História Dissuasora, mais uma crônica. - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Tags Ação, Capitães Da Areia, Drama, Jorge Amado
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Palavras 375
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Survival, Violência
Avisos: Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Capítulo único


 

Em 1969, a SNI recebe uma carta de um integrantes dos Capitães da areia- grupo de crianças e jovens delinquentes que saem pelas ruas da Bahia roubando para sua própria sobrevivência.  

Justiça, onde quer que esteja,

Precisamos de você agora. Hoje, fui informado da finalmente morte de um amigo meu. Digo finalmente, pois ele já estava morto depois de inúmeras facadas que a vida lhe deu.

 A primeira foi no seu abandono, coisa que tirou a felicidade do garoto. A primeira cicatriz que a vida o deu no coração quando não passava de cinco anos. Motivo? Deformidade. A sociedade não aceita produtos defeituosos na sua grande fábrica. Ela julga e descarta os errôneos.

A segunda foi no seu primeiro contato com a Morte, através de uma morte que ele mesmo fez. Com a navalha e sangue no corpo foi lhe dado a disfunção de um órgão que abrigava uns dos sentimentos dos mais puros: a empatia. Os olhos foram atacados.

E a ultima foi na sua reparação, ou pelo menos, tentativa do governo de reparar meu amigo. Esse fato fadaria a sua vida para sempre, pois tirou a sua razão e o fez pular de uns bons andares para assim abraçar a sua tão companheira Morte.

Justiça, todos nós temos a primeira facada no coração, fato que não será mudado,  disso tenho certeza.

Mas a cegueira e os devaneios não queremos e nem podemos ter. A morte de meu amigo já antes morto poderia ter sido evitada, fato que a senhora, em face, coloca sua venda para não aceitar e compreender.

Justiça, eu peço a você sobre meus joelhos: tome providências para evitar que aconteça comigo ou qualquer uma das crianças dos Capitães da areia isso que aconteceu com o meu amigo e que veja que fazemos tudo o que a senhora repugna para não viver, e sim, sobreviver.

Sobreviver de uma sociedade que julga ao invés de entender, ou melhor, sobreviver diante de um governo que repara os problemas das melhores da formas: amordaçando, torturando e confinando quem eles julgam serem futuros parasitas da sociedade.

Justiça, desvende seus olhos, olhe com atenção ao seu redor, salve e não condene.

Atenciosamente,

Anônimo dos Capitães da areia .

 

Após ler esse depoimento, a SNI o incinera 

 


Notas Finais


Se conseguirem, mandem suas opiniões sobre o tópico tratado <3
Obs: Essa crônica foi totalmente inspirada no romance de Jorge Amado, Capitães da Areia. Vale a pena conferir!!!


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