História Objective - Capítulo 3


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook)
Tags Bts, Imagine, Jungkook
Visualizações 2.218
Palavras 2.063
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


boa leitura docinhos

Capítulo 3 - Trying to unravel that boy.


Fanfic / Fanfiction Objective - Capítulo 3 - Trying to unravel that boy.

Gostaria de saber o motivo para ter me ignorado durante uma semana inteirinha.

Jeon Jungkook me intriga.

Enquanto eu caminhava calmamente pela rua comecei a analisar o ambiente ao meu redor. A melancolia daquele bairro ainda me assustava, tudo era sempre tão parado durante a tarde. As folhas ressecadas das árvores estavam caídas no chão e voavam com a brisa fria que passava por ali.

Isso era um sinal de que o inverno estava próximo.

O engraçado aqui de Seul é que em qualquer lugar que você ande sempre vai haver alguma lojinha de conveniência por perto. Agradeço por isso pois estou um pouco distante de casa e a fome está começando a me incomodar. 

Levei um grande susto ao entrar, o sininho na porta era extremamente barulhento. Caminhei em meio as prateleiras estreitas, peguei alguns salgadinhos e fui até o caixa. 

Assim que olhei para o atendente, quase saltei para trás.

O que Jungkook estava fazendo ali?

Tentei ao máximo não dar uma de esquisita. Ele passou os salgadinhos pelo caixa, sem fazer contato visual. 

— São 716.60 wons — ele me encarou e em seguida ergueu uma sobrancelha. — Você não está me seguindo novamente, está?

Engoli a seco com sua afronta.

— Acabei passando aqui por acaso, não sou do tipo que persegue pessoas — rebati.

— Então não se lembra daquele dia?

Talvez ele me ache louca, mas não era nada disso! Eu apenas gosto da sua companhia, e dessa vez não foi de propósito.

— Não foi bem isso... — murmurei.

— Tanto faz — deu de ombros.

Uma garota coreana, — muito bonita — caminhou até Jungkook e parou ao seu lado, me encarando com certa indiferença.

— Algum problema aqui? — garota pergunta mascando seu chiclete de um jeito irritante.

— Não há nenhum problema aqui — respondo simplista. 

Talvez ela seja a namorada dele? 

Deixei o dinheiro em cima do caixa e caminhei até a porta saindo sem dizer uma palavra sequer. 

Ouvi passos atrás de mim, mas optei por ignorar e apressar os meus enquanto resmungava coisas sem sentido.

— Você fala muito.

Engoli a seco e continuei a seguir meu caminho. De repente meu pulso é agarrado, fazendo com que eu me virasse a força para encará-lo. 

— Você está surda? — sacudiu meu braço com certa falta de delicadeza. 

— Depois eu que sou a stalker da história — resmunguei baixo na esperança de que ele não ouvisse.

O que foi em vão.

— Mas você é — ele retruca.

Sua mão foi se soltando lentamente de meu pulso, fazendo com que eu suspirasse fundo e voltasse a caminhar.

— Pare de se fingir de indiferente!

O ignorei e apressei o passo tentando fugir. Afinal, por que ele estava insistindo em falar comigo?

Ele é complexo.

Parei em frente a um café qualquer e  o adentrei. Me virei para trás e levei um enorme susto ao ver que Jungkook estava parado atrás de mim com uma expressão raivosa.

Ele passou por mim e foi até a atendente, falou algo que eu não entendi e logo se dirigiu até mim novamente. Sua mão agarrou meu pulso novamente sem permissão e assim ele me arrastou até uma mesa mais próxima. 

— Por que veio até aqui? — perguntei interrompendo o silêncio constrangedor que havia se instalado ali.

— O que você acha que as pessoas fazem em uma cafeteria?

Suas palavras grosseiras atingiram-me em cheio.

A garçonete veio até nós e deixou duas xícaras sobre a mesa. Pude ver a mesma lançar um sorrisinho atrevido para Jungkook, que apenas revirou os olhos em resposta. Beberiquei o líquido, um pouco desconfortável com a situação a qual estávamos. Ele bebia seu café calmamente, já eu bebia o mais rápido possível para ir embora dali. 

Terminei meu café e coloquei a xícara sobre a mesa desajeitadamente me levantando da cadeira às pressas para pagar.

— Eu já paguei — me olhou por um instante e voltou sua atenção para seu café.

Como assim ele havia pagado? Será que ele acha que eu não tenho dinheiro nem para comprar meu próprio café?

— Não precisava — digo ajeitando minha roupa, meia sem jeito.

— Mas eu quis. — deu de ombros.

Ele tomou o restante do líquido e se levantou, saindo porta afora e me deixando ali paralisada. Não perdi tempo e saí também, começando a seguir o caminho de casa. 

E ele continuava ali, seguindo o mesmo caminho que eu. 

Era engraçado como minutos atrás nós estávamos nos desentendendo, fomos parar em uma cafeteria, e agora estamos voltando juntos para casa.

— Seus sapatos são muito barulhentos.

Ignorei totalmente seu comentário, aliás, eu não vou tirá-los e voltar descalça só porque o incomoda.

O frio aumentava cada vez mais, fazendo-me inevitavelmente começar a bater queixo. Ato que Jungkook percebeu, mas eu preferia que não tivesse percebido. Ele deu meia volta e parou em minha frente, retirou seu casaco e colocou-o sobre mim de um jeito desengonçado. 

Eu continuei ali estática, sem reação alguma.

— Não quero que sinta frio por minha causa — sussurrei envergonhada.

Ele pode ser frio, rude e grosso, mas no fundo tem um bom coração. Dá para perceber só dele ter se preocupado comigo.

Mas como esperado ele me ignorou totalmente.

A brisa fria vinha de encontro ao nosso rosto, fazendo nossos cabelos se bagunçarem um pouco. De repente, ele deh uma leve olhada pelo canto do olho, aparentando certificar-se de que eu ainda estivesse aqui.

De algum modo aquilo me arrancou um sorriso inconveniente.

Assim que cheguei na calçada de casa tentei chamá-lo para entregar seu casaco, mas foi em vão já que ele não ouviu pois já estava bem longe. Entrei em casa completamente sem reação, estava tudo em profundo silêncio. Mamãe e Gong Yoo devem ter ido a algum lugar, mas não fizeram a mínima questão de me avisar.

Bem, estou sozinha novamente.

(...)

Assim que o sinal bateu, avistei Jungkook e me preparei para colocar meu plano em prática. Ajeitei minha mochila sobre meus ombros e me coloquei a caminhar atrás do mesmo, torcendo mentalmente para que ele não percebesse.

Sua casa é incrivelmente próxima a minha, esse deve ser o motivo para ele sempre passar pela minha rua. 

Depois de algum tempo me escondendo atrás de árvores, vejo o mesmo parar em frente a uma casa de dois andares. Assim que ele adentra a residência corro até uma árvore que fica ao lado da casa, e depois de muitas tentativas falhas consigo finalmente subir. Movi meu olhar sobre cada janela, fixando meus olhos em uma de cortina preta. 

Jungkook estava jogado sobre sua cama deitado de bruços. Estranho, juro ter ouvido um soluço. Espera... ele não está chorando, ou está? 

Desci da árvore às pressas, quase me espatifando no chão. 

Corri rapidamente até a casa e escalei a parede esburacada — dei sorte pois foi bem fácil para subir. Depois de muito escorregar, consegui apoiar meus braços na pequena janela, elevando minha cabeça de maneira discreta. Ele continuava jogado sobre sua cama, e realmente estava chorando. 

O jeito que ele soluçava me cortava o coração. Não conseguir me segurar e adentrei seu quarto, não me importando sobre o que iria pensar. 

Caminhei até a cama vagarosamente, porém quando me aproximei um pouco mais Jungkook percebeu e levantou-se assustado.

Só então percebi a grande merda que havia feito: eu invadi o quarto de um garoto que mal conheço e me acha uma stalker maluca.

Ele se sentou e enxugou suas lágrimas rapidamente. Seus olhos estavam inchados e seu rosto, vermelho.

— Como chegou aqui? Vai embora! — ele gritou apontando para a janela.

— Calma, não é nada disso que você está pensando! Eu só quero te aju...

— Não quero ajuda! — vociferou.

Ele pegou seu travesseiro e ameaçou arremessá-lo em mim, o que me fez ficar apavorada. Com muito receio, parei em sua frente e retirei o travesseiro de suas mãos deixando-o sobre a cama. 

— Por que estava chorando? — me sentei ao seu lado e suspirei fundo.

— Isso não é da sua conta, intrometida.

Fechei meus olhos e abri lentamente. As palavras dele eram muito duras. Tentei tocar seu ombro mas ele se afastou bruscamente.

— Olha, você não precisa guardar tudo pra você...

Assim que digo tais palavras, seus olhos se enchem d'água novamente. Sem me importar se ele iria gritar comigo ou se afastar, o puxei pelos ombros fazendo-o deitar sobre meu colo. Ele não protestou, nem nada, apenas continuou a derramar lágrimas dolorosas sobre mim. Movi minha mão até seus cabelos, pensando se eu realmente poderia tocá-los, então me arrisquei e assim fiz. 

Comecei a fazer carinho em seus fios, na esperança de confortá-lo, mas o que não saia de minha cabeça, era a vontade de descobrir o motivo de seu choro.

— Ele me odeia — sussurrou.

— Ele quem? — pergunto confusa.

— Aquele que diz ser meu pai.

Abri minha boca para tentar dizer algo, mas fui interrompida pelo som da porta se abrindo de maneira brusca.

— Pare de ser estupi... — tive a visão de um homem alto, que parou de falar assim que me viu. — Então agora resolveu arrumar uma namoradinha? E você, quem é?

— Deixa ela em paz! — Jungkook ajusta sua postura na cama, enxugando suas lágrimas com rapidez.

— Não deveria contaminar outras pessoas com sua idiotice, se é que já não contaminou essa aí — se aproximou, deixando-me ainda mais nervosa.

— Não fale assim com ele — o enfrentei, fazendo-o soltar uma risada abafada.

— Quem você pensa que é? — o homem gritou, erguendo a mão para nós. 

Não pensei duas vezes e puxei Jungkook pela mão, passando pelo homem e descendo as escadas às pressas para fora daquela casa o mais rápido possível. Assim que paramos em uma rua mais afastada, ele me olhou confuso e suspirou ofegante. 

Então o encarei como se pedisse para me contar o que estava acontecendo.

— Ele sempre me odiou e me tratou mal, dizendo que eu era o culpado pela morte da minha mãe.

— A morte da sua mãe? — senti uma pontada no coração.

— Ela teve uma hemorragia durante o parto, pelo menos é o que ele me contou. Então eu cresci com um “pai” dizendo que eu era o culpado e que se não fosse por mim, ela ainda estaria aqui. Quando fiz treze anos ele me abandonou e eu tive que me virar sozinho, até já havia me acostumado. Só que ele voltou um mês atrás, e agora está fazendo da minha vida um inferno.

Eu não sabia o que dizer. Ele havia contado sobre sua vida pessoal para mim, que ainda sou uma completa estranha.

Então eu o puxei para um abraço. 

Sim, eu reconhecia muito bem a cultura e tudo mais, só que na hora não liguei para nada disso. 

Só queria fazê-lo se sentir seguro. 

Ele se assustou no início, mas depois acabou cedendo.

— Eu estou aqui — sussurrei.

— Eu não quero vê-lo novamente.

— Vem comigo.

Ele me olhou confuso, mas assim fez. 

Eu sentia minhas bochechas ferverem, ainda estou tentando saber o que deu em mim para abraçá-lo tão repentinamente. 

Assim que chegamos em minha casa, abri a porta vagarosamente e verifiquei se estava vazia mesmo, já que mamãe e Gong Yoo haviam falado que iriam passar o final de semana em uma casa de praia — coisas de casais. 

E por sorte, estava. 

Meneei a cabeça para o lado, indicando que deveria entrar, e assim fez ainda com receio. Fitei o chão um pouco desconfortável e sem saber o que fazer, até escutar um sussurro.

— Eu estou cansado...

Então pedi para o mesmo me seguir novamente. Entrei em meu quarto e acendi a luz, vendo-o parar ao meu lado.

— Você pode dormir aqui — aponto para minha cama e ele me olha confuso.

— Mas... e você?

— Eu durmo no quarto dos meus pais.

— Eles não estão aqui?

— Estão viajando — dei de ombros e o mesmo apenas assentiu.

Ajeitei a cama com lençóis e um edredom limpos. Depois de tudo arrumado, caminhei até a porta pronta para sair dali.

Só que, de repente fui surpreendida por algo que me deixou sem reação.

— Não me deixe aqui sozinho, por favor.


Notas Finais


chorei


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