História Disque 90 para amar - Capítulo 16


Escrita por:

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Justin Bieber, Personagens Originais
Tags Balé, Drama, Justin Bieber, Personagens Originais, Romance
Visualizações 82
Palavras 1.971
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Tradução do capítulo: Sentimentos.

Primeiro de tudo, quero dar boas vindas a novos leitores. <3 Se gostou da história deixa seu favorito e se quer continuar a acompanhá-la, adicione a lista de leitura para receber notificação dos capítulos.

Se tiver algum fantasminha por ai, fique a vontade para comentar com sua opinião, sou todo ouvidos. Opniões construtivas são muito bem vindas. Agora chega de papo, vamos para o capítulo.

Boa leitura!

Capítulo 16 - Feelings


Fanfic / Fanfiction Disque 90 para amar - Capítulo 16 - Feelings

Sabe quando você faz algo pelo calor do momento e depois não sabe como agir? Para onde ir? O que fazer? Era assim que Olívia se sentia. Não foi rejeitada, isso era ótimo, significava que ele queria o mesmo. O beijo foi maravilhoso, outro ponto positivo, a boca de Justin era maravilhosa e ele sabia como usá-la. — sem o duplo sentido da questão, claro. — poder tocar naquele pedaço de obra prima também não foi ruim, pelo contrário, podia sentir sua mão formigar apenas ao lembrar daquele corpo na ponta de seus dedos. Porra, sua pele esquentava só em lembrar. 

Após aquele beijo maravilhoso, Olívia se afastou parecendo finalmente entender o que estava fazendo. Tinha quebrado a regra de não se envolver com clientes, talvez devesse criar uma sobre não beijá-los também. Quem sabe uma sobre não se apaixonar porque tinha medo que fosse isso. E se seu coração acelerado e a vontade de tê-lo perto fosse paixão? Estava apaixonada por Justin? Não sabia e apesar de não saber como, tinha medo de confirmá-lo. 

Diante de sua reação bipolar veio a de Justin.  O rapaz se afastou de si depressa quebrando qualquer contato que os corpos ainda viessem a ter, Olívia até tentou falar algo mas não sabia o que dizer, as palavras simplesmente não se formavam em sua mente com clareza o suficiente para dizê-las. No fim adentrou o banheiro sem dizer mais nada, o que poderia dizer afinal, não é? Que aquele foi o melhor beijo de sua vida? Não. Seria humilhação demais. Ter cedido ao seu desejo mais profundo e escondido já fora humilhação demais para um dia só. Seria mais fácil apenas fingir que não aconteceu.

Enquanto Olívia lutava sua batalha interna no banheiro, Justin lutava a dele sentando na sacada. Olívia era perfeita em todos os sentidos da palavra, a pele morena, os cabelos ruivos, os olhos verdes, o corpo esbelto, a inteligência, a perspicácia, era engraçada, beijar fodidamente bem era só mais um dos pontos positivos a adicionar a lista do quão incrível ela é. Seu corpo reagia e seus pelos se arrepiavam só em lembrar o que aconteceu a alguns minutos atrás, sua pele estava quente mesmo diante da noite fria de Toronto. Podia beijá-la por anos. Podia sentir a cintura fina em suas mãos por anos. Podia olhar aqueles olhos verdes por anos. Porra, podia ter Olívia ao seu lado por anos e pensar nisso o assustava.

Ao mesmo tempo que beijar Olívia foi algo maravilhoso, também o deixava perturbado. Sabia que seu coração pertencia a Dakota, a prova foi tê-lo batendo desesperado ao tê-la em seus braços após longos quatro anos. Então por que? Por que sentia que o abraço de Olívia era mais apertado e o corpo pequeno se encaixava perfeitamente ao seu? Seu coração não só acelerava como sentia o estômago revirar sempre que se aproximava da ruiva, sempre que tinha o prazer de contemplar o belo sorriso. O que isso significava? Não seria possível amar duas pessoas, ou seria? Talvez no fundo estivesse preso a lembrança do que um dia viveu com Dakota e isso não o deixava enxergar com clareza. Talvez Justin não conseguisse ver o que todas as outras pessoas podiam. E talvez, só talvez Olívia fosse tão cega quanto. 

Tinha medo de entrar naquele quarto e estragar tudo. Não queria dizer algo errado ou agir estranho, tinham uma boa convivência, uma boa amizade e tudo o que não queria era perder a ruiva. Caramba, não podia nem imaginar isso. Se conheciam ao quê? Duas semanas? Não se lembrava e não se importava, Olívia parecia fazer parte de sua vida a séculos. O fazia se acalmar, se soltar, ser ele mesmo, até tirar o óculos e ficar sem ele diante dela. E falando no dito cujo, ajeitou a armação caindo sobre seu nariz e suspirou. Deveria dizer algo? Não diria que se arrependeu mas também não podia deixar claro o quanto gostou daquele toque ou que seu subconsciente gritava para repeti-lo.

Olívia podia ouvir os pensamentos de Justin gritarem daquela sacada, não precisava ser muito inteligente para decifrá-lo. Ele amou Dakota durante anos, manteve a presença dela em sua vida mesmo estando longe um do outro e agora Olívia saltava de paraquedas em sua vida e o beijava. Podia imaginar como ele se sentia, a confusão que estava sentindo. Tudo bem, um beijo não significa que iriam se casar. — iriam pelo contrato mas não vem ao caso. — mas como bem sabia, ele não havia se envolvido com ninguém durante a estadia em Londres preservando o que viveu com Dakota e esperando poder revivê-lo. Sentimentos. Olívia não podia dizer que gostava deles, ainda mais quando não os entendia.

Se jogou na cama após meia hora procurando algo quente no closet. — e falhando. — acabou por ir a parte de Justin e usar uma blusa de moletom dele com uma calça de moletom sua, não sabia se tinha liberdade ou se devia fazê-lo, o que sabia era que tinha feito. Ele poderia arrancá-la de seu corpo caso não gostasse de ela tê-lo pegado. Parecia uma idéia tão boa. Pensar em Justin a tornava uma pervertida. 

Buscou o celular largado no criado mudo onde o deixou após tirá-lo do moletom e procurou nos contatos até encontrar o número de Kim. Apertou no número e iniciou a ligação levando o celular ao ouvido. Depois de três toques finalmente pôde ouvir a voz da amiga.

— Pensei que o avião tinha caído. Que demora é essa para ligar para sua amiga?

— Quanto drama, Kim. — riu imaginando a cara da amiga.

— Liga não, Oli. Ela tá na tpm. — ouviu a voz de Lia do outro lado da linha.

— Essa ai tem tpm por natureza. 

— Vocês vão ficar falando mal de mim na minha cara? — Olívia começou a rir. Sabia que se continuasse ela acabaria chorando, tpm a deixava sensível.

— Desculpa, amiga. — murmurou ainda rindo. 

— Eu te perdôo. Como foi a viagem?

— Foi ótima. Toronto é linda.

— Já foi dá um volta?

— Não kim, tá louca? São sete horas de viagem, eu tô morta. — se ajeitou na cama. — você tinha que ver isso aqui, é de outro mundo, Kimberly. Eles nadam na grana. O avô de Justin tem um condomínio de mansões só para família. 

— Se deu bem, Oli. Pegou um ricaço. — pôde ouvir a risada das duas. 

— Para de ser besta. 

— E como estão você e o Justin? 

— Ah…— exitou. — eu o beijei, Kim. — falou baixo para não correr o risco de que Justin escutasse.

— Eu não acredito. — afastou o celular do ouvido com o grito da amiga. — meu Deus, eu vivi para ver isso, meu Juslivia é real. 

— Seu o quê? 

— Nada, nada. Agora conta tudo. 

— Eu não sei, ele me faz sentir estranha, meninas. Me deixa confusa. Ele saiu do banho e eu o vi sem camisa, e porra… Eu não resisti, acabei o beijando.

— Você gosta dele, Olívia, é a única que ainda não enxergou isso.

— Claro que eu gosto dele, ele é um cara legal. Somos amigos.

— Ah, para Olívia, você não é assim. Você não é uma pessoa que costuma negar o que sente. 

— Apenas esqueça isso, Kim. — soltou emburrada. Não estava apaixonada. — tem mais uma coisa.

— O que? Mais um beijo? Sexo?

— Não. Não tem nada haver comigo e Justin. — revirou os olhos. — é o Toni. 

— O que tem o embuste? 

— Descobri assim que cheguei de viagem que o Toni é tio do Justin. Irmão da mãe dele.

— Puta merda, Olívia. E ele disse algo?

— Não, fingiu que não me conhecia.

— Não acredito nisso, é surreal. Caramba.

— Qual a possibilidade de eu ter saído com o tio do Justin a anos atrás e agora ter que fingir ser esposa do sobrinho dele?

— Você o quê? — Olívia arregalou os olhos e se virou depressa encontrando Justin parado perto do sofá.

— Olívia? 

— Te ligo depois.

O tempo pareceu parar enquanto os olhos castanhos penetravam os verdes. Olívia tentava pensar depressa em uma forma de explicar aquilo a Justin. Era difícil raciocinar com ele por perto depois daquele beijo, depois do momento que compartilharam e não era apenas sua mente que entrava em colapso. Justin planejava conversar sobre o acontecido, queria saber o que podiam fazer diante daquilo e quando finalmente criou coragem para entrar descobriu que ela já teve algo com seu tio, era perturbador saber daquilo. E agora o que dizer diante do corpo bonito vestido em seu moletom e da sombra de seu tio que agora parecia rondar o quarto?

A ruiva desligou o celular e largou o mesmo perto do abajur, uma maneira de desviar de Bieber e respirar fundo. Os olhos de Justin a encaravam confusos, era o que podia ver, mas o que Justin sentia era bem mais que confusão. Não gostou de imaginar seu tio tocando Olívia, beijando-a, nem mesmo imaginar que ela podia em algum momento ter tido sentimentos por ele. Isso o incomodava, o incomodava profundamente a ponto de deixá-lo inquieto.

— Você já conhecia o meu tio, Olívia? 

— Sim. — bateu no estofado da cama indicando que ele deveria se aproximar e ele se sentou. — o conheci a dois anos atrás, foi assim que comecei na Disque 90. Toni foi um dos primeiros clientes a me contratar por um período mais longo; Trinta dias. Nós acabamos nos envolvendo e quando voltamos a Londres eu descobri que ele era casado e que tinha um filho de alguns meses.

— Vocês… Vocês namoraram? 

— Não, Justin. Digo, eu gostava dele, passar tempo com ele era incrível mas ele me decepcionou. Era um mentiroso patológico, ele mentiu sobre tudo na viagem. Depois dele não me envolvi com nenhum outro cliente… Não até você aparecer.

— Você e meu tio saíram juntos. — sussurrou para si mesmo. — isso é horrível. 

— Foi por pouco tempo e não significou nada. — explicou. Pareciam um casal. Olívia tentava se explicar e Justin tentava fingir que a queimação em seu peito não era ciúmes. 

— Então ele sabe no que você trabalha. Droga, e se ele disser algo?

— Podemos conversar com ele amanhã, ver qual é a dele. 

— É melhor, amanhã… No momento tudo o que eu não quero é falar com ele. 

— Você está bem? 

— Si-sim. — suspirou. — estou cansado, acho que vou dormir. Se precisar de mim estarei no sofá.

— No sofá? Não! Por que? 

— Não quero te deixar desconfortável. 

— Eu vou ficar desconfortável se você não dormir aqui. 

— Tem certeza? 

— De que quero dormir com você perto de mim? Tenho! — no fim, Kimberly tinha razão. Olívia nunca foi do tipo que nega ou esconde seus sentimentos, apenas não sabia exatamente o que sentia.

Justin se deitou ao seu lado e ela fez o mesmo. Estavam de lado, tão próximos que os narizes quase se tocavam. Era difícil resistir a ela, aquela boca tão perto da sua, era tentação demais para um mero mortal resistir. Justin fechou os olhos e se inclinou um pouco deixando um selinho nos lábios rosados. Olívia sorriu durante o beijo e quando ele se afastou sorriu retribuindo o ato. OK, talvez ignorar o que aconteceu não fosse tão fácil quando a ruiva achou que seria.

— Você está sem lentes. — murmurou encantado ao finalmente poder ver os olhos. Um era castanho, um castanho bem claro e o outro verde com o fundo amarelo. Lindos.

— Eu te vi sem óculos, já vi uma das suas músicas, nada mais justo do que te deixar me ver como eu realmente sou. Você viu oficialmente todas as versões de mim. 

— Eu acho que não. Sei que tem muito mais ai e mal posso esperar para descobrir. — cobriu a mão pequena apoiada no travesseiro. As respirações batiam contra o rosto um do outro. Ficaram imersos em sua própria bolha sem ao menos saber que do outro lado da porta havia algo, ou melhor, alguém, apenas esperando uma oportunidade para transformar o conto de fadas em um conto de terror. 

 


Notas Finais


Para os curiosos de plantão ou para quem não sabe o que é heterocromia, aqui segue o link dos olhos da Olívia.
https://i.ibb.co/L6gzbwP/Heterochromie-Completa1-300x142.jpg
É um link direto, sem páginas suspeitas ou algo do tipo, vai abrir a foto diretamente e só isso. Não se preocupem.

É isso, nos vemos no próximo capítulo.
@Biebzfiction
PS: Fiquem a vontade para me seguir no twitter para sermos amiguinhas. <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...