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História Disloyalty - Billie Eilish - Capítulo 2


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Notas do Autor


Só postei porque estão me enchendo o saco. E não, não tô bem pra ficar atualizando.

Capítulo 2 - Valley of Suicides


N A R R A D O R A

- Então... Pronta pra começar a inspeção, Rachel? - O mais velho perguntou, soltando a prancheta dentro de sua bolsa

- Sim. Antes, será que pode me contar o motivo de a minha mãe querer que eu venda o hotel?

- Por algum motivo, algumas pessoas desapareceram lá dentro e o hotel não tem tido tanta clientela por conta disso. Enfim, tome cuidado e seja rápida, ok? Eu te encontro aqui às cinco. - Avisou abrindo as portas do hotel pra garota e entregando a chave em sua mão. Mesmo relutante, o homem se afastou e fechou as portas, deixando a garota sozinha. Sem mais volta, Rachel respirou fundo antes de se virar pro corredor e começar a andar. Andando tortuosamente pelos corredores revestidos de madeira escura, a garota rapidamente se virou ao ouvir um estralo mas, como já esperava, não havia nada. Voltou ao seu percurso comum e checou o primeiro andar. Ouviu a madeira da escada ranger ao seu pé tocá-la, mas, outra vez, ignorou. Checou quase todos os quartos do segundo andar. Até chegar ao último quarto do corredor. Sentiu seus joelhos tremerem levemente mas, sem exitar, colocando uma das mãos na maçaneta enquanto inevitavelmente se perguntava o motivo de aquela ser a única porta fechada do segundo andar. Se sentiu aliviada ao não ver nada além de um quarto comum com uma janela mostrando nada além da Lua ali. Respirou fundo e foi até a janela, se apoiando na mesma.

- Se você gritar eu não vou ter escolha a não ser fazer você desmaiar, mas não tenho essa intenção então fique tranquila, Rachel. - A voz doce atrás de si soou como um martelo na cabeça da mais nova, que se virou enquanto encarava a figura agora a sua frente. Cabelos completamente brancos, assim como a sombrancelha. Rosto pálido, mas, com algumas bolas vermelhas espalhadas por ele, acompanhadas pelo tom avermelhado da boca da garota. Trajada por um kimono branco de seda, a mais velha tinha os olhos completamente brancos e vazios, retratando nada menos que desespero. Rachel sequer se atreveu a abrir a boca.

- Antes que pergunte, meu nome é Arya. Mas se não se importa, prefiro ir direto ao ponto. Meu dever por enquanto é lhe mostrar um lugar então, se você quiser, pode vir comigo, mas se não vir, terei de apagar sua memória do pior jeito possível. Eu prometo que serei sua guia e não deixarei nada de ruim lhe acontecer. - Avisou, estendendo a mão pra garota, que pegou a mão da mais velha assim que entendeu a ameaça

- Feche os olhos. - Ordenou vendo Rachel obedecer. Antes que pudesse raciocinar, sentiu uma grande pressão sobre sua cabeça e abriu os olhos, vendo que, já não estava mais no hotel.

- Fico feliz que tenha conseguido chegar até aqui sem seu fim, Rachel. Como havia lhe prometido, hoje serei sua guia e lhe mostrarei o Umbral. Sinto lhe avisar, mas, o lugar que vamos hoje não é muito bonito. Como você pode ver, o local que estamos parece uma cópia do seu quarto, porém, sem muitas cores e um pouco morto. Está vendo aquelas coisas negras no chão e nas paredes? Parecendo lesmas se deslocando cuidadosamente? Eu não tocaria nelas se fosse você. São larvas astrais. Elas se alimentam do medo e mal estar das pessoas. Elas são, basicamente, manifestações de pensamentos malignos.

- São perigosas?

- Não, na verdade, são bem inofensivas comparado ao que tem do outro lado. Mas você não precisa se preocupar com isso, não agora. Contudo, não se afaste de forma alguma. Agora, vamos a um lugar um pouco pior. - Sentiu novamente a pressão sobre sua cabeça e, sem mais enrolações, abriu os olhos outra vez.

- Esse, é o Yugiah, onde ficam as camadas espirituais. Pense nelas como o plano de existência da humanidade e dos demais seres. Nas próximas paradas, você não precisará sentir a pressão de antes, apenas feche os olhos e os abra, assim estará no outro lugar. - Sem entender, Rachel olhou pros olhos da mais velha, tentando entender o que estava acontecendo

- Bom, enquanto você me olha desse jeito, eu lhe aconselharia que você olhasse pra frente. Observe aquele infinito ali, parecendo uma pequena Via Láctea. Cheio de pontos brilhantes e estrelas cadentes. O que vamos visitar hoje é aquela pequena estrela cinza bem ali no fundo. Esteja preparada, e não se afaste de forma alguma. Feche os olhos. - Obedeceu, abrindo os olhos poucos segundos depois, se encontrando em um grande deserto de areia em tom acinzentado e começaram a caminhar

- Bem, aqui estamos. E aqui eu lhe dou boa vindas ao Plano Umbral, ou Vale dos Suicidas, como quiser chamar.  Eu sei, parece um deserto árido e sem vida. Tivemos sorte. Quero dizer, pelo menos esse ponto aqui, que eu escolhi, nos permitirá conversar e andar sem tanta preocupação. Não sei muito bem o nome desse região do Umbral. Enquanto andamos, percebi que você têm olhado bastante o céu. Parece que algo vai cair e nos esmagar a qualquer momento, não é?

- Por que me trouxe aqui?

- Você e sua família construíram seu prédio em cima do que antes era o nosso vale, então o ser maior decidiu que trariamos todos que pisassem no hotel pra cá, quem morrer, fica aqui, com a alma vagando pela eternidade, e quem não morrer volta pra rua e nunca mais volta aqui. São as regras, Rachel. Esse lugar se alimenta da dor e da tristeza. Pessoas boas vivem aqui, mas também serve de morada pra algumas entidades malignas. Demônios, mais especificamente. Mas, não pense nisso. Se sua energia mental ficar pesada, eles podem nos perceber. Não devem nos perceber, ninguém deve.

- Quem?

- Billie, Finneas ou Kasen, não devem nos perceber. 



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