História Disk Suicídio - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ilha, Sad, Sobrevivencia, Suícidio
Visualizações 57
Palavras 1.335
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Survival, Suspense
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - S01CAP04-"O Plano"


Fanfic / Fanfiction Disk Suicídio - Capítulo 4 - S01CAP04-"O Plano"

Já passava das dez da noite naquela ilha escura e tenebrosa. Em sua mansão, Henry recebeu notícias vindas do líder dos seus soldados. O velho estava tomando um chá, sentado em sua poltrona de veludo, quando o homem, com medo, veio até ele.

-S-Senhor!

-Diga.-disse o velho.

-Sinto muito, senhor... Eles escaparam...

Henry levou a mão até a cabeça e suspirou. Ele coloca a xícara de chá em cima de uma mesinha que estava à sua esquerda, se levanta, caminha até o líder e coloca a mão em seu ombro.

-Philip...-disse o velho.-Você lembra o que eu te disse há nove meses atrás quando te nomeei líder dos meus soldados?

-Sim senhor... O senhor disse para que eu nunca, em hipótese alguma, falhasse em meu dever...

-Ou...?

-Ou o senhor iria matar a minha esposa...

-Pois é, eu disse para você nunca falhar, e o que você fez?

-Eu falhei...

-Olha Philip, nesses últimos nove meses ninguém havia escapado das minhas mãos, por isso você não teve absolutamente nenhum trabalho, mas então hoje a tarde, um carinha bastante inconveniente convenceu três presas fáceis a fugir com ele, e você o que fez?! Deixou eles escaparem! Essa era a sua primeira missão e você falhou! Sabe o que isso significa, não é?

Philip ajoelhou diante do Henry e suplicou:

-Por favor, senhor, não mate minha esposa! Não mate a Anne, por favor, eu imploro! Mate a mim! Deixe a ir! Me mate do lugar dela!

-Oh, Philip, eu adoraria, mas como você sabe, um homem de verdade não quebra suas promessas. E eu sou um homem de palavra, e não abandono meus princípios assim tão fácil, sabia?

-Senhor, me dê mais uma chance! Por favor! Eu vou conseguir capturar aqueles quatro! Eu os trago vivos para o senhor! Por favor, não machuque a Anne.

-Sua persistência é admirável, garoto. Ofereceu até a própria vida para salvar a amada. Fico até impressionado pelo quão fácil é explorar as fraquezas das pessoas. Philip, está disposto a fazer qualquer coisa por mais uma chance?

-Sim senhor! Faço o que for preciso!

-Então está tudo bem. Você terá uma nova chance, entretanto, eu não tolero falhas, por isso você será punido.

-O-O que o senhor fará...?

-Não precisa ficar agitado, meu amigo. Sente-se, relaxe.

O velho fez o líder dos soldados sentar em uma cadeira a frente de uma mesa. Henry sentou do outro lado e mostrou ao homem uma faca.

-Você é destro ou canhoto?-perguntou o velho.

-S-Senhor...?!-disse Philip, assustado.

-Responda minha pergunta.

-D-Destro...

-Coloque seu braço esquerdo sobre a mesa, não quero ferir seu braço bom, pois você irá precisar dele.

-Por favor, o que você vai fazer...?

-Vou arrancar um de seus dedos.

-O quê?! Mas... Senhor...

-Você disse que queria uma chance, pois bem, eu estou te dando, mas tem um preço. Está com medo? Você tem duas opções: seu dedo ou sua esposa. Não existe uma terceira opção.

Sem pensar duas vezes, Philip pôs seu braço sobre a mesa, tirou sua luva e disse:

-Por favor, seja rápido!

-Bom garoto.

Henry ergueu a faca, e com um um só golpe, arrancou o dedo anelar do pobre homem, que gemeu alto de dor.

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Quando chegou o dia seguinte, eu fui o primeiro a acordar. Olhei em volta e vi todos dormindo no chão, em posições desconfortáveis. Tentei acordá-los:

-Ei gente, acorda! Temos que agir rápido.

Cutuquei os três, que acordaram logo em seguida.

-Que noite horrível...-disse Mia.-Meus quadris estão doendo como nunca...

-Pensei que já estivesse acostumada devido aos anos de "serviço".-disse Richard.

-Vê se não começa, Richard.

-Bom, e agora? O que vamos fazer para escapar?-perguntou Kate.

-Ontem a noite eu pensei em algumas coisinhas.-disse eu.

-Então fale.-disse Mia.

-Todos os transportes dessa ilha devem estar muito bem vigiados e não vamos conseguir nadar 300 km até a costa leste do Japão, então deveríamos tentar pegar nossos telefones e chamar por ajuda.

-De que adianta?-disse Richard.-Até parece que vai ter sinal de telefone aqui nesse fim de mundo.

-O Henry nos tomou os telefones por algum motivo, e eu sei qual: internet. O Henry não parece que sai muito dessa ilha, então ele atrai as vítimas dele daqui mesmo, então quer dizer que em algum lugar dessa ilha deve ter uma conexão de internet. Se conseguirmos nossos celulares de volta, poderemos contactar alguém para nos resgatar!

-Você viu o tamanho da mansão daquele cara?! Acha mesmo que vamos encontrar os telefones assim que entrarmos lá?!-disse Richard.

-Não precisa ser necessariamente os nossos telefones, pode ser qualquer dispositivo de mídia, um tablet, ou um notebook, isso ele deve ter por perto!

-E qual é o plano? Vamos só entrar, pegar o que precisamos e dar um "tchauzinho" para os guardas?

-Não, precisamos de um plano, e eu já sei qual é. Preciso que o Richard venha comigo.

-E porquê eu?

-Porquê você é mais forte que elas.

-Tá dizendo que somos fracas só por sermos mulheres?-disse Mia, cruzando os braços.

-Eu não quis dizer isso, só quero dizer, que vocês são frágeis e pode ser perigoso...

-Essa é boa...-disse ela, ironicamente.-Richard, pode ficar aqui, eu vou com o machão, vou mostrar quem é frágil.

-Tem certeza, Mia?

-Vamos logo!

-Ok, me siga então.

Entramos dentro da mata e caminhamos, deixando a Kate e o Richard para trás.

-Eu não quero mentir para vocês. Vai ser complicado sair daqui, e talvez tenhamos que matar pessoas para conseguirmos.-disse eu.

-E você quer matar?-disse Mia.

-Não. Mas estamos lutando para viver aqui, e a principal regra de uma guerra é: matar ou morrer.

-Talvez possamos conseguir de uma outra forma.

-Porquê está aqui, Mia?-perguntei.

-O que quer dizer?-disse ela.

-Porquê quis vir no lugar do Richard? O que está tentando provar?

-Que eu posso fazer coisas complicadas assim como você.

-Você nem sabe o que eu quero fazer. Por acaso está tentando impressionar alguém?

-O quê?! N-Não! Só quero mostrar que posso ser tão boa quanto o Richard!

-Por falar nele, será que deveríamos contar o que ouvimos ontem?

-O quê? O possível fato do Richard ter matado a mãe e a irmã da Kate?

-Sim. Deveríamos comentar sobre isso com eles?

-A última coisa de que precisamos são de conflitos entre nós, então é melhor manter isso em segredo, ninguém mais precisa saber disso.

-Talvez seja mesmo a melhor coisa a fazer.

-E então, vai me contar o seu plano ou não? O que estamos procurando?

De repente, parei de andar e me agachei atrás de uma moita.

-Shhh... Viemos procurar aquilo.-sussurrei.

Na nossa frente havia um único soldado sentado num tronco de costas para nós.

-Tá maluco?! Esses caras estão nos caçando e você me trás para um deles?!-disse Mia, baixinho.

-Confia em mim!-disse eu.-Vamos até ele!

Mia decidiu confiar em mim e me seguiu. Contei até três e nós dois pulamos em cima do soldado, o imobilizando. Retirei seu capacete e a Mia apertou seu pescoço até ele desmaiar.

-Quem é frágil agora?-disse Mia.

-Vamos tirar a roupa dele.-disse eu.

-O que quer fazer?

-Vou vestir a roupa dele para entrar disfarçado na mansão daquele velho.

-Podia ter me dito isso antes de me fazer estrangular um cara.

Depois de retirar a roupa do soldado, o escondemos atrás das árvores e corremos em direção a clareira onde a Kate e o Richard estavam nos esperamos, mas quando a Mia estava correndo em disparada, ela acabou pisando numa cobra, que rapidamente deu o bote em sua perna direita. Ela caiu no chão com a cobra ainda mordendo sua perna. Ela deu um grito de dor, chamando minha atenção.

-Mia!!!-disse eu.

Peguei uma grande pedra do chão e joguei sobre a cobra, a matando.

-Mia, você está bem?!-perguntei desesperado.

-Minha perna... Está doendo muito...-disse ela.

De repente, Richard e Kate apareceram.

-Que grito foi esse?!-disse Richard.

-A Mia foi mordida por uma cobra!-disse eu.-Richard, você conhece a floresta, sabe dizer que cobra é essa?!

-Vou tentar.

Ele pegou a cobra e olhou bem.

-Isso não é bom...-disse ele.

-O que foi?!-perguntei aflito.

-Essa é uma cobra mamushi, o veneno dela e muito perigoso e não pode ser tratado com  anti-colinesterases.

-E o que vamos fazer?!

-Precisamos do antídoto certo, e rápido.

-Aqui nessa ilha deve ter uma enfermaria em algum lugar, tem que ter!

-Fica calmo! Vamos pensar melhor. Precisamos encontrar uma enfermaria e mesmo assim sermos cautelosos para que ninguém nos encontre. E precisamos ser rápidos, porquê se demorarmos muito, ela pode morrer.

-Não...

-Eu vou morrer?!-disse Mia.

-Não!!! Eu não vou deixar! Vamos até a enfermaria buscar o antídoto e você vai sobreviver, eu garanto!



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