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História Disfarçados - Capítulo 8


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Capítulo 8 - Parte 8.


—Meus pés estão me matando, e pra piorar estou todo assado da calcinha. — Reclamou Kirishima, que saia do banheiro sem aquelas camadas de roupas, brinco, lentes e peruca, somente uma bermuda e seus cabelos vermelhos caindo sobre os ombros e úmidos pelo recém banho tomado. — Pra piorar, recebi áudio da minha mãe me xingando. — Pegou o celular do criado mudo, e ao dar "click" A voz da sua mãe soou no quadro— " Eijiro Kirishima, na adolescência era aceitável esses seus surtos héteros. Mas você tem 24 anos na cara agora, então toma jeito e aceita que é gay. "

— Nem queira ouvir o resto. — Guardou o aparelho, encarando Katsuki que estava em silêncio até então. O loiro estava sentado na cama, com as mãos apoiadas nas coxas e entrelaçadas, fazia isso ao estar pensativo sobre algo. Kirishima se acomodou ao lado de sua dupla, passando as mãos sobre suas costas. — Hey, o que foi?

Bakugou, que parecia aéreo por permitir diversas paranoias o perturbar em uma só noite, sentiu o toque quente em suas costas, encarando o dono das mãos que lhe acariciava. Felizmente ele não usava as lentes de contato, podendo admirar o escarlate dos seus olhos que sempre prendia sua atenção.

— Se eu tivesse sido rápido, você não estaria nessa situação.— Suspirou, em seguida fechando os olhos, contando até dez mentalmente para acalmar seus punhos que chegaram a coçar ao ver Kirishima nos braços do outro homem, queria soca-lo com tudo que tinha mas não pôde. A forma que ele secou descaradamente o corpo do ruivo impregnou em sua cabeça fazendo-o grunhir. — Caralho.

— Fica tranquilo. Se aquele cara fizer alguma coisa, eu bato nele. — Sorriu para o loiro, que teve seu corpo quentinho ao ver os dentes pontiagudos do outro, tão adoráveis como o jeito que seus olhos se tornaram linhas finas.

Sorriu também, seria impossível manter a expressão séria com Kirishima radiante do seu lado.

— Promete me ligar se aquele esquisitão tentar alguma coisa?

— Falando assim, faz parecer que ele vai comer meu cu no meio do restaurante. — ao mesmo tempo, ambos fizeram careta, em principal Eijiro por imaginar Tetsutetsu transando. Mas logo explodiram em gargalhadas altas que dissipou o clima pesado.

Katsuki com a barriga doendo após rir por bastante tempo com o ruivo, cessou as risadas com suspiros fundos, buscando o ar que lhe fora arrancado. Kirishima fez o mesmo, secando uma lágrima no canto dos olhos, sua preocupação era realmente se Tetsutetsu tentaria o levar para cama, porém se calou por notar Bakugou tenso alguns minutos atrás.

Quando se olharam, ambos carmesim pareciam intensos demais, como se tentasse ler o que estava por detrás de sua coloração vermelha. O silêncio novamente voltou, com ele a pressão feita pelos rostos agora perto, pois ao mesmo tempo Kirishima e Katsuki se aproximaram.

As respirações já mescladas, os narizes prestes a se tocar deixava ambos ansiosos, ansiosos em sentir a boca um do outro.

Mas batidas na porta quebravam em mil pedaços o que estavam prestes a fazer.

— Puta merda! — Bakugou ficou de pé, pisando firme ao caminhar até a porta. Não acreditava que alguém resolveu atrapalhar um momento como aquele, qual esperou tanto e se destruiu rápido. Pronto para abrir e xingar quem fosse, decidiu antes ver quem era perante o olho mágico da porta.

Engoliu em seco ao visualizar as caraa redondas de Mina, Momo e Uraraka.

— Oie! É a vez de vocês darem a festa do pijama, esqueceram?— Acenaram, com malas penduradas em seus antebraços.

— O que a gente faz? — Sussurrou Kirishima, que se aproximou da porta após se recuperar do susto em quase beijar seu parceiro. Resolveriam depois. Katsuki suspirou fundo, puxando Eijiro pela mão.

— Já estamos indo! Vamos raspar nossos pés,'tá legal? — Forçou a voz feminina, antes de começar a vestir as peles falsas. Kirishima colocou a touca da peruca, deixando menos visível possível seus fios vermelhos.

— O sorvete vai derreter! — Ouviram a voz da Mina, como sempre, animada.

—E também vamos depilar a virilha!— Disse Kirishima, enquanto vestia o sutiã. Ignorou o tapa que Bakugou o deu, provavelmente lhe repreendendo sobre o que aacabara de falar.

Após tanto jogarem as roupas um no outro em meio a bagunça, e aprenderem na marra como colocar as lentes de contato azul e verde, agora trajados com pijamas rosas, foram atender a porta.

— Oie! — Falaram assim que viram as mulheres sorridentes, que sem rodeios entraram no quarto do hotel.

[...]

— Meninas. — Começou Uraraka, após engolir a bala de goma que mastigava. — O que é que um carinha que está num péssimo relacionamento, e está mais do que na cara que ele quer ficar com você, por que ele não consegue se livrar da namorada dele?

— Ai, amorzinho, ele só está cozinhando você. — Falou Katsuki, balançando seus ombros como se mau ligasse sobre os pesos de suas palavras.

Kirishima, que estava ocupado em encher o cabelo castanho da garota de tranças, arregalou os olhos diante do que Bakugou dissera.

— Que horror, Hado!

— Você pensou o mesmo!

— Mas você disse! — Eijiro sorriu, mas com os dentes pressionando um ao outro, em pedido mudo para que Katsuki calasse a boca. — As vezes você fala igual a um homem.

— Eu já ouvi isso. — Zombou o loiro, que sorria em gozação do ruivo por ele não poder lhe bater agora.

— O que ela quis dizer, Uraraka. — Ignorou Katsuki e seu deboche sobre si, voltando a atenção para a amiga. — É que você talvez esteja dando muito mole para esse cara.

— Ah, qual é, meninas. — Ochaco riu, se virando perante o grupo, mas mantendo a cabeça próxima de Kendo para que ela terminasse as tranças. — Vai me dizer que nunca fizeram isso? Você sabe como é gostar de alguém, você liga para ele o dia todo, como está indo o dia dele e o que está pensando. — Diminuiu o tom de voz, parecendo hesitante em terminar o que iniciou. — Se está pensando em você... Você veste as melhores roupas com ele, muda até de cabelo para que ele repare.

Kirishima se calou, observando a movimentação de seus dedos terminar a última trança, agora pensando nas palavras da menor. Lembrou no dia que seus cabelos pretos não lhe agradavam mais, então os pintou de ruivo escondido, e o único quem elogiou e disse combinar com ele fora Katsuki. Ou na sua formatura, que ficou cabisbaixo com o terno que usava, pensando que ficou horrível no seu corpo, mas Bakugou elogiou, falando que ficava bem arrumado socialmente. Ele lhe era tempestade, mas logo se tornava a própria calmaria. E com estas lembranças calorosas, sorriu.

— Mas eles nunca notam. — Momo colocou uma bala na boca, e todas exceto Hado e Kendo concordaram.

— Eu queria que eles trocassem de lugar conosco para ter idéia de como é. — Kirishima, que não queria que ela noite se tornasse um encontro para lamúrias amorosas das amigas, entregou um espelho para Uraraka.

— Prontinho.

— Nossa! — Surpresa, Ochaco acariciava o próprio cabelo trançado. Se virou para Hado e Kendo, sorrindo com seu novo penteado. — Quer saber de uma coisa, acho que vocês foram gângsters em outra vida...

— Ôh coisa boa. — falou Katsuki, notável era seu sarcasmo.

[...]

— Ok, ok. Escolhe uma. — Hanta sorriu em direção do colega. — Carmen Electra e Pamela Anderson.

— Ah, moleza. — Denki riu, mais tranquilo de sua resposta. Mas antes, Sero acrescentou, para ferrar mais com o loiro.

— Mas as duas tem cândida.

— Hm... — Pensou Kaminari, bebendo pequenas doses do seu café. — Ah... Eu fico com a Pamela Anderson.

— Uh, que nojo. — Hanta fez uma careta, espremendo os olhos diante da dupla. Que confuso, o olhava de volta.

— O que foi?!

—Elas estão com cândida. — Deu ênfase na última parte.

— Ah, beleza.... Quem você escolhe, Sero? — Antes que o parceiro lhe respondesse, o senhor que vigiava as câmeras o salvou da pergunta nojenta.

— Agora não dá, temos trabalhos. — Denki bufou, seguindo Hanta logo atrás enquanto murmurava sobre as mulheres que lhe deu como opção, não achando ruim sua escolha.

Já Sero, olhava as imagens que o maior de idade o mostrava, vendo dois homens musculosos e calvos na porta das irmãs Toshinori's. — Vamos.

[...]

Katsuki abriu a porta, vendo dois homens fortes a sua frente com roupas igualmente pretas.

— Senhora Toshinori? — Perguntou um dos homens para Bakugou, que sorriu em concordância.

— Sim, sou eu.

— Viemos pegá-la. — Seus braços foram segurados pelos dois que adentraram o dormitório, e pego com guarda baixa, Katsuki fora arrastado, mas não por muito tempo. Flexionou suas pernas, pressionando a sola dos pés no chão, e seus braços fizeram força necessária que impedisse de ser arrastado mais uma vez.

Quem o segurava no braço direito, Bakugou o jogou sobre a mesa, quebrando o vaso que servia de enfeite. No direito, o jogou sobre o sofá de centro.

Mas não tendo efeito suficiente, alguém se jogou sobre suas costas, segurando-se em seu pescoço numa tentativa de imobiliza-lo. Katsuki sabendo que havia um criado mudo atrás de si, deu passos para atrás até que o homem batesse no móvel, e com a dor, soltou seu pescoço e caiu sobre os destroços de madeira.

O último fora erguido em seu ombro, para logo em seguida o jogar no chão. Katsuki puxou o pulso do outro, pressionando sua palma contra as costas da mão do outro, que se caso tentasse outro golpe, iria torce-lo.

— Para quem vocês trabalham?! — Perguntou firme. E com o silêncio dos homens que tinham faces mostrando a dor que sentia, por pouco não torceu o pulso deles, pois ouviu a voz de Mina o interromper.

— Meu Deus, Hado! Esses são os strippers Raul e Tito!

Katsuki gelou, afrouxando o aperto na mão do outro.

— S-strippers? Eu pensei que fossem me sequestrar...

— Sim! Faz parte da brincadeira! — Mina o respondeu, brava por saber que não teria mais serviços do local que ligou exigindo os strippers, tendo sua noite com gostosões cancelada.

— A-Ai, meu Deus... — Ajudou o homem a se levantar, que contragosto por medo de apanhar de novo, aceitou.

— Tudo bem aqui? — Hanta entrou no quarto correndo ao notar a porta já aberta, pensando que no tempo que corria com Denki para o número do quarto fosse tarde demais. Mas ao ver os homens abatidos no chão, alguns casos quebrados e um criado mudo totalmente destruído, a adrenalina que se apossou de si diminuiu.

— Tudo sim, foi só minha TPM. — Hado, disfarçando o nervosismo perante a dupla de agentes que tanto desgostava estar ali, sua voz tornou-se chorosa, fungando algumas vezes. — E-estou muito emocional... Será que vocês podem descolar um remedinho e um chocolate quente? Ai estou tão gorda, olha para minha bunda!

— Tudo certo por aqui. — Denki e Sero se retiraram do quarto, escapando do drama de Hado.

[...]

A praia estava cheia, o sol escaldante dava jus ao aviso de guarda sol e protetores de fator alto para escapar de uma queimadura no final do dia.

Crianças tentavam fazer Castelos com seus baldes e moldes, alguns jogavam vôlei a beira do mar. Já o grupo das irmãs Toshinori's, que recém chegadas, sentiam a areia quente mesmo no uso de chinelos, procurando um local adequado para ficarem e aproveitarem a praia.

— Meninas, olhem em volta. Precisamos dos melhores lugares. — Momo, que traumatizada da mesa que pegaram no evento passado, olhava com atenção nos arredores.

O local que acharam ótimo para estender suas cadeiras e panos sobre a areia ficava próxima de um bar e alguns restaurantes, porém não tão afastado do mar, que por pouco não molhava seus pés.

Katsuki ao se levantar na expectativa de pegar uma bebida para si, viu um homem sentado de cabelos vermelhos espetados, que reconhecendo ser Toya, virou seu rosto para que ele não notasse sua presença.

— Já volto, talvez eu demore. — Acenou para as garotas, e de pé, retirou a areia das mãos com batidas leves.

Kirishima queria entrar na água, seu desejo estava o fazendo se remoer por dentro, mas seu super ego o lembrava que não poderia retirar o vestido de praia que usava ou seu disfarce ia junto das ondas e estaria completamente ferrado. Tão distraído olhando com devoção para as ondas que se quebravam, em movimentos de vai e vem tão lentos e viciantes que o que lhe tirou a atenção fora algo arremessar com força em sua cabeça.

Olhou em direção da bola, vendo Monoma, Lida e as irmãs Kanji rindo de modo escândaloso de si, que bravo o suficiente apontou o dedo firme na direção do loiro repugnante.

— Ôh mané! Se fizer isso de novo eu vou... — Sua voz antes fina, tornou-se grossa e ameaçadora para o loiro. Mas me meio a frase notou isso, então não pôde termina-la ao sentir diversos olhares caindo sobre si. — R-Rachar de tanto chorar...— Franziu o cenho, esfregando o rosto para parecer que lágrimas manchavam as bochechas, logo sendo consolado pelas meninas, as mesmas que xingavam as irmãs e os garotos que somente riam da cena.

Katsuki, que felizmente não saiu a tempo para não presenciar alguém jogando algo com força no ruivo, pegou a bola que caiu ao lado, com um sorriso diabólico na face.

— Hey, princesa! Joga de volta, só não vai se machucar, hein! — Monoma sorriu para a garota, seguida de uma piscada que julgava sedutora. Bakugou retribuiu a piscadela, mas sua intenção não era flerte com o Neito, notava isso se ele percebesse o quão forte Hado segurava a bola.

— Pode deixar, eu não vou. — Cantarolou, e seus olhos antes nos azuis do garoto, desceu até mirar em meio das pernas do mesmo. Ergueu a mão que continha a bola, arremessando com máxima força que permitia depositar no ítem se borracha.

A bola, certeira como a mira de Katsuki, acertou em cheio o pênis de Neito, que ao sentir a região que lhe atingiu, se ajoelhou na areia enquanto chorava de dor.

As risadas das Kanji's pararam, pois quem agora gargalhava alto eram as Toshinori's e seu grupo.

— Desculpa, é que eu como espinafre! — Katsuki riu com Neito se contorcendo de dor, e voltando a caminhar sobre a areia para se esconder do Todoroki, mais tranquilo por Monoma ter o que merece ao machucar seu ruivinho.

[...]

Kirishima após o ocorrido da bola, decidiu aproveitar do sol fervoroso deitando-se sobre a toalha de praia. Ignorando a dor mínima que sentia no local atingido.

De olhos fechados, sentia a pele quente por estar abaixo do sol, mas essa sensação não demorou muito, pois logo parecia que estava abaixo de uma sombra.

— Gente, o que houve com o sol? — Abriu um dos olhos, se assustando ao ver um homem tão exageradamente musculoso sobre sua cabeça, o tamanho sendo suficiente para cobrir qualquer vestígio do sol. Tetsutetsu sorriu para si, em seguida passou a língua dentre os lábios.

— Calma, chocolate branco. Eu não quero que você derreta. — Engoliu em seco, felizmente o homem se afastou ao dizer aquilo para seu total alívio.

— Hasta la vista, muralha da China. 


Notas Finais


E Tetsutetsu ataca de novoKKKKK.

E esses momentos KiriBaku, hein? Prometem não me matar? KKKKKKKK.

As Branquelas tem muita referência por eles serem negros, então por isso algumas alterações nas falas.

Mas do Chocolate Branco eu não me aguentei—


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