História Distopia - Kali e Yuga - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Distopia, Drama
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Estupro, Mutilação, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - A Caixa de Pandora


  Depois de alguns minutos nós finalmente haviamos chegado no parque, era um lugar simples com uma praça grande, o parque à direita, e uma enorme igreja ao fundo - ou oque sobrou dela - nós descemos da moto e então fomos para um banco perto da igreja.
        - Foi ali que eles lutaram da ultima vez não é Yuji?
        - Kali e Yuga? Sim.
        - Foi a 70 anos não é?
      Nós observamos as ruínas por algum tempo, e tudo que eu pensava era naquele sonho que eu havia tido mais cedo. Seria apenas um pesadelo? Uma lembrança perdida? Ou um mal presságio? Observei aquela igreja por minutos sem lembrar que Malin estava ao meu lado.
         - Ei, Yuji...
         - An? Ah! Desculpa, eu me distraí.
         - Eu tinha algo pra falar, não tinha?
         - Sim?
         - É que eu-
          No momento em que Malin começou a falar uma voz muito baixa sussurrou no meu ouvido.
         - Mestre...
        Eu levantei espantado do banco e olhei para todos os lados.
          - Yuji o que foi?!
          - Você não ouviu isso?
          - Ouvi o que?
        Eu continuava procurando quem ou oque tinha sussurrado para mim até que.
          - Mestre...
          - A igreja?
          - Yuji você ta me assustando!
          - Calma Malin, deve ser minha imaginaç-
          - Meu mestre...
      Eu estava apavorado, não era coisa da minha cabeça, havia algo me chamando para a igreja.
          - Malin fique aqui, eu vou... verificar uma coisa.
          - Yuji!?
        Sai correndo em direção a igreja sem pensar, estava com medo, mas algo ali estava me atraíndo e eu precisava saber oque era. Chegando na entrada estava óbviamente tudo aos pedaços e a passagem bloqueada pelos escombros, indo para a esquerda não tinha nenhuma entrada, mas quando segui para a direita eu vi que a parede tinha desmoronado em uma parte.
             Me esgueirando pelas pedras de alguma forma consegui chegar ao centro de tudo, não havia nada como era de se esperar, mas algo ainda me chamava, agora com mais intensidade, foi quando eu vi o altar mais ao fundo, em pedaços, e decidi olhar melhor.
            - Eu devo estar ficando louco mes-
        No mesmo instante o chão em baixo de mim cedeu e tudo escureceu. Quando eu acordei estava em algum tipo de porão, mas, em uma igreja? Mesmo com a minha cabeça latejando eu consegui levantar e ver que tudo que havia ali era um pequeno corredor com uma escada à esquerda, sem pensar direito eu segui pelo corredor.
              - Continue a nadar... Não é...?
            Sem escolha eu segui pelo corredor quase sem luz, estava difícil de enxergar qualquer coisa ali, o corredor era bem curto para a minha surpresa, mas a maior surpresa vinha logo em seguida, e a partir dali minha vida mudou drásticamente... Para pior.
       Tudo que eu vi foi uma pequena sala mais a frente, chegando nela tinha uma luz fraca vinda de cima, mas oque chamava a atenção era oque estava na luz. 
        Fincadas no chão haviam duas espadas em forma de X, ao redor delas havia uma aura tão pesada e tensa que parecia tocável, ambas eram negras e com letras em vermelho que pareciam escritas com sangue fervente, logo atrás das espadas, pendurada na parede, havia uma armadura tambem completamente negra, muito semelhante aquela que vi em meu sonho, eu estava sem reação nenhuma.
     - Espadas negras como a noite... Escritas vermelhas... Uma armadura completamente escura... Esse é... Não é possivel! É-
             - O armamento de Yuga, o guerreiro das trevas.
          Eu tinha paralisado por completo, alguém estava la comigo, sua voz era calma mas imponente, eu me preparei para o pior e consegui me virar para ver, e la estava ela, uma mulher alta, sua pele era pálida como a de um cadaver, os olhos, negros como a noite, cabelos também escuros, tão longos que tocavam o chão, parecia estar nua, mas haviam uma nuvem negra ao seu redor cobrindo seu corpo, ela me olhava como se fosse me matar a qualquer segundo.
              - O que fazes aqui?
              - E-eu... E-eu...
              - Responda.
            Mesmo em estado de choque algo me veio na mente, aquela voz... Era familiar? Mesmo tremendo consegui falar de alguma forma.
          - E-eu sou Yuji... N-não queria incomodar, mas fiquei apenas curioso e vim explorar essas r-runínas.
             - Mentiras.
             - É sério, eu vim apenas-
             - Tens trinta segundos para dizer a verdade.
           Ela andou em minha direção com raiva em seu tom de voz.
          - Certo! Certo... Eu... Ouvi! Algo me chamando... Senti que devia vir aqui, mas achei que era coisa da minha cabeç-
           - Sentiu?
           Eu podia sentir o olhar frio dela me cortando por dentro, não havia saída, ali seria o meu fim.
          - Garoto, tente empunhar essas espadas.
          - Como?
          - Empunhe as espadas agora.
          - Tudo... Bem...
     Eu me virei e andei em direção as espadas, lentamente coloquei minhas mãos em ambas, minha respiração estava acelarada, estava suando frio, se caso eu conseguisse puxar essas espadas, isso significaria... significaria que eu... eu era ele? Isso me aterrorizou e me fez recuar por um momento.
            - O que foi? Depressa, puxe-as logo.
            A raiva em sua voz aumentava e eu sabia que morreria se continuasse assim.
            - C-certo...
            Novamente coloquei minha mãos nas espadas.
          - Não tem como eu ser o Yuga, isso é loucura, tudo que eu tenho que fazer é puxar e quando elas não sairem eu vou poder ir embora, eu espero...
           Coloquei toda minha força nos braços e puxei... No mesmo instante as espadas saíram do chão e com a força que eu usei acabei caíndo para trás, encarei o nada tentanto raciocinar oque havia acontecido, até que me dei conta de que estava sentado, e com abas as espadas em minhas mãos, olhei uma de cada vez até perceber oque aconteceu, foi quando me dezesperei por completo, me levantei virando para a mulher rapidamente.
           - Me-mestre?
            Ela parecia surpresa, mas logo a face de surpresa deu lugar a um enorme sorriso enquanto eu continuava aterrorizado.
           - Não pode ser... Eu não posso ser o-
          - Yuga, meu mestre, finalmente nos reencontramos.
           Ela se curvou para mim me olhando com alegria em seu rosto, e eu ainda estava desacreditado.
          - Es-espera... Eu não posso ser o Yuga... Eu-
          - Então, por que não consegue soltar Dahak e Nala?
          - Quem?
          - Sua espadas.
          Ela estava certa, eu não conseguia solta-las, era como se elas me segurassem com força.
         - O que... Esta acontecendo? Por que eu não consigo soltar?!
          Eu tentava desesperadamente abrir minhas mãos mas não conseguia de forma alguma, e isto só aumentava meu pânico.
          - Elas ainda dependem de um fator importante para realmente despertarem.
          - E-E que fator seria esse?
          - Seu sangue meu senhor.
          Eu engoli seco e no mesmo momento minhas mãos começaram a arder, a dor era insuportável ao ponto de tudo que eu conseguia fazer era ajoelhar e gritar. Minhas mãos começaram a sangrar depois de um tempo e meu sangue começou a escorrer pelas espadas, até que que as escritas brilharam e eu finalmente consegui soltá-las.
           - Por... Que... Tudo isso?
           - Existem duas maldições em Dahak e Nala, ninguém é capaz de sequer levanta-las senão o senhor, e para acorda-las é preciso seu sangue.
           - Não... Por que... Isso ta acontecendo... Justo comigo?
            O espírito se calou, sem saber oque fazer apenas conseguia chorar.
           - Eu... Tinha uma vida pela frente... Planos... SONHOS!
            O espiríto continuou calado e me observando com aqueles olhos mortos.
         - RESPONDA! FALE ALGUMA COISA!
         - Eu sinto muito que o senhor se sinta desta maneira, mas não existe nada que possa ser feito.
          Eu estava sem reação, tudo que eu via era meu mundo inteiro desabar ao meu redor.
          - Quem... é você?
          - Eu sou oque vocês humanos chamam de espírito das trevas.
          - O ser que... Acompanhou Yuga... Desde o começo? E você esta me dizendo... Que eu sou... Sou o... Yuga?!
          - Receio que, após oque o senhor acabou de vivenciar, seja impossivel negar.
          Eu simplesmente olhei para cima e comecei a rir, com lágrimas escorrendo em meus olhos eu não conseguia encontrar outra maneira de reagir.
        - Heh... E agora o que? Nós damos as mão e saímos pra destruir o mundo?!
        - Se assim o senhor desejar.
        - Chega... Eu quero ir pra casa, deitar na minha cama e acordar como se tudo isso fosse um pesadelo...
         Eu levantei e comecei a lentamente andar pelo corredor novamente.
        - Eu estarei aqui quando o senhor decidir voltar e conversar melhor.
        Continuei caminhando, mesmo com a visão turva, até chegar novamente na escada, subi e estava de volta nas ruínas, passei pelos escombros e finalmente me via livre daquele maldito lugar.



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