História Dimensões: Começo de uma Aventura - Capítulo 11


Escrita por: , MiaNunys e Izzie262

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aventura, Comedia, Dimensões, Drama, Magia, Originais, Perigo, Referencia, Romance
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Palavras 5.675
Terminada Não
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá meu povo bonito :3

Lamento a demora de postar o capitulo mais espero que gostem mesmo assim :3
Obs: o capitulo nao foi revisado.

Sem mais delongas

BOA LEITURA

- Iasmyn

Capítulo 11 - Um Dia Agitado


Fanfic / Fanfiction Dimensões: Começo de uma Aventura - Capítulo 11 - Um Dia Agitado

Dimensão Lunar - Reino Daiya – Celesty on

Ainda na parte da manhã, eu junto de Lyria estávamos sentadas ao salão de jantar, onde acontecia sempre as refeições. Novamente reunidos com meu pai o Rei Sol, minha mãe adotiva a Rainha Mar, do reino Kin o Rei Hiroshi, a Rainha Liliana e os príncipes Igor e Jonas, claro não faltando a presença dos magos reais Aleksander e Kurayami

Assim como a maior parte dos dias o café da manhã ocorreu em total silêncio, até que meu pai impressionantemente se anunciou.

- Eu gostaria de pedir a atenção de vocês para informar que... O Conselho da Lua, decidiu enviar uma observadora para analisar o Reino de Daiya e sua família real.  Essa observadora é a Condessa Nightmare, Victoria Nightmare, a condessa do reino menor de Akarui.

Olhei impressionada para meu pai, o conselho da Lua, era um conselho formado pelas pessoas mais sábias e inteligentes com conhecimento da maior parte dos segredos da Dimensão Lunar. Era um conselho escolhido pelo poder da própria lua. Eles mandavam pessoas de confiança para analisar o nível dos reinos e da família Real. De qualquer meio isso significava problemas, eu sabia disso.

- Bem, vamos fazer isso da maneira mais simples possível... –Disse a Rainha Mar com o sorriso calmo e tranquilizador.

Um dos servos adentrou no salão, anunciando para a família Real de Kin.

- Devo anunciar que suas carruagens serão preparadas amanhã ao fim da tarde...

Foi ai que me lembrei, Jonas iria embora amanhã, os dias haviam passado tão rápido, ocultamente fiquei triste e o olhei, ele parecia sentir o mesmo que eu sentia.

Assim que o café se terminou, me retirei indo para o jardim dos fundos e me sentando a beira da fonte, olhando meu reflexo sob as águas. Na mesma hora uma flecha voou em minha direção, desviei dela no último segundo com apenas um movimento da cabeça para a esquerda fazendo-a ser cravada na estátua que tinha sob a fonte. Sorri e olhei para trás.

- Sabe se quiser matar a Princesa de Daiya tem que ser mais rápido que isso... Jonas.

Ele riu, colocando o arco no chão e se aproximando.

- Eu nunca tentaria matar você, e eu sabia que você conseguiria desviar dessa flecha, Celesty.

Ri, e então olhei para ele com um sorriso um pouco triste. Ele colocou a mão em meu queixo fazendo-me olhar em seus olhos.

- Ei, não fique triste, Kin é perto daqui, posso aparecer quando você menos esperar. Sem contar que irei embora somente amanhã – Ele sorriu, aquele sorriso simples e acolhedor. – Depois que suas aulas da manhã acabarem, me encontre aqui neste mesmo lugar, pode trazer a Lyria se quiser, quero te mostrar uma coisa.

Ele sorriu e eu assenti com um sorriso, realmente as vezes ficava perdida naquele sorriso fofo e adorável, assim que ele disse sobre a aula eu despertei, me levantando rapidamente e entrando no castelo, usando minha velocidade avançada como loba para chegar rapidamente no local onde havia a aula. E cheguei, atrasada mais havia chegado no Salão de Bailes, onde minha professora de Dança Angelina, me aguardava com os braços cruzados.

- Perdoe meu atraso, professora.

- Dessa vez pode ser perdoado princesa, isso por que seu par de dança também está atrasado.

Meu par? Não sabia que teria um par neste dia, a porta se abriu e Jonas surgiu lá, rindo e colocando as mãos atrás da cabeça. Dizendo quase que o mesmo que eu.

- Desculpe meu atraso, me perdi no castelo...Angelina.

Angelina riu e cruzou os braços de maneira séria.

- Vocês dois ein... –Ela bateu as mãos juntas anunciando. – Vamos começar.

E a música tocou, eu lembrei exatamente que música era... Valsa, me uni a Jonas assim como no dia do Baile e nós dois dançamos pelo salão, com ele eu não sentia pressão do mundo. Mesmo naquela dança, com Jonas, eu dançava de um jeito belo e simples que até mesmo Angelina ficou impressionada.

Assim que a aula acabou, o que eu amaria que não tivesse acontecido. Fui para a biblioteca, assim que cheguei fui recebida de bom grado com vários livros flutuando para mim. Esses treinos do Kurayame.

Ri, saltei pegando um por um dos livros e os colocando acima de minha cabeça, quando acabei tinha exatamente 20 livros equilibrados perfeitamente em minha cabeça, olhei para Lyria que estava lá nesta “aula” e a mesma tinha 5 livros na cabeça.

Eu andava calmamente com os livros, era acostumada com isso desde pequena, por isso resolvi ir até Lyria e lhe dar algumas dicas.

- Lyria, está muito bem... Só que está fazendo uma coisa errado.

- O que? –Ela indagou me olhando.

- Sua postura, tente ficar um pouco mais reta e coloque os braços para baixo, o seu equilíbrio tem que combinar com seu modo de andar.

Ela pareceu pensar e sorriu assentindo, em pouco tempo a mesma já estava com cerca de 10 livros. Em seguida tive uma prova sobre a História e as Leis de Daiya

Após o termino agitado da manhã, fui junto de Lyria, Kuro e Judy para a fonte onde Jonas e Dragon nos esperava, ele parecia ansioso e eu estava extremamente curiosa sobre o que ele queria mostrar.

- Que bom que vieram...

- Estamos curiosas Jonas, o que quer nos mostrar?

- Antes, devem me prometer que nunca, em questão alguma vão contar isso para alguém, é um dos meus maiores segredos.

- Eu prometo. – Nós duas dissemos juntas, enquanto a curiosidade só aumentava, o que era tão importante assim para ele pedir total sigilo.

Ele retirou uma chave de um colar no pescoço, e foi em direção a floresta, onde em um local não visto e nem facilmente chegado por ninguém ele fincou a chave no chão. E naquele instante uma porta surgiu no mesmo.

- O que é isso?              

- Já vai ver. Confia em mim? – Ele disse abrindo a porta, guardando a chave e erguendo sua mão para mim.

- Claro. – Disse pegando sua mão e de Lyria ao mesmo tempo.

Naquele instante, ele se jogou pela porta, e por alguns instantes eu somente vi o escuro e uma queda que parecia não ter fim. Foi ai que percebi um sol brilhante em meu rosto e voltei meu corpo para o chão. Notei que estávamos caindo em terra, mais... Não era Daiya e muito menos qualquer outro reino que eu conhecia. Olhei para os lados, vi Lyria porém não vi Jonas. Somente vi...

Um dragão, vindo em nossa direção, e impressionantemente esse dragão nos pegou e vi Jonas em cima dele sorrindo, assim que pousamos em uma montanha a primeira coisa que fiz foi ir até Jonas rapidamente e começar a sessão de perguntas:

- Jonas! Onde diabos estamos? E por que tem dragões aqui? Eles não deveriam estar extintos? Como você conhece esse lugar?

- Hey, Celesty calma... Eu vou te explicar...

Ele me guiou junto de Lyria para a beira da montanha, onde eu tive uma das vistas mais belas do mundo, um reino inteiro, cheio das criaturas consideradas extintas, os dragões. E meus olhos brilharam maravilhada. Olhei para Jonas e ele sorriu:

- Celesty, Lyria... Bem vindas ao reino de Lost Magic.

Lost Magic, eu me lembrava desse nome. Havia lido um livro que contava sobre a Magia Perdida dos Dragões, uma terra única deles, mais ninguém nunca soube se era mesmo verdade.

- Jonas... Como você conhece esse lugar incrível?

Olhei para ele, e vi o mesmo acariciando um pequeno dragão filhote, e rindo:

- Eu cresci aqui Celesty... Não acha mesmo que fui criado pelo Rei Hiroshi né?

Ri com o que ele disse, realmente para pensar se ele fosse criado como o irmão Igor, seria muito irritante.

- Você é adotado?

- Sou... Eu cresci entre os dragões, eles são minha família... O Rei Hiroshi só meu acolheu por causa do que eu sou.

- Do que você é? O que quer dizer com isso? – Indaguei curiosa, vendo Lyria se enturmar muito bem com alguns dragões menores.

Jonas me olhou e sorriu, dizendo em seguida.

- Sou um híbrido, humano e um hipo-dragão... Isso quer dizer que eu posso me transformar em um hipocampo e um dragão. Coisa da minha família biológica.  –Ele sorriu novamente me olhando.

-  Você é incrível Jonas! Simplesmente incrível! – Eu disse sorrindo, e sem perceber havia o abraçado, ele sorriu de maneira agradável e apontou para o dragão que havia nos pego.

- Ouça, essa é Celesty...  –Ele disse para o dragão. – Celesty, esse é Peter, um dragão da Natureza... Protetor dessa parte da montanha de Lost Magic.

- É um... prazer Peter.  –Eu disse sorrindo, notei o dragão se aproximar de mim e colocar a cabeça abaixo de minha mão, o acariciei, ele era bem fofo. – Tem mais dragões por aqui não é mesmo Jonas?

- Com certeza! Eu não disse antes? Lost Magic é literalmente a Terra dos Dragões, só tomem cuidado com o tempo – Ele sorriu e em seguida continuou - Venham, tenho que levar vocês até o Rei, ele está ansioso para conhece-las.

Rei? Dragões também tinham reis agora? De qualquer forma era incrível, Jonas começou a andar e foi seguido por mim, Lyria e nossos Vamphyr’s. Também achei estranho o que ele disse sobre o tempo, mas não liguei muito.

- Jonas... Você disse que era adotado. Como foi parar com o Rei Hiroshi se você vivia aqui? – Eu indaguei, acho que fui direta demais.

Jonas baixou a cabeça, não me respondendo e depois sorriu e disse:

- Um imprevisto... Ele me acolheu por que sabia que minha magia tinha ligação com os dragões, poderia afirmar que para ele não passo de um mero troféu.

Olhei para ele e o mesmo riu.

- Tinha que ver seu semblante agora. – Ele me disse rindo e eu acabei por rir junto dele.

- Não faça piadas assim, não teve graça. – Ri.

Andamos por um tempo, e nesse meio tempo avistei vários dragões, ao passar pelo lago avistei dois dragões de água, um deles parecia ter o corpo feito de água mesmo, era quase transparente já o outro tinha o corpo com a cor azul clara com algo que me lembrou corais acima da cabeça.

Depois de andar um pouco mais chegamos em um lugar que pareceu um solo rochoso, cujo emanava uma aura extremamente poderosa, Jonas parou olhando para o que parecia uma montanha gigante logo a frente.

Jonas colocou a mão no cristal negro de seu colar e o mesmo brilhou, no mesmo instante ele disse:

- Eu estou de volta a minha casa. Majestade, peço sua presença.

A montanha começou a se mover, o chão tremeu, segurei Lyria e fitei, duas grandes asas surgiram der repente da montanha e foi ai que eu vi... Aquilo não era uma montanha. Aquilo era o Rei dos Dragões, com um leve bater das asas daquele dragão eu pude ver um forte vendo ser feito, e assim que o mesmo se cessou, aquele dragão de tamanho impressionante e aura insana se mostrou a nossa frente.

O corpo coberto por uma pele de aparência resistente, que se assemelhava a ferro, eu via algo brilhar como raios roxos dentro do corpo dele. E seus olhos brilhavam em azul esverdeado, era tão grande que eu tinha que erguer meu rosto para cima. Jonas sorriu, aparentemente ele já estava acostumado com aquele dragão impressionante.

- Princesas Celesty e Lyria, Vamphyrs Kuro e Judy... Eu gostaria de apresentar para vocês o Rei Dos Dragões Tamashi Touya.

Olhei para o Rei, de nome Tamashi e sorri, fazendo uma reverência que foi acompanhada por Lyria, Kuro e Judy. O Rei baixou a cabeça fazendo uma reverência e em seguida pude ouvir a voz dele em minha mente, como se fosse um tipo de telepatia.

- É uma honra conhecer as Princesas de Daiya. E também é uma honra tê-los em meu reino. Acompanhando Jonas claro, ele não tem dado muito trabalho a vocês? É um menino tão levado. – Eu ouvia o dragão dizer e acabei rindo.

- Ei! Tamashi! Não fale o desnecessário. – Disse Jonas corando e cruzando os braços, em seguida murmurando para o rei. – A propósito, use logo a magia, vai ser difícil para elas conversarem com você na forma de dragão!

- Ah! Você tem razão...

Os raios que estavam dentro de seu corpo, pareceram sair pra fora e cobri-lo, assim que a tempestade de raios e trovões se cessou, um homem de certa forma humano surgiu a minha frente. Ele tinha uma aparência jovem, eu havia lido em algum lugar que dragões podiam viver por vários anos, porém sua aparência não era totalmente humana, ele ainda tinha suas características em dragão.

Os cabelos eram longos até os ombros ruivos, a pele pálida e os olhos azuis esverdeados brilhantes, as unhas eram afiadas e em suas costas tinham as asas grandes que se arrastavam pelo chão, enquanto fechadas. Naquela forma humana ele usava uma calça preta e botas também pretas, uma blusa branca e um casaco longo preto aberto com um colar e um cristal vermelho.

- Assim é melhor para eu me apresentar, concorda Princesa? – Ele me indagou sorrindo e se aproximando.

- Sim... Perdão, todos os dragões podem se tornar humanos? – Realmente eu era direta demais com minhas dúvidas.

Tamashi riu e me olhou.

- Não, não... São somente alguns dragões especiais que tem essa magia, mais como pode ver não ficamos totalmente humanos. Mais Princesa, me diga aquele mini dragãozinho tem dado trabalho? – Ele se aproximou rindo um pouco.

- Tamashi! – Jonas gritou mais uma vez.

- Ah não, Jonas é muito divertido e gentil, por favor me chame só de Celesty.

- É uma princesa muito educada Celesty. – Tamashi disse sorrindo. – Podem chamar-me apenas de Tamashi.

Algumas cadeiras surgiram ao nosso redor der repente, enquanto Tamashi sentou-se e disse:

- Sentem-se, vamos conversar um pouco... Quero saber mais sobre vocês e sobre como andam os reinos.

Ficamos ali conversando por horas, Tamashi era muito divertido e gentil, amava a conversa com ele, e quando finalmente estávamos indo embora foi quando me toquei da hora.

- Minha deusa! Jonas, as horas! Estarei frita se me atrasar novamente para a aula.

- Celesty calma, ficamos aqui cerca de 3 horas apenas, ficará impressionada quando chegarmos lá... Não foi nada mais do que de 30 minutos a uma hora. – Ele disse sorrindo. - Podem me esperar, preciso conversar uma coisa a sós com Tamashi.

- Tudo bem... –Disse mais aliviada, me afastando um pouco dele e do rei dos dragões.

Passado alguns minutos Jonas retornou para junto de nós com um leve sorriso no rosto. Fincou a chave no chão e o portal se abriu, eu e Lyria que havia amado a terra dos dragões saltamos juntos de nossos Vamphyr’s. Jonas foi logo em seguida.

Quando reaparecemos em Daiya foi exatamente como Jonas havia falado, não havia se passado muito tempo desde que saímos, os deixei na Floresta dos Cristais e me apressei correndo em direção ao castelo.

- Se eu chegar atrasada de novo a Rosallia vai me arrancar a cabeça.

Eu disse para mim mesma, virando o corredor em uma velocidade anormal e abrindo as portas em um empurro somente, esperei Rosallia saltar em cima de mim porém, não foi isso que aconteceu. Assim der repente ouvi o som de uma harpa, um som calmo e relaxado.

E ao ouvir esse som, tudo ficou escuro. Senti assim do nada todo meu corpo pesar e me ajoelhei, sentia meu olho esquerdo latejar um pouco e minha cabeça começou a doer, assim que levantei a cabeça vi um espada atravessar meu corpo. E der repente retornei ao salão de treinamento, totalmente ilesa e aquela dor havia passado.

- Mas, o que foi isso?

- Está atrasada... Princesa... – Ouvi uma voz, porém não era Rosallia, levei meu olhar para uma mulher que estava sentada em uma cadeira com uma harpa ao seu lado.

Essa mulher tinha longos cabelos pretos como a noite lisos que desciam sob suas costas como cascata, sua pele era clara e parecia muito bem cuidada e delicada, os olhos em uma cor linda de roxo que brilhava, os lábios rosados. Ela estava usando um longo vestido azul mar com um decote nos seios, e uma capa de branco transparente. Em seus pulsos braceletes de ouro puro, e um colar com a letra T em cristais. Ela era deslumbrante, porém, eu nunca tinha a visto.

- Perdão, mais quem é você? – Eu tomei a liberdade de perguntar.

Ela sorriu e se levantou sua harpa de ouro simplesmente desapareceu no ar, ela se aproximou e baixou-se um pouco, fazendo uma reverência:

- Sou sua nova professora, meu nome é Kami. –Ela ergueu o corpo, me olhando de maneira fria. – Agora, apresente-se formalmente.

- E-eu sou a Princesa Celesty Mochizuki... – Eu disse, Kami tinha uma aura capaz de dar um medo profundo. Me deixou um pouco alarmada. – Perdão, o que aconteceu com Rosa?

- A Srta.Rosallia estará lhe dando aulas em lutas corpo a corpo, já eu estou aqui a pedido do seu pai. Para lhe treinar tanto fisicamente quanto mentalmente.

-Entendi...

- Vamos começar então. – Ela disse, olhei-a a mesma tinha postura e ainda tinha um ar de uma verdadeira líder. Acho que não deveria esperar menos de uma escolha de meu pai. – Faça 100 flexões e 100 abdominais, seu físico precisa estar perfeito.

Não discuti, mas aquilo era loucura! Mesmo sabendo que seria tal loucura, me abaixei começando as flexões e percebi ela começando a falar:

- Vou lhe fazer algumas perguntas, você não deve parar seus exercícios e deve responde-las em alto e bom tom entendido?

- Sim, senhora. – Disse continuando as flexões.

- Qual é seu tipo de luta?

- Tipo ataque. – Respondi ofegante.

- Prefere Armas Brancas ou Armas de Fogo?

- Me dou melhor com armas brancas.

- Você é capaz de matar?

Aquela pergunta me pegou de surpresa, mesmo assim continuei fazendo os exercícios, lembrei-me de Kuro, da intenção assassina que senti.

- Eu... não sei.

- Isso não é uma resposta, eu estou lhe perguntando. Você é capaz de matar?

- Eu acho que sim... – Disse confusa, Kami falava de um jeito estranho.

Ela ficou em silêncio por um longo tempo, até eu acabar os exercícios. Assim que acabei-os, sentei-me ao chão abrindo uma garrafa d’agua e tomando. Kami se ajoelhou ao meu lado, finalmente dizendo algo:

- Escute, seu reino... na verdade toda a dimensão precisa de uma líder forte, que não hesite, que seja capaz de se livrar das ameaças, e que seja capaz de trazer a verdadeira paz. Você acha que é capaz de fazer isso?

- Por que você está perguntando isso?

- Apenas responda.

- Eu tenho que ser capaz, não é uma questão de achar. – Eu disse dessa vez certa de minhas palavras.

- Boa resposta. – Ela se levantou novamente, me arremessou uma espada e disse. – Pois bem, finja que sou sua inimiga mais mortal, eu matei todos seus familiares, e agora você tem que me matar para garantir toda a paz do mundo. Não hesite.

Peguei a espada no ar, e ela tirou outra espada, e ficou em posição. Aquilo era sim um treino estranho, porém mesmo assim, fiz o que ela pediu. Antes que pudesse me mover eu notei que a espada que ela havia me dado era a minha, meu coração disparou na mesma hora.

Ela sem hesitar me atacou, e eu defendi, me lembrei de focar no treino, e ataquei-a. Girei a espada no ar, saltei em sua direção, novamente aquela sensação pareceu me controlar, a aura a espada foi para mim e pareceu controlar meu corpo, aquela intenção novamente, pensei que iria feri-la na hora porém, ela girou a sua espada em um movimento belo e totalmente poderoso, e bateu contra minha espada mandando-a para longe.

Assim que a espada foi tirada de minha mão, cai ajoelhada, ofegante, mais cansada que o normal, como se toda minha energia tivesse sido sugada de mim, Kami suspirou e guardou a espada.

- Como eu pensava... O rei fez certo em me chamar.

- Do- Do que está falando? – Indaguei para ela de maneira ofegante

- Não sabe? Esse sentimento que a faz querer matar alguém, que lhe controla... É a sua intenção assassina. Possivelmente vindo de sua conexão com aquele mordomo ou pior...

Mordomo? Ela estava falando do Sebastian? Bem, só poderia ser, fazendo um pouco de força me levantei olhando Kami.

- Você sabe da minha conexão com ele?

- Sim, o rei me contou... Ele é a única pessoa que tem minha confiança e agora eu preciso lhe treinar, para aprender a conter essa intenção antes que acabe ferindo a si mesma ou mais alguém. Está disposta a controlar isso?

- Sim. Por favor me ensine!

- Pois bem, começaremos já.

...

Agora me encontrava deitada em minha cama, totalmente exausta, os treinos com Kami haviam sido um dos piores que eu já enfrentei em toda minha vida.  Meu corpo e minha mente estavam extremamente cansados. Olhei as horas em um relógio cravado na parede e me levantei em um pulo.

Fui em direção ao banheiro, onde retirei minhas roupas sujas e joguei-as em um cesto onde seriam lavadas pela criada. Retirei o tapa olho que cobria o olho esquerdo e entrei na banheira que estava com uma água quente relaxante.

Assim que me sentei na banheira, mergulhei minha cabeça para baixo d’água, tudo ficou calmo e silencioso, só levantei a cabeça por que alguém bateu a porta, me chamando:

- Princesa Celesty, a Duquesa está para chegar, por favor se apresse.

Eu particularmente não tinha a menor vontade de conhecer a Duquesa Nightmare, porém aquela voz me era familiar. Sai da banheira e me enxuguei colocando um roupão preto e secando o cabelo com uma toalha, tampando o olho esquerdo com um tapa olho branco, assim que destranquei e abri a porta dei de cara com a pessoa que eu pensava ser.

- Isis?! Mas, o que você está fazendo aqui?

- Voltei mais cedo que o esperado – Ela disse rindo, eu a abracei.

Isis era minha dama de companhia, estava visitando seu reino natal por um tempo, por esse motivo fiquei sem vê-la, ela tinha belos cabelos castanhos escuros encaracolados e presos em dois rabos de lado altos, uma pele clara com os olhos mel, usava um vestido rosa claro rodado, com uma meia calça branca e saltos cor de rosa. Ela saltou em cima de minha pessoa, quase fazendo com que nós duas caíssemos, e depois se afastou com um leve sorriso e curvou-se.

- É bom revê-la, Princesa Celesty.

Sorri e comecei a andar em direção ao closet com Isis me seguindo, a frente do espelho, troquei minhas vestes para um vestido a altura dos joelhos preto com um laço na cintura vermelho, sapatilhas pretas, coloquei luvas pretas e tirei seu tapa olho branco, dando espaço para o que comumente eu usava um preto com uma rosa dourada, coloquei um anel no dedo do meio que tinha a crista da família Mochizuki. E em seguida arrumei meu curto cabelo, a vista dos conselheiros e de outras famílias reais, um cabelo curto não era digno da princesa, eu nem me importava.

- Você vai encontrar a Duquesa Nightmare vestida assim? – Isis me indagou.

- Sim, algum problema? – Percebi que fui grosa demais e disse rapidamente. – Olha se ela vai passar o tempo aqui em Daiya, bom que saiba o que eu realmente uso no meu dia a dia, sem contar que usar vestidos longos agora seria uma grandiosa perda de tempo, e cá entre nós, eu não quero meu mordomo me forçando a usar corpete.

- Seu mordomo? – Isis me indagou confusa, sorri para ela e peguei sua mão.

- Você ainda não o conhece, vem comigo.

Abri as portas e comecei a andar pelos corredores, não corri, sabia que se fosse vista seria repreendida na mesma hora, vi uma das criadas saindo do quarto de meus pais, assim que me viu ela fez uma reverência e eu a indaguei.

- Mey, sabe onde está Sebastian? 

- Princesa na última vez que o vi ele estava no salão principal.

- Obrigado Mey.

Sai andando com Isis me seguindo, abri as portas do salão principal me deparando com Sebastian arrumando tudo perfeitamente. Ele se curvou um pouco para mim assim que me viu, como os servos do castelo sempre faziam, já havia aprendido a ignorar isso.

- Sebastian, esta é minha dama de companhia Isis Hitomi. – Sorri os apresentando. – Isis, este é meu mordomo Sebastian.

- É um prazer conhece-la. – Sebastian curvou-se e Isis retribuiu, ela me pareceu um pouco alarmada ao olhar em Sebastian.

- O que você está fazendo aqui Sebastian?

- O rei me disse para preparar a melhor da hospitalidade da família real para a Duquesa Nightmare... Já preparei o quarto onde a mesma ficará, então estou a terminar de organizar o salão principal. – Ele me olhou de cima a baixo. – Milady, tem certeza que estará com esta vestimenta para recepcionar a Duquesa Nightmare?

Milady? Agora era assim que ele ia me chamar? Bem...  Melhor do que ficar me chamando de princesa a cada 5 palavras. Sorri para ele e dei um giro.

- Sim, esta roupa não é tão curta e ainda combina bem comigo, não acha? –Sorri.

- Se a senhorita diz, quem sou eu para negar. – Ele retribui o sorriso.

- Vamos para biblioteca. – Isis me puxou, parecendo querer sair de lá o mais rápido possível.

 - Tudo bem... Calma Isis. – Ela continuou a me puxar, despedi-me de Sebastian com um sorriso e a acompanhei.

Assim que chegamos na biblioteca, ela fechou a porta da mesma, peguei um livro sobre os reinos proibidos da Dimensão Lunar, e vi Isis distraída, olhando pela janela parecendo estranhamente interessada no céu claro e sem nuvens. Fui até ela.

- Isis, qual é o problema? Por que ficou daquele jeito com o Sebastian, digo ele é um mordomo muito bom e eficiente.

Isis me olhou nos olhos, curvei a cabeça para o lado de maneira curiosa e ela finalmente disse depois de alguns minutos de silêncio.

- Eu só senti algo estranho vindo daquele mordomo... Como se fosse uma escuridão absoluta. Desculpe Celesty, realmente agi como idiota naquela hora, deve ter sido apenas impressão. – Ela sorriu para mim, um sorriso meio forçado.

- É... deve ter sido apenas impressão. – Disse perdida em minhas palavras. Me sentando em uma poltrona, abrindo o livro e parecendo lê-lo.

Por que será que ela teve aquele sentimento vindo de Sebastian, eu sabia exatamente a resposta para essa pergunta. Os olhos de Isis eram conhecidos por ver bem... Bem até demais, ela via o impossível e mais ainda, seria possível ela ver a verdadeira natureza de Sebastian?

Me perguntei isso por algum tempo, esquecendo completamente do livro que estava lendo. Passados alguns minutos ouvi passos próximos e olhei para Isis, coloquei o livro sobre a mesa redonda ao meu lado e fui até a janela da biblioteca onde olhei uma carruagem saindo. Ela havia chegado, e pelo visto já havia algum tempo.

Ouvi a maçaneta da porta se mover, e as portas se abriram em sincronia revelando Kurayami, ele se afastou da porta e deu espaço para uma mulher entrar, junto de um homem atrás dela. Em seguida Kurayami foi até mim sussurrando para eu ficar reta e anunciou.

- Senhorita, esta é a Princesa Celesty Mochizuki. – Ele me apresentou para a mulher e então disse. – Princesa, esta é a Duquesa Victoria Nightmare.

- É um prazer conhecê-la princesa. – Victoria curvou-se um pouco em uma reverência.

- O prazer é todo meu Duquesa, é uma honra tê-la em nosso castelo. – Disse retribuindo a reverência com um sorriso agradável sob o rosto, assim que me ergui novamente foi que notei como a Duquesa era bonita.

Ela possuía os cabelos brancos com leves mechas em vermelho que mal podiam ser notados, seus cabelos eram ondulados e cortados até um pouco abaixo dos ombros, tinha uma pele clara e aparentemente macia e bem cuidado, seu olho direito era um rosa brilhante enquanto o esquerdo um azul profundo e agradável, tinha um símbolo musical em vermelho bem claro ao lado do olho esquerdo. Usava um longo vestido vinho, com algumas rosas pintadas em roxo em duas listras do mesmo, as mangas do vestido não chegavam a passar dos cotovelos. Seus lábios eram rosados e tinha um sorriso belo. Eu também tinha a incrível sensação que a conhecia.

- Este é meu mordomo e guarda pessoal, seu nome é Philip.

Levei meu olhar ao tal Philip que se curvou um pouco colocando a mão sob o peito, por algum motivo aura dele me lembrou a aura de Sebastian. Sacudi a cabeça levemente e curvei a cabeça um pouco.

Philip era um homem alto, pele clara, óculos, os cabelos pretos curtos e os olhos dourados. Um terno escuro que o mordomo sempre deveria usar semelhante a de Sebastian, por exceção da crista ser da família Nightmare e luvas brancas.

- Esta é minha Dama Real, seu nome é Isis Hitomi. – Apresentei, e as duas também se cumprimentaram.

- És realmente uma garota bela princesa Celesty. – Ouvi Victoria dizer enquanto a mesma olhava para mim e ela continuou. – Tenho a forte convicção de que irá ser uma ótima princesa para seu reino.

- É uma honra receber tais elogios... Gostaria de tomar uma xícara de chá, posso pedir para meu mordomo preparar agora mesmo. – Ofereci tentando ser gentil.

- Infelizmente vou negar, devo me encontrar com o Rei Sol para discutirmos mais sobre o Reino Daiya, com sua licença.

Ela se despediu e saiu lentamente com Philip seguindo-a por trás, Kurayami me olhou e ergueu o polegar sorrindo, como se dissesse apenas com esse gesto “Você foi ótima”.

Assim que eles saíram da biblioteca, respirei aliviada me sentando na poltrona, e fechei o livro não tinha mais animo pra ler, alguma coisa em Victoria me deixou bem incomodada. Sua aura e daquele mordomo era algo bem perturbador.

Senti minha visão pesar, meu corpo estava cansado e eu nem mesmo havia percebido isso, estava exausta. E assim der repente tudo ficou preto.

...

- Milady?

Eu ouvia alguém me chamar, de longe, uma voz calma, relaxante e um pouco fria.

- Milady, por favor acorde. – Eu abri os olhos rapidamente e em um alto reflexo movi minha mão em direção aquela pessoa, como se fosse ataca-lo com as garras, meu braço foi segurado. Eu foquei e vi Sebastian.

- Sebastian, desculpe-me. Você me assustou.

- Peço perdão Milady, já esta tarde e a senhorita deve ir deitar-se.

Olhei pela janela, já estava a noite, eu estava tão cansada assim? Me levantei com um pouco de dificuldade, aquilo não era normal eu nunca me senti tão fraca, apoie-me em Sebastian que pareceu preocupado.

- Milady? Algum problema?

- Não... Eu só estou cansada.

Voltei a andar deixando o livro em cima da mesa, indo em direção a meu quarto com Sebastian me acompanhando, tinha algo me incomodando.

- Hey Sebastian, onde está Lyria?

- A Lady Lyria está em seu novo quarto, ela passou o dia estudando e treinando e já está dormindo.

- Entendo...

Parei a frente de meu quarto e entrei no mesmo, Sebastian preparou a cama enquanto eu fui até o closet e me troquei para uma longa camisola preta.

- Obrigada Sebastian, tenha uma boa noite. – Eu disse para ele dando um sorriso, Sebastian era tão gentil que as vezes eu me esquecia que o mesmo era um demônio.

- Com sua licença. – Ele disse retirando meu tapa olho e colocando sob a cabeceira da cama, com a mão no peitoral se despediu. – Boa noite Milady.

Ele saiu, deitei-me e aguardei um pouco, estava olhando para o teto, até ouvir alguns passos, já era tarde, e Sebastian não estava mais lá, então quem estava?

Me levantei e descalço e em total silêncio abri a porta lentamente, a porta do quarto de Jonas estava entreaberta. Engoli em seco, o que ele estaria fazendo acordado a essa hora?

Cheguei próxima da porta, escondendo toda minha aura, e meu cheiro. A curiosidade falou mais alto e fui observar. Pela fresta eu pude observar Jonas e o Rei Hiroshi, em uma conversa que me pareceu um tanto perturbadora, principalmente depois daquela brincadeira que ele havia feito.

- O que você está querendo aqui? – Eu ouvi Jonas sua voz tinha algo ruim como um pesar.

- Estou aqui por que me preocupo com você... – A voz de Hiroshi era algo que me causou um arrepio por todo o corpo.

- Não... Você não se preocupa.

Jonas mantinha a cabeça baixa, ele se recusava a olhar para o Rei Hiroshi, e eu podia ver... Ele estava tremendo?

A cena seguinte, me arrependi de ter visto e ouvido. O Rei Hiroshi passou a mão direita pelo rosto de Jonas, o levantando e o forçando a olhar em seus olhos. Sua voz em um tom prazeroso, que me deu nojo e até medo, e seus olhos, emitiam um prazer imenso ao ver os olhos de Jonas que indicavam uma mistura de medo e ódio.

- Olhe para mim... Lembre-se todas as vezes que acordar ou for dormir... Eu me preocupo com você, claro como não me preocuparia com meu maior e mais belo troféu?

Ele soltou Jonas e se preparou para sair, Jonas novamente baixou a cabeça, assim que ele estava na porta me escondi atrás de uma cômoda do corredor e ouvi ele dizer antes de sumir pelo corredor escuro:

- A marca que carrega é a prova que você é meu mais precioso troféu... Filho querido.

Aquilo me deixou de certa forma alarmada, voltei para meu quarto e me deitei na cama, não consegui dormir pelo resto da noite. Me lembrando a todo momento daquele cena, aqueles olhos. Realmente tinha algo que eu ainda desconhecia dessa minha dimensão, não só algo e sim as pessoas.


Notas Finais


Espero que tenham gostado, por favor comentem, favoritem e deem notas. Criticas são sempre bem vindas

Sayonara


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