1. Spirit Fanfics >
  2. Dirty >
  3. A Primeira Partida

História Dirty - Capítulo 13


Escrita por:


Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 13 - A Primeira Partida


1

Ainda muito assustada, Erina contou para Ever tudo que aconteceu. Quando entrou no escritório do professor Snape, leu a carta para a sua mãe com a confirmação dele também amá-la, a descoberta e o massacre dos grifinórios. Aquela última parte chocou Ever.

— Como assim um monte de grifinórios mortos?

— E-eu fui me esconder em uma sala após o professor Snape me descobrir quando encontrei aquele monte de corpos dos grifinórios... — Erina começou a chorar — F-foi horrível, Ever. Igual no meu sonho de um monte de corvinos mortos... eu te disse que aquilo não poderia ser apenas coincidência.

— É, acho que desta vez você estava certa sobre o tal sonho, mas alegre-se. Não foi com a gente e sim com eles. Deixa que o Dumbledore e o pessoal do Ministério que tomem conta disso agora. Nosso foco é estudar para conseguir a taça.

— Ever... seu comentário foi digno de um aluno preconceituoso. Não podemos deixar isso em pune. Sabe o quanto essa barbárie pode prejudicar a escola? E-ela pode até ser fechada, ou... o diretor pode ser preso em Azkaban... ou muito pior... o professor Snape pode ser acusado de algo que ele não fez.

— Então o que você sugere?

— Assim que o diretor se pronunciar sobre o assunto, vamos voltar na sala e procurar por pistas do possível assassino. Nenhum crime é perfeito, Ever nem no nosso mundo.

— Vamos esquecer isso por hoje? Agora me dá detalhes de como foi lá com o Snape.

— Seria incrível se ele não tivesse descoberto e ameaçado jogar Aparecium. Li uma carta que estava escrevendo para a mãe e que coisa mais fofa. E-ele gosta de mim também e está fingindo para não dar bandeira. Queria muito poder um dia ficar sozinha com ele e dizer tudo que eu sinto, mas... falta-me coragem. Sabe quando eu fui tentar pegar a autorização para o Poções Muy Potentes? Era naquele exato momento que eu iria falar toda a verdade, mas fiquei com medo da sua reação e o que poderia me causar. 

— Não pode ter medo. Enfrente isso. Ele é o amor da sua vida... ou pelo menos eu acho que é. 

— Sim Ever. Não queria admitir no começo, mas... sim. Acontece que eu também li coisas feias naquela carta. O professor Snape disse não suportar o professor Flitwick e chamou o professor Warren de carrapato. 

— Não é de hoje que o professor Warren parece querer fazer amizade com ele. Acho que é por medo. Sabe... a boataria do Snape querer muito o cargo de Defesa contra as Artes das Trevas circula. 

— Duvido que o professor Warren vá acreditar nisso. Ele é muito espirituoso, parece até um lufano. E pode ficar alegre Ever, pois eu consegui dar um beijo no professor Snape. 

— ISSO! E COMO FOI?

— C-calma. Não é nada que você está pensando. Foi no rosto. — Ever ficou desapontada — Como carinho pela carta.

— Como você é sem graça. Devia é ter dado na boca logo.

— N-nem pensar. N-não quero isso.

— A escolha é sua. Vamos dormir que a gente tem aula cedinho.

2

A notícia do massacre dos grifinórios se espalhou como nunca em toda a escola. Todos os alunos já sabiam do que houve. Percy Weasley, do primeiro ano da Grifinória, foi o que reconheceu a maioria dos colegas mortos e ajudou na retirada. Minerva McGonagall ficou impressionada em como um menino de 11 anos teve a capacidade — e estômago — para ver e reconhecer todos os amigos para informar aos seus pais. Os corpos foram levados para o St. Mungus onde passarão por uma perícia para averiguar a real causa da morte.

Muitos acreditavam que quem fizera isso foi o tal “Ser Invisível” que atacou Mérula Snyde, a monitora da Sonserina e tentou fazer algo com o professor Snape.

Enquanto que na sala dos professores, o assunto de Erina ser atacada pelos corredores também estava em pauta.

— Eu já estou cansado destes ataques. — bravejou o professor Flitwick — Quando é que vão deixar a senhorita Thompson em paz? Precisamos encontrar logo o responsável.

— A coisa está bem difícil mesmo, Fílio. — disse o professor Warren, servindo uma xícara de chá para o colega — Primeiro é esse ataque com o Severo usando sangue modificado e agora aparece estes alunos mortos e sem falar nas provações que a Erina está sofrendo quase que diariamente desde a ser trancada no banheiro do segundo andar como um ser invisível deixa-la nua no meio dos corredores. Escuta, Fílio... você acha mesmo que alguém aqui dentro está tentando matá-la?

— Não só acredito como acho que a senhorita Thompson corre grande perigo se a deixarmos sem supervisão. Já conversei com o senhor Johnson sobre isso, mas ele não confia na senhorita Molin para vigiá-la, principalmente depois dos problemas que ela causou com o Severo. 

— Severo também não anda ajudando em nada. Poxa o que custa ele ficar de olho um pouco? Ah, é porque é aluna da Corvinal. Queria ver se o trato dele seria igual se a Erina fosse da Sonserina. 

— Já estão falando de mim? — disse Snape, entrando na sala com um sorriso debochado — Deixe-me adivinhar, Kasimier: a Thompson foi atacada de novo e o Fílio está se descabelando. Temos coisas mais importantes para resolver como esse massacre que ocorreu nas masmorras. 

— Você devia estar é vigiando-a. — disse Warren — Ela corre perigo. Alguém está tentando matá-la. 

— Perigo? — Snape riu — O único perigo que a senhorita Thompson corre é ter que aguentar as chatices que são as suas aulas, Kasimier. Ensinar sobre kappas? Que tipo de professor de Defesa contra as Artes das Trevas você é? Mas o que se esperar de um professor que foi da Lufa-Lufa... 

— Você nem sabe se eu fui ou não da Lufa-Lufa e mesmo se tivesse sido, eu não teria vergonha de admitir. 

— Então nos diga qual foi a sua casa. — Warren não respondeu — Seu silêncio me diz tudo. 

— E-ei, não vamos brigar por favor... — disse Flitwick — Vocês são colegas de trabalho e isso não é correto... 

— Eu vou vigiar a senhorita Thompson. — disse Snape, pegando alguns pergaminhos da mesa e dando as costas para Warren — Com licença. 

Kasimier fez um ar tristonho abaixando a cabeça e depois encarando Flitwick com muita tristeza e uma dor em seu interior. Tudo que ele mais queria era ser amigo de Snape para acabar de vez com os boatos de que o mestre de poções estava querendo tomar o seu lugar. 

— Ele nunca vai ser meu amigo, Fílio... 

3

O primeiro jogo de Quadribol de Erina sendo a apanhadora seria hoje, uma semana antes do recesso de natal. Por causa dos últimos acontecimentos o diretor Dumbledore teve que fazer uma viagem às pressas a Londres dar explicações para o Ministério sobre o massacre e nem teria nada sobre isso no jantar de hoje. Erina já vira no Profeta Diário a imagem da Ministra Millicent Bagnold em uma entrevista sobre os cinco anos da queda de Voldemort e seus asseclas ano passado, e sempre aparentava ser uma mulher justa — mas não tanto quanto a professora McGonagall, pensava Erina, mas nunca viu a ministra pessoalmente e nem sabe se realmente quer. 

Indo para o vestiário da Corvinal, Erina encontrou Nanase O’Brien falando com outros jogadores já vestidos com os seus uniformes. Parte daquele pessoal ela conhecia — a maioria dos jogadores se concentrava entre o quarto e o quinto ano. 

— Ela chegou. Venha, Erina. — mesmo com um pouco de vergonha a menina se aproximou — Acho que todo mundo conhece a Erina né? 

— Tem como não conhecer? — disse um menino do quinto ano que era um dos artilheiros — A garota que vai nos fazer ganhar a Taça este ano. 

— Q-qual delas? — perguntou Erina. 

— A das casas e claramente a de Quadribol. 

— Eu estava falando para eles, Erina o quanto suas manobras com a vassoura me surpreenderam. — disse Nanase — E estava falando também o quanto irá nos ajudar na partida de hoje. Todos sabem que o nosso apanhador está hospitalizado no St. Mungus depois do balaço atravessar sua perna e ele terá que ficar fora desta temporada. Todos concordam com a Erina substituindo ele? 

— Contanto que ela pegue o pomo, ok. — disse uma artilheira. 

— Muito bem. Hoje a partida é com a Lufa-Lufa e vocês sabem que a apanhadora deles, a Zara Reid é uma das melhores jogadoras da nossa geração. Por isso não podemos dar bandeira, entenderam? — todos fizeram sim — Ótimo. Peguem suas vassouras que daqui a pouco entraremos em campo. Ah, Erina, eu esqueci que você ainda não tem uma vassoura... 

— E-eu sei, mas vou pedir para a minha mãe emprestar a Cleansweep antiga dela quando eu mandar uma coruja. 

— Por enquanto, fique com essa. — Nanase pegou uma vassoura e a jogou para Erina — Coloque seu uniforme e de preferência use óculos protetores. Estaremos lhe esperando. 

Erina colocou uma roupa azul marinho, óculos protetores as quais levantou e colocou em cima da cabeça, luvas de couro, botas pretas e pegou a vassoura acompanhando os outros para se encontrarem no estádio. Estava lotado e toda a arquibancada da Corvinal, que dividia com a Sonserina gritaram e ovacionaram. Erina tentou procurar seus amigos, mas não encontrou ninguém dentre tantas pessoas. O time da Lufa-Lufa estava se aproximando e de longe, Erina via Zara com sua vassoura e lhe dando um sorriso. Madame Hooch, como sempre, seria a juíza da partida. Nanase cumprimentou a capitã da Lufa-Lufa e depois os dois se afastaram. 

 — Quero um jogo limpo aqui, entenderam? Nada de puxões de cabelo ou mordidas. — disse Hooch — Comecem. — o apito ecoou e os jogadores levantaram voo. 

A platéia começou a gritar enquanto que as bolas foram lançadas. Erina ficou dando algumas voltas dentre o campo para ver se via algum sinal do pomo quando quase trombou com Zara. 

— Z-Zara? 

— Oi amiga. Aceitou mesmo ser a apanhadora... 

— P-pois é, mas ainda estou ressentida... 

— Não fique. E não se preocupe em querer trombar comigo para ir atrás do pomo, tá? Dê o seu melhor. 

Erina ainda estava muito mal. Ela sabe que é apenas um jogo, mas... e se Zara se machucar? E se cair da vassoura em uma altura alta demais? Isso a fez refletir um pouco no ar quando notou a goles se aproximando de um dos aros bem na sua direção. Ela virou a vassoura, batendo a palha de aço sobre a esfera que adentrou no aro da Lufa-Lufa, marcando dez pontos para a Corvinal. A arquibancada da Grifinória e da Lufa-Lufa fizeram um “uh” alto enquanto que da Corvinal junto com a Sonserina ovacionaram. 

— Boa jogada novata. — disse uma batedora — Agora vê se presta atenção quando o pomo vier... 

— T-tá... 

Erina deu mais algumas voltas pelo campo em busca do pomo quando seus olhares se encontraram com o professor Snape na arquibancada, vestindo um cachecol azul e dourado escondido dentre suas vestes. Fazia um frio intenso aquele dia e começara a pairar pequeninos flocos de neve. Erina ficou o encarando por alguns segundos e pensou em acenar, mas todo mundo estava olhando e isso daria bandeira demais. 

Mais urros do time da Lufa-Lufa. O placar era 200 para 120 e só um milagre conseguiria fazer os lufanos ganhar. Até que um barulhinho de asas estava ecoando pelo campo: o Pomo de Ouro era visto perto dos aros da Corvinal e Erina deu um impulso na vassoura para pegá-la, mas Zara também foi para cima, trombando com Erina e tentando joga-la para fora do curso. 

Quando um balaço estava vindo na direção das duas garotas. Erina desviou, mas ele atingiu Zara de raspão a fazendo dar rodopios. O pomo já não estava mais lá. 

Dando voltas pelo campo, Erina procurava pela esfera dourada quando olhou de relance Zara ser perseguida pelo balaço que atingiu a palha de sua vassoura. Erina achou aquilo muito estranho. O batedor da Lufa-Lufa conseguiu rebate-lo, mas logo estava de volta e indo atrás da lufana. 

Erina viu de longe a arquibancada da Corvinal e os olhos negros do professor Snape se moviam bem rápido, como o balaço. Será que estão azarando o balaço? Mas ele é protegido contra isso, questionou a menina na sua mente. 

— Esse balaço me marcou. — gritou Zara — Eu não aguento maaaaaaaais. 

— Madame Hooch, tempo. — gritou Erina — Alguma coisa está acontecendo com o balaço. 

— Percebi. — Madame Hooch apitou — Tempo! 

Depois que todos desceram, o balaço que perseguia Zara parou e ele pode ser melhor analisado. Zara estava irritadissima e mostrava isso a Erina. 

— Primeiro é vassoura azarada e agora balaço perseguidor. Toda vez que eu jogo é isso. Mas que caralhos... 

— Não se preocupa que tudo vai se resolver. Preciso falar com uma pessoa... 

Erina disse a Nanase que iria até a arquibancada falar com uma pessoa e voltaria em breve. Então foi ao encontro do professor Snape que se assustou e estava do lado de mais alguns garotos da Sonserina. 

— O que está fazendo aqui, Thompson? Volte para o campo. 

— Alguém azarou o balaço né? Estão tentando prejudicar a Zara de novo... Eu vi quando o senhor começou a olhar rapidamente para o objeto...

— Depois conversamos Thompson. Agora, volte para o campo e chega de perguntas. 

— Mas... 

— Eu não coloquei esse maldito cachecol azul só para ver você se lamuriando pela Reid. Agora volte já para o campo e ganhe esta maldita partida. Você me entendeu? 

Erina ficou um pouco ressentida, mas voltou ao campo correndo, onde entrou no vestiário para conversar com os outros jogadores. Nanase parecia estar muito aflito. 

— A Madame Hooch me disse que não havia nada no balaço, mas mesmo assim precisamos ficar atentos. Vamos aproveitar este tempo para mudarmos a nossa jogada. 

Dado os dez minutos de tempo a partida se reiniciou, mas o balaço ainda estava descontrolado e seguindo Zara o tempo todo. Erina, ao invés de estar atrás do Pomo, seguiu a esfera e bateu com a palha de aço para que não atingisse sua amiga. Viu o jogador da Corvinal com a goles e se afastou, assim marcando mais dez pontos para sua casa. Porém, isto não estava ajudando muito, já que a Lufa-Lufa conseguiu passar e estava ganhando. 

Erina avistou o pomo e foi atrás dele, impulsionando sua vassoura, mas Zara apareceu e começou a dar empurrões para desestabilizar a menina. 

— Nada pessoal, amiga, mas eu tenho que pegar aquele pomo. 

Mas o balaço que perseguia a lufana estava vindo na sua direção e Erina percebeu. 

— ZARA, CUIDADO! 

Erina lhe deu um forte empurrão, só que isso não foi o suficiente e a esfera veio de encontro a Zara, lhe derrubando da vassoura perto dos aros, batendo as costas na haste e depois caindo no chão. A arquibancada da Lufa-Lufa ficou desesperada e Erina havia parado, sem saber o que fazer. Achou que tinha machucado muito a amiga e queria descer para ver se estava tudo bem. 

A arquibancada ficou em silêncio por alguns segundos até que Zara começou a se levantar e apoiou-se na haste, olhando para cima direto em Erina. Seu rosto tinha um corte que escorria sangue e misturava-se com o seu suor junto com um filete avermelhado que saia de seu nariz. 

Para tranquilizar todos — principalmente Erina — Zara fez um sinal positivo com o dedão. A platéia suspirou aliviada, mas a menina teve que ser levada às pressas por alguns alunos até a enfermaria. Sem a apanhadora da Lufa-Lufa, Erina conseguiu ir atrás do Pomo de Ouro, que voava na direção da arquibancada da Corvinal, mas um batedor da Lufa-Lufa apareceu bem na hora e os dois se chocaram. 

Erina voou alguns metros e depois desceu, vendo o Pomo e o agarrando, porém acabou indo para cima do professor Snape, não conseguindo desviar e caindo no seu colo. Os dois trocaram olhares e rostos escarlates, e rapidamente a garota se levantou e mostrou o pomo para todos. A platéia da Corvinal rugiu de alegria enquanto que a da Lufa-Lufa saia irritadíssima, protestando com raiva e dizendo que a Thompson teve sorte porque Zara fora acidentada pelo balaço. Erina pegou de volta a vassoura e saiu voando até o estádio, onde se encontrou com os outros jogadores de sua casa. 

— Boa jogada, Erina. — disse Nanase — Você é uma excelente apanhadora. 

— Sou nada. Se a Zara não tivesse sido atingida por aquele balaço, nada disso teria acontecido.

— Foi azar dela, oras. — disse o batedor — Tu não vai se culpar por causa disso, né? 

— Não... claro que não. 

Mas Erina se culpou tanto que após tirar o uniforme, foi correndo até a enfermaria ver como Zara estava. Seu nariz tinha uma grande faixa que cobria-o todo e sua testa um curativo enorme. 

— Ei, ei, ei... — disse Madame Pomfrey — Ela precisa descansar. Nada de visitas. 

— M-mas eu preciso ver como está minha amiga Madame Pomfrey. 

— Nem pensar. A senhorita Reid acabou de quebrar o nariz e poderia até ter quebrado as costas com o impacto que ela deu nos aros. Ela precisa de total repouso. 

— E-está tudo bem, Madame Pomfrey. — disse Zara com a voz fraca e acenando para Erina, que viu suas mãos também enfaixadas — E-ela pode ficar aqui. 

Madame Pomfrey não concordou, mas disse a Erina que tinha apenas três minutos. Aproveitou para puxar uma cadeira e sentar-se ao lado da cama da amiga. 

— Como está? 

— P-poderia ser pior, mas só q-quebrei o nariz... se eu tivesse quebrado as costas teria que ficar fora da temporada e adeus taça de quadribol... 

— Pelo menos não aconteceu nada de grave isso é o que importa. 

— G-gostei da sua jogada. Foi muito bem para uma apanhadora iniciante. A-ainda vou descobrir seu segredo de conseguir aprender as coisas rápido... 

— Só estudar que você consegue e claro, ter fome de conhecimento. Mas... você não está brava comigo por causa do balaço, né? 

— C-claro que não... ai. — Zara deu um gemido após sentir seu nariz dar uma latejada — S-se você não tivesse afastado o balaço, ele poderia ter me dado um golpe mais severo. E por falar em severo... f-fiquei sabendo que você caiu bem no colo do professor Snape... 

— F-foi um acidente. — Erina coçou a nuca — O batedor da sua casa trombou comigo... 

— Huuuummm... não é o que seu rostinho diz. E-eu só queria entender o que aconteceu com aquele balaço...

— Madame Hooch disse que não havia nada nele. Tenho certeza de que estavam o azarando. Vi o professor Snape mexer seus olhos rapidamente, como se quisesse seguir o balaço. Ele deveria estar tentando quebrar azaração... 

— C-como daquela vez, né? Alguém desta escola me odeia... 

— Então somos duas. Descansa tá amiga? Eu tenho que ir. 

4

Faltava dois dias para o Expresso de Hogwarts partir com os alunos que iriam sair para passar o recesso de natal com suas famílias e Erina não havia se decidido se ficaria na escola ou na casa de Ever. Ela tinha até a noite de hoje para decidir e por isso estava indo na sala de poções conversar com o professor Snape e dependendo de sua resposta, ela ficaria. Aquela era a oportunidade perfeita, onde não tinha muitos alunos para que pudesse conversar com ele a sós. 

— Err... professor Snape? Posso entrar? — disse a menina, o observando levitar um frasco de substância com a varinha e derramando o líquido em um caldeirão. 

— Espero que não fique falando mais uma de suas asneiras, Thompson. Estou muito ocupado. 

— E-eu só queria saber se o senhor vai passar o natal aqui ou fora... 

— Sempre passo o natal aqui, mas este ano vai ser diferente. Vou ficar com a minha mãe. 

— Entendi. — Snape pigarreou e fingiu que não ouviu o tom choroso da menina — Então eu vou embora. 

— Espere. Eu quero te dizer uma coisa. — o coração de Erina começou a disparar e suas mãos ficarem suadas. Ele vai se declarar para mim

— Diga professor. 

— Eu não iria comentar isso com você, principalmente pelo seu vínculo com a senhorita Reid, mas aquele dia na sua primeira partida de quadribol... eu é quem estava controlando o balaço. 

— O s-senhor? Mas por que? 

— Acha mesmo que uma iniciante iria conseguir competir com a apanhadora da Lufa-Lufa? Até mesmo o imbecil do Matthews nunca conseguiu derrubar essa menina. Pelo menos a Reid serve para alguma coisa. Eu só não queria que você passasse vergonha, já que a Corvinal é conhecida por nunca perder uma partida de quadribol. 

— O senhor... o senhor não poderia ter feito isso. A Zara poderia ter se machucado feio. 

— Mas não se machucou. Achei que iria me agradecer por ter te ajudado, o que prova por A mais B que eu não te odeio tanto quanto pensa. 

— Claro que não. O senhor quase machucou a minha amiga. 

— Você tem um péssimo gosto para amigos. 

— Eu nunca vou dizer obrigado para alguém que machuca meus amigos, nem que seja para ME ajudar. O senhor poderia ter me machucado. Estou muito triste. 

Erina saiu correndo da sala de poções, chorando e subindo as escadas até o andar da Sala Comunal da Corvinal. Como não conseguiu responder a pergunta da aldrava, sentou-se perto da porta e começou a chorar. Ela só olhou para cima e parou quando Ever apareceu. 

— Amiga o que houve? Por que está chorando? 

— P-posso passar o natal na sua casa? 

— Claro que pode. Eu ia te fazer essa pergunta quando te encontrasse, mas... por que tá assim? Brigou com o Snape, né? — Erina fez sim com a cabeça — Ele te disse alguma grosseria? 

— Quem dera fosse isso... foi algo muito pior. Eu vou te contar quando estivermos no trem. 

— Vou te ajudar com as malas. 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...