitando da situação, abraçando o Deus "indigno" e o consolando de uma forma que deixou tanto o senhor Stark quanto o jovem Vingador desconfortáveis. 

—Sinceramente, foda-se o que vocês acham. Eu vou mandar o Clint atrás dele, nem que seja para vigiar. —O milionário filantropo se levantou da mesa e pegou um dos seus smartphones que era feito apenas para chamar um dos Vingadores.  

—Ele vai me escutar se eu for. —Peter se ofereceu, e percebeu que o Deus da Trapaça havia dado um belo sorriso ao ouvir aquilo. —Wade pode ser um marginal, mas comigo as coisas funcionam de outro jeito. 

—Não, você vai ter outra recaída e voltar com ele. E eu como seu responsável legal não quero você com um meliante de quinta e cheio de pereba na cara. 

—Eu já tenho vinte e quatro anos, Tony. —Ele revirou os olhos. —E você sabe que o Clint e ele não se dão tão bem assim, o Wade não vai escutar ele. 

—É, Tony. Deixa o menino ir. —Laufeyson soltou Thor, caminhando até o Homem de Ferro e sorriu. —O Peter ao menos tem afinidade com Wade. Convenhamos que ele é uma pessoa difícil de lidar. 

—E desde quando eu pedi conselhos de um Trapaceiro? Já esqueceu tudo de ruim que você causou ao mundo, Loki?—Stark pegou o seu vape, tragando e soltando a fumaça bem na cara do moreno.  

—Que eu saiba, você também não tem as melhores soluções, tem, Stark? —Ele sorriu, tirando o cigarro eletrônico das mãos do herói. —Devo te lembrar do certo clone do Thor que você fez?—Seus olhos desviaram para Odinson, só de tocar no assunto ele já ficava furioso. Depois ele fitou Anthony, que engolia seco e recebia de volta a fumaça no meio da cara. 

—Foda-se o que você quer lembrar. O Clint vai, e ponto final. —Pegou o vape de volta e deixou a sala, já ligando para o Gavião Arqueiro no caminho.  

—Tsc… é, o Tony não tem jeito. Quando coloca uma coisa na cabeça, não tem ninguém que tire. —Peter se aproximou do Deus, parecia desanimado com a decisão do Homem de Ferro.

—Por mim, eu ia até lá e quebrava a cara dele. —Resmungou Odinson, se levantando e indo até a porta. —Vamos, Loki. Você disse que iria me ajudar hoje.  

—Claro, claro…!—Ele sorriu, mas Parker o segurou no braço enquanto o loiro saía também.  

—Você… acha que eu vou atrás dele?—Laufeyson deu o seu melhor sorriso cínico para o Vingador. 

—Espere mais um pouco. Não vai querer tirar a autoridade de Stark assim de primeira. Eu vou estar no quarto do Thor… se caso precisar de ajuda, me procure lá. —Se soltou, deixando uma pulga atrás da orelha do jovem fotógrafo. Parecia que Loki sabia de algo, relacionado à Wade ainda.  

—Espera…!—Foi em vão, o Deus Trapaceiro sumiu em um instante. Não era também como se precisasse da ajuda de Loki para encontrar Wade, ele não deve ter ido tão longe. 

 

 

Mal sabia Peter…

 

 

 

—Caraca menor, que cosplay maneiro. —Foi a única coisa que entendeu dentro daquele bloquinho de carnaval. Wade se virou e viu um rapaz levemente alterado pelas drogas lícitas e ilícitas. Ele estava de short branco e sem camisa, com um chinelo preto da marca Havaianas no pé. 

—Fico feliz de estar fabuloso ao ponto de parecer um cosplay. —Wade riu, o bom de ser Deus é que podia falar todas as línguas de Midgard.

Era muito mais agitado do que imaginava, ainda mais naquele bloquinho da cantora esquisita que gritava: "SEU AMOOOR ME PEGOOOU" . Ao menos era divertido.  

—Vem fazer quadradinho com a gente, bofe! —Outra mulher, totalmente variada nas drogas, o chamou e puxou numa fila de Drags, uma mais bonita que a outra. 

Wade estava adorando empinar o quadril e mover as nádegas naquela dança envolvente no meio daquela fila, mas ele havia acabado de lembrar que não havia feito nada para reconquistar Peter.  

—Droga, eu esqueci!—Exclamou, se levantando e saindo do meio das Drags, mas tinha uma loira de body azul com paetê dourado que lhe segurou pelo braço direito.  

—Esqueceu do que, criatura? Vem dançar!—Ela puxou o mercenário no meio do povo, os dois dançavam um de frente para o outro em ritmo sincronizado.

—Eu preciso reconquistar o Homem Aranha, ele me deu um fora. —Explicou brevemente, ela apenas riu e começou a sambar.  

—Tá dentro do personagem mesmo, hein?!—Era muito mais fácil acreditar que tinha um baita cosplay na sua frente do que ser o próprio Wade Wilson. —Por que o boy te largou? 

—Por que eu vacilei, gata. —Agora os dois arrochavam juntos, o mercenário deixou o Mjölnir na cintura e segurou a Drag na cintura, com aquela bota de látex, ela ficava uns trinta centímetros mais alta que ele. —Eu sou uma péssima influência, ele disse… falou que não iria ficar com um vagabundo como eu. Mas eu gosto dele, saca?

—Um vagabundo com uma roupa bonitona dessas? Deve ser filhinho de papai, com certeza. —Debochou ela. —E em vez de você se concertar com o macho, tá aqui pulando carnaval? Certíssimo. Sofrer por macho jamais!

—Na real, eu me distraí. E outra, ele não fez nada de errado… eu vacilei pra cacete!—O mercenário soltou a Drag, voltando a ficar de frente com ela. 

—Então você é o macho escroto? Tem jeito de cachorrão mesmo.  

—Não só tem como é. —Clint se enturmou dentro daquele povo. —Wade, você vem comigo. Ordens do Stark.  

—Minha nossa, só as cosplayer na área!—A loira tentou se enturmar com o Gavião Arqueiro, mas ele apenas puxou Wade para fora do bloquinho, o levando para um beco.  

—Porra, Clint! Eu tava me amarrando nesse "Amor me pegou" aí da cantora. —Deadpool pegou o Mjölnir e ameaçou atacar o Vingador, que o soltou e tirou seus óculos de sol.  

—Porra digo eu, Wade! Puta que pariu mas QUE CARALHOS você está fazendo com o martelo do Thor? —Barton não tinha poderes, e se cada vez que ele visse uma bizarrice ele ganhasse poderes… ele seria o homem com mais poderes do multiverso. Bagunçou a cabeleira loira e revirou os olhos, olha só a encrenca que Tony havia lhe metido. —O Viado do Stark fala pra mim: "Vai atrás do Wade" e esquece de me dizer que a porra do Mjölnir tá com você?! Porra, eu só tenho a vista boa! 

—Ah, mas esse Tony também parece que não transa, né? Só vive infeliz, não me deixa em paz! —Os dois sentaram no chão do beco sujo de garrafinhas de corote e pacotes de camisinha. Eita, como era bom o carnaval no Brasil.

—Cacete, como que eu vou te obrigar a ir comigo agora? Eu quero uma bebida. —O Gavião colocou seu óculos na cabeça. 

—Ah, Clint relaxa. Preciso voltar para Nova York mesmo…—Colocou o Mjölnir no chão e respirou fundo. Um casal hétero entrou no beco, cada um com uma latinha de Skol na mão. Wade pegou as latinhas e empurrou os dois para longe, mas eles nem sequer se importaram. —Merda, vai acabar o dia e eu não vou ter conseguido o que eu queria…

—E que porra você quer, Wade? O Stark me disse que você tava louco, mas até aí esse velho milionário dos infernos não me disse o principal. —Clint virou a latinha de uma só vez, jogando-a no chão e suspirou. —Que lugar mais caótico. É a sua cara, não?

—Eu quero o Petey…—Se Wilson tivesse dito aquilo instantes antes, teria visto a cena mais bela do mundo; Clint Barton engasgando com a cerveja brasileira. 

—Você tem o martelo do Thor em mãos e quer me falar que o que você realmente deseja ainda é o Peter Parker?!—Ele ficava cada vez mais indignado. E isso explicava o motivo de Stark estar tão irritado, afinal, ele era um padrasto coruja.  

—Eu amo ele, porra! Eu queria mostrar que sou digno, achei que quando ele soubesse que estou com o Mjölnir ele fosse me procurar… mas sei lá, acho que esperei muito. Eu fiz muita merda, né Clint?—Desabafou, deixando a boca para fora e bebeu o resto da Skol. Que cerveja ruim.  

—Lógico que fez. Você é um mercenário se envolvendo com alguém de índole impecável como o Parker. —Exausto e decepcionado com a situação, ele colocou os óculos novamente nos olhos. —Tu é um zero à esquerda, Wade. Mas se você quer tanto o Peter assim… por que simplesmente não chega lá pra ele e fala? 

—Ele disse que não queria me ver por um bom tempo, achei melhor respeitar. —Deu os ombros, jogando a latinha na frente bem na hora que um homem drogado passou, escorregou e bateu a cabeça no chão.

—Respeitar? Você? Pff, conta outra Wade. —Debochou, rindo do homem que estava ainda se queixando de dor. 

—Ah, ele respeitou sim, Clint. —Peter entrou no beco, com seu uniforme de Homem Aranha.

—P-P-Petey?!—Wade fez um falsete ao ver o seu querido ali. O jovem herói apenas riu e cruzou os braços, já o Gavião Arqueiro quase teve um infarto.  

—O Tony sabe que você está aqui?!—Indagou o Vingador. 

—Não, eu disse para ele que eu iria visitar o túmulo da Tia May. —Sorriu por baixo da máscara. —Será que eu posso falar com o cara do Mjölnir aí? 

—Você tá maluco?! Tá virando marginal igual o Wade, agora?!—Clint entrou em desespero, se ele voltasse sem Wade e ainda contando para Stark o que aconteceu de verdade, ele ia dançar. —Volte para a Torre agora, Parker! 

—Eu vou voltar, mas preciso falar com o Wade. —Insistiu, enquanto o mercenário se levantava e arrumava sua roupa colada, ficando com o Mjölnir em ambas das mãos. 

—Deixa, Clint! Por favor…!—Wade insistiu, enquanto Peter Parker lhe entregava um cartão.  

—O Strange me trouxe aqui, e eu tô hospedado nesse hotel daqui. Tem um quarto pra você também. —Barton pegou o cartão e começou a resmungar.  

—Depois o Stark me dá um coça e a culpa é sua! Eu te pego, viu?! —Disse se afastando, pegando seu celular e fazendo uma ligação para Rogers no meio do caminho. —Olha aqui, eu não quero saber! Dê um jeito de voltar da Rússia e acalmar Stark que ele tá uma arara, entendeu? Foda-se a missão! Mande o Falcão no lugar!

Wade e Peter apenas ficaram escutando os berros de Clint, que desaparecia no meio do bloquinho e deixava os dois à sós. 

—O Stark manda em todo mundo e o Clint manda do Steve… e o Steve manda no Stark.—O mercenário indagou surpreso, jamais tinha percebido isso mesmo já sido parte do grupo dos Vingadores. 

—Ah, o Steve perdeu um pouco da sua autoridade depois daqueles problemas com o Bucky… quebrou a confiança do Tony. —Peter não gostava de comentar muito sobre a traição do Capitão América. Stark realmente foi como um pai para Parker, e naquela época… ele viu o seu "pai" se acabar em tristeza e decepção. Ficava feliz em saber que hoje em dia eles estavam bem melhor, mas ainda sim…Bucky nem podia pisar na Torre dos Vingadores por ordens de Tony. —Mas eu vim falar sobre você, não sobre eles.  

—Aqui no beco mesmo?—Os dois riram e o Homem-Aranha assentiu com a cabeça. 

—Não tente me enrolar. Loki me contou tudo. 

—Tudo?! Tudo o quê?!—Então aquele safado realmente estava querendo lhe passar a perna?! Ah, mas ele ia agora voltar e fazer a caveira dele pro Thor. 

—Que você foi desesperado atrás dele pedindo ajuda para me reconquistar. —Parker deu risada. "E ele ainda inventou outra história?! Que Deus ordinário!" Pensou Deadpool. —E que ele lhe deu um dia como "Thor" para tentar se mostrar "Digno"… tudo isso só para chamar a minha atenção. —Mas então Wade sacou perfeitamente o movimento de Loki naquela conversa manipulada com o Vingador. O movimento cupido. 

—É verdade. Eu fiz um acordo com ele só por causa disso. —Confessou, entrando no jogo de Laufeyson, na verdade ele estava facilitando bastante as coisas. 

—E o que ele quer em troca?—Parker queria ter certeza se as histórias batiam, certeza antes de dar uma segunda chance para Wade. 

—Transar com o Thor. —Falou de forma tão descarada que mesmo de máscara o herói demonstrou estar surpreso. —Ele disse algo de consolar o marrento… e depois dar o golpe! É, isso mesmo, ele não liga de serem irmãos.

—Nossa… realmente os Deuses são bastante estranhos. —O Vingador encostou na parede, ficando pensativo. —Mas não é sobre eles que eu quero saber. Afinal, por que todas as Drags daqui disseram que você me ama?—Os dois riram mais uma vez, Wade tirou a máscara e sorriu.  

—Eu fiz tudo isso pra impressionar você. Eu sei que um dia de acerto não tira todos os outros dias de "babaca assassino" como disse quando terminamos, mas não custava tentar, não? —Parker se aproximou dele, levantando até os lábios a máscara.  

—Pelo menos comigo você nunca foi ruim. Eu levei isso em consideração quando estava decidindo vir aqui. —Encostou os dedos no peitoral do mercenário. —Wade, você sabe que eu não gosto da forma como trabalha, tão pouco Stark. 

—É, eu sei…—Coçou a cabeça careca e cheia de cicatrizes. —Eu vacilo de vez em quando, mas… eu acho que…

E foi a primeira vez que Peter Parker roubou um beijo de Wade Wilson. Foi tão inesperado quanto bom, o Vingador dominava o beijo, movia a sua língua com gosto e segurava na cintura do mercenário.  

—Vou te dar uma última chance, você entendeu?—Murmurou, se afastando de Wade.  

—Caralho…! Sério?!—Ele ficou chocado com tudo, estava tão acostumado em fracassar nos seus objetivos. —Nossa… eu tô sem o que dizer, Petey…

—Então por que você não começa a agir?—Parker não queria saber de romance naquele exato momento. A aura autoritária que o Mjölnir trazia deixava Wade muito mais atraente que o normal para ele.  

—Nesse beco? Nem fodendo. —Pegou o martelo divino e saiu voando junto com o Vingador nos braços. Aterrissaram o topo do prédio mais alto que tinha naquela cidade. 

—Ah, sim, claro… prédios são muito mais românticos. —Debochou Parker, se afastando de Wade e soltando suas teias nos braços do mercenário, o deixando preso.  

—Ei! Pensei que fosse me dar uma chance, não me levar a força para o Stark.  

—Não banque o bom samaritano, Wade. Logo você. —Disse jogando Wilson no chão e subindo encima do mesmo. Eles começaram a se beijar novamente, dessa vez com muito mais desejo e luxúria. Peter ficou no colo do mercenário incapacitado pelas teias artificiais, se esfregando no mesmo. Suas mãos livres estavam bastante agitadas, descendo pelo corpo de Wade e abaixando os zíperes das laterais da roupa, tirando o pênis ereto e com as mesmas cicatrizes do resto do corpo para fora.  

Não era um incômodo para Peter, ele já estava bem acostumado com a aparência não tão agradável de Deadpool, e tão pouco era sua primeira vez fazendo sexo oral ali. Sua boca descia cada vez mais, engolindo o pênis com facilidade e rapidez, sentindo Wade se desfazer das teias falsas e puxar seu uniforme colado para baixo. Parker estava com um específico que tinha a divisão na cintura especialmente para aquela ocasião. Gemeu baixo quando sentiu a língua de Wade lamber sua glande, sem hesitar em estocar na boca daquele mercenário sujo. Os dois se perdiam naquela tesão absurda encima de um prédio qualquer daquela Avenida Paulista, ignorando toda a comemoração lá embaixo e os barulhos, como se só existissem os dois ali. Parker foi o primeiro a parar, respirando ofegante e excitado. Virou-se, ficando sentado na frente dele e aos poucos foi enfiando o pênis de Wade contra sua entrada. Grunhiu baixo, nem parecia ser o mesmo Peter escandaloso como na primeira vez para o mercenário, ele ia havia pensado em tudo para aquele cenário. Antes que Deadpool pudesse dizer algo, ele colocou sua mão contra a boca dele, apoiando-se na cintura do mesmo enquanto cavalgava sem pestanejar.  

Já o mercenário, que se sentia completamente dominado naquela situação, apenas segurou na cintura do Vingador e gemeu baixo. A forma como Peter sentava em si era tão erótica quanto única, nenhuma pessoa na qual se relacionou era tão boa, nem mesmo a Morte. Só teve seus lábios livres por alguns segundos quando o moreno soltou a mão para o beijar. Suas línguas se entrelaçavam de forma frenética, cheia de desejo e tesão, como se ambos precisassem daquilo essencialmente para viver. 

Sem muita enrolação, Peter acabou gozando primeiro. Seu uniforme sujou em boa parte do peitoral e abdômen e foi a primeira vez em que ele não reclamou daquilo.  

—Nossa… hoje você mais que animado, não?—Debochou o mercenário, se sentando e levantando lentamente o uniforme de Homem Aranha. Peter por sua vez, não respondeu nada porém deu um sorriso junto com um suspiro, deitando no ombro de Wade.  

Mas ele não perdeu tempo, conseguiu erguer aquela roupa colada de Parker até a clavícula e já foi atacando com sua língua o mamilo esquerdo do rapaz, arrancando dele os gemidos que evitou por todo aquele tempo. Seu pênis latejava de prazer só de escutar a voz daquele homem, ele enlouquecia de vez. Deitou o Vingador no chão e começou a estocá-lo freneticamente, segurando em seu pescoço com uma mão enquanto a outra o agarrava por trás. Não demorou muito tempo até chegar em seu ápice também e gozar dentro do interior de Parker. 

Os dois se encararam ofegantes e suados, sujos pelos fluídos corporais. Peter parecia estar agora um pouco mais introvertido do que antes, mas isso era comum sempre que eles transavam. Wade parecia satisfeito, beijando novamente o herói e sendo interrompido pelo mesmo, que baixava a sua máscara e saía dos braços dele.

—Stark vai nos matar. —Comentou, ainda rindo e um pouco cansado. Mal conseguia sair do chão ainda.  

—Isso não é problema para mim, eu sempre volto. —Wade deu os ombros, virando-se para Peter. —E se for para morrer por você, ou até mesmo por essa foda, valeu muito a pena! —Recebeu um tapa do outro, e os dois riram depois.  

—Eu não sei dizer se amo ou odeio a sua sinceridade!—Reclamou, tirando novamente a máscara até o nariz e virando-se para Wade. —Mas acho que posso lidar com esse conflito, se for por você e por "essa foda".  

Wade sorriu, beijando novamente Parker e então os dois continuaram ali deitados encima de um prédio qualquer daquela cidade festiva. Jamais pensou que um acordo com o Loki seria tão vantajoso, todavia, não poderia reclamar mais. Querendo ou não, aquele Deus da Trapaça tinha acabado de ajeitar toda a sua vida e trazer a melhor coisa que tinha nela para perto: Peter Parker.  

 

 

 

 

 

 

 



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