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História Disappear - Capítulo 48


Escrita por: e ahazzalarry


Notas do Autor


Hey! Quem é vivo sempre aparece, ne?
Olha eu aqui de novo e não, eu não abandonei essa fic, mas é que as vezes eu tenho bloqueio criativo e aí fode tudo. Enfim, espero que gostem desse cap porque ele foi o mais calmo e fofo que já escrevi.

Capítulo 48 - "Que comecem os jogos"


P. O. V – YOONGI

           Depois de ter feito as pazes com o Jimin, me senti até mais tranquilo com as outras coisas durante o resto da semana. Infelizmente não podíamos nos ver todos os dias porque os trabalhos da escola estavam nos esgotando e o Jimin, como bom aluno que era, dava toda sua atenção pra eles. Mas o que importava era que eu e ele estávamos de bem e que a gente continuava se falando por telefone toda noite.

                Hoseok ainda falava comigo, mas continuava zangado. Notei que ele estava cheio de segredinhos e não dividia com ninguém. Parecia estar confuso com algo e eu resolvi que não ia perturbá-lo com o que quer que fosse. Hobi nunca foi de ficar calado por muito tempo. Sempre que ele ficava inquieto, contava o motivo pra mim ou pro Namjoon, mas dessa vez estava sendo diferente. Ele não falava nada e por isso, achei melhor te dar espaço para que nos contasse quando achasse que fosse o momento certo.

                A semana correu muito rápido e não houve nenhum sinal do assassino. A cidade até pensou em acabar com o toque de recolher, porque algumas pessoas conseguiam andar tranquilamente pelas ruas. Na tv, não se passava outra coisa que não fosse isso. “O silencio do serial killer: uma trégua ou um aviso de que algo pior viria?”. Não dava pra negar que o medo mantinha as pessoas a salvo em suas casas, mas era frustrante ter que ficar em casa o tempo todo. Pra mim, por exemplo, estava sendo uma tortura porque desde que meu pai chegou que ele enche o saco de todo mundo para irmos embora daqui porque "é perigoso e porque viveríamos melhor na cidade dele". Eu não me importo com isso, já falei que não vou embora com ele para lugar nenhum.

                Enquanto tudo isso não passar, continuarei com a minha rotina monótona de acordar, ir para a escola, voltar da escola, comer, brincar com o Holly, dormir, falar com o Namjoon e Hoseok, comer de novo, falar com o Jimin e dormir. Parecia que eu estava vivendo em uma quarentena infinita e isso, definitivamente, já estava me cansando. Eu precisava fazer algo de útil pra que isso acabasse. Então, lembrei do que eu tinha planejado outro dia: falaria com as pessoas mais próximas das vítimas para procurar ligação entre elas que me levassem ao assassino. E era o que eu faria. A partir de segunda feira, buscaria por isso, mas por enquanto, aproveitaria meu final de semana chatinho com a pessoa que eu gosto. Como? Eu também não sei.

                [...]

                Namjoon havia me chamado para andarmos de skate pela pracinha como fazíamos antes disso tudo, mas adiei esse rolê para o outro final de semana porque decidi que sairia com o Jimin. Nós mal ficávamos juntos desde que fizemos as pazes, no máximo ficávamos conversando no fim da aula. Eu queria começar uma relação séria com ele de verdade e eu sei que não devo ir rápido demais pra não o assustar, mas não deixaria de mover meus “pauzinhos” pra ficar com ele. Sair junto era a mesma coisa de um encontro, certo? Então, eu teria um encontro com o Jimin?

                “Um encontro?” – Jimin perguntou quando o fiz o convite pelo telefone. Sempre tão direto...

                “Ahn... Sim? Se você aceitar, claro.” – O respondi meio receoso de sua resposta. Não sabia porque estava tão nervoso. Nós nos falávamos todo dia sobre coisas engraçadas, sobre como foi nosso dia, sobre coisas bobas, mas mesmo assim fiquei nervoso e estava, literalmente, andando de um lado para o outro com o celular no orelha. As vezes passava a mão no cabelo, as vezes coçava a nuca. O que caralhos aconteceu comigo? Parecia um adolescente bobão.

                “Claro que aceito, Yoon! Eu vou adorar...” – Tenho certeza que ele ouviu o meu suspiro aliviado e riu da minha cara que ele nem estava vendo. “Achou que eu não ia aceitar, bobão? Olha... Só temos que voltar cedo pra não dá problema com essas coisas de toque de recolher, ok?”

                “Sim, sim. Terei todo cuidado do mundo. Te vejo em 10 minutos?” – Sorri quando ouvi o seu “uhum” baixinho e desliguei o telefone. 10 minutos era o tempo certo para me arrumar e chegar até a pracinha aqui pertinho. Então, assim o fiz.

                O dia estava claro, porém, nublado. Ou seja, perfeito para caminhar, passear com o cachorro e fazer nada na rua. Eu costumava ir ali toda semana com o Namjoon e o Hoseok. Nós andávamos de bicicleta quando menor, andávamos de skate e os garotos da rua adoravam nos ver fazendo manobras. Lembro de quando tentei ensinar uma manobra pra um deles e o garoto acabou caindo e se machucando. Levei um esculacho da mãe dele e da minha mãe também, mas dias depois o mesmo garoto voltou e contou que não ligava muito se caísse. Era uma brincadeira, afinal, não tem porque levar a sério. Mães sendo mães... No fim do dia, todo mundo chegava sujo, com arranhões, bagunçado em casa e pouco se fodiam pra isso. Sinto falta desse tempo, de voltar pra casa sem me preocupar com o que tinha na rua ou me preocupar com horário.

                Esse pensamento logo foi embora quando avistei o Jimin de longe. Ele vestia um moletom roxo com branco e uma calça preta que lhe caía perfeitamente bem. Simples e lindo. Era como ver uma orquídea no meio de um campo comum, com toda a sua beleza e simplicidade que a fazia se destacar de todo o resto. Que droga! Porque ser tão lindo?? Parecia até injusto com os outros por não serem como ele. Park Jimin havia me enfeitiçado, disso eu não tinha mais dúvidas. Agradecia muito ao trabalho de filosofia e ao acampamento que me fizeram me aproximar dele. Antes tivesse acontecido...

                - Terra chamando Yoongi! – Jimin falou enquanto acenava na minha frente, me tirando dos pensamentos que eu nem percebi ter me perdido neles. De fato, ele me tirava dos eixos.

                - Ah... Nossa, eu viajei aqui. – Respondi meio desajeitado e sorri o olhando sem graça.

                - No que estava pensando? No que vamos fazer hoje? – Ele perguntou passando a mão por seus fios de cabelo os colocando pra cima.

                - Na verdade, eu não pensei em nada muito produzido. Mas queria sair com você de qualquer jeito. – Confessei. Não menti e acho que ele gostou da sinceridade porque me deu um sorriso lindo de tirar o fôlego de qualquer um.

                - Não tem problema em me verem com você aqui? Sei lá...

                - Pra mim não, e se tiver ignoro porque não me importo com isso. – Dei de ombros ao terminar de falar e estendi a mão para pegar a sua. – Pra você tem? Sei que seus amigos não gostam de mim e talvez você não se sinta confortável de ficar comigo em um lugar publico como esse. Eu vou entender se não quiser, ok? – Continuei, o encarando e ergui uma sobrancelha esperando sua resposta, mas antes que ele pudesse falar algo, o vi negar com a cabeça e segurar meu rosto entre suas pequenas mãos me selando.

                - Não tem problema pra mim. -  Ele falou sorrindo contra meus lábios, o que me fez sorrir também. Puxei sua mão para irmos a um lugar mais reservado da pracinha e sentamos embaixo de uma árvore próxima a um lago. 

O lugar era agradável e calmo, tinha árvores por todo lugar e o tempo continuava relativamente fechado. A grama era baixinha e verdinha. Perfeito para ficar ali. As ruas não tinham mais tantas pessoas como antes, mas a pracinha sempre tinha alguém passeando com cachorro, com crianças, ou mesmo casais apenas conversando. Eu sempre gostei daqui por ser um lugar tranquilo e eu gosto de tranquilidade.

- Jimin, algum dos seus amigos sabe da gente? – Encostei as costas na árvore ao perguntar e o olhei.

- O Tae... Ele não aprova, pra variar, mas sabe. – Respondeu baixinho e deitou a cabeça em meu ombro. Suspirei e aproveitei para segurar sua mão, entrelaçando meus dedos nos seus. – Se eu te contar uma coisa, promete não contar pra ninguém mesmo? – Ele perguntou e ri soprado afirmando com a cabeça para que prosseguisse. – Hoseok gosta de você de verdade? É que as vezes eu noto uns olhares dele com o Tae e isso me deixou curioso demais pra saber se rola algo entre eles.

- Vou ser sincero com você. Eu também notei algo assim entre eles dois, mas nunca tinha comentado com ninguém. Agora que você falou... O Hoseok anda meio estranho ultimamente e não fala muito disso com a gente. – Falei meio desconfiado enquanto fazia um carinho em sua mãozinha pequena. – Acredito que isso possa ser um motivo de ele estar confuso, não sei...

- Acha que ele pode estar gostando do Tae? – Jimin perguntou virando o rosto para me olhar com os olhinhos brilhando, o que me fez rir de sua animação para isso. Porque toda essa empolgação?

- Acho que pode ter uma possibilidade de ser. – Respondi rindo e suspirei fundo me virando para o encarar. Não tinha pensado direito nisso porque não sou tão bom observador quanto gostaria, porém, agora que Jimin comentou, acabei ficando curioso para saber mais. Não gosto do Taehyung e muito pior do Jungkook, mas se o Hoseok estiver mesmo gostando dele, talvez ele não seja tão ridículo como parece e o único cuzão da história fosse o Jungkook (o que eu não duvido que seja). Não conheço nenhum dos dois o bastante (nem quero conhecer), mas conheço o Hobi que sempre esteve comigo e sei que ele não seria louco de gostar de alguém que não presta... Ou seria? De qualquer forma, não mandamos no coração. Então, não posso julgá-lo por isso. Mas com certeza eu conversaria com ele. – Sabe do que deveríamos falar agora?

- Hum... Não, do que? – Ele disse ainda sorrindo enquanto me encarava. Céus... Aquele sorriso. Não esperei muito para lhe responder. Levei a mão para sua nuca o puxando para mim e iniciando um beijo calmo. A boca dele era tão viciante... Ele retribuiu o beijo cedendo passagem para minha língua que logo invadiu sua boca sem hesitar. Senti sua mão pousar em meu peito puxando a gola da minha camisa para si. Sorri entre o beijo e suspirei quando o senti puxar meu lábio inferior com os dentes e em seguida, chupar o mesmo. Quase arfei com aquilo e algo dentro de mim sentia que ele estava me provocando, mas não quis fazer algo a respeito porque ainda estamos começando e ele poderia não gostar. Não queria arriscar perde-lo por besteira. Então, abracei sua cintura com o braço livre enquanto continuávamos o beijo que nos fazia explorar muito bem a boca um do outro. Não queria parar, mas a falta de ar foi nossa maior inimiga e tivemos que separar uns centímetros.

O resto do dia se resumiu em conversarmos sobre nossos pais, nos beijarmos, rirmos das criancinhas caindo no parquinho ao lado, nos beijarmos, passearmos na pracinha, nos beijarmos também, alimentamos uns patinhos no lago, jogamos pedrinhas na água pra ver quem jogava mais longe (e não, não somos maduros o suficiente e eu sei disso, ok?), nos beijamos mais uma vez, deixei ele em casa e nos beijamos de novo. Quase não o largava e entrava junto naquela casa se ele não tivesse me impedido. Foda-se, não me reconheço mais faz tempo e não ligo mais pra isso. Jimin e eu estávamos parecendo um casal fodidamente clichê.

Quando cheguei em casa, aproveitei para tomar um banho, comer algo e voltar para o quarto novamente com o Holy. Minha mãe até estranhou minha felicidade repentina e me perguntou se estava apaixonado ou algo do tipo. Não respondi ainda. Era o efeito Jimin, meus amigos, não tinha como controlar. Mas não falei com ela sobre isso, não por agora, pelo menos porque esperaria mais um pouco. Aliás, meu pai falou mais uma vez sobre irmos embora durante o jantar, mas apenas o ignorei. Nada vai estragar o meu humor hoje, nem mesmo ele, que estraga todos os dias.

Holy brincou comigo por um tempinho, até cansar e dormir. Ele era como eu, tinha alma de idoso e cansava muito fácil, mas isso nunca me incomodou mesmo que já tenhamos levado ao médico pra saber se era normal. Admito não ser a pessoa mais disposta do mundo que passa o dia animado ou fazendo programinhas com os bichinhos de estimação e claro que com o meu cachorro não poderia ser diferente. Tal pal, tal filho.

Mais tarde, não falei com o Namjoon e o Hoseok depois porque resolvi procurar os números e nomes das pessoas próximas dos que foram assassinados, pelo site da escola. Eu não tinha tirado isso da minha cabeça ainda. Precisava tirar as dúvidas que rondavam minha mente todos os dias quando falavam dele e para minha sorte, consegui o nome de todos e o número de alguns. Já tinha uma base do que perguntar e eu iria sim falar com todos eles, afinal, não tinha nada a perder. Então, digamos que eu já posso dizer aquela velha frase: “que comecem os jogos”, certo? 


Notas Finais


É isso! Gostaram da fofura dos yoonmin? Amo eles dois!
Obrigado por continuarem acompanhando a história e fiquem ligados porque os próximos capítulos serão narrados pelo Hoseok e pelo Taehyung pra tirar as dúvidas de todo mundo.

Se quiserem falar comigo, estarei no twitter: @pqpyoonmin


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