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História Dinastia - Capítulo 86


Escrita por: Milena_MR

Capítulo 86 - Dia de aula após a entrevista. (Parte 5)


Fanfic / Fanfiction Dinastia - Capítulo 86 - Dia de aula após a entrevista. (Parte 5)

 

 

“Chojuro, por que você não me contou que o Lorde Ao é o seu pai?” Chojuro repetiu em pensamento aquela frase se perguntando, por um momento, se tinha ouvido corretamente. “Como o Naruto descobriu? Será que de alguma forma isso foi divulgado? Alguém mais viu aquelas mensagens e de alguma forma descobriu que o Lorde Ao é o meu pai? Será que todos sabem?” Ele temeu engolindo.  

-Como você soube? - O menino perguntou fechando os olhos. 

-Ele me contou. O seu pai está aqui agora. Furioso, porque você ficou na faculdade. - Naruto falou explicando brevemente a situação olhando para o lorde que o encarava do outro lado de um enorme salão. “O Lorde fez acusações muito estranhas aqui. Eu tenho que saber o lado do Chojuro. O pai dele acha que ele se aproximou de mim para chamar atenção dele, que ele quer destruir a casa real deles, mas o Chojuro não faria isso. Ele nem queria ser meu amigo... Eu tenho que falar para o Chojuro o que o pai está pensando dele. O que o pai dele fala dele por aí.” 

-Que confusão. - Chojuro disse cansado por aquela manhã interminável. - Isso é muito complicado, amanhã quando nos encontrarmos pessoalmente eu explico tudo. Pode ser? - O menino de cabelos azuis acinzentados pediu olhando para Kurotsuchi. “Essa conversa pode demorar e eu só queria falar com a Kurotsuchi primeiro. Resolver um problema de cada vez.” 

-Pode sim, mas fala com ele. - O loiro aconselhou. - Pelo o que eu conversei com ele. O seu pai acredita que nós queremos destruir a casa real dele. - Ele completou e Chojuro piscou algumas vezes processando aquela informação. 

-Como assim? - O menino de cabelos azuis acinzentados perguntou surpreso. “Como assim, queremos destruir ele?”  

-Ele não entrou em detalhes... Pelo que eu entendi, ele pensa assim por causa de uma conversa que vocês tiveram ano passado e que você ficou com raiva. - O príncipe falou e o amigo cerrou os olhos incrédulo. 

-Conversa em que eu fiquei com raiva? - “Do que o Lorde Ao está falando? Eu nunca briguei com ele ou algo do tipo.” Chojuro pensou surpreso. 

-Eu não sei, Chojuro. É melhor você falar com ele. Ele ameaçou até falar com o meu tio sobre a situação. - Naruto disse confuso também. - Temos que resolver isso. Meu avô e meus tios já estão com muitos problemas para resolver por causa daquela entrevista. - O loirinho completou sendo sincero. 

-Eu sei. - Chojuro disse sabendo como o amigo se sentia. - Passa o telefone para ele. Eu vou tentar conversar. - Ele completou querendo ser corajoso e não temer o que estava por vir. “Seja confiante.” 

-Certo, mas antes você está bem? Conseguiu sair da faculdade em segurança? - O mar perguntou preocupado com o amigo.  

-Sim, eu saí pelo hospital. Não está tão movimentado quanto na nossa faculdade. - Chojuro disse satisfeito por ter saindo da maneira que ele acreditava ser a melhor possível. 

-Ainda bem. Eu vou passar o celular para o seu pai. - Naruto falou sorrindo. 

-Ok. - Chojuro respondeu fechando os olhos.  

 

Assim, enquanto o príncipe cruzava o salão, Chojuro levou a mão ao peito na tentativa de se acalma mais uma vez após os altos e baixos daquele dia difícil. “Pai... O Naruto também usou essa palavra... Eu nunca ouvi tanto essa palavra quanto eu ouvi hoje... O Lorde Ao deve estar com muita raiva escutando todos falarem que ele é meu pai. Ele odiou quando eu o chamei assim... Eu vou ser confiante. Eu vou falar calmamente com ele e espero que ele me escute... E eu sei que o Naruto não vai contar a ninguém. Ele não contou nem para os nossos amigos que eu fiquei com a Kurotsuchi na festa... No final, com essa conversa eu arrumo essa confusão.” O menino pensou preocupado lutando contra a vontade de desligar aquela ligação. 

Chojuro ainda estava de olhos fechados quando ouviu o seu nome ser pronunciado pelo ministro. 

-Chojuro. - O lorde falou sério se afastando do príncipe. 

-O... Oi. - Ele falou nervoso. “O Naruto disse que o Lorde Ao estava furioso e pelo tom de voz dele ele está mesmo.” 

-Por que você não veio para o palácio? - O idoso perguntou chateado e o filho engoliu o seco. 

-Eu achei melhor sair com os demais alunos da sala. - Chojuro justificou. 

-Garoto, o você está querendo destruir o nome da minha casa, não é? - Ao falou com raiva. 

-Não... - O menino de cabelos azuis acinzentado começou dizendo, mas foi interrompido.  

-Eu fiquei sabendo que você entrou em medicina. Você fez isso para chamar a minha atenção, não foi? Não espere que eu vá querer me aproximar. - O pai acusou severo. 

-Isso não tem nada a ver com o senhor. - O menino disse rápido. “Por que ele acha que eu quero tanto assim me aproximar dele? Depois daquela ligação ano passado eu nunca nem tentei nada... Eu entendi o recado. Depois daquela humilhação tudo o que eu quero é distância do Lorde Ao.” 

-Você acha que eu não percebi que você entrou no grupo do príncipe só para chamar a minha atenção, menino. O que você pretende? Me expor? Pôr o príncipe Naruto contra mim? - O lorde acusou novamente. “O príncipe defendeu o Chojuro quando eu disse que ele havia se aproximado para chamar a minha atenção. Eu tenho certeza que aquele fantasma quer por todos contra mim.” 

-Eu nunca faria isso, Lorde Ao. - Chojuro se defendeu assustado.   

-Eu não sou burro, Chojuro. E é melhor você não tentar nada. Eu sou muito mais poderoso que você. Eu sou o ministro mais amado do país do Fogo, eu tenho o maior índice de aprovação e pertenço a uma das casas mais antigas e influentes desta dinastia.  

-Eu sei. - O menino disse com medo. “Eu não quero que ele pense que eu sou inimigo dele. Eu não quero brigar... Calma, eu tenho que me acalmar e fazer ele ver isso.” 

-Eu quero que você saia o mais rapidamente daí. Me entendeu, Chojuro? Eu já te falei que ninguém pode descobrir o erro que eu cometi. A sua existência é uma vergonha para mim. - Ao disse e o menino baixou a cabeça triste. 

-Não tem como me ligarem ao senhor. Não precisa se preocupar. Eu já sa... - Ele começou a falar triste. “Eu quero acabar logo com essa conversa. No final, conversar com o Lorde Ao sempre me faz eu me sentir mal.” 

-Garoto, você não tem noção de nada mesmo, nê? Você puxou a sua mãe. - O lorde disse e Chojuro fechou a mão para se controlar. 

-Não fala dela. A mamãe não tem nada a ver com isso. - “Eu posso aceitar que ele fale de mim, mas da minha mãe não. Ela é a melhor pessoa que eu conheço. A mamãe não merece isso.” Ele pensou sentindo raiva do pai.  

-Aquela imprudente é a culpada por essa situação. Ela me falou que você nunca frequentaria os mesmos lugares que eu. - O ministro disse sentindo que o filho defendeu a mãe. “Eu nunca devia ter permitido que ela ficasse com esse menino. Qualquer um que olhe para ele pode o liga a mim. Ele é minha cara.” 

-A culpa disso é principalmente sua. Não culpe os outros pelas suas falhas. - Chojuro disse cada vez mais chateado e querendo proteger a mãe que ele tanto amava. “O Lorde Ao era casado, minha mãe não. Se ele não queria ter um filho fora do casamento, ele que não traísse a esposa. Do jeito que ele fala é como se ele não fosse o culpado também.” 

-O que? Você não pode falar nesse tom comigo. Você está com raiva que o descobri o seu plano, não é? Você se aproximou do príncipe Naruto para me atingir. Você planejou mais o que, Chojuro? Me expor para que o povo esqueça de pressionar o príncipe? Você quer que eu perca o meu cargo e seja humilhado. - O idoso supôs e o menino de cabelos azuis acinzentados respirou fundo querendo se acalmar. 

-Eu não planejei nada. Eu... - O menino disse o mais calmo que conseguia, mas era impossível. 

-Garoto, não me irrita. - O lorde interrompeu com raiva. 

-Eu estava no lugar em que eu poderia estar. Eu não planejei me aproximar de ninguém. Você que permitiu que o Naruto e os amigos se aproximassem de mim. - Chojuro falou rápido se defendendo. “Ele achou que eu não faria faculdade esse ano ou o que? Fora que como eu saberia que o Naruto e os amigos entrariam na mesma sala que eu? Isso não faz sentido. O lorde não vê?... Se tiver um culpado é ele. Ele sabia em qual curso o Naruto havia entrado. Ele sabia que, no mínimo, eu começaria na faculdade esse ano e nem pensou em olhar em qual curso eu me inscrevi.”  

-Garoto. - Ao disse severo. “Não importa o que ele fale. Eu não serei enganado. O Chojuro acha que consegue me manipular.” - Não tente me culpar. Você não vai me enganar. Você se aproveitou da situação da melhor maneira possível, não foi? Você não sabia que o príncipe entraria na sua turma, mas tenho certeza que fez de tudo para se aproximar dele.  

-Lorde Ao... 

-Você nem disfarça, Chojuro. Acha que eu não sei que ficar na faculdade foi uma estratégia para despertar em mim algum sentimento de preocupação com você. - O ministro fala e o menino cerra os olhos surpreso. 

-Eu só fiquei porque eu não queria me encontrar com o senhor. - Chojuro disse o que sentia. - Eu não quero me aproximar. Eu juro. 

-Mentiroso. Como você ter o meu sangue? Isso com certeza é culpa da criação da Mei. - Ao acusou e Chojuro não soube descrever a raiva que sentia ao escutar falarem mal da mãe que sempre fez de tudo para nada nunca faltar a ele. 

 

Enquanto isso, a alguns metros dali vendo o menino que amava conversar ao telefone de longe, Kurotsuchi tentou imaginar qual assunto estava deixando Chojuro tão estressado. “Eu não quero saber. Eu não quero saber nada da realeza.” Ele pensou desviando o olhar e tentando afastar aquela curiosidade.  

Recebendo uma mensagem do avô perguntando se ela iria demorar, a menina olhou em direção ao hospital e viu o seu avô a observar de longe. Decidida a se despedir do amigo e ir com o idoso que estava a esperando, Kurotsuchi caminhou em direção a Chojuro, mas parou congelada ao ouvir a voz dele.   

-É mais fácil o senhor culpar os outros, não é? Para alguém tão orgulhoso da casa real ao qual pertence, o senhor não fez um bom trabalho em proteger ela... - Chojuro disse com raiva por escutar o lorde, mais uma vez, falar mal de Mei. 

-Chojuro. - Ao o repreendeu. 

-Se você se importava tanto, porque você permitiu que eles se aproximassem de mim? Já pensou que você poderia ter evitado isso, se pelo menos tivesse se interessado. - O menino de cabelos azuis acinzentados disse chateado. “A mamãe falou que eu nunca frequentaria o mesmo ambiente que ele porque não tinha como ela saber que o Naruto iria quebrar todas as regras para fazer medicina... O Lorde Ao podia ter me avisado antes, eu passei na outra faculdade pública em Konoha também. Eu só vim para essa porque ela era a melhor. Se ele tivesse me pedido para eu me matricular na outra eu tinha feito.” Ele pensou tentando controlar a raiva. 

-O nome da minha casa real é a única coisa que importa para mim. - Ao falou com certeza e escutou o filho puxar um ar. - Muito bem. Você me encurralou. - O lorde perguntou cansado daquela discussão. “Melhor saber logo o que esse fantasma quer. Eu falei para o Byakuren que não aceitaria o que o menino pedisse, mas eu quero resolver logo isso. Se for algo material eu dou o que ele quiser.” - O que você quer, Chojuro? Você quer dinhe... - Ele completou e o filho o interrompeu chateado. 

-Eu não quero nada. - Chojuro disse rapidamente. “Eu quero nunca mais falar com o senhor.” Era o que ele queria ter respondido. 

-Então quer um pedido de desculpas? Está fazendo isso pelo que eu falei naquela ligação de dezembro? - O idoso supôs e ouviu o filho suspirar. 

-Eu não quero suas desculpas. Eu quero que o senhor me deixe em paz. - Chojuro disse o mais calmo possível desejando mais que tudo nunca mais conversar com o pai. 

-Falando desse jeito parece até que eu quem fui atrás de você. - Ao falou com certo desprezo. “Eu devia ter garantido que a Mei não moraria em Konoha. Devia ter, pelo menos, a enviado junto com ele para uma cidade bem longe daqui. Assim como era feito nesses casos antigamente... Se eu tivesse o enviado para alguma cidade minúscula do interior, eu não estaria nessa situação.” - Diga logo o que você quer e vamos terminar com esse joguinho. Não me faça perder a paciência. Você já teve muita sorte, garoto. Você sabe o que pessoas como eu faziam com bastardos como você? 

-...- “Ele está me ameaçando?... Será que ele vai fazer algo contra mim? Eu não devia ter falado daquele jeito com ele.” Chojuro recuou apavorado. 

-Eu quero que você desista dessa faculdade. Quero que você mude de cidade, quem sabe de país. Eu quero você o mais longe possível. - O idoso disse ao perceber que o filho nada falava. 

-O senhor não está falando sério. - Chojuro falou surpreso. “Essa não.”  

-Eu te dou muito dinheiro. Você pode ter tudo o que você quiser em qualquer lugar longe daqui. - O lorde disse e mais uma vez recebeu o silêncio do filho. 

-... - “Por que ele sempre me oferece dinheiro? Ele acha o que? Que isso resolveria todos os problemas da minha vida? Esse homem não presta mesmo. Eu não sei como a mamãe ficou com ele.” O menino pensou triste.  

-Então. - Ao cobrou uma resposta. 

-Eu não vou fazer isso. - Chojuro disse por fim. “Não tem como eu fazer isso. O tratamento da minha mãe é aqui. Eu não posso sair de Konoha. Será que eu devo dizer que ela está doente?... Mas se ele atrapalhar o tratamento dela? O que eu devo fazer?” 

-Como assim, menino malicioso? Você quer o que? Está com raiva e quer fazer mal a minha família. 

-Eu não quero nada seu. Eu estou muito bem sem nada vindo do senhor. - Chojuro disse. “Malicioso? Mas o que ele quer dizer com isso?... Melhor falar da mamãe. Ele deve entender que eu não posso sair daqui. Vai entender que eu não estou tramando nada.” 

-Você me ligou naquele dia. - O lorde falou duvidando do filho. 

-Ano passado foi atípico, mas eu entendi o recado. Eu liguei porque a mãm... - O menino de cabelos azuis acinzentados começou a falar, mas desistiu. “Falo ou não falo? O quanto menos ele souber da minha vida melhor... No final, ele só vai atrapalhar tudo. O Lorde Ao não pode me ajudar.” 

-Tudo bem. - O idoso disse ao receber mais uma vez o silêncio do filho. - Eu não devia ter falado daquela forma com você. Não me exponha para a imprensa. Desde a fundação a nossa casa real nunca se envolveu com polêmicas. - Ele se desculpou e o filho respirou fundo. 

-Não precisa temer a mim. Não precisa falar nada... O que aconteceu ano passado serviu para eu entender a situação. Eu vi a verdade. - O menino apenas falou e o pai ficou confuso. 

-O que você quer dizer? - O lorde perguntou. 

-Nós somos totalmente incompatíveis, eu sou como a mamãe não como você. Então, vamos fingir que nunca ouvimos falar o nome um do outro antes. Pode ser? - Chojuro sugeriu o que sentia ser a melhor solução. “Eu quero que tudo volte ao normal. Eu finjo que não o conheço e ele esquece da minha existência... Isso é o melhor e o mais seguro para mim e para minha mãe.” 

-Garoto, eu tenho uma reputação a zelar. Eu sou um marquês. Se souberem que você existe eu perco muita coisa. Você espera o quê? Que eu finja que você não existe e a qualquer momento você vem e me liga quando algo acontecer. Eu entendo que você sinta que nós poderíamos ter uma relação de pai e filho, mas não podemos. - O lorde disse num tom mais calmo. 

-Eu juro que eu não ligo para o senhor. Eu não preciso de um pai. Eu só quero viver a minha vida em paz. E quanto o mais longe do senhor melhor. - Chojuro concluiu e Ao ficou indeciso. “Eu já tenho muitos problemas. Eu não preciso de mais um. Eu não quero que nada mude na minha vida, além da recuperação da mamãe... Esse homem pode atrasar tudo e eu não vou permitir que isso aconteça. A minha mãe não pode nem imaginar que o Lorde Ao me ameaçou. É bem capaz dela largar o tratamento e me levar para longe daqui para me proteger.” 

-Eu sei que você vai reclamar parte do que é meu algum dia, Chojuro. O que você planeja? Esperar que eu morra para pedir parte da herança? - O homem perguntou e o filho suspirou cansado por mais uma acusação. 

-Eu não farei nada disso... Se o senhor quiser pode fazer algo por escrito em que eu abro mão de qualquer coisa que possa ser meu. Eu assino. - Chojuro apenas disse querendo findar aquela conversa. 

-O que você quer a final, Chojuro? - Ao perguntou sem compreender a situação. 

-Eu já disse. Eu só quero viver minha vida em paz. Finja que eu morri. Para mim o senhor nem existe mesmo. - Chojuro disse o mais sincero possível e o lorde ficou surpreso com aquela afirmação. 

-Então você não vai desistir da faculdade, nem nada que eu pedi? - O ministro quis confirmar e o menino pôs a mão no peito. 

-Não. - Chojuro respondeu com medo. “Eu espero que ele não faça nada contra mim.” - Eu... Eu vou desligar, ok? Eu acabei de sair pelo hospital e quero chegar em casa.  

-Você já saiu da faculdade? - Ao perguntou surpreso.  

-Sim. - O menino apenas disse e o idoso sentiu que podia ter levado aquela conversa de outra forma. - Não se preocupe. Eu não ligarei mais. E, por favor, não me ligue também. - Ele completou, desligou o telefone e fechou os olhos. 

-Cho... - Ao tentou chamar pelo filho, mas a ligação já havia chegado ao fim. “Por que eu não perguntei antes se ele já havia saído? Eu não precisava ter sido tão duro com ele. Pelo jeito o Chojuro só não veio com os amigos para não me encontrar... Eu não devia ter feito tantas acusações, mas aquele garoto me deixa tão nervoso... Eu nunca considerei o reencontrar depois de tanto tempo.” 

 

Quando aquela ligação chegou ao fim o menino de cabelos azuis acinzentados sentiu que finalmente podia respirar. “Espero que o Lorde Ao se acalme e não faça nada.” Ele pediu angustiado. 

Abrindo os olhos ele olhou na direção ao qual estava a neta do professor. Vendo-a próxima a ele, Chojuro se sentiu surpreso e ao mesmo tempo agradecido por ter alguém ali ao seu lado.  

-Kurotsuchi. - Ele falou para a menina que parecia distante dali. 

-Chojuro. O que você está fazendo? - Ela perguntou vendo a tristeza nele. 

-Eu não sei. - Chojuro disse sem ânimo e ela se aproximou ainda mais. - Acho que é melhor conversarmos amanhã. Hoje está sendo um dia tão cansativo... Eu vou para casa. 

-O assessor do seu pai estava preocupado com você. Eles sabem que você anda de ônibus por aí todos os dias? - A menina perguntou e o menino soltou um sorriso triste. 

-Preocupados? - Ele falou achando até engraçado o uso daquela palavra após a conversa que acabara de ter.  

-O país do Fogo não é mais tão seguro para quem tem sangue real. Não é mais segura para você. Você devia ter ido com o príncipe. - A neta do professor falou preocupada tocando a mão do menino. 

-Eles não estavam preocupados com a minha segurança, Kurotsuchi. Eles me odeiam. - Chojuro apenas disse e ela olhou indignada para ele. 

-Quem falou isso para você? Foram os mesmos que disseram ao Naruto que os cidadãos do país do Fogo odiavam ele? Não me diz que os terroristas convenceram vocês de... - Ela começou a falar, mas não teve coragem de completar. “O Chojuro estava culpando o pai por deixar alguém se aproximar dele. E se esse alguém forem os terroristas? Por causa deles o Chojuro se afastou da família.” 

-Isso não tem nada a ver com o ataque a coroa. Não fica assim. - Chojuro falou atencioso sabendo o que a menina sentia.  

-Não mente para mim. Eu não quero que você me proteja, assim como faz com a sua mãe... - Kurotsuchi disse lembrando que o menino não falou a verdade para mãe sobre ser amigo do príncipe. - Vocês são os mais inteligentes, não são? Não podem acreditar naqueles desgraçados. Eles queriam destruir o nosso país. - Ela completou querendo o ajudar. “Eles destruíram a minha família e estão destruindo a do Chojuro. Eu não posso deixar isso acontecer.” 

-Os terroristas não falaram nada para mim, Kurotsuchi. Eu nunca tive contato com eles... Eu só falei que o meu pai me odeia porque essa é a verdade. - Chojuro falou sincero. 

-Quem disse a você que o seu pai te odeia? - Ela perguntou e ele olhou para o chão. 

-Ninguém falou. Eu sei. Eu sou a maior vergonha da vida dele. - O menino repete o que acabara de escutar. 

-O que? - Ela perguntou atônita. 

-Como eu disse, eu não sou um filho gerado de um casamento real, como o Naruto por exemplo. A preocupação que do meu pai não é em relação a minha segurança. É que os outros saibam que eu existo. - Ele fala brevemente não querendo ter que explicar mais a situação do que aquilo. 

-Eu não sabia... - Kurotsuchi fala tentando encontrar palavras para animar o menino triste a sua frente. 

-Tá tudo bem, mas ninguém pode saber disso. Ok? - Ele falou e a menina assentiu. 

-Sim. - Kurotsuchi disse e abraçou o menino que gostava. “Ele está tão triste. O pai dele não é uma pessoa legal. Esses lordes são prepotentes até com os próprios filhos. A realeza é muito podre.” - Não se preocupe. Eu não vou falar nada. - Ela completou e sentiu ele a apertar naquele abraço. 

-Obrigado, Kurotsuchi. Você sempre me ajudando. - O menino fala com carinho se sentindo melhor.

-Não precisa agradecer. - Ela diz sorrindo ao sentir o menino de cabelos azuis acinzentados mais animado.

-Eu sei que você está assustada com o que aconteceu hoje, mas estamos todos seguros. Os terroristas já foram presos. Não precisamos ter medo. - Chojuro disse amoroso olhando nos olhos dela. "Eu quero que ela supere isso. Eu sei o quanto ela ainda sofre por causa daquele atentado." 

-Eu sei, mas eu não consigo não ter medo. - Ela disse e ele acenou compreensivo. - Quando o príncipe Naruto disse que as pessoas do país do Fogo não gostavam dele eu achei um absurdo. Olha aquela manifestação... Depois você falou que seu pai te odiava e eu pensei: Isso só pode ser coisa daquele grupo terrorista. - A menina completou e o menino fez um sinal negativo com a cabeça. 

-É complicado, Kurotsuchi. - Chojuro disse sem ânimo. - Para o Naruto também não é fácil. 

-Eles adoram a realeza. É até ridículo como todos os veneram. - A neta do professor diz num tom de desprezo. 

-Não, eles não adoram. Se adorassem perceberiam que o Naruto odeia ser príncipe. Ele nunca quis assumir. - Chojuro fala e a menina olha surpresa para ele. - Por causa da cerimônia de coroação ele passou semanas se sentindo mal. Você não viu a diferença dele naquela cerimônia e na sala de aula? Como ele estava super estressado lá - O menino perguntou e a menina ficou pensativa. - O Naruto vai aceitar ser patrono por um tempo só para ajudar a família dele nesse momento atribulado. Ao contrário do que aquela entrevista mentirosa do príncipe Ise disse, o Naruto ama a família dele. - Ele completa e a neta do professor suspira. 

-Eu só não quero que você abdique por causa daquele ataque. - A menina diz segurando a mão dele.  

-Eu não tenho nada para assumir. Eu nunca assumiria nada, Kurotsuchi. Não fica assim. - Chojuro fala gentil encostando a testa dele na dela querendo que a menina acreditasse nele. - Tá tudo bem. Vai ficar tudo bem. - Ele completa com um sorriso leve. 

-Tudo bem. - Kurotsuchi fala olhando para os lábios do menino que estava tão próximo que ela podia sentia a sua respiração. 

Percebendo o olhar profundo da neta do professor, Chojuro sentiu a respiração cada vez mais lenta à medida que perdia o sorriso e se perdia olhando os lábios dela. Assim, não conseguindo evitar aquela aproximação, os dois se beijaram e por aquele instante os problemas foram esquecidos.  

E quando os lábios deles se separaram eles só se olhavam felizes. 

-Melhor você ir para casa. - Kurotsuchi falou sem desviar o olhar do menino. 

-A gente ainda vai sair no sábado, nê? - Chojuro quis saber segurando a mão dela. 

-Sim. - Ela falou e ele sorriu aliviado. 

-Certo. - Ele disse sorrindo. - Acho que eu já vou, então. - Ele completou sem saber muito o que falar e ela assentiu. 

-Me avisa quando chegar em casa. - A neta do professor disse e o menino beijou a bochecha dela. 

-Aviso sim. - Ele disse sorrindo. - Até amanhã. 

-Até. - Ela respondeu sorrindo. 

 

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Algumas horas depois, quando o sol já não estava mais presente no país do Fogo, em um apartamento espaçoso e próximo a universidade de Konoha, um jovem professor olhava as notícias daquela segunda-feira caótica.  

Vendo o pai na televisão ao lado do príncipe herdeiro, Ebisu suspirou imaginando como seria o dia seguinte. “Meu pai vai ministrar aulas quinzenais esse bimestre. Isso será um desafio para mim. Eu sei que ele aceitou isso por causa do príncipe Naruto e, pelo que diz na reportagem aqui, também é para mostrar a realeza mais próxima a população, mas eu tenho certeza que ele vai aproveitar o tempo que termos juntos planejando as aulas para falar sobre como eu deveria estar trabalhando na câmara dos lordes.” O moreno pensou desanimado.  

O homem estava perdido em pensamentos de suposições quando o seu telefone e ele suspira ao ver o nome pai. 

-Ebisu. - Lorde Ao chama carinhosamente o filho mais velho. 

-Boa noite, pai. - O moreno fala sem ânimo.  

-Eu estou com saudades de você. Sabe que pode me visitar ou me ligar a hora que quiser, não é? - O lorde cobrou e o filho suspirou. 

-Pai, estou ocupado agora. - Ebisu disse apenas. 

-Tudo bem. Eu serei breve. - O idoso disse com pesar pôr o filho ser tão distante. 

-Obrigado. - O moreno agradeceu. 

-Amanhã eu terei a minha primeira aula. Vamos dividir a disciplina que você ministra. - Ao começou a falar. 

-Sim. O senhor está curioso quanto ao príncipe Naruto? - Ebisu supôs. 

-Hum. - Ao disse querendo esconder o nervosismo. 

-Ele não se integra muito na sala, mas as notas dele e dos amigos sempre são as maiores. - Ebisu falou o que observou nas aulas do primeiro bimestre. 

-Eu tive uma ideia e quero fazer uma pequena alteração no plano de aula. - O pai falou e o filho cerrou os olhos surpreso. 

-Alteração? 

-Eu quero dar aulas todas as terças. - Ao disse firme escondendo a sua insegurança. “O Byakuren acredita que, pelo menos esse bimestre, eu tenho que ficar de olho no Chojuro. Ele não acreditou totalmente que aquele menino não quer nada de mim... Ele acredita que eu devo, no mínimo o afastar do príncipe, para não ter como algum dia algum jornalista se interessar por ele..., mas, eu não sei se essa é uma boa ideia. De fato, no momento, eu tenho a desculpa perfeita. As pessoas esperam uma movimentação para que a realeza volte a se aproximar do povo e assim do jeito que eu planejo, essa matéria ainda seria ministrada por dois lordes, eu e o Ebisu. E ainda seria uma ótima chance para tentar aproximar meu filho mais velho do príncipe. Ele devia ser amigo do príncipe, não o Chojuro.” 

-Todas as terças? - O moreno pergunta surpreso se arrumando na cadeira. “Que estranho.”  

-Sim. Eu pensei em dividirmos a turma em dois grupos. Metade ficaria comigo esse bimestre e a outra metade com você. - O idoso disse olhando para as anotações que Byakuren lhe dera. “Eu vou tirar o Chojuro do grupo do príncipe e vou ministrar aulas do grupo dele para garantir que o Ebisu não tenha mais contato com o irmão.” 

-Por que isso? - O homem de 34 anos perguntou curioso. 

-O rei acredita que o momento que o país está passando pede que a realeza se aproxime mais dos plebeus. Então acredito que eu e você dividindo a matéria seria uma boa oportunidade para a turma se aproximar tanto de nós quanto do príncipe. - Ao justificou torcendo para o filho aceitasse aquela resposta. 

-Hum. - Ebisu apenas disse se lembrando da reportagem que acabara de assistir. “Isso tem a ver com mostrar uma imagem da realeza mais próxima da população, assim como está na reportagem.” 

-Podemos dividir a sala? - O Lorde Ao quis saber a resposta final do filho. 

-Sim, mas vamos ter que ajustar o plano de aulas. - Ebisu disse se sentindo aliviado. “Vai ser até mais fácil desse jeito.” 

-Muito bem. Amanhã eu ministro a aula e separo as turmas. A partir da semana que vem faremos como eu falar. - Ao disse satisfeito com o resultado daquela conversa. 

-Papai, o senhor terá tempo para isso? - Ebisu perguntou ainda surpreso com tudo aquilo. 

-Sim. Byakuren já ajustou tudo. - Ao falou confiante. 

-Claro que ele ajustou. Tudo bem. Assim será até mais fácil. Não teremos que saber onde cada um parou no assunto e tudo mais. - Ebisu falou satisfeita também. 

-Falando desse jeito parece até que você está feliz em me ter longe. - O idoso falou com pesar. 

-Eu não falei isso, papai. 

-Muito bem, meu filho, depois poderíamos conversar sobre o que está acontecendo na câmara dos lordes. - Ao falou e o filho respirou fundo não querendo iniciar uma costumeira discussão. 

-Eu não estou interessado, obrigado. - Ebisu falou querendo se livrar daquele assunto. - Vamos voltar a falar das aulas de amanhã. 

-Ebisu, você é um marquês da casa Mizukage. Devia estar trabalhando na área administrativa da saúde, não como professor na faculdade. Devia estar se aprimorando para ser o próximo ministro da saúde. Você é o herdeiro do nosso legado. - O pai falou e o filho suspirou cansado do mesmo assunto. 

-Eu não quero ser ministro, pai. Já conversamos sobre isso. - O homem falou e o fechou o punho bravo. 

-Sim e eu não aceito esse seu comportamento. - O ministro disse firme. 

-Eu também não aceito o seu e nem por isso te obriguei a nada. - Ebisu disse e o pai levantou da cadeira em que estava sentado. 

-Que tom é esse, filho? Nós temos um título a zelar. - Ao falou sério. 

-O senhor nunca se preocupou com o nosso título. - Ebisu apenas disse não tendo medo de ir contra o pai. 

-De novo não, Ebisu. - O idoso falou voltando a se sentar. 

-Eu só achei engraçado quando o senhor fala em família quando o senhor mesmo nunca ligou em preservar a sua. - O homem fala pensando no lar em que nasceu. “Família, nós nunca fomos uma família. O meu pai vivia tendo casos por aí e a minha mãe só pensava em semanas de moda e nos eventos da alta sociedade do país do Fogo. Nos jornais, nós éramos a família perfeita, mas na vida real, nós mal nos conhecíamos.” 

-Seu mal-agradecido. Nós sempre tivemos tudo. Nossa família é perfeita. - Ao falou com certeza.  

-Só porque nas notícias nós temos uma família perfeita isso não significa que é verdade, pai. - O filho fala o que sentia. - Nem sei se nós poderíamos nos chamar de família. 

-Ebisu, se isso é pelo que aconteceu a anos atrás? - Ao começa a falar se sentindo burro por ter permitido que o filho mais novo morasse com a mãe.  

-Não é só isso, papai. - Ebisu falou cansado. 

-Algumas histórias devem permanecer onde estão, Ebisu. Elas estão mortas. - Ao falou e ouviu o filho bufar com raiva do rumo daquela conversa. 

-Para... Isso me irrita tanto. Por isso eu não quero mais falar com o senhor. - Ebisu fala com raiva. “Como ele pode falar desse jeito? Eu fico com tanta raiva... Ele nem se importou com a morte do meu irmão. Eu não duvido que ele tenha ficado aliviado com isso, por ter salvado o nome da nossa família da melhor maneira possível.” 

-Ebisu, meu filho. Já chega. - Ao falou firme e o filho recuou. “Eu não devia ter escutado a Mei. O Ebisu ficou pior do que esperava com a mentira sobre a morte do irmão... E para piorar tudo... Agora esse menino voltou como um fantasma... Se o Ebisu descobrir que o irmão está vivo, ele nunca vai me perdoar.” 

-Eu vou trabalhar. Por favor, se mantenha longe. O senhor me estressa. - O homem falou ainda com raiva e desligou a ligação. 

-Ebisu. Ebisu. - O idoso chamou ao não ouvir mais ninguém do outro lado da linha. - Eu amo você. - Ele completou e pós o telefone em cima da mesa. 

 

                                                                     ------------------ 

 

Triste com a forma que sempre acabava as conversas com o filho mais velho, Ao pensou nostálgico na época em que a sua relação com o filho era boa, na época em que eles não brigavam. Ele estava sentado com os pensamentos longe dali quando seu assessor de confiança entra em seu escritório.  

-Que dia longo. - Byakuren falou e o lorde concordou ainda triste. - Como foi a conversa com o Lorde Ebisu? - Ele completa sabendo qual seria a resposta. “O Lorde Ao ama o Lorde Ebisu. Ele sempre fica triste por eles sempre brigarem.” 

-Pelo jeito, um pré-requisito para ser meu filho é me odiar. - Ao apenas diz olhando nos olhos do amigo. “Meus dois filhos mal se conhecem, mas isso eles têm em comum. Eles me odeiam... Tanto amor que eu dei para o Ebisu para ele me tratar assim.” O idoso pensa decepcionado. 

-Ele aceitou? - Byakuren perguntou querendo saber o resultado da conversa. 

-Claro. Ficou até feliz por ter menos contato comigo. - Ao falou com pesar. 

-Depois que resolvermos o seu problema com o seu mais novo pensaremos no que faremos com o seu mais velho. - O assessor falou reconfortando o lorde. 

-Espero que ele se aproxime do príncipe Naruto. O Ebisu deveria ser amigo do príncipe e estar no treinamento junto a ele, não o Chojuro. - A ministro disse e o assessor concordou. 

-De fato, mas pelo menos assim teremos o Lorde Ebisu longe do mestre Chojuro. Tivemos sorte que o irmão não se revelou a ele. O Chojuro passou um bimestre tendo aulas com ele e não disse nada. - Byakuren considerou. 

-Acho que estamos tornando o problema maior do que realmente é. Pelo que eu vi e o príncipe confirmou, o Chojuro nunca nem falou de mim. Hoje ele me disse que não queria se aproximar, assim como eu tinha pedido naquela ligação do ano passado.  

-Realmente ele só ligou hoje, após aquele único contato do ano passado. - Byakuren complementou. 

-Pelo que eu entendi, ele só ligou por causa da invasão da universidade... Será que realmente é necessário eu ser professor dele esse bimestre? Eu não queria contato com aquele menino. 

-Eu entendo, mas não podemos confiar cegamente, meu lorde. O menino pode estar enganando a todos nós. Temos que ter nossos inimigos por perto. De qualquer forma, vossa senhoria já seria o professor dele a cada quinze dias, nós só fizemos essa manobra para ele não ter mais contado com o Lorde Ebisu. - O assessor disse para o lorde indeciso.  

-O Ebisu nunca poderá saber que o irmão está vivo. - O lorde falou com medo de perder o filho que amava. “Ele não me perdoaria por eu ter o afastado do irmão.” 

-Não se preocupe, eu vou o observar discretamente o mestre Chojuro. Se ele realmente não oferecer problemas para nós. O esquecemos com antes.  

-Certo. - O lorde concordou. 

 

 



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