História Dirty - Capítulo 5


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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Naruto Uzumaki, Orochimaru, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Drama, Romance, Sasusaku
Visualizações 514
Palavras 1.826
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Policial, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Nem demorei! 😎

Capítulo 5 - Quinto


Fanfic / Fanfiction Dirty - Capítulo 5 - Quinto

Capítulo 5 – Quinto
Dez anos antes

SAKURA

Aproximei-me de Sasuke, ele abraçou minhas pernas, chorando. Pude sentir seu choro em todo o meu corpo, reverberando nos tremores que vinham dele, até espremer o meu coração. Meus olhos se encheram e chorei junto com ele.

− Eu sinto muito, Sasuke. – acariciei seu cabelo.
− Eu quase a matei. – as palavras foram ditas em meio ao choro. 
Abaixei o meu corpo e o abracei, ouvindo no seu choro o quanto ele estava sentido e triste. 
Sussurrei palavras a inúteis, mas necessárias: “está tudo bem”, “você vai resolver isso”, “fica tranquilo...”, entre outros consolos breves que  podia oferecer.
Sasuke ia ser pai, do filho de outra. Ele estava desolado e meu coração estava despedaçado. Porque eu estava completamente apaixonada por ele e eu não poderia mais tê-lo.

− Ela tirou... eu não queria que isso tivesse acontecido, Sakura. Foi um acidente. Estávamos bêbados... – ele fungou, olhando para mim, com os olhos vermelhos, de íris negras. 
Senti as lágrimas correndo dos meus olhos, nublando a imagem triste de Sasuke Uchiha destruído.
− Sasuke...
− Eu não pediria a ela para fazer isso, eu assumiria o meu erro e tomaria conta de tudo. Ela simplesmente tomou a decisão e fez, quase morreu.

Voltou a chorar, apertando-me contra ele. Aquelas palavras me fizeram chorar junto com ele. Sasuke era sombrio, mas não era mau. Ele era honrado o suficiente para assumir seus erros, aceitar as consequências de seus atos. E eu me apaixonei outra vez e mais ainda por ele.
Beijei a sua bochecha molhada de lágrimas, sabendo que a minha também estava.
Ficamos assim, até que ele se acalmasse e diminuísse os tremores pelo choro.
Eu sabia que essa cena não devia ser comum e que ele a estava dividindo comigo. Duvido que mais alguém conhecia esse lado vulnerável de Sasuke Uchiha. Não me senti grata por ele estar dividindo comigo. Queria nunca ter presenciado isso eu mesma. 

− Tenho que ir. – Informei-o e beijei a sua têmpora.
Ele olhou nos meus olhos, ainda triste demais. Assentiu com a cabeça e me apertou contra si.
− Eu estou apaixonado por você, Sakura e vou entender se você não me quiser mais. Mas eu não traí você. Não tem mais ninguém além de você.
Eu não soube o que responder, apenas beijei a sua testa e me levantei.
O céu lá fora já estava escuro quando eu abri a porta.
Do lado de fora do quarto tinha um cara, parecendo uma versão mais velha e ainda mais sombria de Sasuke.
− Parece que ele já foi consolado. – o sorriso do cara me deixou desconcertada. Era errado ele me olhar desse jeito. – Itachi, sou irmão do Sasuke.

Assenti e enfiei meu braço pela outra alça da mochila. A porta ainda estava aberta. Senti a presença de Sasuke atrás de mim.

− O que você quer, Itachi?
− Quer que eu dê carona para sua namorada? – estremeci e senti as mãos de Sasuke nos meus ombros. Era claro que ele não queria o irmão perto de mim. 
− Tsunade pode levá-la. Obrigado.
− Ótimo, preciso falar com você, irmãozinho. E trouxe uma coisa especial.
Sasuke me empurrou para longe do irmão, chamou a mulher loira, Tsunade, para me levar para casa, e ficou me olhando de cima da escada, enquanto eu saía da sua casa.

SASUKE

Eu não estava em condições de conversar com ninguém agora, mas Itachi nem me deu chance de falar. Ele esticou um pacote com comprimidos de diversas cores.
Não precisaria conversar, afinal de contas.
+++
− Vamos fazer isso! Vamos comprar um barco e tocar o foda-se para essa casa, Sasuke! Assina aqui! Vou pegar o dinheiro que o nosso avô nos deixou e comprar. Vamos embora!

Eu sequer sabia do que ele estava falando. Itachi entregou uma caneta na minha mão e ordenou que eu assinasse alguma coisa. Algo sobre comprar um barco e sairmos de casa. Tudo bem, eu queria sair dessa casa!
Assinei, odiando a data de hoje, a data que me fez perder a chance de ter alguma família que realmente seria importante para mim. Um filho!
Peguei a bebida e empurrei outro daqueles comprimidos coloridos goela a dentro.
Hoje era mais um dia que eu não queria pensar em nada.


Presente

SAKURA


Eu não teria como provar que o contrato fora assinado quando Sasuke não estava em condições mentais para fazê-lo. A data era do dia em que ele descobriu que a Karin tinha abortado e quase morrido no processo. O segundo pior dia do nosso relacionamento de adolescência. O dia em que quem chorava copiosamente era ele e não eu. O dia em que nos declaramos a primeira vez, repletos de mágoa e choro. O dia em que fui enganada de que Sasuke assumia seus erros e as consequências pelos seus atos.

Respirei fundo, saindo do prédio da Sharingan. Resolvi ir caminhando para espairecer. O vento gélido indicava que o inverno estava chegando e eu precisava despertar, para ter boas ideias.

Dois quarteirões a frente, senti o primeiro pingo e me arrependi de vir andando.
A rua estava vazia às oito e pouca da noite, no centro da cidade. Senti meu braço ser puxado num beco ao lado de um prédio que parecia abandonado.
Debati-me, desesperando-me sobre o que esse homem faria comigo. Senti uma mão na minha boca e a respiração dele no meu ouvido.
− Você vai perder o caso Uchiha, entendeu? Sasuke vai ser preso. 
Tremi. Era isso? De todos os casos de crimes que estive envolvida, era por causa desse que eu morreria?
Pensei no que eu estava arriscando ali... Meu Deus, eu o deixaria para trás... os olhos pretos me assombraram. Eu tinha que falar com ele uma última vez, me despedir, dizer que o amava tanto.
− Srª Haruno? – uma voz desconhecida me chamou, o homem me deu um soco no estômago e saiu correndo pelo beco, sem que eu pudesse ver nada a seu respeito. Vestia um capuz e luvas, correu pela chuva, pulando a grade que fechava o beco.
Tossi, sentindo meus músculos abdominais doloridos, assim como todo o meu corpo, pelo choque de adrenalina do medo.
Um outro homem, vestindo um sobretudo preto, com o cabelo liso, preso num rabo de cavalo, se aproximava.
Alcancei meu revólver 22 dentro da bolsa e apontei para ele. O homem ergueu as mãos, em sinal de rendição e parou de se aproximar.
Tossi mais um pouco, sem tirá-lo da minha vista.
− Senhora Haruno, eu sou Shikamaru, seu guarda-costas, contratado pela Sharingan. A senhora está ferida?
Que porra é essa?
Segurei a arma apontada para a cabeça dele. Ele podia estar mentindo. Em nenhum lugar do meu contrato falava sobre a contratação de um guarda-costas. Eu nunca precisei de um quando estive em casos contra traficantes de drogas, porque precisaria de um agora, num caso de assassinato?
− Eu espero que a senhora saiba usar essa coisa e não me mate acidentalmente. – ele revirou os olhos e acendeu um cigarro, protegendo-o da chuva. – Pode confirmar minha história ligando para o senhor Uchiha. Eu aguardo.
Fiz o que ele disse, sem abaixar a arma.
Disquei com a mão esquerda os números da Sharingan e esperei até ser transferida para Sasuke.
− Você colocou um guarda-costas atrás de mim?
Sasuke puxou o ar invertido.
“Onde você está?”
− Responde, Sasuke!
“Sim, o nome dele é Shikamaru. Cabelo liso, geralmente preso num rabo de cavalo. Passe o telefone para ele.”
Joguei meu celular e ele pegou habilmente, largando o cigarro no chão. Eu ainda não tinha guardado a minha arma, mas tinha tirado a mira dele.
− Sim, senhor Uchiha. Ela esteve envolvida num incidente. Não parece gravemente ferida, mas não quer falar comigo... estamos na altura do 38. Aguardo aqui.

O homem segurou o meu celular, sem se aproximar de mim para devolvê-lo.
Aguardamos por uns cinco minutos até que um carro preto parasse, de qualquer maneira na calçada do beco, e Sasuke descesse do motorista e viesse na minha direção.
Ele ignorou o fato de eu estar armada e me abraçou.
Sentir seus braços ao meu redor foi absurdamente familiar e tranquilizador.
Senti meus olhos se encherem de lágrimas, quando suas mãos grandes seguraram o meu rosto e ele me olhou com olhos pretos preocupados.
− Você está bem? Está ferida? − esquadrinhou meu corpo, ignorando a arma que eu ainda empunhava e voltou a me abraçar. – Caralho, eu tive tanto medo! Sakura, fala alguma coisa!

Eu ainda estava atônita, tanto pelo ataque, quanto pelos toques dele. Comecei a chorar, sem conseguir responder.
Sasuke me puxou com ele, retirando, gentilmente, a arma da minha mão, enfiando-a no bolso externo do paletó.

− Siga-nos. – Ordenou ao homem que se dizia meu guarda-costas e abriu a porta do carona do carro em que veio.
O carro ainda estava ligado. Sasuke prendeu o cinto de segurança ao meu redor e correu para o lado do motorista, cantando pneu na rua vazia.

Chorei, olhando o seu perfil sério e furioso dirigindo. O cabelo negro pingava dentro do carro.


            SASUKE

Ela estava em choque. Era forte o bastante para saber que seu emprego demandaria uma arma de auto-defesa. Ela não estava ferida, mas tinha sido atacada. Shikamaru não tinha feito um bom trabalho! Eu ordenei que a seguisse de perto, sem ser percebido. Talvez eu devesse ter sido mais honesto com ela a respeito da periculosidade desse caso. Eu vinha recebendo ameaças de morte frequentes. Um dos advogados contratados para o caso anteriormente havia desaparecido, misteriosamente.
Merda! No que eu a tinha envolvido?

Sakura chorava ao meu lado, enquanto eu a levava para a sua casa. Eu tinha tomado providências para que ela estivesse sendo vigiada de perto nessas últimas semanas. Shikamaru e Temari a acompanhavam 24h por dia.

Estacionei em frente ao prédio dela, Sakura me encarou espantada por eu saber seu endereço. Se a situação não fosse tão desesperadora, eu teria rido da sua inocência.
Destravei o cinto de segurança dela, antes de descer e ir abrir a porta para ela.
Temari estava na porta do prédio, disfarçadamente com a arma na mão. Shikamaru estacionou atrás do meu carro. Joguei a chave para ele, puxando a Sakura pela mão.
− Senhor Uchiha, a porta já está aberta. – Temari me garantiu e assenti para ela. Trazendo a Sakura comigo.

Ela ainda parecia em choque, até que entramos na sua casa.

Abracei-a e ela estava tão atordoada que não me recusou. Eu podia me dar ao luxo de aproveitar um pouco, porque eu também estava aterrorizado.

−Você está machucada? – questionei novamente.
Ela se afastou de mim, finalmente recobrando a razão.
− Que porra é essa de você ter a chave da minha casa? – ela foi até a geladeira e abriu uma cerveja de garrafa verde, virando na boca. Pegou outra e colocou na bancada para mim.
Eu ainda não estava sendo expulso. E não iria a lugar nenhum, mesmo que ela o fizesse.


Notas Finais


Gente, obrigada pelos favoritos e pelos comentários! Essa fic é curtinha, então não espera acabar pra participar! Só vem!
Obrigada a quem comentou: Miray, Meuvy e Saky, lindezas! ❤️
Beijos,
Aguy


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