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História Disloyalty - Billie Eilish - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Hotel


SE FLOPAR EU APAGO E FINJO DEMÊNCIA

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N A R R A D O R A

Helena National Forest, Montana, 07:56AM

- O mau tempo que atravessa Montana está acumulando todas as características de uma tempestade atípica. A curva ruim está se mostrando pior do que o esperado, com ventos e nevascas acima da média, especialmente previstos para a Reserva Natural de Helena National Forest. O serviço de clima natural alerta os moradores a seguir todas as instruções dadas pelas autoridades locais e a evitar todas as viagens desnecessárias. Alguns meteorologistas preocupados estão comparando isso com a tempestade que atingiu o Billings em 1955, com 42 polegadas de neve caindo em uma única noite. Estamos nós indo para a mãe de todos os invernos no condado de Lewis e Clark? - Sem mais vontade de ouvir o ruído com vozes das notícias saídas do rádio do pequeno e velho carro, a garota desligou o aparelho de som do transporte, estacionando-o não muito tempo depois.

Abriu a porta do carro e andou em passos apressados em direção à porta da casa de Sra. Wild, amiga de sua avó. Mesmo com a neve atrapalhando um pouco do acesso à porta, a garota se manteve inerte a qualquer empecilho. Deu apenas três pequenas batidas na porta.

- Oh, Rachel! Como vai a sua mãe? - A senhora perguntou, dando espaço para que a garota entrasse em sua casa

- As notícias não chegam tão fácil em você não é, Sra. Wild? - Perguntou se sentando no sofá

- Não, minha filha. A única que vem me visitar além de você e sua mãe é a minha netinha, Billie é um anjo. Mas então, o que lhe traz aqui? - Ofereceu-lhe uma xícara de café, que fora aceita de muito bom grado. Após tomar um gole da bebida da xícara em sua mão, respondeu a pergunta da mais velha:

- Sente-se comigo, Sra. Wild. - Pediu, se ajeitando no sofá. Após algum tempo observando Rachel, a idosa acomodou-se ao lado da mais nova, observando a feição em seu rosto

- Diga, minha querida - Pediu pegando na mão livre da garota

- Bom... Meu pai se suicidou e você sabe disso. Fazem anos. Eu não viria pra cá, não queria vir. Mas, eu realmente não queria que a senhora pensasse que estamos abandonando você. Minha mãe morreu de câncer no ano passado, por isso ela não têm aparecido. Eu sei que você era muito apegada não só ao meu pai como a ela, eu sinto muito por ficar sabendo só agora.

- Eu queria ao menos ter ido ao funeral dela, por que não me contou antes? - Questionou, sentindo uma lágrima rolar pela sua bochecha

- A senhora sabe que não pode ficar saindo de casa, ainda mais nessa nevasca toda, Sra. Wild. Eu realmente sinto muito por isso.

- Agora que todos se foram, o que vai acontecer com o hotel?

- Bom... No dia do funeral, o médico da minha mãe me deu essa carta, ele disse que minha mãe tinha orgulho de mim e que havia deixado isso pra mim. - Tirou o pequeno envelope da bolsa, estendendo em direção da mais velha, que pegou seus óculos e colocou-os, abrindo o envelope. "Você é a filha que toda a mãe sonha ter. Linda, Inteligente e Justa. Nós passamos por muita coisa e eu sei que não tem sido fácil, mas lembre-se do que o doutor Franklin disse após o seu discurso na formatura do ensino médio. Eu sempre pensei em você como uma lutadora a qual enfrentou os maiores desafios, e é capaz de brandir todas as armas necessárias para lutar corajosamente e heroicamente contra toda e qualquer coisa. Nós nunca tivemos coragem pra conversar sobre o que houve com o seu pai, mas, agora, eu preciso lhe contar algumas coisas, antes que essa doença nós separe. O caso do seu pai com aquela garota a nove anos atrás e seu subsequente suicídio separaram nossa família pra sempre. Eu imagino exatamente o que estava passando pela sua cabeça naquele momento... Que o seu pai havia traído irreparavelmente nossa confiança, e que ele havia feito a coisa certa se jogando daquele penhasco. Eu estava lá, eu sempre estive lá. Quando você deslocou seu ombro no primeiro jogo, quando você chorou a noite por estar em um quarto desconhecido, quando beijou o Duncan na apresentação da escola no primeiro ano do médio. Duncan era um bom menino, mas, você sempre gostou de garotas. E, mesmo que eu nunca tenha dito isso antes e mesmo que você não fosse lésbica, eu imediatamente pensei que vocês não teriam muito o que falar. Falar é a base pra todo o relacionamento. Se você não fala, você se afasta. Tem tanta coisa a dizer quando você não tem tempo para falar. Primeiramente, eu sinto muito.
Eu nunca pensei que raiva fosse um sentimento digno de uma boa pessoa, mas eu a usei. A usei pra aguentar a dor. Eu não quero que você viva sua vida da forma como eu vivi a minha, meu amor. Eu quero que você seja livre do passado, de uma vez por todas. É por isso que eu quero que você faça exatamente o que eu digo. Venda o nosso hotel assim que ver meu rosto dentro daquele caixão. O hotel é da minha família e você tem todo o direito a ele. Volte pra lá, Rachel. Faça uma rápida inspeção, assine um contrato e venda aquelas paredes que não têm nada além de raiva e terror acumulados. Vamos acabar com essa história de uma vez por todas. Nós sempre estivemos lá uma pra outra, eu gostaria de poder estar na sua graduação, no seu casamento, no nascimento dos meus netos. Mas é isso: Nós não sabemos quantos tempo ainda temos. Use o seu tempo pra amar, não há mais nada pela qual vale a pena lutar, viver ou morrer por. Acredite em mim.

Eu te amo mais que tudo.

Sua mãe,
19 de Julho de 2017"

- Então... Você vai vender o hotel, Rachel? - A adolescente apenas Assentiu positivamente com a cabeça, enquanto pegava o envelope de volta.

- Sim, isso mesmo.

- Já sabe onde vai ficar?

- Bem, pra ser sincera, ainda não, o ideal seria uma casa perto do hotel, assim eu poderia ter um acesso mais rápido a ele. 



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