História Director's Son - Capítulo 3


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Categorias Bangtan Boys (BTS), TWICE
Personagens Dahyun, Jeon Jeongguk (Jungkook), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bangtan Boys, Colegial, Jimin, Jungkook, Romance, Taehyung, Yoongi
Visualizações 600
Palavras 1.917
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Ecchi, Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


quem é vivo sempre aparece

Capítulo 3 - Acontecimentos estranhos


— Sua personalidade continua a mesma — riu anasalado.

Se tinha uma coisa que eu não esperava era reencontrá-lo depois de todo esse tempo, muito menos estudar no mesmo colégio que ele novamente.

— E você também não mudou nadinha pelo visto — rebati.

Isso mesmo, nós já fomos colegas de classe no fundamental. Jungkook sempre foi crítico, antipático e metido a “certinho”.

— Vamos aceitar que estou cada vez mais bonito, não é mesmo? — sorriu ladino. Agora também é convencido, pra completar. — E você também não está nada mal.

— Com certeza — ironizei. — O que quer dizer com isso? — cruzei os braços abaixo dos seios.

— Não se faça de boba — revirou os olhos. — Vamos concordar que você não mudou nada na personalidade, porém na aparência…

Isso foi um elogio?

— Por acaso está dando em cima de mim? — arqueei uma sobrancelha.

Ele apenas riu baixo e começou a dar alguns passos lentos em minha direção. O quarto de repente ficou silencioso. Engoli a seco quando o mesmo parou a poucos centímetros de distância, inclinando seu corpo para frente e ficando cara a cara comigo.

— Tenho coisas mais importantes pra fazer ao invés de ficar te paquerando, Toquinho — sussurrou deixando perceptível o tom de deboche em sua fala.

Se tem uma coisa que ele sabe fazer, é intimidar até te tirar do sério.

Cerrei os punhos sentindo a fúria invadir-me por completo. Eu odiava aquele apelidinho idiota.

E odiava ainda mais ficar irritada por causa de Jungkook.

— Coisas importantes por exemplo ficar com aquele fone gigante jogando sei lá o que o tempo inteiro? E não me chame assim — esbravejei.

— Overwatch o nome — retrucou. — E não tenho culpa de você realmente ser um “Toquinho”.

Jungkook sempre me enchia o saco naquela época pelo fato de eu ser a garota mais baixa da classe, e é por isso que eu adoraria dar uns belos socos em seu rostinho.

— Você também não é tão alto assim! — me exaltei novamente dando um empurrão em seu ombro, ato que só o fez cambalear um pouco pra trás.

— Aceita que dói menos — tombou a cabeça para o lado, sorridente.

— Idiota — resmunguei para mim mesma enquanto estava prestes a abrir a porta.

— Disse algo, Toquinho? — soltou uma risadinha tosca.

Apenas revirei os olhos, ignorando-o e saindo dali o mais rápido possível a procura de Dahyun.

Encontrei-a sentada nas escadas que davam acesso ao segundo andar, parecia bastante pensativa.

— Ei! — cutuquei seu ombro.

— Que susto! — colocou a mão sob o peito, suspirando. — O que foi, doida?

— Você não vai acreditar — sentei-me ao seu lado. — Não tem a impressão de conhecer o Jungkook de algum lugar?

— Olha, às vezes ele me parece bem familiar — semicerrou os olhos apoiando o dedo indicador no queixo.

— Ele já foi nosso colega de classe no fundamental, Dahyun — fiz careta.

— Espera… — pareceu tentar processar o que eu havia dito. — Não creio! — elevou o tom de voz com os olhos esbugalhados.

— Fala baixo — a repreendi ao ver que haviam algumas pessoas ali por perto.

— E como descobriu isso? — franziu o cenho.

— Quando cheguei no quarto tivemos uma discussão, então ele me chamou de “Toquinho” e minha ficha caiu — revirei os olhos ao pronunciar aquilo.

— Céus, é ele mesmo... — posicionou as duas mãos sobre a boca, pasma.

— Quem diria, o pai dele é nosso diretor desde o ano passado e não sabíamos — murmurei pensativa.

— Você está ferrada, Thalya — encarou-me seriamente. — Não faça nada!

— Claro que não, eu sei que você gosta dele e…

— Não quis dizer isso — interrompeu-me. — Digo que precisa tomar cuidado com ele, afinal, é o filho do diretor.

— Tá, mas qual é o problema? — cocei a nuca.

— Ele vai te ameaçar.

— Você está me assustando — bufei. — Como assim “ameaçar”?

— Apenas não crie confusão — deu de ombros. — Principalmente com ele.

— Relaxa, Dada — baguncei seu cabelo, fazendo-a rir baixinho. — É apenas o primeiro dia de aula.

— O que vocês tanto fofocam? — Jimin brotou novamente, sentando-se ao meu lado.

— Veio de Nárnia, foi? — Dahyun retrucou.

— Deixa de ser chata — o mesmo mandou-lhe a língua. — Olha, não querendo interromper — checou seu relógio de pulso. — Faltam dez minutos pra aula.

Eu e Dahyun encarnamos o flash e finalmente chegamos no vestiário. Havíamos nos esquecido da aula de Educação Física, céus. Minha animação foi pro ralo ao ver os novos uniformes. O que aquele diretor tem na cabeça pra fazer a gente usar um short curtíssimo e uma blusa extremamente colada?

Se Jungkook não fosse estilo virjão como ele é eu até diria que tem dedo dele nisso.

— Não vou pra aula assim — fiz careta enquanto analisava-me no espelho. — Eu tô ridícula!

— Você quis dizer gostosa, né — atreveu-se a dar um tapa em minha bunda. — Taehyung vai enlouquecer, e acho que não só ele.

— Para com isso — revirei os olhos, envergonhada. — Vamos logo!

Eu nunca havia visto aquela quadra tão cheia como hoje. No meio daquela gente toda eu só conhecia Taehyung e Jimin que acenavam animadamente pra mim.

— Eu te disse — Dahyun soltou uma risadinha maliciosa.

— Pervertida — empurrei-a de leve.

— Ih, olha só quem está vindo.

Avistei Taehyung, que agora corria até nós. Engoli a seco, com a respiração já descompassada.

— Como estão as gostosas? — brincou, fazendo-me ruborizar.

— Melhor agora — minha amiga gargalhou. — Não é, Thalya? — deu uma cotovelada em meu ombro.

Eu permanecia paralisada, fitando Taehyung e percebendo o quanto ele tem um físico maravilhoso.

— Nunca mais reclamo desse uniforme — cobri minha boca de imediato ao perceber que havia revelado meu pensamento. — Digo, oi Tae — criei coragem pra encarar o garoto a minha frente, que agora sorria ladino.

— Limpa esse poço de saliva pra depois falar — Dahyun apontou pra minha boca, deixando-me ainda mais constrangida.

— Deixa que eu limpo depois — Taehyung mordeu o lábio e piscou pra mim de uma maneira extremamente sexy, voltando para onde estava logo em seguida.

E eu garanto que não foi só o olho dele que piscou aqui.

— Eu tô bamba — murmurei, apoiando-me no ombro da garota ao meu lado.

— Do jeito que ele falou, vai é ficar sem andar — gargalhou.

— Idiota — esmurrei seu ombro. — E aquela cotovelada doeu!

O treino correu bem, porém algo me incomodou bastante. Nem Yoongi, nem Jungkook estavam presentes. Não que eu me importasse com o Jeon, mas pelo que eu sei, a presença na aula de Educação Física é obrigatória.

Ah, me esqueci que ele é o filho do diretor, deve fazer tudo que quer.

Estava sozinha no vestiário a tomar banho — já que minha amiga havia deixado-me sozinha ali dizendo que estava com dor de cabeça —, e de repente ouço um barulho estranho.

Resolvi ignorar o tal barulho e continuei a passar o shampoo, enxaguando-o logo depois. Assim que abro os olhos, quase infarto.

— J-Jimin! Que caralhos você faz aqui? — berrei enquanto tentava cobrir-me com as mãos.

— D-desculpa — estava com os olhos esbugalhados e fixos em mim, deixando-me ainda mais constrangida.

— Tem uma placa na porta escrita feminino, não sabe ler? — bufei enquanto encolhia-me.

— Na verdade está escrito masculino… — murmurou, suas bochechas encontravam-se rosadas.

— Céus, está de brincadeira comigo né? — engoli a seco.

Não acredito que tive a capacidade de entrar no vestiário errado. E pra piorar a naja da Dahyun teve a coragem de me deixar num lugar repleto de garotos, sem nenhuma presença feminina.

— Shhh… — me repreendeu, adentrando o box e encostando-me na parede. Arregalei os olhos de imediato por ter o corpo de Jimin tão próximo ao meu enquanto não uso uma peça de roupa sequer. — Vou te ajudar a sair daqui, mas você tem que fazer silêncio.

— E eu vou ficar aqui pelada com você? — murmurei completamente desesperada.

— Bom, sim.

O mesmo que já estava sem camisa começou a tirar a bermuda, e aquilo estava apavorando-me, tanto que acabei por ficar sem reação. Não porque tinha medo dele fazer algo comigo, e sim porque tinha medo de não resistir e fazer algo com ele.

Ah, merda. Ele tirou a cueca.

Isso mesmo, a c-u-e-c-a.

— Ei! — desviei o olhar que permaneceu fixo em si durante todo esse tempo, suspirando fundo.

— Qual é, eu preciso tomar banho também — disse como se fosse a coisa mais normal do mundo. — Não vou olhar pra você, nem fazer nada.

Dito isso ele colocou-se debaixo do chuveiro, enquanto eu permanecia encostada na parede a cobrir-me com as mãos.

— Já disse que não vou fazer nada — puxou-me pelo pulso, fazendo meu corpo chocar-se com o seu.

Eu e meu amigo Jimin — repito, meu amigo — estamos abraçados nus de baixo do chuveiro. O que isso pode significar?

Merda, muita merda.

Tirei essa conclusão assim que nossos íntimos se chocaram. Não vou negar que não gostei, pois estaria mentindo feio.

— D-desculpe e-eu…

— Tudo b-bem — o interrompi, forçando um sorriso.

Minha sorte é que minha consciência resolveu voltar correndo pros meus braços. Mas meu azar, é que eu havia ficado excitada.

E Jimin não parecia diferente.

Ouvi algumas vozes masculinas e passos se aproximando, então comecei a apavorar-me.

— Tem gente vindo — arregalei os olhos. — Vão ver meus pés — apontei para a abertura que havia na parte inferior da porta.

— Jimin? Está falando sozinho, cara? — reconheci a voz de Taehyung e aquilo me deixou ainda mais nervosa.

De repente Jimin me agarrou pela cintura, puxando-me para seu colo e fazendo-me entrelaçar as pernas em volta de seu tronco. Cobri a boca imediatamente devido ao susto, apoiando o queixo no ombro do mesmo e fechando os olhos com força.

— Estava refletindo um pouco — soltou uma gargalhada forçada.

— Entendo, reflexão pós-treino — Taehyung também gargalhou. Logo em seguida ouço barulho de água caindo indicando que ele havia ido tomar banho, então suspiramos aliviados.

— Garota você ainda vai me matar — começou a rir baixinho, fazendo-me rir também. — Céus, como enganou-se assim?

— Foi tudo culpa da Dahyun — bufei.

Então percebi que ainda estava enlaçada a Jimin e desci sem graça, desviando o olhar.

Depois de todo esse constrangimento consegui voltar para o quarto, morta de vergonha mas a salvo. Assim que eu ver Dahyun irei lhe dar uns bons tapas. Não tive mais sinal nem dela, nem de Tae e nem de Yoon pelo resto da tarde, então decidi finalmente descansar.

Depois desse dia estranho deitei-me na cama, aproveitando meu momento de paz, que para minha tristeza, não durou muito.

Alguns minutos depois ouço a porta se abrir e permaneço de olhos fechados, fingindo estar a dormir.

— Assim nem parece que é uma capetinha — ouço o mesmo murmurar, ficando indignada com seu comentário. — Thalya, Thalya…

Eu sentia Jungkook próximo a mim, e aquilo me deixou intrigada. Sua respiração bateu em meu rosto, e foi a última coisa que senti antes de adormecer.


Notas Finais


hmmm

quero agradecer por todos os comentários e favoritos, vocês são incríveis!


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