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História Dissensio - Capítulo 1


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Notas do Autor


Bem, não sei ao certo o que dizer porque essa é minha primeira fanfic mas enfim...

Boa leitura meus caros! :)

Capítulo 1 - Prólogo


• País do Fogo, Ano 206 da Era Uchiha •

As pessoas gritavam por ajuda, que não viria, enquanto fugiam de seus opressores. Não eram muitos, mas eram o suficiente para dizimar aquela cidade do País do Fogo.

Mebuki se contorcia de dor no chão enquanto ofegava desesperadamente, recostada em uma das várias cerejeiras que se estendiam em uma fileira longa para esquerda e para a direita, estas da direita queimavam devido o ataque de fogo usado pelos Uchihas.

– Mebuki, você tem que manter a calma! – Shiroi disse enquanto pegava o pano menos ensanguentado, jogado no chão – Inspire, expire, inspire, expire... Isso! – positivou com a cabeça quando Mebuki fez como lhe fora instruído – Empurre, vamos, com força!

Mebuki soltou um grito pela tentativa, novamente falha, de ter seu bebê. Já havia perdido muito sangue e não sabiam por quanto tempo permaneceriam escondidos ali. Kizachi, já havia perdido as estribeiras há muito e tremia enquanto segurava a mão de sua esposa que morria tentando ter um filho em meio a um ataque inimigo.

– Empurre Mebuki! – Shiroi gritou já se desesperado também. 

Ouviu-se um estrondo não muito longe dali, uma casa desabava e estreitando os olhos, Shiroi percebeu que era sua casa onde moravam que havia sido consumida pelo fogo e desabou. Kizachi também olhou na direção de sua casa aos prantos percebendo que aquela noite os deuses estavam lhe tirando tudo: sua cidade, sua floricultura, sua casa e sua esposa. Shiroi percebendo isso, n exitou em bradar com Mebuki outra vez:

– Se não quiser perder sua filha, é melhor parí-la agora! – lágrimas escorriam pelos rostos de ambas.

Mebuki pela última vez gritou e o bebê finalmente nasceu, mas não se ouviu choro algum da criança, pelo contrário a criança nasceu morta. Os lábios de Shiroi tremeram quando viu a menina em pálida e fria em seu colo, sem conseguir encarar Kizachi que gritava para poder ver sua filha. Mebuki havia desmaiado devido à perda demasiada de sangue. Quando finalmente reuniu forças para encará-lo, viu seu rosto se contorcendo em dor e angústia pedindo para deixar ver sua menininha. Cedendo aos apelidos do pai, ela entregou com todo cuidado a menina em seus braços, mesmo que não fosse necessários tais cuidados.

Ela se virou com os olhos ardendo pelo choro de ver a tão estimada filha de sua melhor amiga morrer desta forma. Tão pequena e frágil, teve os maiores cuidados que eles puderam, ela mesma vira isso todo dia durante sete meses, durante a gravidez. Mebuki até mesmo lhe havia contado quando comeu alcachofra pelo bem de sua filha, e Shiroi lembrou-se de ter rido na época por sua amiga ter comido algo que tanto repudiava por causa da gravidez. Lembrou-se também do dia que pedira a sua amiga para poder cuidar de seu bebê como se fosse uma segundo mãe, visto que fora abandonada em um orfanato quando pequena e nunca tivera um laço materno, e nem paterno, e justamente por isso gostaria de dar todo seu amor àquela criança. 

Mebuki não recusou o pedido, nunca recusaria o pedido de sua amiga tão estimada, que foi resgatada daquele orfanato e levada para sua casa e cuidada por ela e Kizachi. Devido a pouca diferença de idade entre ambas, entre quatro a seis anos, elas se tratavam mais como irmãs do que como mãe e filha, e não se importavam com isso afinal, amavam uma à outra.

Shiroi saiu de seus devaneios quando ouviu o choro profundamente entristecido de Kizachi ao seu lado, partindo seu coração por ver tamanho sofrimento. 

– Ô Shitenno! O que eu fiz para que virassem suas costas para mim e se apartasse vossa proteção de minha casa e minha família? – questionou os deuses indignado com o que estava passando.

Shiroi se virou na direção de Mebuki que estava inconsciente e começou a dar tapinhas em seu rosto para que acordasse.

– Mebuki. – chamou pela mais velha com a voz embaragada – Mebuki. – chamou novamente, acordando-a.

Ela estava tonta, fraca, com a visão turva. Suas respirações eram pesadas e sôfregas, exigindo-lhe mais energia para respirar do que tinha naquele momento, não sentia a ponta do dedo de seus pés e mãos e sentia como se estivesse no País do Gelo de tanto frio que estava. Mas ela esqueceu tudo, a febre, a tontura, a dor em seu ventre, tudo. Não pensava em nada além de sua filha. 

Quando olhou para Shiroi com os olhos chorosos, em seguida para seu marido em angústia com sua filha pálida demais em seus braços, não pode conter o nó que se formou em sua garganta seca nem muito menos as lágrimas que se formaram em seus olhos verdes.

– Me dê minha filha. – disse com a voz rouca e trêmula.

Kizachi exitou inicialmente, mas sabia que sua esposa não era ingênua para não saber o que acontecia ali, então colocou a menina em seu colo. Ela olhou a menina com ternura, com os olhos cheios de amor e dor ao mesmo tempo, depositou um beijou na cabeça da menina e desabou a chorar. Isso quebrou Shiroi de vez, fazendo-a ter certeza de sua decisão.

Kizachi não conseguiria mais segurar o feitiço de invisibilidade, que os mantiam à salvo dos Uchihas, devido o seus estados físico e psicológico decadente, mas seria suficiente para fazer o que tinha que ser feito. 

Usando o sangue fresco de um dos panos, ela desenhou símbolos no chão em forma de círculo sem perder tempo. Kizachi arregalou os olhos ao ver o que ela estava fazendo mas não a impediu, já Mebuki estarrecida segurou a filha morta com mais força quando Shiroi tentou tirá-la de si.

– Você não fará isso! – gritou com o resto de sua forças para impedí-la.

– Eu preciso, minha irmã.– disse entre lágrimas – Me deixe salvar uma de vocês duas... Me deixe... – não pôde conter um soluço que escapou de sua garganta – Me deixe ao menos salvar essa criança tão amada e tão desejada por nós. – implorou com profunda amargura em sua boca.

Mebuki desatou a chorar, entregando a filha mas percebendo que perderia sua amiga, a qual considerava como uma irmã querida. Shiroi pôs a menina no centro do círculo e, utilizando a mesma faca que havia usado para cortar o cordão umbilical, cortou sua mão e um filete de sangue escorreu. Pingou algumas gotas de sangue nela e depois clamou:

– Izanami, Izanami! Tende compaixão desta criança pura, que faleceu de maneira trágica por culpa do ódio dos homens que incendiaram e mataram os aldeões por pura ganância e maldade. Olhe para ela, e dê minha vida em troca da dela, e a sua morte pela minha! – disse em alta voz e evocando sua magia para a grama abaixo da bebê, numa tentativa de fazer sua magia pura resplandecer nos símbolos inscritos no chão.

Nos cinco minutos que se seguiu, ela proferiu o feitiço na língua dos deuses desejando com todas as suas forças que desse certo, já que ela e todas as pessoas que tinham os Dons não eram boa em feitiços, até o momento em que parou atuardida. Olhou para Mebuki uma uma última vez, e com um largo sorriso deu seu último suspiro.

Mebuki se sentiu profundamente ver sua irmã morrer por sua filha, e talvez em vão. Mas seu semblante mudou da "água para o vinho" quando ouviu sua filha chorar, ao lado de uma Shiroi caída e sem vida.

Kizachi não perdeu tempo e agarrou a filha, lhe dando os mais terno dos beijos e sorrindo maravilhosa. Ela a pegou em seus braços e olhou-a o máximo que pôde, pois sabia que logo partiria. Acariciou seus escassos fios de cabelos róseos admirando o quão linda era ela. E percebendo a marca em losango violeta em sua testa, a marca dos Curandeiros. Uam dádiva de Izanami pela bondade de Shiroi.

A cerejeira balanço quando uma bola de fogo foi arremessada na árvore ao lado, tirando ambos do frenesi da morte de Shiroi, mas isso era o suficiente para dar um empurrão em Mebuki que deveria proteger a filha mais que tudo, mesmo em seu leito de morte.

– Sakura. – ela disse em um fio de voz para o marido. – O nome dela será Sakura.

O marido assentiu olhando para a batalha que seguia a sua frente. O feitiço de invisibilidade acabaria em poucos segundos e ele precisava tirar as duas de lá.

– Leve-a.

Ele arregalou os olhos.

– Nunca sem você.

– Eu estou morrendo, e não há nada que se possa fazer sobre isso. – Kizashi abriu a boca para discutir, mas ela sequer o deixou começar – Por todo o amor que você diz sentir por mim: leve ela e a proteja.

Ele no fundo sabia ela estava morrendo. Soube no momento em que ela sangrava sem parar mesmo depois de tido Sakura. Mesmo sabendo disso, pegou a esposa em seus braços e saiu em disparada para onde a multidão ía.

O empurravam, o espremiam, o xingavam enquanto tentava fugir. Em determinado momento ao chegar na estrada principal, que os levariam para onde os guardas de seu amigo estariam para evacuar as pessoas, sentiu uma dor aguda em seu peito. Olhou para baixo, e viu uma flecha atravessada em abdômen e no quadril de sua esposa, somente Sakura não fora atingida. 

Saiu do meio do meio caos, e aos prantos deixou sua mulher caída ao lado da estrada, morta. Agora ele teria que cumprir o desejo dela e salvar Sakura mais do que si próprio. Correu novamente pela estrada e sentiu levar outra flechada em seu calcanhar. Mancando, sem fôlego e sem forças, não paeou de correr em momento algum pois ela dependia dele.

Ao finalmente avistar um dos guardar com o símbolo de redemoinho em seu bíceps, agarrou-lhe o ombro e disse:

– Leve-me até Minato.

– N-não posso senhor. Por favor siga a estrada e estará seguro. – o homem gaguejou pois sabia bem a relação dele com seu líder.

– Leve-me até ele agora, por favor. – suplicou já com seus últimos resquícios de força.

– Senhor eu tenho que ajudar os ferid... – Kizachi o interrompeu.

– Rapaz, o que acha que Minato fará quando souber que você se recusou a deixar seu melhor amigo vê-lo pouco antes de morrer? – perguntou e garoto engoliu em seco. 

Era um novato e facilmente se deixou levar pelo medo. Em outras circunstâncias, teria brigado com o rapaz pela covardia. Mas não importava, nada importava.

Ele roubou em seu ombro e imediatamente o mundo ficou preto e, em frações de segundos voltou a clarear novamente e desta vez longe do epicentro da batalha. Olhou ao redor, viu a poucos metros seu cabelo loiro e se distinguir no meio de todos. O garoto gritou por ele, que se virando para olhar, arregalou os olhos e correu em sua direção.

– Kizachi! – exclamou surpreso – Está ferido... Kushina! – gritou pela esposa que saiu também do meio das pessoas, que esperavam por mais carroças que pudesse levá-las para um lugar seguro, e esbugalhou os olhos ao ver o motivo do grito.

– Por Amaterasu! – se aproximou espantada – Temos que dar preferência a ele e colocá-lo entre os feridos, pois a flecha em seu abdômen atingiu seu intestino. – disse a mulher experiente afobada.

– Não.

– Mas Kizas... – Kusinha foi interrompida.

– Minato. – agarrou a gola de sua capa branca e disse com o todo o fôlego que lhe restava – Tire minha filha Sakura daqui, pois minha mulher morreu durante o parto e Shiroi para ressucitá-la. – Minato ficou pálido pela confissão.

– Não se preocupe, você mesmo cuidará bem dela quando estiver são e salvo. – disse nervoso carregando-o enquanto Kusinha levava a menina.

Kizashi pendeu para o lado e acabou caindo dos ombros do Rei Do País do Furacão. Minato prontamente tentou levantá-lo mas ele foi impedido pelo o que veio a seguir.

– Minato. – arquejou por fôlego e forças – Cuide bem... da minha Sakura. – e com isso expirou, suas pupilas dilatando.

Os olhos de Kushina se encheram de lágrimas e Minato levou seu amigo por sobre os ombros com um olhar sombrio, e olhou para o horizonte onde viu a visão do inferno na cidade mais pra frente, ferrando os punhos em revolta. Carregou seu amigo até uma carroça para que os levassem para o barco até o País do Furacão, onde o enterraria.


——Dias depois——


Quando finalmente retornaram ao seu país, Minato fez seu enterro e chorou amargamente a perda de seu amigo sobre a lápide.

– Irei protegê-la com todas as minhas forças Kizachi.




Notas Finais


Bom, é isso.

Quero dizer que gostei bastante do prólogo e que o primeiro capítulo será melhor. :)

De certa forma, me inspirei em uma fanfic, então esse é o link dela: https://www.spiritfanfiction.com/historia/a-flor-da-folha-e-o-imperador-do-fogo-em-revisao-3742597

(A foto da capa foi tirada do google de um site que não me recordo e nome e, quando fui procurar não o achei mais :/)


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