História Distância (Jikook) - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Park Jimin (Jimin)
Tags Distância, Jikook
Visualizações 35
Palavras 3.307
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drabs, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


eu sou poeta e não aprendi a amar.
boa leitura sz

Capítulo 1 - Quase três horas um trem com destino a você.


Fanfic / Fanfiction Distância (Jikook) - Capítulo 1 - Quase três horas um trem com destino a você.

how do you do it? make me feel like I do
it's better than I ever knew.
—Incubus; stellar.

{único}

Sentado em uma estação de trem com o sorriso bobo vidrado na tela de seu celular, Jeon batia o pé incansavelmente e de forma inconsciente com a ansiedade que crescia como fogo ao lado esquerdo de seu peito apenas por pensar que depois de um longo mês veria novamente seu amado; ele era naquele momento a definição perfeita de euforia.

Guardou o celular no bolso e retirou dali alguns grãos de milho, jogando-os no chão e sorrindo ao ver que os pássaros não precisavam brigar pela comida: havia para todos. Acomodou-se com a cabeça na parede e permitiu-se fechar os olhos e relaxar um pouco, pois dentro de poucos minutos seu trem com destino a Busan chegaria e ele poderia novamente beijar aqueles lábios de cereja de seu quem sabe, futuro namorado. Ele sorriu abertamente com a ideia.

Abriu os olhos, pouco tempo depois ao ouvir o som que ecoava na estação quase vazia e observou ,do outro lado da linha um homem que deveria ter por volta de seus trinta anos, sentado com a coluna ereta tocando violino. À medida que a estação ia se enchendo, as pessoas passavam e colocavam moedas de prata em seu chapéu negro e seguiam seu caminho, admirando a música. Por um momento, quis ter o poder de se teletransportar, apenas para deixar seu agradecimento por aquela bela melodia que coloria mais aquela tarde quente de verão que já estava correndo tão bem. Contudo, como não pudera fazer, apenas ofereceu-lhe seu sorriso mais honesto antes de entrar no vagão, esse que o homem respondeu com outro, e uma piscadela.

Ele se remexeu ansioso e apoiou os cotovelos do seu lado no canto da janela e retirou outra vez seu celular do bolso e sorriu ao ver que havia mensagem de Jimin:

‘’Saí do trabalho agora, te vejo em algumas horas’’.

Ele foi o caminho inteiro pensando no cheiro nem tão doce nem tão amargo do mais novo, em sua pele macia e em seus lábios esbeltos de cor avermelhada — que como dito antes, o lembra cerejas recém-colhidas de um pomar. Aquele seria o seu dia e nem nada nem ninguém o estragaria, nem as quase quase três longas horas que ainda tivera que esperar.

Pousou sua música baixa de seus fones de ouvido ao notar que faltavam exatas duas estações para chegar ao seu destino e retirou de seu bolso, dessa vez uma pequena caixa de veludo preta e a abriu exibindo seus resplandecentes dentes de coelho tão amados por Jimin; em segredo. Ele sabia que aquele não seria apenas o seu dia, seria também o do loiro, caso ele permitisse, e seu coração martelava com força apenas em pensar nisso; pensar que poderiam finalmente andar de mãos dadas, por mais que soubesse que o mais novo odiasse.

Perdeu tanto tempo observando os anéis que uma senhora de idade teve que avisá-lo que já haviam chegado à última estação. Ele retirou uma última vez o celular e guardou a caixa novamente no bolso e ao ligar o aparelho, sorriu lendo as palavras que tanto queria:

‘’Estou aqui no andar de baixo, no lugar de sempre’’.

Ele desceu as escadas com pressa e de longe viu a pessoa que tanto se preparou para encontrar aquela semana: Park Jimin. Ele estava perfeito aos seus olhos, com o seu braço esquerdo fechado de tatuagem, a mesma calça marrom escura levantada até a panturrilha com um cadarço amarrado como cinto e seu all star vermelho imundo de sempre.

A visão perfeita da simplicidade.

Jimin caminhou como se flutuasse seu encontro com o rosto inexpressível de sempre e o abraçou com força, muita força; tanta que Jeon deixou algumas lágrimas correrem de seus olhos enormes. Sua saudade era tanta que não lhe cabia em seu peito; aquele loiro conseguia juntar cada pedaço de seu coração remendando-o com barbante e aquele era um dos muitos motivos que se via tão perdidamente apaixonado.

Jimin segurou em uma de suas mãos trêmulas e limpou as lágrimas de seu rosto, selando sua testa após e o guiou até o lugar de sempre, o lugar deles onde sabiam que podiam aproveitar intensamente cada momento sem receberem os olhares tortos de uma sociedade tão homofóbica.

Enquanto um observava a movimentação, o loiro pulava o muro baixo e quando se viram juntos, correram até a parte de trás daquela casa abandonada, sentando-se em baixo de uma macieira sem maçãs e sorrindo por motivos que nem eles mesmos sabiam.

Ele descansou sua cabeça no peito do mais novo apenas para ouvir seu coração martelando, algo como música para os seus ouvidos.

—Estava com saudade, meu bem. —Ele disse por fim levando seu rosto até a curvatura do pescoço alheio e inspirando fundo apenas para inalar aquele cheiro tão amado por si.

Jimin levantou o olhar do mais velho e beijou seus lábios com suavidade, não tardando em enroscar suas línguas com a paixão e saudade tanto sentiam um pelo outro, e para Jungkook, aquele era a melhor maneira de dizer um ‘’eu também’’. Ele nunca entendeu realmente aquele sentimento tão intenso que se aflorou em seu peito por Jimin, apenas sabia que estava destinado a amá-lo desde o dia que se encontraram pela primeira vez — e o modo que o loiro o beijava demonstrava que além do sentimento ser recíproco, valia à pena esperar para passar à tarde ao seu lado, era certo.

Jeon continua jogando a saudade naqueles lábios carnudos enquanto tinha Jimin com suas pequenas mãos envolvidas em seu pescoço, o apertando fraco algumas vezes, coisa que ele sempre amou no loiro: o contato físico intenso que ele aprendeu a manter com os meses.  Por um momento muito breve Jimin se perguntou se aqueles lábios haviam encostado outros, talvez melhores do que os seus, mas parou com o pensamento absurdo ao lembrar  que Jungkook disse que o amava e como um bobo, ele acreditava.

Ele respondia bêbado que o amava também.

Jimin queria que aqueles lábios fossem só seus como estavam sendo naquele momento, esse era o certo. Ele havia desejado muito aqueles lábios enquanto estavam separados, e apesar de não querer, ainda sentia-se triste por não ter todo tempo que queria para beijá-lo, mas por outro lado, mal tinham tempo de conversar quando estavam juntos, afinal, conversavam todos os dias e quando tinham o prazer de dividir presença, só queriam e só pensavam em seu amar, suprimir os desejos reprimidos e algumas vezes ditos online, no entanto, existia uma grande diferença da tela fria do seu celular e daqueles lábios quentes ao vivo e em cores.

Eles queriam-se sempre, a todo instante assim: ao vivo e em cores.

Era um sentimento mútuo, por mais que Jimin se negasse até a morte.

Quando menos esperaram viram-se deitados naquele chão gramado na rua XV, aonde tudo que eles podiam ouvir além dos pássaros e da água gotejando na fonte à frente deles, era os estalos que seu beijo. Jimin, que estava por baixo, adentrou velozmente a mão por dentro da camisa alheia, acariciando-o, e aos poucos se atreveu a pôr por dentro de sua calça, porém Jeon segurou seu braço saliente e o olhou profundamente, com a mistura de confusão e desejo.

—Você tem certeza, meu bem?

Ele respondeu com um sorriso sacana e logo prendeu suas pernas em seu quadril e impulsionou seu corpo quente para baixo em busca de mais contato, voltando a beijá-lo com fúria e totalmente dominado pelo calor do corpo até o momento que rolou na grama com um movimento rápido e ficou por cima de seu membro semi-desperto.

{...}

Assim que acabaram, deitaram ainda despidos na grama e observaram o amarelo e o rosa se mesclando no céu e Jeon teve a certeza que aquele era sem dúvidas o melhor dia de sua vida, e rezava para ter mais dias como aquele ao lado de Jimin como um namorado.

Ele virou o rosto e viu o menor com a boca entreaberta tentando recuperar o ar e observou por algum tempo seu peito subindo e descendo. Jimin era lindo de todas as formas e ele não parava se imaginar acordando todos os dias ao seu lado e o desejando um bom dia com a vozinha baixa e ainda recebendo de presente aquele eyesmile tão único.  Não pôde evitar aproximar-se e beijar sua bochecha, e quando ele virou o rosto, seus lábios. Jimin segurou seus cabelos úmidos para aproveitar mais aquele ósculo tão profundo e repleto de sentimentos bons e totalmente honestos, por mais que fossem extremamente diferentes.

—Jimin, eu te amo apesar da nossa distância como nunca pensei que conseguiria amar ninguém-

—Jungkook — Ele interrompeu com o rosto levemente enrubescido e tocou sua mão para tentar afastá-lo daquele assunto; ele o conhecia o suficiente para saber que o mais velho por mais que falasse coisas belas, o deixava constrangido.

 Ele odiava sentir-se constrangido.

—Mas é sério — Ele prosseguiu decidido. —Eu amo você como nunca pensei que pudesse amar ninguém e eu me sinto um bobo, porque sei que moramos longe e que nem sempre tenho dinheiro para estar ao seu lado todo final de semana. Mas você sabe do meu estágio e eu pretendo me mudar para Busan logo meu amor — Envolveu suas mãos na do mais novo com carinho e as beijou em seguida. —Para podermos ficar juntos, e eu juro que por enquanto, eu enfrentarei horas de ônibus ou um trem para estar ao seu lado porque eu sei que só de ver o seu sorriso vai valer à pena e você pode ir para Seul também, como você fez da última vez.

—Jungkook... —Retrucou baixinho totalmente envergonhado a ponto de nem mesmo querer encará-lo.

—Você não sabe o quanto eu esperei para estar ao seu lado.

—E agora que está aqui? —Indagou tentando conter o sorriso, ele já imaginava que o mais velho responderia com algo extremamente fofo.

—Eu nunca estive mais apaixonado.

—Não fala isso, seu chato! —Ele bateu em seu ombro. —Eu vou ficar vermelho, e isso nunca acontece. —Escondeu seu rosto com as mãos, atitude totalmente doce para quem via.

Jimin poderia ter um lado mais reservado que odiava todo o clichê do amor como andar de mãos dadas e se beijar na rua, mas Jungkook conseguia deixá-lo molinho e sem palavras, e ele simplesmente odiava isso; odiava estar distante, odiava amá-lo.

Era mais fácil fingir que não.

O mais velho virou de costas ainda com um sorriso discreto nos lábios e esticou a mão para pegar sua bermuda e rapidamente procurou os anéis nela.

—Você já vai? —Negativou com a cabeça e suspirou aliviado ao notar que ela realmente estava ali, e o guardandou, ainda não estava na hora, ele sabia disso.

—Eu acabei de chegar, meu bem. —Ele levantou e estendeu as mãos para ajudar o mais novo levantar-se. —Vamos tomar açaí?

Ele assentiu feliz e ambos vestiram suas roupas e caminharam calmamente até a sorveteria mais próxima conversando sobre como Jimin estava amando ter conseguido com apenas vinte e três anos abrir o próprio estúdio de tatuagem em um pequeno shopping no centro de Busan, lugar até bem movimentado, e o quanto estava feliz por finalmente conseguir o seu dinheiro e e decorar o espaço como  tanto queria, visto que sempre disse a Jeon que estava ansioso com essa parte.

Um garçom trouxe a tigela de açaí que eles dividiram, não só o açaí, o dinheiro para pagar também. Eles permaneceram no estabelecimento, conservando sobre tudo, às vezes até namorando um pouco, não tinham tempo a se perder. Sem nem mesmo se tocarem, o céu sumiu e as horas foram passando e quando menos esperaram, estavam rindo em plenas nove da noite

até bem tarde para que Jeon voltasse para casa, mas eles não queriam se despedir, de modo algum.

—Não vai agora, seu chato! — Pediu mais uma vez o loiro com um enorme bico nos lábios e ele  riu divertido em ver que ele realmente não queria que fosse embora, por mais que para irem embora eles sempre tinham aquele processo.

Jeon percebeu pela primeira vez na vida que adoraria ter o domando na hora do sexo e ser um amor de pessoa quando estavam sozinhos em sorveterias — e até mais que sorveterias, podia ser um shopping.

Em geral, Jeon amou ver e rever aquele lado.

—Você sabe que eu queria meu bem, queria muito, mas vou acabar chegando mais tarde em casa.

—Então dorme em minha casa Jeon, poderíamos trepar a noite toda.

Definitivamente, aquele era um lado que ele realmente queria conhecer, mas não esperava que ele se referisse assim sobre sexo então riu nasal em resposta.

—Eu preciso trabalhar. —Ele tocou o bolso da calça sem intenção e acabou esquecendo por completo de seu pedido de namoro e ponderou se realmente deveria por em prática naquele momento.

—Jimin, tem uma coisa que eu estive pensando muito e decidi que faria quando o visse outra vez, afinal, somos adultos e sabemos exatamente o que sentimos um pelo outro. —Ele suspirou. —Estamos nos envolvendo faz sete meses e por mais que não tenhamos tempo para nos ver, eu sinto que se eu não voltar para casa com a certeza de que você é inteiramente meu, essa tarde não valeria à pena.

—Não valeu à pena passar essa tarde ao meu lado? Depois de tudo que fizemos? —Franziu a testa apenas para fazer drama, e ele mordeu a isca empalidecendo de imediato.

—Não foi isso que eu quis dizer — Retrucou em verdadeiro tom de preocupação e o loiro teve que segurar o riso. —Amor, você sabe que-

—Eu sei Jeon. —Exibiu por fim seu sorriso e ele sentiu-se bobo por ter caído em mais uma do Jimin.

—Enfim... —Suspirou e ajoelhou-se em seguida, retirando a caixa de veludo de seus bolsos. —Não é preciso de muito para você saber que eu o amo e quero passar a vida toda ao seu lado — Abriu a caixa e retirou os anéis de prata, ambos sorrindo; Jimin ansioso pela próxima ação; Jeon nervoso como nunca antes. — Mi, você quer superar essa distância ao meu lado e ser fiel como meu namorado?

Indagou por fim e o menor ficou boquiaberto.

—Sem essa, seu chato — Cobriu o rosto corado com as mãos e revirou os olhos sorrindo,

Por um momento Jeon acreditou que aquilo fosse um não.

—Então você... Não quer?

—É lógico que quero Jeon. — Disse pondo seu fio para trás da orelha, e outro agradeceu aos céus por tudo ter dado certo. —Eu te amo — Ele disse em um múrmuro, mais para si do que para ele.

—O quê? —Indagou apenas para fazer-lhe repetir as palavras anteriores, pois havido ouvido muito mais que bem.

—Eu gosto muito de você. —Sabia que não era aquilo que realmente queria ouvir de modo alto, mas aquilo servia e ele deu de ombros ficando novamente de pé.

—Eu gosto muito de você também. —Jimin ergueu os olhos, revoltado.

—Não vai dizer que me ama? — Bateu em seu ombro.

—Você sabe.

Jimin o olhou indiferente, porém mesmo assim entendeu sua mão e o mais velho pôs o anel, ato que lhe fez ficar olhando inúmeras vezes para as pequenas palavras que ali continha: ‘’Jungkook e Jimin até o fim’’, e por mais que ele tivesse achado totalmente clichê, não pôde evitar em sorrir até dar por si que ainda deveria pôr o anel no outro.

Eles passaram mais algum tempo ali e saíram andando devagar até a estação, vez por outra Jimin observava discretamente o jeito que suas mãos tocavam-se por estarem andando muito próximos e até se perguntou como seria andar de mãos dadas com o mais velho, até lembrar que isso é algo totalmente ridículo e que não era desse tipo. Ele ainda se perguntava também por que estava com Jeon já que ele sem dúvidas não fazia seu estilo e ele odiava tanto pessoas sentimentais como ele; odiava pessoas com o estilo arrumado dele; certinhas como ele; com o cheiro cítrico dele e talvez o odiasse também, quer dizer, não era porque ele gastava seu tempo e dinheiro com Jungkook que o amava, ele não sabia o que era amor além do próprio.

Não mais.

Assim que chegaram à estação sentaram-se em um canto afastado e ele passou algum tempo estudando aquele rosto: delicado, sutil, de boca atraente e extremamente bonito. O menor se remexeu no banco e acabou tocando sem intenção as mãos do mais velho, ato que fez seu coração bater mais rápido, principalmente quando o ele o olhou sorrindo. Ele tinha um sorriso bonito, confessava-se, mas aquilo não era o suficiente para estar apaixonado. Jimin remexeu-se no banco e passou a língua entre os lábios ao lembrar de seu corpo de tirar o fôlego e se questionou por que dizia que o amava se não o amava?

Ele achava que não amava.

Decidiu que terminaria aquela palhaçada de namoro.

Ele não o amava.

Pessoas se machucavam todos os dias e superavam.

—Jeon, eu gostaria de dizer uma coisa, mas imagino que você saiba.

—Na verdade não — Encarou o mais novo sorrindo simpático e aquilo o deixou totalmente sem chão; ele estava muito feliz, mas por quê? Estar namorando consigo? —Você poderia me dizer?

Ele sentiu-se um monstro só em pensar em dizer aquilo; apenas por encarar aquele sorriso. Talvez ele quisesse passar o tempo ao lado dele, mas seria um segredo.

—O seu trem... —Disse um tanto entristecido em saber que deveria se despedir e que aquela era a pior parte, mas por que ele estava assim? Por que ele sempre ficava assim ao ter que separar de Jeon Jungkook, afinal?

Por que seu peito gritava para que ele ficasse?

Ele levantou e beijou a testa do mais novo com carinho, andando até a porta do trem enquanto Jimin observava o jeito que ele pegava em suas mãos o guiando até a porta:

Aquilo era tão patético.

Estar namorando era tão patético.

Parar de ficar com outras pessoas depois que conheceu Jeon soava tão patético.

—Você vai voltar logo? —Questionou tentando fingir desinteresse, mas Jeon já havia percebido o jeito que quando ele estava nervoso colocava seus cabelos para trás ou os tocava sem parar e a segunda opção estava acontecendo. —Quando eu receber dinheiro o suficiente do meu estúdio eu vou para Seul para... —Ele parou um pouco e engoliu seco.

—Para me ver? —Jeon complementou e ele fez que não. —Para quê? —Arqueou a sobrancelha.

—Tenho que ir, me mande mensagem quando chegar em casa.

 

Antes mesmo das portas do trem se fecharem, ele virou de costas, porém quando estava prestes a descer as escadas parou um pouco e ponderou.

Logo em seguida voltou correndo para o trem e encontrou Jungkook distraído em seu celular, e sem pensar muito o chamou retirando um sorriso bobo de ambos os lábios, e assim que Jeon foi até ele e questionou sobre o que havia acontecido ele o puxou pelo colarinho de sua blusa e o beijou de língua na frente de quem quer que estivesse ali, ele não ligaria para os olhares tortos pois seu porto seguro estava ali consigo e era um homem

Tão lindo.

Ele olhou para baixo envergonhado o Jeon se perguntou o que havia sido aquilo: agora Park Jimin beijava em público? Ele sorriu com o pensamento e sentiu sua mão ser envolvido pelo menor.

Definitivamente Jimin não estava bem, era o que ele pensava de modo divertido.

Talvez fosse amor.

Eles se beijaram outra vez, ato que não chegou a demorar muito, pois o sinal de que a porta logo seria fechada foi disparado e Jimin juntou todo ar que ainda restava em seu pulmão e antes que a porta se fechasse lembrou-se de dizer em tom que pudera ser ouvido:

—Eu amo você.


Notas Finais


Resumindo essa one como a mãe do meu amigo resumiu ele depois de começar a namorar:
"é muito beijo, muito beijo
muito amor, MUITO amor."

for J 💖

com amor, vênus.


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