História Dirty - Capítulo 4


Escrita por:

Postado
Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Naruto Uzumaki, Orochimaru, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Drama, Romance, Sasusaku
Visualizações 566
Palavras 2.051
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Policial, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Quarto


Fanfic / Fanfiction Dirty - Capítulo 4 - Quarto

Capítulo 4 – Quarto

Presente

SAKURA

Estava sentada no meu escritório de canto, com uma vista espetacular e não podia deixar de pensar no quão agridoce era isso: estar aqui, tendo tudo que eu sempre sonhei dessa forma. Achei que tinha finalmente conquistado a minha liberdade, para assumir a minha vida e meus deslizes do passado, junto com os bônus positivos, mas tudo o que eu tinha conseguido era uma missão, que se desdobrava em duas: resolver o caso Uchiha e me ver livre dele! 
Os olhos pretos. Olhos tão familiares que eu amava  durante esses dez anos. E ainda assim me assombravam. 

Nem toda essa vista maravilhosa estava apagando a melancolia do que eu estava fazendo: defendendo o único homem que eu já amei, do único crime que nos afastou.
Fechei a pasta com o processo que eu não estava autorizada a levar para casa, devido a confidencialidade. 
Meu celular apitou uma mensagem. 
Como raramente fazia, atendi ao breve chamado imediatamente. Era uma mensagem de Hinata.

“ Naruto me contou, estou te esperando aqui em casa com três garrafas de carmenere, hoje ainda, Sakura.”
Sorri. Senti meus olhos arderem brevemente. O que eu tinha feito para merecer os melhores amigos do universo?
Será que isso era para compensar o fato de minha vida amorosa ser um desastre? 
Bom, eu só precisava de um amor incondicional na vida e isso o Sasuke tinha me dado. A que preço, não é mesmo?
Respondi na hora.
“Chego ai em trinta minutos.”
Ela me respondeu emojis de carinha feliz e algumas taças de vinho.
Sorri e sai da minha sala, depois de trancar os documentos de Sasuke na minha gaveta.
Encontrei com ele no lobby do elevador.
Depois de uma semana trabalhando no caso, Sasuke tinha conseguido me evitar ou eu que tinha conseguido o feito.

Senti a mesma estática de sempre, e fiquei nervosa ao perceber que estaríamos sozinhos pelos vinte e sete andares até o térreo, dentro de uma caixa de metal.

− Encontrou alguma forma de me inocentar? – a voz dele me fez ferver.
Eu estava saudosa, principalmente agora que a presença dele era frequente nos meus pensamentos.
Durante esses dez anos, as únicas vezes em que eu realmente pensava nele era quando ia para a casa dos Yamanaka. Por motivos óbvios.
Agora, todos os momentos que eu passava aqui dentro eram assombrados com a possibilidade do encontro com ele.

− Ainda não, mas estou trabalhando nisso, Sasuke.

−Você fala o meu nome como se fosse um xingamento.
A voz dele estava mais próxima, mas eu me recusava a olhar para trás e dar de cara com aqueles olhos. Eu já podia senti-los, não precisava vê-los.

− Quase isso. Afaste-se. Assédio sexual é causa ganha para qualquer denúncia. Ainda mais contra alguém que está sujo no momento.

− Assédio sexual pressupõe que eu esteja em uma posição de poder a seu respeito, Sakura. Minha vida está nas suas mãos.

A voz estava muito próxima. Pude sentir meus cabelos da nuca se arrepiarem e podia jurar que ele tinha alisado o meu cabelo, na altura da minha cintura.
Graças aos céus a porta do elevador se abriu e eu me apressei em sair e caminhar na direção da frente do prédio imponente da Sharingan.
Entrei no táxi e indiquei o endereço da casa do Naruto. Era uma cobertura triplex, numa das localizações mais caras da cidade.
Naruto ficou rico depois de alguns anos de trabalho. Com um pouco de investimento dos pais da Hinata. Agora ambos, juntos, eram um casal muito rico e poderoso. A empresa de Naruto batia de frente com o império Uchiha-Sharingan. 
Acenei para o porteiro que já me conhecia e entrei no elevador, feliz que ele fosse totalmente diferente do cômodo estéril do meu trabalho, que eu tinha acabado de dividir com Sasuke.
Toquei a campainha e Hinata veio me atender já com uma taça de vinho arroxeado nos lábios e a outra na mão.
Virei de uma vez.

− Talvez precisemos de quatro garrafas. – sorriu e me abraçou.
− Como você está? – perguntei entendendo que se estávamos bebendo significava que ela podia fazer isso.
 − Menstruada! Yey! – sorriu um sorriso diferente do sempre alegre dela.
− Sinto muito, querida. 
− Tudo bem, mês que vem... me conte de você. Que porcaria é essa de você estar trabalhando para o malvadão?

Eu adorava o fato da Hinata ser tão princesa. Ela não falava palavrões e não se referia a Sasuke como o “maldito filho da puta”, como Ino fazia. 

− Ele está encrencado, precisava da melhor advogada do mundo! – rimos as duas.

− Naruto chegou fulo da vida quando descobriu. Esperei uns dias para ver se você quereria conversar. Como você não fez, resolvi te chamar.

Hinata me conhecia. Eu era muito agradecida por Naruto te-la encontrado.
Não só porque o amor entre eles foi avassalador e eles eram irritantemente apaixonados, mas porque isso o tirou do foco da paixonite adolescente que ele tinha por mim. 
Assim eu ganhei outra irmã. Mesmo que ela fosse dois anos mais velha que eu, ainda parecia mais nova.
− E você, como está se sentindo a respeito disso? – respirei fundo. Ela me olhou com aqueles olhos ridiculamente azuis e acolhedores. – Ele ainda mexe contigo?

− Hina...
−Sakura, tudo bem... você sabe que eu não te julgaria.

Ela não, mas Naruto e Ino sim. Eles estavam lá para ver o estrago que Sasuke causou.

− Sei que não...
− E se você o perdoasse, vocês poderiam ficar juntos e talvez ser uma família.
− Hinata, vim beber para espairecer, vamos mudar de assunto, por favor.
Ela apenas sorriu e nos encaminhou para a sala, onde uma garrafa já pela metade nos aguardava.
Enchi meu copo e o virei. Era uma forma de acabar com o dia.

Dez anos antes
SASUKE

Acordei e não encontrei a Sakura. Peguei o celular para ligar para ela. Ainda não era hora da escola, fiquei preocupado com ela saindo daqui de madrugada.
Tinham dez chamadas perdidas da Karin, uma garota com quem tive um caso durante as férias de verão. 
Abri a mensagem da Sakura:

“Nunca mais se aproxime de mim! Você é um canalha! Se você contar para alguém sobre nós eu acabo com você, Sasuke! Eu te odeio!”

Fiquei desesperado, sem entender o que tinha acontecido. Vesti um conjunto limpo do uniforme e desci as escadas correndo.
Meus pais estavam no andar de baixo, conversando com um senhor que eu não conhecia.

Sai apressado, antes que eles me vissem. O que não era muito difícil. Meus pais ignoravam a mim e ao Itachi. Mas ele era o problema. Eu era apenas uma sombra.

Entrei no carro e fui direto para a escola, esperar pela Sakura.
Será que ela tinha se arrependido? Que merda que eu tinha feito! Sakura só tinha quinze anos!

Vi quando o carro do pai da loira chegou e ela desceu sozinha.
− Ino! −chamei e ela veio sorridente. Sinal de que a Sakura não tinha contado a ela sobre nós, sobre ontem... – Cadê a Sakura?
− Ela deve vir de ônibus, não veio pegar carona conosco essa manhã.
Merda!

Esperei pela Sakura até o sinal do segundo tempo soar. Eu tinha que entrar ou ficaria do lado de fora e mais uma falta, meus pais seriam chamados.

Entrei na aula do Kakashi, o único professor que não me detestava, ele apenas me ignorava.
− Achei que não viria. – Naruto me cumprimentou, apertando a minha mão.
Eu precisava contar a ele. Contar a alguém, mas ela tinha me dito que não queria que ninguém soubesse sobre nós.
Apenas neguei com a cabeça e tentei me concentrar em fazer a atividade proposta.
No almoço as vi no canto: ela e Ino.
 Sakura parecia outra pessoa. O olhar perdido, diferente do autoconfiante de sempre.
Aproximei-me dela e a vi apertar as mãos em punhos.
− Precisamos conversar. – segurei seu braço, puxando-a comigo, sob protestos veementes.
Ignorei isso, sabendo que ela não faria uma cena no meio do refeitório. 
Entramos numa sala vazia pela hora do almoço, nosso lugar de encontros de sempre, além da praça que a busquei ontem.
− Eu não tenho nada para falar com você. Você tem que resolver outros problemas, Sasuke!
− Que outros problemas? Você ficou maluca, Sakura!? Saiu lá de casa no meio da noite! Se queria ir embora era só ter me acordado, eu não fiz nada para você me odiar. Tudo bem se você se arrependeu...
− Eu me arrependi. – ela estava chorando e me socando. Segurei seus punhos, sem machucá-la. – Você me comeu enquanto estava por ai comendo outras!
− Do que você está falando, Sakura? Eu não estou com ninguém além de você! – ela me olhou nos olhos, com puro ódio.
− Seu desgraçado! – tentou me bater.
Dei uma sacudida nela, fazendo-a me olhar.
− Sakura, se acalma. Do que você está falando? Você não está fazendo o menor sentido! – isso estava me irritando. Eu nunca quis relacionamentos por causa disso: esse drama.
− Você... – choro. – engravidou ela!
Meus olhos saltaram da órbita.
− O que? – soltei ela. Do que ela estava falando?
− Karin! Ela te ligou zilhões de vezes ontem! Deixou mensagens na caixa postal, você a engravidou! Seu desgraçado! − Ela sentou no chão, convulsionando de chorar.
Abaixei na sua frente e acariciei seu cabelo, puxando-a para um abraço.
− Isso deve ser um mal e tendido, Sakura... eu não estou com a Karin!
− Não mente pra mim, Sasuke! Você transou com ela, enquanto estava comigo. Eu me entreguei para você, eu me apaixonei por você!
As palavras saiam emboladas pelo choro.
− Isso foi antes de você, Sakura! Eu não estou com mais ninguém, eu juro.
− Ela está grávida, Sasuke... você engravidou ela. 
Sakura estava certa de que isso tinha acontecido. Meu celular começou a tocar. Era de casa. Resolvi atender.

“Vem para casa agora! Já ligamos para a escola.”, meu pai, curto e grosso.

Será que Sakura tinha razão? 
Minha respiração ficou acelerada. 
− Sakura, eu tenho que ir. Mas isso é um mal entendido, você vai ver. Acredita em mim, Sakura. Não tem mais ninguém, só você. – ela permitiu que eu beijasse a testa dela e me olhou, ainda desconfiada, antes que eu a deixasse na sala e corresse para casa.


+++

Assim que eu entrei em casa vi um homem vindo na minha direção.
Ele parecia enfurecido, meus pais atrás dele não fizeram nada.
Eu me esquivei da porrada que ele ia me dar, indo para trás do sofá.
− Seu moleque desgraçado! – ele não estava só irado, estava chorando. – Ela quase morreu, por sua causa!
− A culpa não é só dele. Foi consensual e ele era menor de idade, agora ambos são maiores, isso não vai dar em nada, processe se quiser. Ou podemos resolver isso com um ressarcimento logo de uma vez, como já ofereci hoje de manhã.
Olhei o homem ruivo, ele me lembrava ela: Karin. 
Sakura estava certa. Ela ficou grávida de mim. E se ela quase morreu foi porque fez um aborto.
Corri para o meu quarto. 
Que merda eu tinha feito?
Sentei na cama, agora arrumada, limpa da tarde/noite de ontem, quando eu estive aqui com a Sakura, antes de quase ser pai.
Que merda eu tinha feito?
Karin quase tinha morrido!
Puta que pariu, que merda eu tinha feito?
Peguei o celular e abri a caixa de mensagens. Ouvi as três mensagens que Sakura tinha falado. Era verdade. Cada vez mais verdade... e era suja.

SAKURA

Tudo o que o Sasuke me disse me deixou atônita.
Não tinha mais ninguém. O caso com a Karin era passado. Podia ser. Ela podia estar grávida há mais de três meses.
Eu tinha que tirar isso a limpo.
Peguei um ônibus até a casa de Sasuke. 
Não foi difícil encontrar a casa enorme dele.
Eu estava arrependida de ter vindo até aqui, quando uma mulher loira abriu a porta.
− Eu acho que você devia entrar. Ele está no quarto. Mas acredito que você já saiba o caminho.
Assenti, intimidada pelo olhar dela.
Subi as escadas e bati na porta.  Ele não me respondeu.
Meti a mão na maçaneta e encontrei uma cena que eu nunca ia esperar: o quarto estava virado do avesso e Sasuke Uchiha estava chorando. 
Chorando copiosamente. 


Notas Finais


Pessoal, vocês foram tão lindos comentando! Corri e escrevi para vocês! Espero que vocês estejam gostando! Me deixem saber, ok?
Um beijinho para Rhaay, Angel, Rocksy, Saki e Miray! ❤️❤️❤️
Bjinhos,
Aguy


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...