História Dirty Babe - Capítulo 2


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Kai, Sehun
Tags Baekyeol, Bottom!chanyeol, Chanbaek, Heterodetaubate!baekhyun, Side!sekai
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Palavras 5.089
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Festa, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Chegando de mansinho com o segundo capítulooo! Queria agradecer a todo mundo que leu e deu uma chance a essa história logo no primeiro capítulo, fiquei muito feliz :')

Chanyeol sapequinha, ein? Ahhahah vamos ver onde isso vai dar!

Betado pela nenê Dulce Veiga, boa leitura!

Capítulo 2 - Quer café?


Baekhyun ouvia a melodia conhecida tomando conta da sala, encarando o nada. Não sabia se tinha coragem de olhar para Chanyeol e evitou isso por um minuto, arrumando a bagunça que tinha feito com os hashis de metal.

Olhou por cima do ombro, encontrando o outro com uma das sobrancelhas levantada e os braços cruzados, claramente o esperando dizer alguma coisa. Baekhyun não tinha muita escapatória depois do pequeno susto que levou. Respirou fundo e voltou a dar as costas, como se dizer qualquer coisa enquanto o olhava fosse muito pior.

— Você me assustou.

— Sério? - Chanyeol riu baixo, pausando a música e levantando do sofá. Baekhyun fechou os olhos e massageou as têmporas, ouvindo seus passos.   Eu te assustei? 

Os legumes na tigela pareciam muito interessantes para Baekhyun, mas Chanyeol lhe tocou o ombro, deixando o corpo do moreno tenso na mesma hora. Soltando um suspiro, virou o corpo de frente para o mais novo e cruzou os braços, ciente da sua situação ali.

— Fala de uma vez, Chanyeol.

— Você sabe o que aconteceu.

— Não sei de nada.

Chanyeol estreitou os olhos e analisou a expressão impassível de Baekhyun. Balançou a cabeça negativamente, conhecia aquela tentativa de fazer pose.

— Por que você não contou?

Baekhyun desceu do banco, se afastando alguns passos e passando a mão pelos fios escuros bagunçados. Evitou o olhar incisivo de Chanyeol mais uma vez.

— Não soube como.

Nenhum dos dois havia efetivamente dito qual era o assunto, parecia até ser um tópico proibido, mas a confissão quase tímida pegou Chanyeol de surpresa. Nem esperava que o outro desse o braço a torcer tão rápido. O observou jogar os braços ao lado do corpo, quase como uma rendição, porém claramente desconfortável.

— Não soube como dizer a verdade? Pelo amor de Deus, Baekhyun.

— Não é tão simples assim, beleza? - Chanyeol rolou os olhos.

— Estava com vergonha de nós ou do que você faz?

Foi um soco no estômago. Baekhyun piscou, a boca entreaberta com as palavras perdidas. Não tinha como responder aquilo de um jeito fácil, principalmente porque se sentia envergonhado com as duas opções. Mas Chanyeol ainda esperava que ele dissesse alguma coisa.

— Eu sei que deveria ter dito, não precisa jogar meu erro na minha cara. Só fiquei… com medo de como vocês iriam reagir.

— Muito melhor do que descobrindo de repente e sem preparação, eu te garanto. - Chanyeol desviou o olhar por um momento, sentindo um incômodo ao lembrar de quantas coisas inapropriadas tinha pensado antes de ver o dançarino sem a máscara. E depois também, mas isso ele preferia esconder de si mesmo.

— E o que você pensa de mim agora? Que eu sou secretamente gay e enganei vocês esse tempo todo?

— Ah, então esse é o problema. - Chanyeol tinha um sorriso debochado no canto do lábio. — Sua heterossexualidade é tão frágil que dançar deixa ela abalada? Me poupe, eu só fiquei puto por você ter escondido.

— Mas o conjunto da obra, o lugar, e… Eu não quis dizer isso, eu… Que merda, desculpe. - Baekhyun parecia travar uma batalha interna. Já havia perdido a conta de quantas vezes coçou a nuca ou passou a língua pelos lábios secos. — Eu precisava do dinheiro, eles de alguém pra dançar. Entrei em pânico e inventei uma mentira pra vocês, foi mal. Só… fui estúpido.

— Foi bastante.

Baekhyun engoliu em seco, assentindo. O que poderia fazer? Chanyeol estava com a razão e ele não podia discordar.

— Sei que não tenho moral pra isso, mas você pode não contar a Sehun e Jongin?

— Isso é tarefa sua. - Chanyeol deu de ombros, desencostando da bancada e passando por Baekhyun para voltar ao sofá. — Não vou abrir a minha boca, só espero não me decepcionar mais com você.

Recebendo o tom frio daquelas palavras, Baekhyun se calou. Ficou em pé e sem rumo por um momento, enquanto Chanyeol deitava confortavelmente no sofá e ligava a televisão.

Comeu no mesmo silêncio desconfortável, mesmo que sua mente não parasse de gritar. Tinha pisado feio na bola com os amigos e dava pra sentir que Chanyeol tinha ficado um pouquinho magoado, ainda que agisse com uma tranquilidade duvidosa.

Ainda gostaria que o amigo entendesse o seu lado, mas nem ele conseguia pensar em algo que não soasse como desculpa esfarrapada. Suspirou levando a tigela até a pia e ligando a torneira para lavar, ouvindo Chanyeol assistir uma reprise qualquer de FRIENDS.

Deitou no outro sofá, envolvido pelo clima tenso que os rodeava, ainda mais porque Chanyeol evitava o contato visual. O moreno o encarou de soslaio, não vendo nada além do maxilar marcado, os olhos fixos na televisão e um leve biquinho nos lábios. Até podia imaginar as bochechas salientando enquanto ele mantinha a cara fechada.

Ninguém disse nada por mais de um episódio, mas Baekhyun não aguentou a pressão que parecia sufocar aquela sala.

— Yeol… - Baekhyun arriscou o apelido, recebendo um olhar de dois segundos. — Me desculpa mesmo. Eu vou abrir o jogo, sério.

Chanyeol virou levemente o corpo no sofá e passou a olhar para o rosto do outro, querendo ler suas expressões. Baekhyun tinha um rubor nas bochechas e o maior quis rir da sua vergonha escancarada, porque eram muito raras as vezes em que já tinha visto o moreno desconcertado. Além do mais, ele parecia estar sendo sincero com as desculpas.

E Chanyeol admitia o seu leve drama. Ele não se importava tanto com a mentira, até conseguia imaginar o desespero de Baekhyun naquela situação. A imagem de um Baekhyun tentando desmontar toda a magia de Dirty Babe antes de voltar pra casa e manter a mentira sobre trabalhar de segurança (e ainda arranjar um terno!) lhe pareceu engraçada.

Não concordava, mas conseguia entender.

— Tudo bem. - A voz de Chanyeol tirou um peso dos ombros do outro. Não gostava da ideia de brigar com o amigo. — Mas não demore pra contar a verdade.

Baekhyun concordou, desviando os olhos para a TV. Chanyeol olhou para o corpo despojado no sofá por mais alguns segundos, balançando a cabeça negativamente, sorrindo pequeno.

Ainda conseguia lembrar do Baekhyun que conheceu enquanto o moreno deslizava pela quadra jogando de líbero no time de vôlei da escola, no último ano do Ensino Médio, porque Sehun decidiu entrar na equipe de torcida, e Chanyeol foi gentilmente obrigado a assistir a todos os jogos. O maior reclamava do grande esforço de ficar com a bunda na arquibancada no início, mas depois passou a gostar da ideia. Antes eram ele e Sehun contra o mundo, até aparecer Jongin, colega da equipe de Sehun, e seu melhor amigo jogador, o Byun.

Quem diria que Baekhyun usaria da sua preparação física pra suar num lugar bem diferente da costumeira quadra, não é mesmo? E que bela preparação, Chanyeol se permitia pensar. Quanto peso o Byun levantou nas pernas para ostentar aquelas coxas torneadas?

Chanyeol sutilmente olhou para a perna do outro, esticada no sofá e escondida pela calça folgada. Suspirou baixinho, desejando a vista de uma calça de couro mais uma vez.

— O que foi?

O loiro piscou. Nem havia percebido que Baekhyun o encarava com o cenho franzido enquanto ele secava suas pernas. Chanyeol deu de ombros.

— Nada. - Baekhyun ainda tinha um vinco pequeno entre as sobrancelhas, mas assentiu. Estava pronto para voltar a espiar Rachel discutindo com Ross pela milésima vez, até a voz de Chanyeol voltar a soar. — Você dança bem.

Baekhyun levantou a sobrancelha, certo que Chanyeol estava tirando uma com sua cara. Abriu a boca, pronto para mandá-lo à merda, até perceber que o maior não sorria. Não soube ler as suas expressões, no entanto, e ele desviou os olhos antes que Baekhyun tentasse mais. Os dois olharam para a frente ao mesmo tempo, envergonhados por situações diferentes.

Baekhyun escolheu fugir pelo alívio cômico.

— Engraçadinho. Vai me encher a vida com isso, né? - cruzou os braços, bufando.

— Não, tô falando de verdade, você dança bem, reparei nisso. Que fique claro que reparei antes de saber que era você.

— Depois que descobriu eu passei a dançar mal? - Baekhyun deu uma risada leve e Chanyeol fez uma careta.

— Não, ainda dança bem, eu só não parei pra ficar olhando.

— Você estava olhando bastante quando te vi perto do palco.

— Ah, então você me viu, é? - Chanyeol virou o rosto para o outro rapidamente, surpreso por ele já estar olhando. Levantou uma sobrancelha. — E ainda tem coragem de se fazer de desentendido.

— O ponto não é esse. Vamos voltar ao seu tópico.

Chanyeol rolou os olhos e lhe atirou uma almofada, que Baekhyun pegou no ar. Estava minimamente satisfeito em desfazer o clima tenso com o mais novo, mas nem um pouco preparado para o que viria a seguir.

— Não sabia que você curtia se exibir, Baek. Se quer saber, olhei sim. Bela bunda.

Os lábios do moreno se partiram e ele nem soube dizer quantas vezes Chanyeol tinha o deixado sem respostas naquela manhã. Piscou demoradamente, engolindo em seco. Tudo bem, era só uma brincadeira, não era como se nunca tivessem visto as bundas alheias. Ele lembrava até de já ter dado uma beliscadinha considerável na de Chanyeol quando ele dormiu de cueca no sofá.

Por que aquela sentença parecia tão diferente?

Antes que pudesse inventar qualquer besteira para dar uma resposta, a porta do apartamento abriu e Jongin, Sehun e sacolas de papel pardo cheias de comida passaram por ela. Chanyeol levantou para ajudar, e Baekhyun não soube dizer se o sorriso de canto que o maior lhe direcionou tinha sido alucinação.

Massageou as têmporas. Tinha conseguido um inferno particular com nome e sobrenome, e sabia que não seria deixado em paz tão cedo, pelo menos não até contar a verdade aos dois amigos restantes.

— Levanta a bunda daí, Byun. Vou te colocar pra lavar o banheiro se não ajudar em nada hoje. - Sehun chamou sua atenção, o fazendo balançar a cabeça e levantar de uma vez.

[...]

Chanyeol estava achando particularmente muito divertido provocar Baekhyun. Sentia vontade de gargalhar todas as vezes em que o mais velho respirava fundo e fechava os olhos com força, reagindo à uma frase ambígua de Chanyeol, que os dois entendiam, mas passava despercebida por Sehun e Jongin. Levar a situação na base da piada tinha sido um ótimo caminho para o loiro. Estava indo muito bem, obrigado.

Bastou colocar a cabeça no travesseiro e fechar os olhos. Porque ele conseguia medir suas palavras e espantar pensamentos enquanto estava acordado, mas ninguém controla os próprios sonhos. E Chanyeol encontrou Dirty Babe no seu.

Suas mãos tocavam no corpo do dançarino enquanto ele se movimentava, com o mesmo sorriso sacana e os olhos claros. Sem máscara, para o desespero de Chanyeol, que nem tinha como fingir que era outra pessoa.

O moreno tocou seu rosto, desceu a palma pelo pescoço suado e apertou o seu ombro, quase numa massagem simples, esfregando o polegar contra a pele coberta por uma camisa. Chanyeol pendeu a cabeça para um lado quando o outro chegou mais perto, o deixando sentir a respiração quente próxima a si. Soltou um gemidinho contido, sentindo os lábios tocando sua pele. Dirty Babe lhe segurou pelo quadril com a mão livre, forte e sem hesitar, escorregando a língua pelo pescoço de Chanyeol. Afastou a boca para olhá-lo com um sorriso, e Chanyeol estava pronto para puxá-lo pela nuca e beijá-lo, e foi essa realização que o fez acordar com um leve sobressalto.

Piscou, analisando o quarto escuro que aparentemente só tinha ele. Virou o corpo, prendendo um gemido de satisfação na garganta quando o volume entre as suas pernas roçou no colchão. Porra, estava duro por Baekhyun. Sentou na cama e encarou o próprio pau delineado no seu short, mordendo o lábio inferior ao passar o dedo de leve pelo tecido que começava a ficar molhado na região da glande.

Arfou quando pressionou o polegar ali, afastando a mão assim que notou o que estava prestes a fazer. Cobriu o rosto com as mãos e soltou um grunhido frustrado. Como iria lidar com aquilo? Não iria bater uma por ele, sem condições. Baekhyun era seu amigo, e provavelmente já pegou tanta mulher que dava pra fazer coleção de calcinha.

Iria dar um jeito de fazer o sangue pulsar menos nas áreas baixas, começando a reunir na cabeça coisas e situações que lhe fariam broxar enquanto levantava da cama para ir tomar um copo - ou uma garrafa - de água gelada. Cada passo um ângulo diferente da careca do seu professor de Tecnologias, muito concentrado. Estava prestes a abrir a porta, mas Baekhyun fez isso antes.

Chanyeol arregalou os olhos e deu um pulinho para trás, e Baekhyun ligou a luz do quarto com a mão no peito.

— Que susto, porra. Não se anda no escuro quando se tem dois metros de altura. Teve um pesadelo foi, neném?

— Vai se foder.

Baekhyun levantou uma sobrancelha, com um sorriso divertido no rosto. Sorriso que foi gradativamente diminuindo quando seu olhar alcançou o meio das pernas de Chanyeol. E a ereção estava lá, nada escondida. A garganta de Baekhyun pareceu secar e os segundos de silêncio fizeram Chanyeol lembrar da sua situação. Pigarreou.

— V-você quem precisa. - foi a última coisa que Baekhyun disse, passando pelo maior numa distância suficiente para que ele sentisse o cheiro de sabonete que desprendia da sua pele pós-banho.

Chanyeol engoliu em seco, olhando por cima do ombro para as costas nuas e marcadas de Baekhyun e as coxas expostas, porque ele estava usando um short dessa vez. Não foi nada útil, e a fisgada que sentiu em seu baixo ventre provava isso. Merda, mil vezes. Não ia ter professor calvo que lhe ajudasse agora.

Baekhyun afastou o cobertor e sentou-se no colchão, percebendo o olhar do mais novo sobre si quando se virou para esticar as pernas, parando a ação no meio do caminho. Não soube porque se sentiu quente, talvez fosse o colchão aquecido pelo tecido grosso que o cobria anteriormente. O loiro suspirou, desligando a luz e saindo do quarto, consciente de que daria uma passadinha no banheiro.

Debaixo das cobertas, virado de frente para a cama vazia do outro e ciente da punheta que ele deveria estar batendo, Baekhyun se perguntou porque estava se importando com isso. Não era como se eles não tivessem até estabelecido um horário em que estava liberado passar tempo demais no banheiro, ou não soubesse que Chanyeol adorava brincar de cinco contra um.

Só nunca tinha visto tão claramente como era quando o maior estava duro. Também nunca quis, jamais. Balançou a cabeça negativamente e virou de barriga para cima, decidido a deixar isso pra lá, mas sentiu o ardor do olhar de Chanyeol sobre si por um momento, mexendo as pernas desconfortavelmente. Que porcaria, deveria estar enlouquecendo com as brincadeiras que o mais novo tinha feito para provocá-lo o dia todo.

Era uma da manhã, o domingo nem tinha começado pra ele se dar ao luxo de martelar a cabeça por qualquer coisa. Fechou os olhos e permaneceu assim por minutos, sem conseguir adormecer e querendo se debater na cama por isso, mas manteve a pose.

Ouviu a porta abrir e fechar algum tempo depois, abrindo um pouquinho as pálpebras e encontrando a silhueta de Chanyeol deitando na cama. Olhou para o teto por menos de três segundos, o olhando de canto de olho depois. Chanyeol estava encolhido e virado de frente para ele, e isso por algum motivo fez sua respiração pesar.

Desviou os olhos nervosos e, quando voltou a espiá-lo, Chanyeol já tinha lhe dado as costas, e estava cobrindo até os ombros. Baekhyun decidiu fazer o mesmo, e encarar seu criado mudo passou a ser a coisa mais interessante do mundo até finalmente pegar no sono.

[...]

— Não vai rebolar a raba hoje, Baekhyun? - Chanyeol se jogou ao lado do moreno no sofá, recebendo um olhar repreensivo. Riu.

Chanyeol tinha decidido que, pelo bem da sua sanidade, iria parar de ligar Baekhyun àquela maldita apresentação na boate. Passou a semana toda se ocupando com as atividades da faculdade e enchendo a cabeça de compromisso, e ia dormir tão exausto que nem conseguia lembrar dos seus sonhos, ou se sonhava. Tinha certeza que aquilo tinha sido culpa de certo tesão acumulado, e que já tinha passado. Fim.

Também estava se controlando com as piadinhas, apesar de saber bem para onde Baekhyun ia quando saía de casa na hora do trabalho. Chanyeol ficava lá, com a bunda na cadeira e captando o momento em que o menor passava pela sala todo fantasiado de segurança por cima dos seu óculos, voltando a atenção ao notebook com uma expressão de puro escárnio.

Por isso, não entendeu a presença de um Baekhyun sentado no sofá da sala, usando um pijama de Jongin e zapeando os canais em plena noite de sexta-feira. Não resistiu.

— Estou de folga, palhaço. Vem com piada pra cima de mim que eu te desço na porrada.

— Credo, Baek. - um Sehun perfumado apareceu na sala, rindo. — Quer um chá de camomila?

— Ele está estressadinho esses dias, não é Baekhyunee? - Chanyeol apoiou a mão na bochecha e piscou as pestanas na direção de Baekhyun diversas vezes. O moreno meteu a mão no rosto do mais novo e o empurrou para o lado. — E você vai sair?

Sehun concordou com a cabeça no momento em que Jongin surgiu pelo corredor, tão bem vestido quanto. Chanyeol disfarçou o riso com uma tosse seca.

— Vocês dois vão sair e nem chamam os amigos? Que consideração. - Baekhyun cruzou os braços. — Vão pra onde?

— É, vão pra onde? - Chanyeol intensificou o problema, deitando a cabeça no encosto no sofá com a falsa inocência estampada no rosto. As bochechas de Sehun ficaram rosadas e Jongin estava coçando a nuca, procurando pelo olhar do outro.

— Vamos no cinema, não sabíamos que vocês estariam em casa. - Jongin despejou.

— Eu estou sempre em casa! - Chanyeol apontou para si mesmo. — Que coisa feia.

— Você não tem vida, é diferente. - Baekhyun comentou, os olhos presos na TV.

— Talvez eu vá no mesmo lugar que sexta passada. - O tom de voz de Chanyeol subiu propositalmente e Baekhyun se arrependeu do comentário. — Um dia levo vocês, amigos. Mas ainda estou magoado com essa amizade seletiva.

Jongin se aproximou para bagunçar os cabelos descoloridos de Chanyeol.

— Larga de ser carente, foi um mal entendido. Na próxima vamos todos.

Sehun se limitou a assentir várias vezes e arrastar Jongin para fora, antes que lhes fizessem mais questionamentos. Não gostava de mentir para os amigos, mas não sabia como iriam aceitar aquele envolvimento meio esquisito que começou do nada, e que estavam adorando.

O que uma noite em que passaram comendo todos os pacotinhos de macarrão instantâneo do armário, porque estavam perto de vencer, não faria, não é? Principalmente quando Jongin aproveitou da coragem dada pelo soju que estavam bebendo de acompanhamento para revelar que Chanyeol estava certo esse tempo todo e eu gostava de você no ensino médio, sabe?” 

Após isso, só foi preciso alguns momentos sozinhos e uns sorrisos bonitos trocados para Sehun ficar caidinho pelo moreno, resgatando a paixão adolescente que ele escondeu quando os dois ficaram muito amigos. E até que era meio divertido fazer as coisas escondido, mas Sehun ainda detestava a ideia de mentir, principalmente para Chanyeol.

Não fazia ideia de que o amigo não apenas sabia, como estava adorando. E ainda se sentia muito poderoso por ter descoberto os segredos de todo mundo dentro daquela casa.

Virou o corpo totalmente para Baekhyun, cruzando as pernas e esticando o braço pelo encosto do sofá. O moreno percebeu sua movimentação, mas continuou olhando para a televisão, inabalável.

—  Como é trabalhar na boate? - Chanyeol começou, sem nenhuma intenção de provocar. Estava apenas curioso. — Estamos sozinhos aqui, queria saber. É legal? Aposto que recebe cantada todos os dias.

Baekhyun riu levemente, largando o controle no sofá e dando atenção ao mais novo.

— Por que quer saber? Está interessado no cargo, por acaso?

— Não sei dançar que nem você. - desviou os olhos por um instante. — E eu só quero saber, não é sempre que se tem um amigo que faz show em casa noturna.

— Falando assim, parece até que eu sou stripper.

— E não é? - Chanyeol deu um sorriso divertido e Baekhyun balançou a cabeça negativamente, sorrindo de canto. — Mas me fala, você gosta?

Baekhyun deu de ombros, concordando com a cabeça. Falou como suou muito para aprender as coreografias, porque mesmo sendo até fáceis, o coreógrafo não o deixava sair da sincronia. Yixing era um profissional, e dizia em plenos pulmões que eles precisavam impressionar. Também contou que se divertia com as histórias de Junmyeon e Minseok, os outros colegas de palco, que seriam bons amigos se todos se conhecessem.

— Apresenta eles pra gente.

— Ah, claro. - Baekhyun rolou os olhos. — Quem sabe um dia. Mas o Minseok faz seu tipo.

Chanyeol levantou as sobrancelhas e deu uma risadinha, ajeitando-se mais de frente para o outro.

— Você deve fazer o tipo de todo mundo por lá, fala sério. Quantos números de telefone já recebeu?

— Alguns.

Baekhyun parou de olhá-lo por um momento. Lembrava de ter despertado a atenção de vários caras quando entrou na equipe, e da decepção - e até um pouco de deboche que ele não soube perceber - nos rostos alheios quando ele disse qual era a sua orientação sexual. Recebia muitos pedidos para alguns minutos no camarim, negava todos com um sorriso amarelo e o coração em desespero, sem saber exatamente o porquê.

Às vezes apareciam garotas, mas ele negava da mesma forma. Não misturava trabalho com diversão.

Chanyeol encarou o perfil do amigo com os olhos semicerrados por conta da resposta vaga.

— E nunca pegou ninguém? - Baekhyun o encarou com uma expressão tediosa, como se dissesse “claro que não” — Você nunca ficou curioso? Sobre outros caras.

O moreno engoliu em seco. Claro que tinha ficado curioso, ouvia sempre comentários dos colegas sobre noites incríveis com homens incríveis e todo o tipo de constrangimento que Baekhyun nunca pedia para surgir na conversa. Coisas que o faziam se perguntar o que tinha de tão bom em foder por trás, mas nunca teve coragem de externar as dúvidas. Sem contar no fatídico dia em que abriu a porta do camarim e foi testemunhar Junmyeon sentado no colo de Yixing. Pelado e aparentemente muito satisfeito.

Chanyeol ainda esperava sua resposta, e ele sentiu o rosto ficar quente antes mesmo de falar o que pretendia. Não ia mentir para ele de novo, e Chanyeol parecia saber muito bem qual a magia da coisa.

— Fiquei. Às vezes quero saber porque é tão bom dar o cu, mas a dúvida passa logo.

Oh. Chanyeol arregalou os olhos um pouquinho, não escondendo o choque.

— S-Sério? - Baekhyun balançou a cabeça quase imperceptivelmente, dando atenção ao controle da TV jogado no estofado. — Posso dizer que é bom pra caralho. Nunca te imaginei dando, Byun, pra mim você tem cara de quem come bem.

Hm, ok. - Baekhyun pigarreou, mexendo o quadril desconfortavelmente e cruzando as pernas. — Mudando de assunto-

— Poxa, eu estava pronto pra te dar uma aula sobre os benefícios de sentar.

Baekhyun riu, batendo o controle contra a coxa de Chanyeol.

— Cala essa boca, idiota. Não estou interessado nas suas aventuras sexuais.

— Baek, você nem faz ideia.

— Pelo amor de Deus. - Baekhyun cobriu a testa com a mão e Chanyeol gargalhou. — Me diz uma coisa, você não acha que Sehun e Jongin estão juntinhos demais?

— Ah, é, ia mesmo falar. Eles estão fodendo escondido, acho que a gente devia conversar. - Baekhyun arregalou os olhos e engasgou com a própria saliva, começando a tossir. — Credo, quer uma água?

Chanyeol inclinou o corpo para perto do outro e lhe deu tapinhas nada sutis nas costas, fazendo o moreno afastá-lo com a mão, controlando as tosses secas. O maior riu do desespero alheio, começando a contar sobre a descoberta do casinho dos amigos. Baekhyun estava de braços cruzados e não parecia feliz com a ideia.

— Filhos da puta, como eles ousam esconder uma coisa dessas? E quando isso começou?

— Sei lá, vai que bateu vontade? Nunca se sabe. E qual o problema? Tá com ciúmes do seu Jonginnie, é? - provocou.

Não era segredo que Baekhyun tinha um amor muito fraternal quando se tratava de Jongin, era o seu intocável. Chanyeol não podia julgar, ele e Sehun se tratavam da mesma maneira. Baekhyun se limitou a mostrar o dedo do meio para Chanyeol, levantando do sofá para ir até a cozinha. O maior foi atrás, rindo.

Baekhyun abriu a geladeira, tirando uma garrafa de água de lá e despejando o líquido num copo que buscou na bancada. Chanyeol parou atrás de si.

— Não sei pra que esse nervosismo todo, Byun. - o maior pousou as mãos nos ombros do outro. — Nossa, que tenso.

Chanyeol esfregou o polegar no músculo tensionado de Baekhyun, que parou o copo com água no meio do caminho.

— O que você está fazendo, cara?

— Há quanto tempo você não relaxa? - Chanyeol manteve os movimentos circulares com os dedos, subindo inocentemente pela nuca do mais baixo. A camisa folgada do pijama de Jongin deixava espaço para as mãos enormes de Chanyeol tocarem na pele do outro. — Tá todo travado.

Os dígitos do mais novo passeavam pelos ombros pesados e largos, apertando estrategicamente, e Baekhyun abandonou o copo no mármore e apoiou a mão ali, se sentindo um pouco mole. Inconscientemente, cedeu um pouco a cabeça devido aos toques certeiros.

— Chanye… hm, aperta aí. - murmurou quando o dedo de Chanyeol raspou na região da omoplata, e o loiro riu baixinho, fazendo o que lhe pediu. Baekhyun arfou, sentindo os dedos firmes pressionando o trapézio muscular por onde conseguia alcançar, sendo impedido pela gola da camiseta.

— Tá bom assim? - a voz do maior soou propositalmente rouca, e Baekhyun murmurou uma resposta positiva. Chanyeol deslizou uma das mãos pelo braço do outro, um pouco receoso. Segurou a barra da camiseta. — Sabe que sou bom nisso, faço mais se você quiser, posso?

Baekhyun o olhou por cima do ombro, sentindo a ponta dos dedos encostando na pele quente embaixo do tecido. Assentiu levemente e Chanyeol sorriu, ultrapassando a roupa e levando a outra mão para o mesmo caminho. Subiu a palma pelas costas descobertas, fazendo Baekhyun se debruçar um pouco na bancada. E Chanyeol sentiu o arrepio do outro na ponta dos dedos.

As coisas estavam ficando complicadas para o mais velho, que apertou a bancada até o meio das suas unhas esbranquiçar. Seu corpo estava relaxado, as mãos de Chanyeol apertavam seus músculos de um jeito muito gostoso, e ele tinha plena consciência de que o maior estava quase curvado sobre si naquela posição. Mas estava tão bom, não sentia vontade de pedir-lhe para parar.

Mesmo percebendo que aqueles estímulos estavam o deixando duro, o que só piorou quando as mãos ousadas de Chanyeol escorregaram das costas para a sua barriga, deslizando devagar. O loiro parou quando encostou no cós da calça do pijama.

Sentiu a respiração pesada de Chanyeol muito próxima do seu pescoço e parecia que se qualquer um dos dois se movesse para frente ou para trás, grudariam os corpos. As mãos continuaram paradas e Baekhyun arriscou olhar para trás de novo, encontrando os olhos curiosos de Chanyeol brilhando na sua direção. Era um pedido silencioso de permissão.

Baekhyun mordeu o lábio inferior, não queria desistir da sensação.

— Pode continuar.

Chanyeol ofegou atrás de si, os dedos excedendo o limite do elástico. Encontrou com o pau duro do mais velho quase no mesmo momento, os lábios entreabrindo pela surpresa. Baekhyun soltou um gemido baixo quando o outro o tocou, mordendo o interior da boca para evitar soar mais alto. Chanyeol massageou o comprimento com uma mão, a outra o segurando pelo quadril.

— Baek, você tá duro. - constatou o óbvio, fazendo Baekhyun soltar uma risada fraca.

— Você não?

Chanyeol juntou os corpos para responder a pergunta, e o volume indecente do amigo roçando em sua bunda fez Baekhyun ofegar um pouco.

— Estou. - Chanyeol respondeu com os lábios colados na orelha de Baekhyun, colocando o pau do moreno para fora da calça, bombeando devagar. — Mas eu disse que você é quem precisa relaxar.

Baekhyun aquiesceu, piscando os olhos lentamente. Chanyeol apertou seu quadril, mantendo a masturbação, os dedos melados pelo pré-gozo que expelia da glande. Conseguia ver o perfil do rosto do moreno, o suor que começava a se formar nas têmporas, a dificuldade em manter os olhos abertos e a boca sendo maltratada pelos dentes. A visão fez seu próprio pau pulsar dentro da cueca.

Soltou o quadril do mais velho, o apoiando no seu, para levantar a mão e segurar o queixo do outro, forçando para baixo até o lábio inferior escapar da mordida, rosado e brilhando com a saliva. Baekhyun o olhou de soslaio durante a ação, incapaz de prender o gemido satisfatório quando Chanyeol torceu a mão em seu pau. O barulho da masturbação se misturava com as respirações pesadas, e o mais alto lambeu o próprio lábio, controlando a ânsia de passar a língua no pescoço de Baekhyun, que estava numa posição muito propícia a isso.

Engoliu a vontade, não faria aquilo, parecia ser um pouco demais. Muito íntimo.

Baekhyun abaixou a cabeça, tendo a visão direta da mão enorme de Chanyeol lhe cobrindo a ereção com a maestria de quem já fez aquilo muitas vezes, descendo para apertar as bolas e fazendo seu corpo inteiro tremer. Sabia que estava perto de gozar, estava necessitado há tanto tempo que qualquer estímulo novo o fazia ter espasmos, principalmente com Chanyeol sendo tão dedicado.

Chanyeol enfiou a mão livre por dentro da camiseta do Byun, passando as unhas curtas na pele e contrastando com um aperto leve na região logo depois. Apressou o movimento na masturbação, sentindo o pau do amigo pulsando contra sua palma e o corpo começando a ficar desequilibrado.

Baekhyun gozou forte, apertando as pálpebras e soltando um grunhido. A mão que utilizava de apoio na bancada cedeu, o obrigando a se sustentar pelo antebraço contra o mármore frio, sentindo o corpo inteiro tremer. Chanyeol o impediu de fazer muita sujeira, colocando a mão em concha na frente da glande, mas ainda teria que explicar para Jongin porque o seu pijama estava com manchas duvidosas.

Estava suado, o peito subindo e descendo com a respiração tão pesada que poderia arder. A mão de Chanyeol enfiou seu pau sujo de volta na calça de algodão e ele apertou seu quadril uma última vez antes de se afastar, o largando completamente sem rumo e instável contra a bancada.

— De nada. - ele conseguia ouvir o sorriso na voz do outro. Não saiu do lugar, escutando a torneira abrindo e nem querendo imaginar o que Chanyeol estava limpando. — Que fome. Quer café?


Notas Finais


Então gente, vou ali tomar um cafézinho rs

Como vocês acham que o Baekhyun vai reagir agora? Pode isso, rogerinho? Hehehe

Até a próxima sexta, doçuras <3


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