História Distração - Capítulo 26


Escrita por:

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Categorias Dave Franco, Harry Styles, One Direction
Personagens Harry Styles
Visualizações 140
Palavras 2.866
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, FemmeSlash, Festa, Luta, Mistério, Romance e Novela, Slash
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


aproveitem q esse cap eh longo um tiquinho dojskwjwb

Capítulo 26 - Rumores


 

Acordei na manhã seguinte com a luz do sol atravessando a janela que ficava na parede a minha frente, me despertando. Abri um olho de cada vez, meu corpo de barriga para baixo e metade do meu rosto enterrado no travesseiro. A primeira coisa que eu vi foi o cabelo cacheado bagunçado de Harry, cobrindo um pouco seu rosto. 

Nunca tinha acordado antes dele, normalmente ele era quem estava de pé pronto para explorar a cidade às sete da manhã. 

Comecei a observar os traços de Harry, seus cílios tocando o topo de sua bochecha e sua boca estava entreaberta. Por um momento quis saber sobre o que ele estava sonhando. 

Tirei uma mecha de cabelo dele que estava cobrindo os seus olhos e suspirei, umedecendo os meus lábios ao lembrar do dia anterior. 

Eu sabia que se eu continuasse ali, não demoraria muito para ele acordar e ver eu o encarando igual uma psicopata. Apoiando minhas mãos no colchão, me levantei da cama e andei até o banheiro, fazendo a minha higiene matinal e aproveitei para tomar banho, vendo que eu ainda estava com as roupas que tinha ido para o festival. 

Uns vinte minutos depois, eu me deitei de volta na cama. Com o meu celular entre os dedos, comecei a mexer e ver as fotos que tirei. 

Senti a minha bochecha esquentando e em seguida uma mão tocou a minha cintura, subindo a blusa que eu vestia. Virei meu rosto para o lado e encontrei Harry ainda com os olhos fechados, mas eu sabia muito bem que ele não estava dormindo, principalmente ao sentir a sua mão me puxando para ele.

-Bom dia -falei, deixando meu corpo de lado e meu celular do outro lado do travesseiro. 

Harry abriu os olhos devagar, piscando algumas vezes para se ajustar a luz. 

-Bom dia, Naz.

A voz matinal dele era o meu som preferido.

-Que horas são? -perguntou ao aproximar seu rosto do meu mais um pouco e me deu um beijo da bochecha. 

-Meio dia. 

-Já? -ele arregalou um pouco os olhos e eu acabei rindo.

Assenti, sorrindo de leve.

-Tem algum plano pra hoje? 

-Aham, -respondeu Harry, um lado da sua boca se erguendo preguiçosamente- passar o dia deitado aqui. 

E foi exatamente assim que passamos aquele domingo. Assistimos algumas séries pelo meu laptop e fizemos miojo de almoço e pipoca de janta. Eram por volta das nove da noite quando Harry se despediu de mim, indo para a sua casa. 

Meus lençóis estavam com o seu perfume e talvez tenha sido por isso que eu tenha dormido aquela noite com o travesseiro que Harry tinha usado.

A próxima vez que acordei foi com o alarme do meu celular, me avisando que já era hora para me arrumar para ir para a faculdade.

Fiz a minha rotina de sempre, o que incluía eu atrasada um pouco. Entretanto, não tinha sido tão ruim porque o ônibus havia chegado mais cedo que o normal, rendendo alguns minutos extras para eu chegar na sala de aula. 

Eu estava atravessando a rua para entrar no campus quando reconheci Dave na entrada. Olhei para os dois lados e dei uma corridinha. Colocando uma mão em cada ombro dele, gritei:

-Bu!

Rindo, andei até ficar na frente de Dave e o ouvi xingar os sete ventos. 

-Oi, Dave -cumprimentei, não escondendo que tinha gostado da sua reação. 

-Eu juro, Stas, um dia desses você me mata -ele disse com uma mão no peito. 

-A sua reação valeu a pena -dei de ombro e assentindo orgulhosa.

Ele balançou a cabeça para os lados e começou a andar comigo ao seu lado.

-Mas e aí? Como vão as coisas? -eu perguntei curiosa.

-Digamos que até que bem.

-Aí sim, hein.

-E se a gente almoçar juntos e você me conta o que você anda fazendo? -ele virou o corpo um pouco para mim ao perguntar, erguendo as sobrancelhas.

-Hmm, e onde você propõe? 

-Que tal a lanchonete da faculdade? Eu sei que de segunda eles servem pizza -sorriu, levantando e abaixando as suas sobrancelhas.

Eu hesitei em aceitar. A lanchonete não era ruim, mas na hora do almoço ela sempre ficava cheia e eu sabia que se eu fosse comer lá com Dave, todos iriam ver e as fofocas começariam. Eu até conseguia imaginar o que iriam falar, principalmente depois do que eu tinha ouvido no banheiro dias atrás. Por outro lado, eu já estava cansada de ficar evitando ser vista em público com Harry e se eu começasse a fazer isso com o moreno ao meu lado, sabia que não iria dar certo.

-Não sei, Dave... -suspirei, puxando a alça da minha mochila.

-Eu pago o almoço -ele cantarolou, ainda com aquele sorriso no rosto de quem sabia que não ia ganhar um não como resposta.

Olhei para Dave por alguns segundos, hesitando.

-Okay -parei de andar, ficando de costas para a entrada do prédio que eu tinha aula- me encontra aqui à uma hora.

-Seu pedido é um ordem -ele fez reverência com a cabeça e deu um passo para perto de mim, deixando um beijo na bochecha.

Antes que eu pudesse reagir, Dave girou os calcanhares e saiu andando. 

Balancei a minha cabeça em negativa, me virando. Quando cheguei na sala, Kiera e Nicole já estavam lá, e contei para elas o que tinha acontecido.

-Você aceitou? -Nicole perguntou surpresa. 

-Sim... -estranhei seu tom, franzindo o cenho.

-E o Harry? -ela continuou.

-Que que tem ele? 

-Stas, nós vimos como vocês estavam no sábado -Kiera interviu, me olhando da carteira dela- vocês pareciam um casal.

-Mas não somos -rebati.

-E mesmo assim agem como um -Nicole disse- todas nós sabemos sobre a reputação de Harry com mulheres, e Kiki e eu não falamos nada ainda porque não tivemos tempo, mas... Stassie, você sabe o que tá fazendo?

-O que você quer dizer com isso? -franzi as sobrancelhas, não entendendo aonde ela queria chegar- Harry e eu somos amigos, nada mais do que isso, gente.

Falar aquilo deixou um gosto amargo na minha boca, não sei se foi porque eu estava mentindo para as minhas amigas ou para mim mesma.

-E ele sabe disso? -Nicole perguntou.

Revirei os olhos.

-Por que estamos falando sobre o Harry? Eu vou sair com o Dave, não com Harry.

-Não precisa entrar na defensiva. 

-Não estou na defensiva, Nick.

Droga.

Kiera abriu a boca para falar alguma coisa, mas o professor entrou na sala naquele momento e começou a falar para o pessoal ir entregar o trabalho de algumas semanas atrás na mesa dele. 

O resto do período da manhã, nenhuma de nós três falamos sobre Harry e eu de novo, e quando o sinal para o almoço tocou, me despedi das meninas como sempre e desci as escadas. Encontrei Dave encostado na parede ao lado das portas de entrada do prédio com um livro nas mãos.

-O que você tá lendo? -eu perguntei parando ao seu lado.

Dave ergueu os olhos, fechando os livros. Um lado da sua boca se puxou, formando um sorriso.

-Um livro pra aula de amanhã -respondeu, o guardando na sua bolsa de couro marrom de lado.

-Bora almoçar? Eu tô morrendo de fome.

-Vamos -ele desencostou seu corpo da parede, me puxando para andar ao seu lado.

Enquanto estávamos andando até o refeitório, Dave me contou sobre a sua manhã e a pegadinha que um dos caras da sala dele fez na professora do primeiro período, afrouxando todos os parafusos da cadeira dela, a fazendo cair quando a mesma se sentasse. 

-Mas que coisa mais de Ensino Médio, -eu disse rindo- já vi coisas melhores aqui. 

-É? -Dave me olhou curioso, empurrando a porta de vidro do refeitório e me deixando entrar primeiro- Tipo o que? 

-Uma vez, uma menina colou a foto dela na sala inteira da professora que a odiava e com a legenda 'sua aluna preferida', só que ela não apenas colocou fita adesiva para deixar a foto dela na parede -balancei a cabeça, entrando na fila para pegar um prato e bandeja- ela usou cola de madeira que é muito forte, atrás da foto e na frente. Foi praticamente impossível tirar as duzentas fotos dela da parede -eu ri, lembrando.

-Espera, você teve que tirar da parede por que? -fiquei quieta, colocando algumas coisas no meu prato- Anastasia, você participou da pegadinha?

Não o respondi, apenas o olhando de canto de olho.

-Não! -ele exclamou, entendendo o meu silêncio- Você era a garota da foto?

-O que eu posso dizer? -suspirei dramaticamente, jogando meu cabelo para atrás do ombro- Inocente eu não sou.

Dave riu, me fazendo rir junto. 

-Você era uma daquelas garotas rebeldes? 

-Não, eu acho que não -parei um pouco para pensar, não me considerando de fato uma rebelde no ensino médio- a professora Matilde apenas me odiava e eu queria dar um motivo para tal sentimento.

Chegamos na parte do caixa e pesamos os pratos. Fiz menção de pegar a minha carteira dentro da minha mochila, mas Dave foi mais rápido, estendendo uma nota de vinte para a moça atrás do pequeno balcão. 

-O que? Promessa é promessa -ele piscou para mim, dando de ombros.

Conseguimos encontrar perto das janelas que tinha acabado de esvaziar. Me sentei de frente para Dave, deixando a minha mochila na cadeira ao meu lado.

Eu contei para ele sobre as últimas semanas, o que tinha acontecido e de alguma forma entramos no assunto de como é a contagem dos anos de um cachorro.

-Mas não faz nenhum sentido, -eu argumentei em certo ponto, colocando meu cotovelo em cima da mesa e apoiando a minha cabeça na minha mão- por que são sete anos por um? É a mesma coisa de quando falam que os gatos tem sete vidas. Eu sei que dos gatos é mito, tipo dã, é impossível eles serem praticamente imortais, mas os dos cachorros é o que fode com a minha mente, tipo quem escolheu o número sete? 

Eu parei de olhar para o nada e virei para Dave, sendo pega de surpresa ao perceber que ele já estava com os olhos em mim. 

-O que foi? -eu perguntei estranhando a forma como ele me olhava.

-O quê? 

-Por que você tá me olhando assim?

-É que você fica linda quando tá confusa -respondeu ele, balançando a cabeça para os lados sorrindo com os lábios fechados.

Não fica corada.

Não fica corada.

Não fica corada.

Fiquei repetindo isso mesmo que eu sentia as minhas bochechas queimarem de vergonha.

-Cala a boca, Dave -ri, tirando meu braço da mesa e encostando as costas na cadeira.

-É a verdade -deu de ombros.

Olhei para o lado, respirando fundo e tentando esconder a vermelhidão do meu rosto dele, quando notei os olhares curiosos focados em nós. Tentei ao máximo não ligar e voltei a olhar para Dave, mudando de assunto. Ficamos na lanchonete mais uns quinze minutos conversando e ocasionalmente paquerando, até que deu o horário para a minha próxima aula e Dave ofereceu me levar até a porta da sala.

-Você tem quantas aulas de tarde hoje? -ele perguntou andando ao meu lado pelo campus.

-Mais duas só, -falei, desviando de um grupo de meninas que estavam na minha frente- você tem alguma hoje? 

-Não, amém -ele riu. 

Conversamos mais um pouco e ao nos despedirmos, Dave deixou um beijo no canto da minha boca, fazendo meu coração pular uma batida. Fiquei encostada na soleira da porta até ele sumir da minha vista e entrei para a sala.

As meninas ainda não estavam lá quando me sentei, então fiquei mexendo no celular até elas chegarem. Quando fui contar sobre como tinha sido com Dave, Kiera foi mais rápida.

-Eu tava subindo as escadas pra vir pra cá com a Nick e umas garotas do curso de Química que eu conheço me pararam e perguntaram se você e o Dave estavam ficando e eu perguntei o motivo da pergunta e elas me contaram que ouviram de umas amigas que viram vocês dois almoçando juntos.

-Essa foi rápida -murmurei, não acreditando que no tempo de eu sentar na mesa da lanchonete, almoçar e voltar para a sala, as minhas amigas já sabiam o que tinha acontecido- Elas falaram mais alguma coisa? 

-Só que parecia um encontro, mais nada -Kiera respondeu.

-E como foi? -Nicole questionou curiosa.

-Dave foi um fofo, como sempre, -falei meio agradecida pela mudança de assunto- ele pagou o meu almoço e parecia realmente interessado no que eu estava falando, e gente... -respirei fundo, fechando os olhos por um momento antes de olhar para as meninas e sorrir- Ele é tão lindo que chega a doer. 

Contei mais um pouco de como tinha sido até a professora começar a aula de fato. O resto das aulas foram passando rápido e fui para casa, sonhando com a pizza que tinha sobrado do dia anterior. Dentro do ônibus, liguei para os meus pais, conversando um pouco.  Á noite, mandei mensagem para o Harry, perguntando se ele tinha ido para a faculdade hoje, uma vez que não o tinha visto.

Fui dormir perto das onze horas com os livros ao meu redor no meio de uma das lições que eu tinha perdido. Ao acordar no dia seguinte, meu notebook quase caiu no chão por eu ter me levantado no susto com o som do meu alarme. Me arrumei, saindo de casa não tão atrasada como normalmente. No caminho, chequei meu celular e não encontrei nenhuma resposta de Harry para a minha mensagem da noite anterior. Não dei muita atenção e respondi as outras mensagens, guardando o celular quando desci do ônibus na minha parada. 

A manhã passou devagar e eu estava contando os minutos para chegar na quarta aula, que era a minha favorita. No almoço, Nicole disse que ia ficar para almoçar com Josh e me despedi de Kiera que ia encontrar o mesmo cara do festival para comer na padaria cara. 

Fui andando até o ponto de ônibus e avistei Harry de longe. Feliz por finalmente encontrá-lo, acelerei o passo até ele.

-Oi -cheguei cantarolando e parei ao seu lado- eai? 

-Oi, Naz -ele cumprimentou, sorrindo de lado.

-Por que não respondeu a minha mensagem de ontem? -eu queria tirar a minha curiosidade, não demorando.

-Esqueci -deu de ombro e olhou para algo atrás de mim. 

Ele ergueu o braço, dando sinal, e percebi que tinha chegado a lotação. Foi então que notei a faixa ao redor da sua mão. 

-Harry, o que- 

O ônibus chegou e Harry entrou, sem me responder. O segui, pagando pela minha passagem e passando pela catraca. 

-Ei, -falei quando no sentamos e eu sabia que não teria para onde ele esquivar e evitar de me responder- teve alguma luta do Submundo? 

-Como assim? -ele perguntou, como se não soubesse o que eu estava falando.

-A sua mão? -eu disse devagar, alternando meu olhar da faixa que a cobria e seus olhos- O que houve? Foi uma luta do Submundo? 

-Ah, não, foi um acidente.

-Tá tudo bem agora? 

Eu percebi que Harry não queria me contar o verdadeiro motivo de ter machucado a sua mão e decidi respeitá-lo, dando seu espaço e não o pressionando. Já aprendi a minha lição. 

-Sim, nem sinto dor mais.

-Que bom.

Fiquei o olhando por alguns segundos, o observando.

-Quer ir pra minha casa hoje? 

-Não vai dar, um cara vai vir pra ver um dos canos que tinha quebrado algumas semanas atrás. 

Eu o conhecia o suficiente para saber quando ele estava mentindo ou não, e naquela hora, eu sabia que ele tinha acabado de mentir na minha cara. Alguma coisa não estava bem e eu tentei relembrar se eu tinha feito algo para deixá-lo distante, mas nada me veio. 

-Por que você tá estranho comigo? -eu perguntei, não aguentando o clima que estava entre nós.

-Eu não tô estranho -ele respondeu fracamente.

-Está sim e você sabe. 

-Não é nada, Naz. 

-É o suficiente pra você não agir normal comigo -argumentei.

Quando o ônibus passou do ponto que eu descia e eu não me mexi, Harry tentou mudar o foco da conversa.

-Aquela era a sua parada.

-Você vai falar por que tá estranho comigo? 

Silêncio. 

Harry não me respondeu e ficamos alguns minutos em mais silêncio. O próximo ponto era o de Harry e eu apertei o botão do ônibus, dando sinal para parar. Segui Harry para fora do ônibus e quando ele notou que eu o estava seguindo apenas revirou os olhos e continuou a andar. 

-Naz, vai pra casa -ele disse quando viramos na rua do seu prédio. 

-Não quero ir embora sabendo que você tá chateado comigo. 

-Eu não tô chateado, acredite -ele soltou uma risada sarcástica, me confundindo mais ainda.

-Então você admite que tem alguma coisa te incomodando? -falei vendo ele tirar a chave da bolsa e gira-lá entre seus dedos.

-A gente se fala depois, Naz -avisou ele, parando na frente da porta do seu prédio enquanto a empurrava.

Por um instante, eu hesitei. Dividida entre dar meia volta e ir embora, possivelmente adiando a discussão que iria acontecer, ou ficar e seguir Harry. 

No final, me arrependi da minha decisão.


Notas Finais


o q será q vai acontecer??? eis o mistério dkjsks


eai? gostaram?


até o próximo<3


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