1. Spirit Fanfics >
  2. Dissemelhanças >
  3. Capítulo IV- John Stuart Mill

História Dissemelhanças - Capítulo 4


Escrita por: alpack

Notas do Autor


voltei mores kk

Capítulo 4 - Capítulo IV- John Stuart Mill


 JOHN STUART MILL

O princípio de utilidade diz que o bem é aquilo que maximiza o prazer e minimiza  a dor, e este princípio poderia ser aplicado em toda e qualquer situação, e este fora um dos maiores motivos de contestação. Nada pode ser usado em todos os casos. Nada. Nada.

Este mesmo princípio também diz que o bem deveria ser para a maioria. Que coisa não?, agora você, meu caro desconhecido, é responsável pela felicidade de outro desconhecido. Inconveniente, ao mínimo. Seu sentimento não é válido se a maioria está bem. Isso parece bom e empático. Hitler quem o diga. O seu bem, não é o bem para outra pessoa, e ninguém tem o direito de mudar isso, o poder sobre algo não te dá direito sobre outras coisas.  

O bem para Yamaguchi afastando-se de Tsukishima era o bem a ele, não ao loiro. Que estranhava dormir sozinho e não receber mensagens. Não sabia como o moreno estava, não o via mais pelos corredores. Não que antes tivessem algum contato na faculdade por aqueles corredores brancos e extensos, mas era costumeiro ter um vislumbre de Yamaguchi, e isso não estava mais acontecendo. O privilégio da dúvida se tornou rapidamente um tormento estranho e inconveniente no peito e perpetuado nos pensamentos. 

O café preto passado e forte ainda estava quente quando o loiro entendeu que não iria conseguir desenvolver a nova fórmula passada pelo professor aquele dia. Escrita com números preguiçosos no meio da lousa que Tsuki tinha em sua casa, manteve-se imutável graças a sua incapacidade de direcionar seus pensamentos, que acabavam sempre no mesmo assunto. Esse horário Yamaguchi já deveria estar ali com ele abraçando suas costas por trás e perguntando sem falar nada, apenas com um beijo na bochecha, se precisava de algo, ao menos era o que acontecia até duas semanas atrás, quando foi incapaz de falar algo realmente decente para ele, alguém que merecia saber o que estava pensando. “Respeito a sua decisão”, uma ova! Naquele momento queria gritar e perguntar o que se passava na cabeça do idiota para achar que tinha o direito de sair da sua vida daquele modo. Com aquele olhar tão machucado pra cima de si, que o atormentou durante dias antes de dormir, como se conseguissem ver sua alma e jogá-la contra a parede. Afinal, era aquela a sensação que Yamaguchi trazia a ele, sua calmaria trazia uma tempestade. E talvez o medo de se molhar fizeram com que Tsukishima ficasse acuado e dentro de sua casa, mesmo com a chuva forte o chamando para brincar lá fora, e sentir-se vivo de novo. 

Sentir-se vivo de novo.

“Eu estou vivo, mas por que não me sinto assim?”.

Fechou os olhos, podia escutar o coração batendo, bombeando sangue e fazendo seu propósito principal. Respirou fundo e sentiu seu pulmão expandir, soltou e então sabia que as hemácias estavam transportando o oxigênio. Podia raciocinar tudo isso. Estava completamente funcional. Mas não sentia vontade de fazer nada. São esses os momentos em que lembramos que o cérebro ainda domina tudo.

“Que tal um pouco de serotonina? Ein? Não pode liberar ai?”

Nada. Outra vez. 

Sabia que não podia controlar a liberação de serotonina no seu corpo, mas também tinha consciência de que sabia aonde encontrar seu catalisador. Yamaguchi estaria em seu apartamento. E foi para lá que ele foi. 

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...