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História Disritmia - Capítulo 13


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Notas do Autor


Oi gente, quarentena aqui no RS acho que finalmente conciliarei meu TCC com as att das fic...
Boa leitura!

Capítulo 13 - Palpites


 

O dia amanheceu e estava nublado, e eu tinha quase certeza que deveria ser para combinar com o meu mau humor.

Com certeza acabaria chovendo ainda pela manhã.

Estava um pouco dolorido pois acabei dormindo na cadeira. Alonguei um pouco o corpo e quando cheguei ao refeitório para o café poucos já estavam presentes, uns dez no máximo. Sentei e pouco tempo depois Mikasa também apareceu.

Queria ir lá e aproveitar que estava sozinha para sentar com ela, mas eu não tinha essa cara de pau, então fiquei pensando que se a encarasse de maneira absurda ela entenderia meu recado e viria até mim.

Péssima ideia.

Ela me ignorou completamente e logo chegou o atual motivo da minha indigestão: Eustass.

Respirei fundo, tudo bem... Tudo bem.

Ela está certa, quem está agindo igual a um adolescente sou eu, tratamento de gelo é pouco.

Assim que terminamos o café, seguimos ao campo.

- Vai dar treinamento hoje, capitão? – Perguntou Armin e eu assenti.

Ele me olhou com uma cara estranha mas nada disse, quando todos chegaram e eu me apresentei, Mikasa não falou água e nem sal.

Era hora de ver como o treinamento dela estava indo.

Comecei com uma leve corrida de vinte voltas com abdômen em seguida. Ninguém reclamou e eu me surpreendi.

Até ai tudo ok.

Depois disso, um circuito de dois quilômetros com obstáculos utilizando os DMT, duas voltas seguidas e os pirralhos foram bem.

Agora entendi os comentários a cerca de Eustass, ele era inegavelmente bom e isso doía em meu ego.

Ver Mikasa e aquele sorriso que denunciava que estava feliz com os resultados não ajudava, por que eu a via acompanhando o ruivo para cá e lá com os olhos.

Que essa sensação horrível em meu peito seja ataque cardíaco e não ciúmes.

Como previsto, no final da segunda rodada começou a chover. Não uma simples chuva, era tipo, um temporal.

Armin falou para darmos uma pausa e eu insisti que continuassem o percurso, nem sempre eles enfrentariam bom tempo e precisavam estar a par disso.

Tudo seguiu bem pelas duas rodadas seguidas de circuito, a chuva parecia ter piorado limitando o campo de visão, embora os raios houvessem parado.

- Levi, é melhor esperar para eles irem de novo. – E essa foi a primeira coisa que ela falou comigo depois de tanto tempo.

- Uma chuva não pode parar o Reconhecimento. – Ela segurou meu braço, me fazendo encara-lá. Estava com uma expressão seria que não gostei nenhum pouco. 

- Não estou com um bom pressentimento. No campo de batalha é uma coisa, aqui estamos em treinamento, eles já fizeram duas rodadas abaixo de chuva. – A ignorei.

Péssima ideia.

- Vamos terminar o que falta e então paramos, ok? – Ela estava possessa comigo, com toda certeza eu não estava fazendo o que era correto.

Ela soltou meu braço com certa fúria, anuindo para os pirralhos recomeçarem.

Mordi o lábio.

Eu estava fazendo tudo ao contrário e cada vez mais Mikasa se distanciava de mim.

Eu era orgulhoso demais para dar o braço a torcer.

Estavam na metade da segunda volta do circuito quando alguém vem correndo em direção a Mikasa. Eu estava meio afastado e só vi quando ela pareceu assustada e saiu correndo em direção ao estabulo.

Corri atrás dela, queria saber o que tinha dado errado para ela poder jogar na minha cara depois, mas ela saiu a galopes antes disso.

- O que aconteceu? – Perguntei a Armin que já pegava seu cavalo também.

- Alguém está ferido.

Ele disse simplesmente e saiu a galope.

Tsc... Tudo que eu não queria ouvir, definitivamente.

Montei em meu cavalo e segui o mais rápido que pude pelo rastro de Armin e exatamente na curva do circuito, no cenário das arvores onde se deve prender os DMT a elas para conseguir passar, um aglomerado de pessoas se fazia presente. 

Abri caminho em meio ao pessoal, Mikasa ajudava uma garota de cabelos marrons que havia caído. Ela estava com o pé em uma posição estranha e eu calculei que seu DMT não havia prendido direito, o que ocasionou a queda.

Armin ajudou a garota a montar no cavalo para ser levada dali, enquanto Mikasa levantava e caminhava até outro ponto despercebido por mim até então.

- Tem certeza que está bem? – Ela deu a mão para o garoto que levantou. Mesmo com a chuva torrencial, sangue fluía de algum lugar em sua cabeça e descia lavado pela chuva.

- Sim, foi só uma pancada. – Ele encarou Mikasa. – Quando vi que Ellen iria cair, tentei ir o mais rápido para impedir, mas como a peguei no ar e de mau jeito acabei trombando na arvore também.

- Vamos voltar, essa chuva só piora. – Ela passou por mim e montou no cavalo. Eustass subiu junto. – Todos de volta ao quartel, agora.

Ela bradou furiosa olhando diretamente para mim e eu não seria capaz de retrucar.

Eles voltaram a galope enquanto os demais seguiam suas ordens. 

Eu fiquei estático, ciente de que havia feito uma coisa péssima.

(...)

Assim que passei pela porta do quartel, encontrei Mikasa com os braços cruzados ainda pingando devido à chuva no salão principal.

- Precisamos conversar, agora. – Pelo seu tom entendi que ela estava puta e que o que aconteceu ali não seria deixado em branco por ela.

- Vamos até o meu escritório. – Comecei a caminhar sendo seguido de perto por ela. Eu não gostava da ideia de molhar tudo, mas algo me dizia para eu fazer isso e parar de fazer merda.

Mikasa entrou logo depois de mim e fechou a porta.

- Qual está sendo o seu problema, Levi? – Sem rodeios, ela sempre foi assim com a maioria dos assuntos.

- Eu não tenho problema algum, só gostaria de finalizar o circuito, não achava que algo iria acontecer. – Ela estreitou os olhos para mim e eu me senti acuado.

Mais ainda, me senti como um adolescente ciumento que faz as coisas por birra e isso me assustou.

- Não podemos perder ninguém antes de irmos ao campo de batalha. Você agiu de forma imprudente. Eles mal estão com os DMT há quinze dias.

- Desculpe, Mikasa. – Ela tinha razão, por que no fundo só estava se tratando de um teste para Eustass e eu sabia disso.

- O que aconteceu com você? – Sua voz havia aliviado. – Eu sinceramente não estou te reconhecendo.

Agir de modo impulsivo era um fraco que eu controlava até bem, porem não ultimamente.

- Você já deve imaginar. – A olhei. – Você sabe por que eu fui para Trost.

- Palpites Levi, palpites. Você nunca abriu o jogo e foi claro.

- Você já pensou o porquê disso?

- Novamente estou à mercê dos palpites. – Cruzou os braços e arqueou a sobrancelha.

- Tsc... – Desviei o olhar e o silencio se abateu por ali.

Estava me preparando para falar alguma coisa quando escutei a porta fechando de maneira abrupta e Mikasa já não estava mais ali.

Escorei na mesa não me importando de estar molhando alguns papeis ali presentes.

Senti que agora de fato, eu havia perdido todas as chances que tinha com ela.

 


Notas Finais


Eu acho que nunca fiz isso, mas vou propor um desafio:
15 comentários, próximo capítulo amanhã *-*

Até mais <3


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