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História Disfarçados - Capítulo 9


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Capítulo 9 - Parte 9.


Katsuki já num tipo de vestiário, que na sua visão na definição de : Madeiras velhas e pregadas juntas, com uma tinta branca descascando enquanto os cupins tomavam conta dos materiais. Encontrou uma mala com roupas masculinas dentro, não sabia a quem pertencia o adereço, mas essa pessoa tinha bastante dinheiro a ponto de deixar sem muita importância um item caro desses para trás. Bakugou não ia roubar as roupas finas, somente pedir emprestado sem que o dono soubesse.

Vestiu somente a bermuda branca e a camisa de botões ali, sendo as únicas peças que ficaram mais justas no corpo sem parecer um pijama ou desleixado, era alguém que valorizava o que vestia, e o dono das roupas ou era muito gordo, ou um gigante com músculos para tamanhos grandes. Que para o loiro, tendo 1,8p com corpo definido e as roupas ainda sim insistir em ficar largas, o cara é grande para caralho. Guardou seu disfarce na bolsinha simples que trouxera consigo, mas grande suficiente para esconder bem toda aquela roupa, peruca e as lentes - que demorou um longo tempo para tirar, pois não tinha um espelho de auxílio e seus dedos escorregavam. - e as peles que moldavam mais seu corpo.

Saiu do projeto falho de vestiário, mais aliviado sem aquelas peles no corpo, o cabelo lhe roçando ou os olhos azuis falsos que davam coceira. Foi para o bar, podendo agora relaxar e usufruir de uma bebida.

Quando o atendente lhe entregou a cerveja que pediu, usou o balcão como apoio após sentar, e bebericando o líquido da garrafa, encarava Eijiro a distância relaxado sobre a areia. Contraiu os lábios num pequeno sorriso de lado, seus pensamentos sendo em como o ruivo devia estar aflito em tirar todas as roupas do corpo e se afundar de uma vez no mar salgado.

— Ela é realmente bonita. — Bakugou não precisou se virar em direção da voz para reconhecê-la, pois Todoroki deixou uma marca traumática em sua mente por lhe dar diretas cantadas nomeado por "Hado". Pensou se fosse realmente a garota ali, se ela fosse lhe dar um fora, mas conhecendo a patricinha, dormiria com Toya somente por uma fama a mais em sua biografia.

E agora, ele estava falando das curvas de Kirishima, então acrescentou mais um ponto dos motivos para socar Toya.

— Não acho tudo isso. — Respondeu o Todoroki. Sendo a verdade, quem lhe interessava tinha cabelos vermelhos, dentes pontudos e olhos escarlate vibrantes e brilhantes, não uma ruivinha metida a besta. Não aquelas camadas falsas.

— Não se interessa por ela, ou por mulheres? — Katsuki se xingava, realmente estava tendo aquele assunto com esse cara? E como alguém podia ser tão intrometido? Ele sabia do seu disfarce e tirava sarro de sua cara?

Nas tantas interrogações e exclamações, mau notara estar num profundo silêncio, encarando uma gota escorrer da garrafa gelada em mãos. Piscou algumas vezes, desligando o vegetativo que se colocou.

— Acho que iniciar uma conversa com um desconhecido sem dizer o nome é grosseiro. — Não se interessava pelo nome dele, nem por saber realmente qual era. Porque a pessoa de Toya era entediante, o achava insuportável, seus olhares maliciosos que o lançou naquela festa da recepção ainda lhe assombra. Queria que o ruivo ao lado notasse a arrogância em sua voz- que felizmente, não precisava forçar para ficar fina. — e se afastasse.

Mas como na vida passada de Katsuki, ele jogou chiclete na Cruz e um deles grudou no cabelo de Jesus, Toya continuou.

— Toya Todoroki, e você? — Pelo tom usado, o loiro sabia que ele sorria em sua direção. Mas ainda não o olharia nos olhos, porque estava ali para usufruir de sua cerveja e não espancar alguém em plena praia.

— Katsuki Bakugou. — Notando o Fundo da garrafa com as últimas doses restantes da bebida, Katsuki deixou uma nota sobre o balcão com um tapa contra a madeira. Não podendo aproveitar os minutos de glória como gostaria. Não se permitiu escutar a tentativa do jornalista de puxar assunto, pois ao pagar o que pediu, saiu as pressas em direção do seu destino irreversível de usar aquela peruca desconfortável de novo. Nem se despediu de Todoroki, ele não era merecedor.

[...]

— Ainda acho que é uma má ideia ir nesse encontro. — Katsuki cruzava os braços, servindo como observador para Kirishima que se vestia como Kendo novamente.

Kirishima suspirou, também não queria, pois menos contato com seu disfarce: menores são as chances de descoberta. Mas Tetsutetsu pagou, e como consequência da Kendo real que assinou o contrário do leilão, deveria jantar com quem lhe comprasse.

— Eu também não queria jantar com aquele brucutu, mas se eu não for, aquele papel maldito diz que devo pagar pelo dinheiro gasto pelo comprador. E da onde vou tirar cinquenta mil dólares em uma noite? Nem se eu passo a madrugada me prostituindo eu consigo. — Na noite desesperadora que foi ter seu corpo envolvido pelos braços do platinado, Eijiro tentou mudar a situação e não jantar com ele, mas Himiko em desgosto somente lhe mostrou o papel que assinou, um contrato que Kendo riscou o nome concordando com os termos. "Quem raios concorda com uma coisa dessas? " Pensou Kirishima ao ler todo o texto.

Agora, penteava a peruca ruiva, sentindo suas costas arderem pelo tempo que Katsuki se mantinha escorado na parede lhe encarando. Chegou a pensar na possibilidade de xingar o parceiro e parar com o que fazia, mas também estava constrangido o suficiente.

Pareciam um casal tentando tomar decisões.

— Que caralho... — O loiro bufou, por pouco não socou a parede ao lado para não assustar o falso ruivo. Só de pensar naquele poço de músculo tentando agarrar Eijiro lhe tirava a pouca paciência que mau mantinha.

Mas em meio de pensamentos homicídas, um em especial recebeu mais sua atenção.

— Que sorriso é esse na tua cara? Está me assustando. — Questionou Eijiro, que parou de cuidar dos fios da peruca e encarar Katsuki. A sua mudança de humor fora de um lobo prestes a rosnar para quem se aproximasse, para um sorriso que para Kirishima, se assemelhava a um psicopata.

Katsuki alargou o sorriso, conectando seu olhar com Eijiro.

— Faremos assim. — Começou, se afastando da parede para ir ao criado mudo. Retirou uma caneta e um bloquinho da gaveta, começando a anotar um número de celular. — Se ele tentar qualquer merda contigo, você liga para esse número.

Rasgou o papel, entregando a tira riscada para Eijiro, que ao perceber os números, soube que era o contato de Bakugou.

— E o que te ligando vai ajudar?

— Deixa de ser burro, Kirishima! — Deu um peteleco em meio da testa do ruivo, que com um bico nos lábios, cobriu o local para impedir futuros petelecos. Katsuki quase apertou as bochechas dele com a cena adorável, mas se conteve em explicar o óbvio do plano. — Me ligue e irei te buscar, alugarei um carro na receção do hotel. Podemos fingir que sou teu motorista particular e que sua agenda tem um novo compromisso.

Kirishima arregalou os olhos com o plano do parceiro, de modo que suas iris brilhassem com a expectativa de uma fulga do jantar com Tetsutetsu. Não contendo a alegria que ocupou o lugar do nervosismo, ficou de pé e pulou no pescoço do Bakugou, que por pouco não caiu para trás.

— Obrigado! Você se preocupando é tão fofo! — Em modo choroso, ainda apertava o loiro em seus braços e esfregava seu rosto na pele do parceiro, sorrindo abertamente. Já Bakugou se encontrava tendo um gay panic interno, sendo ele tão intenso que mau retribuiu o abraço do ruivo, mas suas bochechas coradas denunciaram o quanto havia gostado do toque.

[...]

— Ah, que maravilha... — Falou Tetsutetsu, olhando Kendo de cima a baixo, por pouco uma baba não escorreu do canto dos lábios. A ruiva estava com um vestido branco, um laço da mesma cor em sua cintura marcava o quão fina aquela parte do corpo era, mas suas coxas eram grossas e os ombros largos. Tetsutetsu tivera de morder os lábios para não atacar a moça que timidamente se aproximava do carro com um cachorrinho em mãos, também por houver outros no mesmo local.

Eijiro ao estar próximo do carro, o platinado fez questão de abrir a porta do mesmo para si. Não questionou sobre, somente sentou no banco copiloto. Quando a porta se fechou, pulou no lugar onde estava, e com isto ouviu a risada de Tetsutetsu ao seu lado. — Calma... Eu não mordo, só se você pedir.

Engoliu em seco ao sentir os dedos grossos do platinado acariciar seu rosto de forma leve, descendo e subindo duas vezes na bochecha. "Será que é cedo pra chamar o Bakugou? "

Aliviou-se quando o jogador deu meia volta no carro, sentando no local do motorista.

— Você... É tão linda... — Passou a língua entre os lábios, seu olhar descendo do rosto da moça, agora nas coxas grossas. De todas quem já dormiu, aquelas pernas lhe chamava a atenção, queria morde-las no momento que as viu. Mas na tentativa de aperta-las, seus dedos que se direcionavam as mesmas foram mordidos pelo cãozinho que permaneceu no colo da ruiva.

Kirishima sorriu, esquecendo que o pequeno animalzinho o fez ir no porta-malas do carro na viagem, agora que o livrou do gigante ao lado de tocá-lo, eram melhores amigos.

— Ah, meu bebê. — Beijou o cãozinho, sorrindo satisfatório ao ver a cara raivosa de Tetsutetsu para o animal que o mordeu. Mas seu mini protetor não estaria consigo a noite toda para lhe escapar das investidas.

Por um momento, se lembrou de Katsuki pela forma que o cachorro rosnava, mas infelizmente não pôde rir com o pensamento. 1- por estar com Tetsutetsu, 2- Se Bakugou descobre, gritaria com toda certeza.

Notou o clima pesado que ficou após o ocorrido com a mordida, e para tentar distrair e o jantar não ser tão degradante, ligou o rádio. — Vamos ouvir um pouquinho de música?

No momento que pressionou o botão, o único de A Thousand Miles começou a tocar. Kirishima lembrou da música somente pela lembrança constrangedora que passou com Bakugou ao tentar cantá-la com as meninas. Pensando que Tetsutetsu não gostaria, ia já trocar a rádio para outro estilo musical, mas o platinado sorriu, o olhando com palpável animação.

— Como você descobriu?! Eu amo essa música! — Eijiro franziu o cenho com a troca repentina de expressão do outro. Que perdido no som do piano, começou a cantar. — Making my way downtown, walking fast, faces pasts and I'm homebound!

Kirishima ficou em silêncio, enquanto que perplexo olhava o homem ao seu lado assumir uma pose totalmente contrária do que seu corpo emanava: delicado perante a música. Que não parou de cantar.

— And I need you. — Sacudiu o rosto, parando para encarar Kendo. — And i miss you. — Sacudiu a face novamente, fazendo a cena anterior. — And now i wonder... If I could fall into the sky, do you think time would pass me by? — E apontou para o relógio, interagindo com a letra da música e o ritmo animado.— 'Cause you know I'd walk a thousand miles... If I could just see you — Apontou para a moça ao lado. — tonight.

Kirishima se escutasse essa música novamente, teria de fazer terapia. Pois com certeza depois de presenciar Tetsutetsu cantando, o trauma seria eterno.

[...]

— Boa noite. — Kirishima sorriu ao sair do carro com a ajuda do recepcionista que pegou o cãozinho de seu colo. Mas assim que virou para agradecer, fora impossível conter a face surpresa ao avistar Katsuki ali, no local de encontro.

— O que você está fazendo?! — Sussurrou para o loiro, o mesmo que se aproximou para também sussurrar a mercê do seu ouvido.

— Vim te ajudar. — Eijiro não evitou arrepiar com a voz rouca do amigo tão próxima de sua orelha, parecia até mais grossa perante seu lóbulo. Mas ainda era questionável sua presença ali, e a resposta não ajudou Kirishima a desmanchar a face pasma.

— Isso não é resposta. E o plano do carro alugado?

— Foda-se, quem me garante que ele não faça nada até eu chegar?— Suspirou, não teria como rebater o loiro naquilo. Estava feliz com ele ali, saber que estava perto tornava esse encontro menos desconfortável, só não queria que tudo fosse por água baixo por conta do Espírito protetor do parceiro.

Ian agradecê-lo por isso, mas sua cintura fora puxada de forma brusca, e suas costas coladas contra o peito de alguém que Infelizmente conhecia.

— Vai procurar a sua, cara. — Tetsutetsu jogou as chaves do seu carro sem quaisquer risco de delicadeza contra o peito de Katsuki, e Kirishima conhecendo ele tão bem, pela veia saltada na testa o loiro passaria por cima do platinado com o próprio carro caro se tivesse chance.

Quando puseram a entrar em direção da entrada do restaurante, Kirishima sentiu um tapa forte em sua bunda, resultando numa ardência pequena no local e um pulinho de susto por sua parte.

— Nossa...— Sorriu para Tetsutetsu, que nem pareceu notar seu sorriso desconfortável perante o tapa. Queria devolver o ato no rosto do platinado, mas o disfarce estava em jogo, e motivo de estar com ele: seu emprego.

[...]

Kirishima nunca havia entrado num restaurante chique como o qual recém colocou os pés, nunca viu necessidade para tal por mais condição que tivesse, tinha valor nos pequenos estabelecimentos também. Além da comida preencher seu estômago, se sentia mais confortável, pois não tinha olhares de nojo sobre si provavelmente pela Companhia, mas se estivesse com os cabelos vermelhos, os dentes pontudos a mostra e suas roupas que achava boas para uma saída, todos estariam aos sussurros lhe julgando até o último fio de cabelo. Então se surpreendeu em ver que até mesmo os guardanapos do local pareciam chiques com a ponta do papel em dourado, as luzes nas paredes davam contraste na cor escura da tinta, um ambiente confortável mas que mesmo assim sufocava o agente.

— Olá, boa noite. O que vão querer? — O garçom os deu o cardápio, que como a decoração do local, as letras gravadas eram douradas e a cor de fundo um vinho escuro, somente na aba das opções que havia branco para uma melhor leitura.

— Eu vou querer o seu melhor champanhe. — Ouviu Tetsutetsu dizer, com o tom arrastado, parecendo querer seduzir quem escutasse seu pedido. Mas Eijiro sentiu-se enojado, menos seduzido. — E traga umas ostras. — e Aproveitando que o garçom se afastou para trazer o que lhe foi pedido, continuou. — Sinceramente, eu fiquei tão excitad-... Feliz em comprar você no leilão. Não é sempre que eu tenho a oportunidade de desfrutar da intimidade de uma dama da sua classe. — Mordeu os lábios ao fim da frase, pego novamente em admirar as curvas da mulher em sua frente.

Kirishima não era burro, não é seu desconforto que o colocaria limites e pouparia a carteira do homem a sua frente, não comeu o dia inteiro e queria provar se um restaurante com cinco estrelas era realmente tudo isso pelo qual julgava o preço.

Enquanto lia o cardápio, ignorava Tetsutetsu elogiando com frases que provavelmente foram tiradas de alguma página mixuruca do Google, estava mais concentrado em achar algo que lhe chamasse a atenção no cardápio.

— O que você estava falando? — Perguntou, realmente perdido ao abaixar o cardápio. Tetsutetsu engoliu em seco, pois suas cantadas foram ignoradas.

— O que vão pedir? — O garçom se aproximou novamente, com o champanhe e na bandeja as ostras que o platinado exigiu. Eijiro quase questionou o porquê o garçom não fez os pedidos em uma só vez para poupar trabalho, mas escolheu se calar, vá que seja uma burocracia de gente burguesa.

— Eu vou comer galinha. — Tetsutetsu encarou Kendo, com um sorrisinho de lado. — Apenas carne branca. — Notando o olhar desconfortável da ruiva, continuou a falar, de modo menos sedutor de sua parte. — Para a senhorita... Talvez uma salada?

Eijiro sorriu, sua chance de devolver todo o tormento que Tetsutetsu o causou, não sendo com socos, mas com comida, e comida cara.

— Acho que não. — Pegou o cardápio, relendo tudo novamente. — Eu vou querer um filé carregado de cebola, uma costeleta, macarrão com muito alho, batata frita com bastante bacon e uma porção de cebola frita com muito repolho cru. — Sorriu em gentileza para o garçom que com habilidade pelo costume anotava tudo, fechando o cardápio e entregando para o atendente.

Tetsutetsu estava atordoado, esperava que uma mulher com um corpo tão repleto de curvas como Kendo seguia uma dieta rigorosa, mas não falaria nada sobre, pois queria agrada-la e quem sabe, finalmente tê-la em sua cama. Esperou o garçom se afastar novamente, pegando uma das ostras no prato.

— Você já comeu ostras? — Kendo franziu o cenho com a voz "sedutora" Do platinado voltar, mas esperou que ele continuasse. E assim o fez. — São afrodisíacas. — Quando o mesmo começou a chupar as ostras, o barulho de sua língua em contato com o aperitivo fora alto, causando risadas leves no próprio e uma expressão horrorizada na ruiva. —Desculpe, a minha língua é muito grande... — Colocou a língua para fora, passando a mesma em torno da ostra, com seu olhar totalmente focado na garota.

Kirishima se tivesse algo preenchendo seu estômago, ele já estaria manchando a mesa à sua frente, pois foi uma das cenas mais nojentas que já presenciou. Por um momento sentira dó das mulheres que caiu nesta lábia sem qualquer vontade de sair correndo.

— Não gosto de ostras. — Empurrou o prato com as mesmas, ainda com o cenho franzido.— Sabe o que eu gosto? Um sanduíche bem pegado, com três bifes, bastante Ketchup e mostarda, umas batatas fritas e um litrão de refri. — Apoiou as mãos atrás da cabeça, mais relaxado sobre a cadeira. Pois mais lembranças invadiram sua mente relacionadas a Katsuki, já que fora isso que comeu quando o loiro foi lhe consolar assim que Kirishima decidiu expor seus pensamentos sobre o quão inútil se sentia, e que seria incapaz para ser um agente de respeito. Uma boa companhia e comida, nunca exigiu tanto que uma noite não passasse como as diversas que esteve nos braços do Bakugou chorando, ou com ele também se mostrando vulnerável diante do próprio emocional.

Não poderia culpa-lo de invadir sua mente a cada momento ou ponto de referência, grande parte de seus melhores momentos, Katsuki se fez presente, como sempre.

E Tetsutetsu novamente tentou jogar suas cantadas retiradas da internet, e de novo sendo ignorado por um bobo apaixonado disfarçado de ruiva rica em sua frente.

[...]

Quando os seus pedidos chegaram, Eijiro não perdera tempo e comia os seus pedidos, tão afobado em se deliciar com a comida em sua frente que as vezes misturava as batatas fritas com os anéis de cebolas fritos. Mais tarde decidiu pedir os frangos também, então assim como seus dedos, o contorno de sua boca estava sujo do molho.

—Nossa, como você come! — Tetsutetsu, que agora estava estranhamente quieto, disse de forma surpresa. A garota antes delicada a seus olhos, comia como um ogro que parecia estar de jejum desde o tempo que nascera. Em toda sua vida, nunca vira uma mulher tão... Expontânea? Daquela maneira.

— Pois é! — De boca aberta, pouco se importando com as migalhas mastigadas que voaram a fora de sua boca, começou a rir de modo escandaloso. Ao terminar de comer, limpou a ponta dos dedos e em volta de sua boca, deixando os guardanapos sujos do molho vermelho sobre a mesa amassados de qualquer jeito. Deu leves tapas na barriga, a mesma que estava inchada por ingerir tamanha quantidade de alimentos em um curto período. E Tetsutetsu, notando o relevo no vestido branco, decidiu investir no que reparou, assim aproximou seu assento da ruiva.

— Eu gosto das garotas com umas gordurinhas a mais... É bom pra aguentar o tranco. — Disfarçadamente, apontou para o meio de sua calça, o sorriso malicioso que enfeitava maior parte do tempo do platinado pareceu aumentar. Eijiro de imediato fechou a cara, o sorriso sumiu rápido igual como viera, visto que felicidade de pobre dura pouco. — Adoraria que você fosse em um dos meus jogos.

— Não, obrigado. Já vi você jogar, e não me impressionei. — Balançou os ombros, indiferente.

— Como é que é?! — Tetsutetsu descontou um pouco da raiva ao bater forte na mesa de jantar, rangendo os dentes ao falar. Era a primeira vez que falavam algo do tipo, e vindo da boca que queria beijar, o deixou surpreso e irritado. .— Eu sou o maior jogador de toda a liga!

— É, mas tanto talento fica escondido no meio de tanto escândalo e muita preguiça, fala sério! Você não acerta nem cinquenta por cento dos lances livres, você perde bola feito um louco, e pra completar: Não faz cesta de três pontos nem morto. Então— Ergueu a mão próxima do rosto, como se desse um basta no assunto. — Me poupe!

De repente, fungadas fundas foram ouvidas do homem musculoso ao seu lado, e quando o olhou de relance, pôde ver lágrimas escorrendo nas bochechas, e a boca tremendo levemente antes de falar com a voz embargada do recente choro.

— Ninguém nunca se importou tanto assim antes. Vem cá meu amor! — Eijiro se desesperou quando o platinado ficou tão próximo de seu rosto, de olhos fechados e com um bico ridículo formado nos lábios. Suas mãos foram as coxas do Kirishima, as acariciando enquanto de modo disfarçado, tentava subir para tocar mais intimamente em seu corpo.

Kirishima rapidamente pegou seu celular, e de modo nervoso foi no aplicativo de alarme, clicando no mesmo. O aparelho começou a soar um tipo de toque, como uma vibração, e tirando proveito que o platinado estava de olhos fechados e já próximo o bastante, levantou de súbido da cadeira, quase a derrubando no chão.

— Oh, meu Deus! Agora é a hora do meu skincare! — Fez a melhor expressão horrorizada, enquanto encarava o celular tocando.

— Skincare?— Confuso, Tetsutetsu se ajeitou na cadeira, emburrado pelo quase beijo ter sido interrompido.

— Hello! Skincare, né. Se não eu vou ficar com uma pele tão fedegosa que minha família passará de Toshinori para réptil. — Pegou a bolsa e o cachorro, que durante o jantar se manteve quietinho comendo alguns biscoitos. Tetsutetsu levantou consigo, segurando-o pela mão antes que se afastasse de vez.

— Insisto em te levar.

Eijiro suspirou, tendo de usar a última tentativa para despachar o macaco de ferro, apelidinho carinhoso que mentalmente o chamava.

— Mas, amor... — Com uma falsa melancolia, encarou a saída do restaurante, e numa delicadeza retirou a mão do jogador de seu pulso. — Não posso estar feia pra você, não me perdoaria por isso. — Em uma última jogada, ergueu o cós de seu vestido, mostrando somente a extensão de sua coxa. Um jogo sujo mas que, pela forma que Tetsutetsu fitava o local fixamente, deu certo.

— Ok, vá... — sorriu, mas quando se virou para ir embora, sentiu novamente seu pulso ser puxado. Encarou o maior, que quando teve o olhar da ruiva em si, sorriu de modo malicioso. — Mas eu gosto de acertar duas cestas diferentes... Então se prepare na próxima, sim?

Kirishima correu em direção a saída após a fala do platinado, com a mão que não segurava o cãozinho, digitava os números que decorou no papelzinho dado por Katsuki. Precisava sair dali e rápido.

Já na rua, com mais calma, aguardou a chamada ser respondida. E após duas tentativas, o loiro finalmente o atendeu.

— Eijiro?

— Katsuki! Pelo amor de Deus, vem logo! Aquele KingKong quase comeu meu cu no meio do restaurante, chupou ostra como se fosse uma buceta, e deu tapa na minha bunda! — Gritou a última parte, sem preocupação caso alguém tivesse o escutado, pois se afastou a longos passos do restaurante. — Onde você está?! Bakugou-

— Calma, porra!— Devolvendo o grito do falso ruivo na linha, Katsuki o respondeu, tantas informações jogadas em uma só vez deixava sua paciência vulnerável, ainda mais envolvendo o Kirishima. Eijiro pôde ouvir o parceiro suspirar fundo, falando de modo mais calmo em seguida. — Não estou longe do restaurante, já já estou ai. 


Após encerrar a ligação, Kirishima colocou o celular sobre o próprio peito, sentindo as batidas graves do seu coração. Tanta adrenalina em uma só noite, que o deixou ofegante. Somente queria Katsuki o mais rápido possível. 


Notas Finais


Quem entendeu a última fala do Tetsutetsu entendeu, quem não entendeu não entende maisKKKKKKKKM.

Se preparem para o próximo, pode vir coisa ruim ou coisa boa... Depende do ponto de vistaKKKKKKK.

Então, ultimamente minha quarentena tem sido ler au no Twitter ( se tiverem conta, manda o nick que eu sigo pra bater uns papos.) E a de vocês? Estão se cuidando, né?

Estejam bem, até. 💕


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