História Disorder - Capítulo 1


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Categorias Monsta X
Personagens Hyung Won, I'M, Joo Heon, Ki Hyun, Min Hyuk, Personagens Originais, Show Nu, Won Ho
Tags Coreia Do, Hyunghyuk, Jooheon, Monsta X, Suspense
Visualizações 15
Palavras 2.139
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Self Inserction, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, pessoal!
Esse capítulo é um adicional á história de Jooheon, já que ele sempre vai ser reconhecido por seu sobrenome. Talvez eu dividida essa "sub-história" em quatro partes para explicar a história da avó e mãe de Jooheon.
De longe esse foi o capitulo que mais demorei para escrever, já que ele me exigiu dezenas de sites sobre a história da Coréia e alguns documentários sobre o que aconteceu. Tudo aqui escrito foi baseado em fatos, o que realmente aconteceu. Claro que os personagens são fictícios (menos o Chung e Choe) ,mas todo o enredo tem um fundamento real.
A fanfic, apesar de ser suspense e drama, vai ter muita comédia e um pitaco de romance para variar a história. Sim, vamos ter ships e hot. Nem só de lágrimas uma fanfic se sustenta, não é mesmo? Espero que gostem, já que é minha primeira fanfic no mundo Kpop e a segunda depois de 4 anos na gaveta. Tudo começou com um rascunho pessoal que fiz ao assistir (por 400 vezes) o clipe de all in. Minhas amigas me incentivaram e aqui estou postando Disorder.

Capítulo 1 - Prólogo: 1919


Fanfic / Fanfiction Disorder - Capítulo 1 - Prólogo: 1919

 

 

 

 

1 de março - 1919

-Tem certeza que você quer fazer isso?

-É o meu país, minha história e meu sangue. Nunca tive tanta certeza em toda minha vida.

-Eu sempre vou te apoiar. Te espero na sala. -Kwan sai do quarto  com o rosto aflito.

Kwan, um dos principais líderes do movimento nacionalista coreano, apenas se importava com a segurança das poucas pessoas de sua confiança. As mesmas que restaram após tamanhas perseguições aos liberais.  O cenário é de dor, revolta e união contra a ocupação japonesa sobre o império coreano. De acordo com o plano, os representantes do movimento deviam se encontrar em um restaurante em Seul para assinar a declaração de idependência coreana e ser entregue ao General Governador. Todos estavam receiosos. Qualquer sinal de motim ou vandalismo poderia ter reflexos devastadores sobre o grupo. 

Os sete homens se reuniram na sala. Todos em silêncio, tentando calcular as consequências de um ato tão simbólico e desafiador perante ao governo japonês. Na mesma casa, uma oitava pessoa se encarava no espelho. A boina estava torta deixando aparecer uma mecha de cabelo indevida. A calça lhe vestia de forma desproporcionalmente grande, deixando aparente que não  pertencia ao corpo vestido. "É pelo futuro de meus filhos", pensou. Tudo corre como o planejado, até o momento.

Em pleno século 20, uma mulher se transvestir de homem para defender seu país é a atitude máxima  de rebeldia e coragem. Essa então seria Lee Sook, uma das 33 liberais responsáveis pelo dia que marcou a história coreana. Ao lado de seu marido, Lee Kwan, Sook via o apoio necessário para continuar com sua luta nacionalista.

-Vamos. - Sook aparece na sala. Apreensiva, sentiu seu corpo tremer. Estava fraca.

-Você está bem? -Chung Jae-yong, um estudante visto como caçula do grupo viu as expressões no rosto de Sook.

-Estou. Apenas vamos, por favor. 

Todos se levantam do chão e alisam suas roupas. Após se entreolharem por uns instantes, começam a caminhar em direção a porta sem saber se poderiam sequer voltar a ve-la.

-Espere!  Jae-yong fica. -Kwan, que estava na frente, parou no portal e olhou para trás. 

-Como assim?! Eu me esforcei tanto quanto qualquer um aqui. Eu mereço estar lá! 

-Alguém precisa ficar para administrar caso aconteça algo. Não vou admitir arriscar você a ser morto. Não hoje. -Kwan repete as palavras com amargo, respirando fundo e se concentrando para não chorar. O limbo entre vitória e morte era cada vez mais evidente. 

-EU VOU! NÃO IMPORTA O QUE VOCÊ DIGA! -Uma lágrima escorria em seu rosto. Ninguém no ambiente sabia destinguir se ele estava chorando por revolta ou despedida. 

-Me deixe a sós com ele. -Sook interveu o diálogo prevendo que poderia terminar em briga entrelaçada á tristeza.

-Sook.... -Kwan se recolheu e olhou pro chão.

-Vamos. -Hoseok se adiantou  fazendo com que todos o seguissem.

-Jae... -Sook caminhou em sua direção lentamente.

-Não, Sook. Não tem explicação para essa traição. Eu arrisquei minha vida tanto quanto vocês, isso é muito injusto. -Disse Jae cruzando os braços e virando a cara.

-Estou grávida. 

-Perdão??

-Eu estou grávida. Não contei a ninguém pois ainda estava em processo de aceitação. -Sook confere se não há ninguém por perto para ouvir a conversa.

Jae descruza os braços e olha boquiaberto para barriga de Sook.

Em um conto de fadas, a notícia de uma gravidez pode ser algo mágico e encantador. Em uma realidade como a da Coreia em 1919, isso significa não saber como vai ser o amanhã do seu filho. Sendo a gravidez de uma das principais figuras relacionadas ao grupo revolucionário, também significa não saber o que podem fazer com o bebê. Não confie em militares quando se trata de inimigos, em qualquer circunstância.

-Você já pensou em... -Jae respira fundo e engole seco.

-Óbvio que não vou tirar essa criança.  

-Ok. Não quis ofender.

-Não ofendeu.

-Por que não contou para Kwan?

-Você realmente acha que ele iria me deixar participar da reunião?

-Sook, toda informação é vital. Ele tem que saber.

-Ele vai saber. Depois, quando der. Agora eu preciso que você fique aqui para gerenciar as coisas. Se alguma coisa acontecer a Kwan, precisamos de uma imagem ainda não registrada pelos militares para coordenar o movimento.

-Agora faz sentido. Eu fico em nome do bebê.

-Ótimo.

 

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Tensão dividida por 32 pessoas em um restaurante no centro de Seul, conversando em voz alta e fumando.  Muitos que por ali passavam mal sabiam que o dia seria registrado por mortes, guerra e sangue.

-Sooki -Forma carinhosa que Hoseok chamava a Sook- como conseguiu convencer Jae de ficar fora da reunião?

-Falei o mesmo que Kwan, só usei palavras diferentes. -Ela desenhou no suor do copo com gelo que estava a mercê na mesa.

-Por sinal, por que não está bebendo? Sempre foi minha companheira nos copos tortos! -Taeyung, o mais novo na mesa, exclamou em voz alta.

-Deixem Sook em paz. -Kwan cortou o clima com voz áspera.

-Só não estou em clima de festa pré apocalíptica. -Sook olhou para seu colo. Pensou no bebê.

-Pessoal, não acho que vai ser tão catastrófico assim. Pensando que nós vamos enviar uma carta para o governo japones pedindo melhores direitos, no máximo podem apertar mais o racionamento de comida por uns meses. -Taeyung olhou pela janela do segundo andar e observou um aglomerado suspeito de pessoas na praça.

-Seu imbecil! Não estamos brincando! Isso pode gerar mortes e desencadear centenas de prisões de simpatizantes. -June resmungou á ponta da mesa. -Antes de falar imbecilidade pense duas vezes no que estamos trabalhando, porra! Eu não quero perder ninguém daqui!

-Ele chegou! -Um homem gritou no corredor do restaurante cortando a fala de June.

O silêncio invade a sala.

-Choe! -Kwan gritou e fez questão de se levantar, fazendo com que todos a mesa fizessem o mesmo.

-Meu amigo! -Choe Nam-seon abre os braços e caminha em direção a Kwan.

-Que data! Que dia! -Hoseok não se conteve e abriu um sorriso.

-Pois é, meu caro. Você carrega em sua bolsa a nossa ponte para a liberdade! -Taehyung levantou o copo em direção a Choe. -Viva a liberdade!

-Viva! -Todos falam em coro.

-Pessoal, preciso que todos assinem a carta para poder ser entregue. Devemos discutir sobre a forma de entrega e esperar no resultado. -Choe afastou-se do abraço e olhou sério para os rapazes.

-Me dê a carta. Primeiro as damas, certo? -Sook sorriu e estendeu seu braço em direção ao homem.

-Hora, pelas suas vestes, hoje você não é uma dama. -Choe abaixou o olhar para Sook e provocou-a. Tudo com um sorriso em seu rosto.

-Mesmo como homem transvestida sou mais homem do todos nessa mesa. -Sook riu alto e bebeu um pouco de sua água.

-Água? O saquê ambulante está bebendo água? -Choe retirou papéis de sua mochila e entregou devidamente.

-Quero estar lúcida no dia de nossa vitória, querido. Até porquê depois da vitória alguém precisa fazer o papel de mãe sobre essas crianças. -Sook indicou a cabeça sobre Hoseok e Taehyung. 

-Olha, eu sei beber sozinho. Parem de me tratar feito criança! -Taehyung cruzou os braços e fechou a cara.

-Claro que paramos! Depois que você não beber dois copos de saquê e tentar se pendurar na sacada do restaurante. -Hoseok cutucou o braço de Taehyung.

-Você fala isso mas estava tentando se pendurar também! -Taehyung se virou para Hoseok e arregalou os olhos. 

-BELEZA, AS MOÇAS PODEM DISCUTIR DEPOIS! -Kwan gritou encarando a mesa. -Hoje precisamos de concentração, pelo o amor de Deus!

-Calma, querido. -Sook disse olhando para os papéis após assinar uma folha. -Até os mais fortes homens precisam de distração antes da guerra.

-Que poetica. Tá fumando erva? -Yoongi resmungou.

-Resolveu acordar do sono profundo, princesa? -Sook provocou Yoongi.

- Olha só, já te disse que tenho problemas pra dormir. -Yoongi pegou a carta de sua mão e pôs a sua frente.

-Problemas pra acordar, você quis dizer?! -Hoseok disse.

-Cala a boca. -Yoongi sequer moveu um músculo para desviar sua atenção da carta.

-Também te amo. -Hoseok riu.

 

Após todos assinarem a carta, Choe foi entregar a cópia da carta para um mensageiro e assim aguardar a reação japonesa. Duas horas depois, sondas policiais japonesas esvaziaram a rua aos poucos. Após a evacuação das ruas, o grupo percebeu que iria ter confronto policial sobre eles. Kwan e June decidiram que seria melhor se entregarem parcialmente á polícia japonesa antes que eles levassem todos os outros integrantes secundários do movimento. Após a entrega de uma segunda carta anunciando quem seriam os únicos responsáveis pela carta, o grupo se reuniu á porta do restaurante aguardando um representante da polícia para tal diálogo. Ninguém contava que nos prédios em volta dezenas de coreanos se reuniam para defender os 33 homens. 

-A polícia está vindo! -Taehyung gritou da janela do segundo andar.

-Rapazes, espero que nada do que houve aqui seja em vão. -Sook disse escondendo uma mecha que teimava em cair sobre sua testa e respirando fundo. Sentiu uma tontura e teve que se apoiar sobre um poste.

-Sook? -Hoseok olhou ao longe a situação.

-Sook, não fique aqui. Por favor, eu não quero que você sofra. Você sabe do que eles são capazes. -Kwan abraçou-a segurando o choro.

-Kwan... Eu dei meu suor, tempo e vida sobre esse movimento. Se eu morrer hoje, foi por amor á pátria.

-Por favor, eu te imploro! Não sei como posso viver sem você!

-Eu preciso te falar uma coisa. Estive reparando que não estava...

-PESSOAL, ELES ESTÃO AQUI! -June veio correndo por trás do restaurante e apontou para a viela ao lado.

-Como assim? Eles não iam vir pela rua principal? -Yoongi correu atrás de June para ver quantos homens estavam a caminho.

-Eles estão vindo pela principal. -Taehyung apareceu no térreo extremamente sério.

-Que? -Kwan se soltou e olhou para Tae.

-E pela rua de frente também. É um extermínio. -Taehyung forçou seu maxilar e tirou seu casaco. -Hora de guerra injusta. Pelo menos 50 homens no total. Chegam em 5 minutos.

-Todos se unam! Precisamos de um plano de fuga. Podemos tentar invad.. -Kwan tentou falar.

Um plano de guerra seria concluído se dezenas de homens e mulheres  não aparecessem no outro lado da calçada gritando por palavras de paz e apoio ao nacionalistas.

-Encontrei esses raivosos perto da praça. Acho melhor ir pra lá. -Hoseok saiu da pequena multidão e olhou para o grupo.

Chegando lá, o grupo se deparou com pelo menos 200 pessoas em fileiras, prontos para a guerra. Sook sentiu seu coração aquecer. Trabalhadores, a classe inferior aos japoneses, os que seriam esquecidos e macrassados da história estavam prontos para enfrentar e opositor. Ninguém contava com um rapaz magro, de óculos e roupas que por mais pequenas que fossem seriam largas em seu corpo era o centro das atenções. Em primeiro de março de 1919, um estudante Chung Jae-yong leria a carta entregue aos japoneses em voz alta. Cada vez mais pessoas se reuniam na Parque Pagoda, no final foram mais de mil pessoas. Chung apenas sorriu quando viu o corpo magro de Sook entre a pequena multidão inicial. O rapaz fez história.

A polícia chegou e sequer tentou conversar. Foram utilizadas armas, bombas e cacetetes. Sook viu seu marido ser pego pela polícia e pelo menos alguns dentes foram quebrados previamente. Quando Kwan foi preso, June e Taehyung foram os primeiros a defenderem seu líder. Todos foram presos e ninguém soube do paradeiro dos mesmos. A cadeia era invisível do mapa e nunca mais se ouviu falar dos líderes do movimento em vida. Posteriormente, Hoseok protegeu Sook ao ver que Kwan foi preso e ela seria a próxima a ser pega. Chung, do alto de um banco, apontou para Sook e depois gesticulou uma barriga grávida e tentou avisar ao Hoseok.

-Você..... -Hoseok olhou para Chung ao longe e encarou Sook. -Grávida?

-Eu ia contar. 

-Meu Deus... -Hoseok olhou para Kwan ensanguentado sendo amarrado e levado pelos políciais, cena que Sook não conseguiu ver por sua baixa estatura. -Me siga, vou te tirar daqui.

-Não! Eu quero ver Kwan primeiro!

-ME ESCUTA! Você já fez merda em vir aqui grávida! Eu vou te proteger como uma irmã e eu quero que você dê a luz a esse mini saquê que está na sua barriga! Apenas me siga. -Hoseok não pensou duas vezes antes de puxar o braço de Sook e leva-la a um ambiente segura para então pensar em sua fuga. 

 

 

 

 

 

 

 

Após deixa-la, Hoseok voltou para a praça para proteger Chung. Sook nunca soube que os dois fariam parte dos  7.509 mortos no protesto que se alastrou por dias em todo o país. Kwan, June e  Yoongi foram um dos 46.303 presos. Centenas de pessoas morreram. O movimento então deu início ao dia mais importante e sangrento da história coreana. 



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