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História DIVE; jikook - Capítulo 2


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Notas do Autor


oi, já voltei nenens

esqueci de dizer nos avisos do capítulo anterior que sempre haverá uma frase no início de cada capítulo. E que, toda vez que houver alguma mídia (foto), será de um momento retratado da fic.

beijinhos, espero que gostem~~~

Capítulo 2 - Contra a corrente.


JEON JUNGKOOK & PARK JIMIN

"Podemos não replicar as coisas em que perdemos, mas colocamos algo novo no lugar."

— DIVE.

🦋

 Jimin estava com aquelas orbes castanhas luminosas queimando nos seus olhos. Esperando algum tipo de pergunta ou reposta — já que Jimin estava perto demais da sua casa e olhava com cara de poucos amigos —, o desconhecido continuou limpando as suas mãos no próprio pano que, outrória, era branco.

Quando percebeu que todo aquele silêncio estava ficando constrangedor, o garoto guardou o pano no bolso direito da calça e estendeu a sua mão tatuada e grossa na direção do Park, que não sabia direito o porquê de estar parado na frente da casa de outra pessoa sem ter algo para fazer ali.

— Jeon Jungkook. – Sorridente, o dono dos fios levemente longos e castanhos trouxe a própria mão de volta para si quando percebeu que Jimin não iria cumprimentá-lo.

Jeon tinha olhos orientais, tatuagens diversas, um piercing reluzente no canto dos lábios finos e avermelhados e, sem esquecer, do corpo todo sujo de graxa e sujeira. Deveria estar ocupado desde cedo, já que parecia cansado e ofegante.

— Você é o novo morador? Vai morar aqui sozinho? – Jimin indagou, esquivando o corpo dos ajudantes do caminhão de mudança parado em frente a casa, que não pareciam se importar se havia alguém na frente deles e das suas caixas. Só queriam ir embora.

Jungkook sorriu envergonhado ao perceber e voltou a olhar para o loiro, que tinha os olhos passeando pelas caixas e janelas da entrada da casa. Viu aquela mesma casa desde que era pequeno, não tinha nem sequer conhecido outros moradores que não fossem os mesmos que o convidava para tomar café oh jantar de vez em quando. 

Ver alguém novo em uma cidade tão pequena e afastada como aquela era algo imprevisível e novo. Nem sempre acontecia de pessoas escolher uma cidade pequena do que uma um pouco mais populosa, por mais que a maioria das pessoas procurassem aquela cidade de Seattle por conta da boa educação das escolas e ótimos serviços.

Uh-hum, vim morar sozinho aqui. - Jungkook olhou a casa envolta, mas logo voltou a olhar para os olhos e as bochechas robustas do Park. Adorável, pensou. — A vizinhança é boa? 

— Ótima.

— Certo, e você não vai mesmo me dizer o seu nome? – Jeon perguntou mais uma vez, com um meio sorriso estampado nos lábios finos e o olhar fixo nos olhos do outro.

Jimin sempre foi bom em fazer amizades e se enturmar ligeiramente rápido, mas não tinha nem se tocado que, em algum momento daquela conversa, aquele assunto havia vindo à tona. Jungkook não parecia ser uma pessoa boa, nem uma pessoa ruim, parecia ser uma pessoa neutra. Senão fosse pelas argolas brilhantes nas orelhas, as tatuagens diferentes e as caixas abertas com alguns trófeis de futebol e medalhas — no qual Jimin já havia notado —, Jimin diria que Jungkook é o tipo de pessoa na qual ele evita ter algum tipo de amizade.

Antes que pudesse responder, na casa direita ao lado da de Jeon, a porta de entrada daquela casa de dois andares, jardim florido e dois carros na frente foi aberta, mostrando um homem nativo americano, com cabelos levemente grisalhos e uma barba bem feita apareceu, mas nem Jimin e nem Jungkook notaram a presença do mais velho, que observava-os com atenção.

— Jimin?! – A voz grossa e levemente rouca do homem soou, chamando a atenção de ambos para virarem o olhar em direção a porta.

Enquanto Jungkook abria um sorriso largo por saber o nome do loiro, Jimin abaixou a cabeça brevemente e mordeu o lábio inferior com força, sentindo o olhar quente de Jeon de volta no seu corpo.

Jungkook é o tipo de pessoa no qual dar de sentir o calor, mesmo de longe.

Sem ter muito o que falar ou o quê fazer, Jimin levantou a cabeça, arrumou a alça da mochila de volta no ombro direito e deu mais uma olhada na frente da casa do moreno, antes de voltar para a calçada e caminhar até o seu gramado.

Antes de entrar dentro de casa, Jimin ouviu uma risada baixa do moreno, mas não perdeu muito do seu tempo para virar a cabeça para trás e olhar de novo para o tal novo morador de Seattle, Jeon Jungkook.

A única coisa que separavam aquelas duas casas era uma linha baixa de arbustos com flores roxas. Dessa forma, Jungkook e Jimin tinham a vista perfeita da casa um do outro, dos carros estacionados na frente da casa e da calçada coberta por ipês amarelos à poucos metros.

Era um bairro muito bonito, cheio de casas aconchegantes em estilo americano e flores na frente dos jardins, algumas casas, mais que outras. Seattle era o típico lugar no qual, em toda esquina, há uma cafeteria pequena ou uma barraquinha de cachorro-quente nas noites de sexta-feira.

Seattle é, sem sombras de dúvidas, um lugar muito bom de se viver.

— Vi que já conheceu o nosso novo vizinho. – Seu pai, um homem alto, com cabelos grisalhos e um tanto quanto vaidoso perguntou assim que Jimin limpou os tênis no tapete da porta de entrada, com a pele gelada e a camiseta branca ainda úmida cheirando a cloro.

— Não e sim, só sei o nome dele e que ele tem umas tatuagens aleatórias no corpo. Isso importa, pai?

Jimin caminhou pelo corredor em frente à porta e deixou a sua mochila e o seu bolo de chaves em cima da mesinha cristalina, caminhando até a cozinha conjugada com a sala na tentativa de conseguir comer alguma coisa. Por conta dos treinos consecutivos e de ter que manter a forma física sempre, Jimin mal tinha tempo para comer nos intervalos dos treinos — e, quando tinha, sempre comia o mais rápido possível.

Seu pai, Andrew, voltou a ajeitar o seu terno no corpo enquanto encarava o seu reflexo no extenso espelho do corredor, desviando o olhar para ver se Jimin iria mesmo comer. Desde que ficaram só os três dentro de casa, Andrew passa horas do seu dia se preocupando com o bem-estar e saúde mental dos filhos; sempre tentando puxar algum assunto que não chegue perto do "maternal".

Com as mãos geladas, Jimin fazia um sanduíche de queijo na torradeira, enquanto caçava um suco natural na geladeira, mas só conseguia ver comida e as bolachas abertas da sua irmã mais nova, Eleanor.

— O senhor já levou a Eleanor? – Jimin perguntou ao pegar o pacote de bolacha aberta de dentro da geladeira, colocando-o em cima do mármore do armário.

— Levei, mas ela deixou uma cartinha em cima da mesa de jantar pra você. – Andrew apontou o dedo indicador na direção da mesa em frente à ilha de mármore.

Jimin abriu um sorriso largo ao ver o papel pintado de giz-de-cera rosa em cima da mesa, dobrado em forma de uma carta. Nele, a gravura escrito "Eleanor ama Jiminnie" era notável, o que fez com que Jimin quisesse explodir de amor.

Eleanor sempre foi tão adorável, uma criança de cabelos levemente longos e escuros e dona dos melhores giz-de-cera do mundo, como ela mesmo se intitula.

Com os olhos fixos na cartinha, Jimin ouviu o som dos sapatos do pai até a cozinha, pegando o coldre de cima da mesa e posicionando-o na cintura, atrás do terno escuro enquanto seus olhos ainda estavam cravados em Jimin, que estava praticamente devorando o seu pão com queijo de tamanha fome.

— Filho? – Jimin virou-se para o mais velho, com a testa franzida e tentando limpar os grãos do pão da sua bochecha. — Vai ficar bem hoje? Eu juro que vou tentar voltar o mais cedo possível, sei que não gosta de ficar sozinho em dias como esse.

— Pai, isso não é verdade.

Aquilo era verdade.

— O senhor pode ir trabalhar tranquilamente, eu com certeza vou passar a tarde toda em ligação com a Spencer ou vendo alguma coisa no HBO. Está tudo bem, eu estou bem, juro. – Jimin viu seu pai abrir um sorriso e olhá-lo com uma feição triste.

Andrew caminhou até o loiro e deixou um selar no topo da sua cabeça, como sempre fez há quase dezoito anos. Em seguida, o mais velho caçou o bolo de chaves no bolso do seu paletó e caminhou até o corredor em frente à porta de saída, cruzando a sala e a cozinha que cheirava à queijo queimado por conta da torradeira.

Antes de cruzar a porta de entrada, Andrew virou-se para trás e olhou para Jimin, que tinha as maçãs das mãos apoiadas na ilha de mármore, os ombros tencionados para baixo e o olhar fixo na janela do seu lado.

— Filho, você pode colocar um dos vinhos do meu escritório na geladeira? – Jimin virou o olhar para o pai, não entendendo o porquê que teria que retirar um dos vinhos da vitrine d ok escritório para colocar na geladeira, já que o seu pai não tinha mais o hábito de beber. — Eu convidei o vizinho do lado pra jantar com a gente hoje à noite.

— O senhor Jeremy e a filha dele? – Jimin perguntou receioso, se referindo ao vizinho do lado da sua casa, o mesmo dos últimos dezoito anos.

— Não, o tatuadinho daqui do lado... Como que é o nome dele... – Andrew desviou o olhar para o chão, tentando lembrar o nome do seu novo vizinho. Enquanto, na mente do Park, o nome de Jeon piscava na sua mente como luzinhas de natal.

Jimin arregalou os olhos e ficou encarando o seu pai, esperando para dizer que fosse brincadeira. Ninguém — que não fosse os amigos do Jimin — tinham o costume de jantar com a família. Nem mesmo Andrew, como bom homem desconfiado que era, não tinha muito o costume de colocar pessoas desconhecidas dentro da sua casa assim, logo de cara.

— Jeon Jungkook, pai.

— Isso! – Andrew estalou os dedos e abriu um sorriso, mas logo o desmanchou quando viu que Jimin continuava neutro. Geralmente, quando o mais velho convidava alguém para ir até lá, Jimin abria um sorriso gigantesco de felicidade. — Filho, ele é novo na cidade, acabou de chegar e não conhece ninguém. Também é da mesma descendência que a sua, é só um jantar de boas-vindas à cidade, tudo bem?

— Sim senhor, sem problemas.

Jimin nunca gostou muito de contrariar o seu pai, sempre teve uma ótima relação com o mais velho e o respeito reinava entre os dois. Mesmo que quisesse perguntar do porquê do convite para o jantar, Jimin apenas passou os olhos pela figura do seu pai e assistiu-o sair porta afora.

🦋

    Park passou a metade da tarde só vendo filmes antigos em ligação com Spencer e o namorado da loira. Na outra metade da tarde, Jimin buscou Eleanor na escola, viu alguns desenhos com a menor, arrumou a casa, pegou um dos vinhos antigos do seu pai no escritório e perguntou ao seu pai se ele traria comida, e o mais velho respondeu que sim. Aliviado por ter menos uma coisa para fazer, Jimin quase explodiu de ansiedade quando olhou no relógio e viu que já eram seis horas da tarde e nem banho havia tomado ainda, sendo que sei pai chegaria às sete.

Mesmo cansado, Jimin tomou um banho rápido e se arrumou com uma roupa bonita e confortável, ventindo um moletom cinza novo que havia comprado quando foi fazer compras — ou melhor, quando foi obrigado a ir fazer compras — com os seus amigos no final de semana passado.

Jimin tinha um porte muito bonito: não era tão alto como os outros garotos de um metro e oitenta, mas tinha lá os seus charmes. Por conta da natação, Jimin estava sempre em forma e suas coxas eram robustas, mesmo que estivesse sempre preocupado com a sua forma física; suas bochechas eram gordinhas, assim como os seus dedos sempre cheios de anéis finos e brilhantes; em uma das orelhas, Jimin usava argolas discretas e o seu cabelo levemente loiro estava sempre arrumado, as vezes só com uma pequena fenda entre as repartições que mostravam a sua testa.

Park Jimin sempre foi inseguro em questão à si mesmo desde o jardim de infância. No fundamental, Jimin era o único asiático da turma e, naquela época, era sempre o "garoto diferente demais", coisa que gerava bullying na maioria das vezes. Hoje em dia, no ensino médio, a escola inteira já esqueceu que Jimin, um dia, foi um garoto "acima do peso com olhos orientais".

As pessoas sempre querem ficar perto do atleta escolar. Sempre tentando fazer amizade com os seus amigos, abrindo sorrisos falsos para ele no meio do corredor da escola ou até mesmo se jogando para cima dele na carteira escolar no meio da aula — mesmo que todo mundo soubesse que Jimin é gay.

— Isso vai ser um desastre... – Jimin balbuciou para si mesmo enquanto ajeitava os fios do cabelo com a ponta dos delos, através do reflexo do espelho do corredor.

Estava bonito, por mais que estivesse vestindo apenas uma calça jeans escura e um moletom, Jimin sempre conseguia ficar elegante. Era quase um boneco de porcelana, sempre com a pele sem espinhas e pele bem cuidada.

Seu celular vibrou no seu bolso mais algumas vezes e quando finalmente o tirou do bolso, Jimin abriu um sorriso ao ver o nome da Spencer na tela do celular, com alguns emojis de coração cor-de-rosa e uma lua minguante.

Graças a Deus atendeu esse telefone! – Jimin teve que afastar o celular da orelha ao ouvir o grito da garota do outro lado da linha assim que atendeu a ligação. — Enfiou esse celular no rabo, Park?

— Queria ter enfiado. – Riu, caminhando com o telefone na orelha até o sofá, onde se jogou nele de forma desleixada com o pé apoiado no carpete bege.

E então, o tatuadinho já chegou?

— Não, acho que ele vai vir com o meu pai – Jimin parou de falar assim que ouviu o barulho de salgadinho sendo mastigado no outro lado da linha. Provavelmente, Spencer estava comendo o salgadinho que os dois haviam comprado no dia anterior e estava assistindo Breaking Bad sem ele. — Espera, você está mesmo assistindo à nossa série sem mim?! Spencer, você quer morrer, caralho?

Jimin perguntou enquanto ouvia a risada exagerada da amiga do outro lado da linha, que não sabia esconder o riso quando ouvia Jimin bravo — ou pelo menos quando tentava parecer durão.

Você não veio aqui hoje, o quê é que eu posso fazer?!

— Ah, sei lá... Talvez me esperar?

— Aí, Park fodido Jimin, outro dia a gente assiste, agora o que eu quero mesmo falar é que você finalmente não mora mais do lado de um alcoólotra e da filha drogada dele. Agora tem um 'puta gostoso aí do lado, fica feliz!

Jimin soltou uma risada anasalar ao ouvir as palavras felizes da Spencer, que parecia mesmo estar falando sério. Enquanto tinha os seus olhos fixos no lustre do teto da sala, Jimin balançava a perna esquerda ansiosamente enquanto só conseguia pensar no que diabos seria daquele jantar.

Já ouviram aquele ditado do "se você fica pensando muito em uma coisa, ela acaba acontecendo no final"? Era exatamente como Jimin começou a se sentir quando ouviu a campainha da sua casa soar pelas paredes.

Seu pai nunca tocava a campainha, pelo menos não quando estava desacompanhado. Eles haviam vindo juntos, sério?!

— Eu ouvi um barulho de campainha! – A voz animada da loira expressava o quanto parecia estar ansiosa, ainda mais do que Jimin.

— Eu viu desligar, mas vê se não assiste tantos episódios sem mim! Eu te amo, tá bom?

— Eu também amo você.

Aquelas foram as últimas palavras que Jimin ouviu antes da chamada ser encerrada.

Enquanto voltava a colocar o celular no bolso direito da calça, Jimin caminhou até o espelho, deu uma última ajeitada nos fios loiros e foi até a porta, se preparando para ter um jantar com o seu pai, a sua irmã caçula e um completo estranho que havia acabado de se mudar para a casa ao lado da sua.


Notas Finais


oioi, voltei porém já me vou, adios


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