1. Spirit Fanfics >
  2. Divergência de Destinos >
  3. Capítulo 27

História Divergência de Destinos - Capítulo 27


Escrita por:


Notas do Autor


Fala, meus queridos! Tudo bem com vocês?
Como prometido, hoje temos mais um capítulo! Ansiosos? Porque eu estou! E muito!
Acho que não estaria exagerando em dizer que esse é, sem dúvidas, um dos meus capítulos preferidos de todos os tempos!
Bom, tenho uns recadinhos, mas a gente deixa pro final, o que acham?
Sem mais delongas, bora pro capítulo!
Aproveitem a leitura :3

Capítulo 27 - Capítulo 27


Depois de uma conversa com a líder da Tríade e com seu residente, Nighteye pede a licença dos jovens heróis e se afasta. Tora acompanhava cada um de seus movimentos com olhos atentos e uma tensão que preocupava o melhor amigo.

-OK, agora chega. - ele a olhava, com olhos semicerrados - O que aconteceu de verdade?

-Complicado de explicar... - ela diz, bebericando o suco e vendo o herói deixar o refeitório - Tenho que ir. - ela diz, se levantando logo em seguida, sem sequer olhar para o maior.

-Tora! - ele grita, mas revira os olhos ao ver que ela já se afastava.

Seguir Nighteye não fora nada difícil, o que era um alívio. Assim que percebe que ele a esperaria no gramado à frente da escola, Tora decide soltar um pulso de poder, vendo se não havia ninguém dentro do prédio que pudesse ouvir a conversa. Ao perceber que estavam sozinhos, ela respira fundo, se aproximando com uma seriedade fria nos olhos.

-Me diga que não contou para o meu pai.

O herói se vira imediatamente na direção da mais nova, com os olhos semicerrados.

-Eu que faço as perguntas, mocinha.

Ela suava de nervoso, suspirando pesadamente.

-Não foi a visão mais agradável, eu tenho que admitir. - diz ela, coçando a nuca.

O herói aperta os olhos, com pena em seu semblante.

-Ela está fora de controle? - ele diz, com a voz embargada.

A esta altura, Tora estava cabisbaixa ao assentir com a cabeça.

-Está. Tem um tempo já. - a garota tinha olhos vítreos.

O herói se torna mais pálido, assentindo devagar, enquanto escolhia as próximas palavras com cuidado.

-E você faria... - ele engole em seco, sentindo o pavor crescendo dentro de si - O que eu vi?

Tora parece tensionar o corpo todo de uma só vez. Devagar, ela ergue os olhos até encontrar os do mais velho.

-Você falou com meu pai, Sir? - ela tinha um tom de voz sereno, sem emoção alguma.

-Tora! - ele grita, dando um passo na direção dela.

-Responda... - ele percebe que ela começava a suar - E te direi o que quiser.

O herói a encara por um segundo, mas logo solta um suspiro.

-Não. - ele coça a nuca - Ainda não.

A garota suspira, colocando a mão no peito de alívio.

-Ótimo. - ela diz, assentindo devagar - Não diga nada a ele.

-Mas...

Ele tenta dar um passo adiante, mas ela ergue as mãos, fazendo com que ele parasse na mesma hora.

-Eu tentei, Sir. - a notícia faz o herói gelar, ainda mais pálido. Tora suspira - Foi só uma vez... Eu juro que foi só uma vez. - ela fecha os olhos com a memória vindo em sua mente, assim como os gritos apavorados de seus irmãos depois de a encontrarem - Mas nada aconteceu. - ela respira fundo, voltando a abrir os olhos - Foi a única vez que fui grata por ter falhado.

-Tora. - ele diz, pegando-a pelos ombros - Eu a vi morrer... - a voz dele tremia e ela suspira, desviando os olhos - Vi você tirar a própria vida! - ele diz mais alto, fazendo com que ela voltasse a olhá-lo, com mais tristeza em seu semblante -  Você... - ele a abraça, tremendo - É só uma criança.

-Nada aconteceu, Sir. - ela diz, retribuindo o abraço e falando baixinho - E nada vai acontecer. - ela sorria, calmamente - As coisas estão diferentes agora. - ela aperta com determinação uma das mãos dele - Eu não vou morrer. - ela pisca - Não provamos que podemos mudar o futuro? Vou mudar esse também.

Por mais que ela tentasse acalmá-lo, Nighteye estava claramente abatido e preocupado.

-Seu pai tem que saber... - ele diz, olhando no fundo dos olhos da mais nova.

-Nada aconteceu. - seu sorriso some e ela o olha com firmeza - Não diga a ele. - o olhar se suaviza quando ela desvia os olhos - Ele apenas vai se culpar por tudo isso...

-Sua mãe sabe? - pergunta ele, ponderando nas falar da menor.

Novamente Tora volta a tensionar o corpo, divergindo os olhos.

-Tínhamos mais com que nos preocupar...

-A Tigresa não é brincadeira! - ele diz, apertando seus ombros com mais força.

-Sei disso melhor que qualquer um... - ele fecha os olhos e ela suspira - Sir, vou lutar contra esse futuro com toda minha força. - ela fica em silêncio e seus olhos se encontram, com ele vendo seu sorriso triste - Mas...

O herói suspira, enfim se afastando e tocando a têmpora. Tentava conter o tremor pelo corpo.

-Se a visão continuar... - os olhos dela se erguem, brilhantes. Ele suspira - Somente então, eu direi a ele.

Um sorriso enorme surge em Tora, que abraça o mais velho com carinho.

-Combinado. - ela diz, mais aliviada.

-E a ela. - completa o herói, sério.

A tensão volta à pequena, que diverge os olhos novamente, murmurando.

-Aí podemos chegar a um impasse.

Nighteye sabia que Myrna além de uma poderosa Sombra era uma mãe amorosa e que via nos filhos seus tesouros. O simples fato de Tora negar tanto dizer algo tão grave a ela...

-O que aconteceu na Montanha? - ele sussurra.

A tensão dá espaço à tristeza, quando os olhos de Tora ficam vítreos.

-A pergunta certa seria: o que vem acontecendo na Montanha? - ela olha para cima, com a fraqueza dando espaço à força daquela pequena - As coisas estão um caos... - ela nega com a cabeça - Quando se ajeitarem, eu a chamo.

-Jure. - ele diz, firmemente.

A garota o olha com seriedade, assentindo devagar e com determinação.

-Tem a minha palavra.

Nighteye sabia o valor da palavra de uma Sombra. Ele assente. Sim, aquilo bastaria.

-Eraser sabe disso? - ele pergunta, com a mão no queixo.

Tora dá de ombros, tentando relaxar os ombros ao girar os braços. Ela faz uma careta com o movimento.

-Ele sabe que tem algo de errado. - ela o olha, fechando os olhos de maneira displicente - Mas sabe tanto quanto os outros.

-Tanto quanto seu pai? - ele diz, cutucando de novo.

Tora sorri para o herói, soltando um suspiro ao bater os braços do lado do corpo novamente.

-Eu sei que quer dizer a ele. Sei o quão leal você é... - seu olhar fica mais sombrio - Mas isso o mataria, Sir. - ela fecha os olhos com força - Não conte. Eu imploro.

O herói se aproxima, tocando os ombros da menor com carinho.

-Confiei em você antes e sempre confiarei. - ele a abraça - Mas tenha cuidado com seus planos ardilosos...

Ela se afasta do abraço com um sorriso felino.

-Do que está falando? Eu sempre tenho.

-Sei... - ele diz, revirando os olhos, mas voltando a sorrir - Você... - ela o questiona com os olhos e ele continua, sério - Está realmente feliz?

Os olhos de Tora brilham com a pergunta, ao mesmo tempo que ela volta a olhar na direção da escola. Sem saber se fora conscientemente ou não, Nighteye vê um sorriso fugir de seus lábios.

-Pode parecer mentira, porque nem sempre eu mesma acredito, mas... - aqueles olhos azuis brilhavam como o mar ao amanhecer - Estou chegando lá...

 

Assim que o assunto termina, o sinal toca e a garota se despede com um abraço. Ao chegar no corredor, ela decide parar no banheiro antes de entrar na sala, afinal, Eraser sempre atrasava um pouco. Assim que fecha a porta, ela respira fundo, sentindo as pernas trêmulas.

A cena ainda estava viva em sua memória. A cena em que ela enfiava uma curta adaga conhecida em sua barriga, assim que sentia que sua Individualidade ganhava a guerra de controle.

A garota apoia as duas mãos nas bases opostas de uma das pias do banheiro coletivo.

Suicídio.

Começando a suar, ela respira fundo, tentando conter a respiração fora de ritmo, erguendo os olhos para seu reflexo. Dizer que jamais pensara nisso, especialmente depois de ter tentado e de Tigresa ganhar tanta força... Seria mentira. Mesmo assim, ainda tinha contas a acertar e, por mais que doesse admitir que a escola não era tão ruim quanto imaginava, tinha consciência da situação em que deixara as Sombras.

Ela desvia os olhos de seu reflexo.

Ver Shoto depois de tantos anos. Ganhar amigos. Conhecer o novo herdeiro de seu pai... Ela semicerra os olhos. Tudo aquilo não passava de uma ilusão de felicidade. Sabia o que deveria ser feito. Sabia que a Montanha a aguardava e que sua volta era inevitável.

Ela fecha os olhos com força.

Mas aquele lugar tinha um motivo para se chamar de Montanha Amaldiçoada.

As memórias ruins, traumas e cicatrizes que levara de lá... Enquanto na U.A....

Tora se surpreende ao sentir uma lágrima sair de seus olhos. Ela ri baixinho.

-Agora entendi como queria me salvar, sensei... - ela olha para seu reflexo, com o sorriso sumindo ao ver a imagem tão semelhante à de sua mãe - Mas não posso fugir... - ela aperta a pia com força - Eu queria, mas... - ela trinca os dentes - Não posso...

A garota respira fundo, se surpreendendo ao ouvir um som de mensagem. Ela ri com o nome do melhor amigo na tela, com ela deixando o banheiro em seguida, sem sequer olhar para seu reflexo outra vez.

Assim que chega na sala, ela fica de cabeça baixa até que se aproxime do velho amigo.

-Tor! - ele exclama, com feições preocupadas - Tudo bem lá?

Ela parece ouvir cochichos, mas ignora todos eles, ao sorrir para o maior.

-Tudo em ordem, seu super protetor chato. - ela dá um peteleco em sua testa, mas ouve o celular, que a confunde - Mas o que...?

-Mensagem? - ele diz, indo para seu lado e vendo a tela.

-Parece que sim... - ela coça a nuca, abrindo para que o amigo olhasse também - Yu-nii? Ué...? - ela franze o cenho - Ele vem buscar a gente... Disse para eu levar você, o Deku e... - ela perde a cor do rosto.

A ação involuntária faz o calor do lado esquerdo do melhor amigo de elevar, enquanto ele olha na direção do aluno prodígio.

-Bakugou... - algo em seu tom tinha uma fúria que faz Tora se encolher, mas ela logo revira os olhos.

-Para de ser besta. - ela dá outro peteleco no maior.

-O que será que ele quer? - ele diz, mais sério, mas voltando a se acalmar.

-Ele tinha me dito que um amigo nosso que é policial queria nos ver... - ela volta a olhar para o telefone, com o cenho franzido - Mas levar vocês...

Eraser entra logo em seguida, com feições cansadas e abrindo a boca em um enorme bocejo.

-Sentados, vocês dois! - grita ele, com os dois obedecendo imediatamente.

-Quando ia me contar que ia para a delegacia? - sussurra o mais velho.

Tora apenas dá de ombros, abrindo um livro na mesa e se espreguiçando para deitar em seus braços atrás dele.

-Não achei que fosse nada de mais, seu super protetor besta. - ela semicerra os olhos, colocando um tipo de brinco estranho na orelha - Agora, não tenho mais tanta certeza que seja um assunto tão simples quanto dizer "oi" a velhos amigos... - um barulho baixinho faz os dois olharem na direção do celular do maior - Sho?

-Não vai ter curso hoje.

A surpresa drena a cor do rosto de Tora.

-Como?

-Aparentemente foi cancelado. - ele diz, olhando-a com preocupação.

-Disseram o motivo?

Ele nega com a cabeça.

-Não...

-Não pode ser uma coincidência... - ela diz, começando a suar e rezando para o amigo não perceber - Seja lá o que for, sei que tem dedo do Yu-nii nisso... - ela diz, se deitando atrás do livro.

-Sem soneca? - pergunta ele, com um sorriso irônico no rosto.

Ela ri em resposta, revirando os olhos.

-Engraçadinho. - é a última coisa que ela diz, antes de abrir o arquivo secreto das Sombras...

 

Assim que a aula acaba, o garoto não espera que saiam ao se virar para a menor.

-Alguma coisa?

Ela nega com a cabeça, tentando esconder o nervosismo.

-Não, nada que venha à mente... - ela suspira - Os arquivos parecem os mesmos, então...

Ele ergue uma sobrancelha.

-Que arquivos?

-O das Sombras... - ela coça a nuca - Estava pensando que podia ser algum tipo de missão, mas... - ela nega de novo, olhando o maior - Não recebemos nenhuma.

Verdades misturadas com mentiras. Essa fora uma das lições que Tora mais gostara em aprender e mais punha em prática. Afinal, o fato dos arquivos não conterem missões novas era verdade, mas... Dizer que estavam da mesma forma que ela deixara há alguns dias, seria mentira...

Não era hora dele saber. Não podia meter o melhor amigo naquela guerra.

-Não vai adiantar de nada ficarmos aqui. - diz o garoto, fazendo Tora voltar à realidade - Vamos encontrar o Yudi-nii então.

Ela assente.

-Tem razão... - ela se vira - Midoriya!

O garoto treme e perde a cor com o chamado, parando completamente estático.

-T-Toshinori-san?! - grita ele, nervoso.

-Você vem comigo. - diz ela, se levantando e colocando a mochila no ombro.

-C-CLARO! - diz ele, batendo uma contingência.

A garota sorri, se virando para o melhor amigo.

-Ótimo, resolvido. - ela dá de ombros, sorridente - Agora precisamos encontrar o Yu-nii na frente da escola... - ela suspira, com eles saindo da sala e indo para a sala de trocar sapatos, onde ela olha para o lado de fora - Tô com um mal pressentimento... - ela diz, receosa, mas logo ouvindo Shoto limpa a garganta - Quer uma bala? - diz ela, voltando a se virar para ele.

O amigo revira os olhos, sorrindo.

-Por mais que eu odeie lembrá-la... - ele ergue a mão, com três dedos levantados - Falta alguém, não falta, Tor?

A garota dá de ombros, se aproximando de Deku, que vinha na direção dos dois amigos.

-Ele supera. - ela diz, seguindo para a frente da escola.

-Onde vamos? - pergunta Deku, de olhos atentos para a baixinha.

Tora para na calçada à frente da escola, olhando para os dois lados, antes de cruzar os braços.

-Aparentemente? Esperar meu irmão.

-Yudi-san? - pergunta ele, olhando na direção de Shoto, que dá de ombros.

-Nem eu sei, Midoriya. - diz Tora, bufando - Mas ele pediu para eu levar vocês dois.

-Três. - corrige o amigo, sorrindo enquanto a olhava de canto de olho.

Tora gesticula com a mão para o maior.

-Detalhes, detalhes... - ela boceja - Ele não deve demorar para...

-Haisha!

A garota começa a xingar baixinho.

-Mas que timing que tem esse menino...

-Bakugou? - pergunta o amigo, cruzando os braços quando o outro se aproxima.

-Junto com o maldito meio a meio e o Deku... - os dois se encaram - Não estou impressionado.

-O que te deu? - questiona Tora, batendo de leve no cotovelo do amigo, que ainda encarava o loiro com certa impaciência no olhar.

-O que você quer? - pergunta o amigo, ignorando Tora.

Bakugou olha onde Tora repousava a mão no braço de Shoto, mas mesmo assim, volta a olhar na direção do colega.

-O Sensei tá chamando a gente, seu merda.

Tora faz uma feição confusa, olhando o amigo.

-Achei que não tivesse curso hoje.

-E como é que você sabe disso, Haisha?

-Melhor tomar cuidado com como fala com ela, Bakugou. - diz Shoto, de forma ríspida, chamando a atenção do loiro.

Percebendo a animosidade crescente, Deku decide se aproximar de Tora.

-Toshinori-san... - chama Deku, a puxando levemente.

-Não se meta nisso, seu nerd babaca. - Bakugou começa a fazer explosões, que quase atingem a garota.

-Kacchan! - grita o garoto, se colocando na frente de Tora.

A garota revira os olhos e ativa seu poder, de modo que os três sentem um balanço forte que os faz parar no mesmo segundo. Assim que olham para ela, Tora tinha uma feição impaciente, com seus braços cruzados, enquanto batia um dos pés no chão.

-Não preciso de proteção, Midoriya. - ela revira os olhos - Quer saber? Resolvam-se vocês mesmos. Tenho mais o que fazer. - diz ela, se afastando novamente.

-Haisha! - o chamado a faz parar e se virar de leve - Tsk, onde vão? - pergunta ele, desviando os olhos.

Quando a garota se prepara para responder, ela se surpreende quando o amigo de infância se coloca em sua frente.

-Não é da sua conta.

Deku parece ter um enorme calafrio.

-T-T-TODOROKI-KUN? - ele diz, pasmo e pálido.

Mas Bakugou não parece se afastar com a frieza no tom de voz do garoto.

-Como é que é, maldito meio a meio? - ele diz, se aproximando, mostrando que aceitava o desafio.

Um bufar é ouvido ao longe.

-Eu realmente não tenho tempo para isso. - Tora tira a mão da testa, olhando para os garotos com impaciência e frieza - Se querem começar com essa parada infantil, que seja. - ela sinaliza para trás de si mesma - Midoriya, você vem comigo enquanto esses dois se matam gratuitamente.

-Tora!

A garota une as mãos na frente do peito, olhando para cima.

-Finalmente alguém racional para se unir a nós. - ela corre, abraçando a figura mais velha - Oi, Nee-san.

-Mas que droga o Nii-san tá aprontando dessa vez? - ela diz, se soltando do abraço e logo percebendo a atmosfera do local - E o que diabos tá acontecendo aqui?

-Duas boas perguntas. - ela suspira, coçando a nuca - Dessa vez, eu juro que nem eu.... - logo, ela sente ser erguida do ar, fazendo-a soltar um gritinho - AISOCORROQUETÁACONTECENDO?! - ela logo é colocada no chão, percebendo que era... - Yu-nii?! - ela coloca a mão no peito, controlando o susto.

O irmão a olhava com emoção nos olhos.

-Você é simplesmente... - ele beija sua bochecha com vontade - A heroína mais maravilhosa que eu já conheci, sabia? - diz ele, a girando no ar novamente.

Dessa vez, ela ria descontraidamente.

-E você é a pessoa mais estranha que eu já conheci. - diz ela, quando ele a para de girar, com ela tocando seu rosto com carinho - O que deu em você?

Ele tinha os olhos brilhantes de orgulho.

-Veja você mesma. - ele diz, baixo, mas com um enorme sorriso em seu rosto.

-Tora-kun...

A garota se surpreende ao ver o colega que faltara no mesmo dia, com olhos marejados e rosto inchado, assim como algumas lágrimas em seus olhos.

-I-I-Iida-kun?! - Deku alterna o olhar do amigo até a garota, ambos com olhares confuso - Você não tinha...?!

Tora olha para o representante, ficando na ponta dos pés para tocar sua bochecha com carinho.

-Tenya? - ela diz, suavemente tocando a bochecha do garoto.

Bakugou começa a soltar explosões, olhando na direção de Yudi com um olhar assassino.

-Oy, mas que porra é essa agora?

O mais velho apenas ri baixinho, apontando o queixo na direção dos dois alunos, com Iida abraçando a menor com força.

-Foi você, não foi? - a voz do garoto soava trêmula, assim como todo seu corpo - Obrigado... - ele dizia, voltando a chorar.

Tora olha na direção do irmão com confusão, mas sem poder ver seu rosto, ela se afasta de leve do novo amigo.

-E-Ei, mas do que você...? - ela percebe que ele chorava ainda mais, a fazendo olhar na direção do irmão - OK, o que tá acontecendo?

-Funcionou. - ela escuta, percebendo que Yudi chorava, mesmo que sorrisse largamente - Sua maldita, funcionou. - ele ria, secando as últimas lágrimas de seus olhos - Todo mundo julgando e criticando e... - os olhos dele brilhavam pelas lágrimas e pelo orgulho - Funcionou...

Tora franze o cenho, alternando o olhar entre Yudi e Iida, com o colega ainda com a mão no cotovelo da garota.

-Não sei do que vocês tão falando. - ela coça a nuca - Mas temos uma reunião e...

-Sem tempo para velhos amigos? - a garota congela cada fibra de seu corpo, sentindo que até o coração parara por um segundo, antes de se virar... - Tor...

Branca como papel, lágrimas surgem no rosto de Tora, que sente que os olhos a enganavam. Mas não... Não era uma ilusão... Mesmo assim, ela negava com a cabeça.

-Não... Pode... - um sorriso e ela desaba - Tensei? - ela pergunta baixinho - TENSEI! - grita ela, correndo na direção do herói.

-O que...? - Aoi perdia a cor no rosto e a força nas pernas, caindo de joelhos.

Tora, assim que encontra o maior, pula em seus braços, com ele rindo enquanto a girava no ar.

-Tensei! Tensei! Tensei! - dizia ela, sorrindo largamente enquanto ele a girava sem parar.

-Sou eu. - ela diz, aproximando seus rostos - Novo em folha! - ela faz uma careta brincalhona - Ou quase...

-Idiota! - ela dá um soco leve em um de seus braços - Está de pé... - mais lágrimas surgem em seus olhos e ela limpa com a manga da camisa - Está mesmo de pé.

-Oy, aquele cara me irrita. - pergunta Bakugou, de braços cruzados, para o membro mais velho da Tríade - Quem é ele?

O maior dá um sorriso convencido, olhando na direção de Iida.

-Se importaria de responder seu colega? - ele diz, com olhos alegres.

Iida respira fundo, tentando secar algumas de suas lágrimas antes de olhar a cena da jovem heroína e do recém chegado.

-Meu irmão... - ele diz baixinho, mas limpando a garganta e arrumando a postura - Aquele é meu irmão mais velho.

Deku parece entender naquele momento.

-INGENIUM?! - ele diz, alternando o olhar entre o herói e Yudi - Mas e-e-ele não estava...?

Yudi ri alto, negando com a cabeça, mas com um sorriso radiante.

-Tora, garoto! - ele exclama, suspirando e colocando os braços atrás da cabeça - Tudo coisa da Tora.

Iida o olha com mais lágrimas nos olhos.

-Foi ela mesmo, não foi? - ele olha a garota, que ainda chorava - Como que...?

-Não pergunte. - diz o mais velho, piscando e colocando um braço nos ombros do menor - Apenas aproveite. - ele se vira para os dois, ainda conversando - Tensei-san, me avise se ela estiver abusando das suas costas. - grita ele, brincalhão.

O herói direciona a ele um sorriso, permitindo que vissem que ele mesmo chorava um pouco.

-Você se preocupa demais, Yudi! - diz ele, com simpatia.

-Você acabou de sair do hospital. - diz o mais novo - Não se esforce demais.

Tora olha na direção do herói com surpresa pura nos olhos.

-Teve alta?! - ela dá um pulinho com a pergunta, fazendo o maior rir.

-Com esse milagre? - ele olha para as pernas - O que mais os médicos poderiam fazer? - ele ri de novo - Ainda estou fazendo fisioterapia, mas... - ele suspira - O que diabos você fez?

-E importa? - ela limpava mais lágrimas na manga, mas se interrompe - Espera, como sabe que fui eu?

-Oras, e quem mais seria? - ele pergunta, com uma sobrancelha erguida e olhos brincalhões - Se não minha protegida preferida? - ele a pega por trás, fazendo cócegas de forma que ela não pudesse se soltar.

-TENSEI! TENSEI! CÓCIGA NÃO! - ela diz, rindo intensamente, enquanto se debatia - PORQUE TODO MUNDO FAZ ISSO?! OLHA QUE NÃO VOU TER PENA POR VOCÊ ESTAR DOENTE!

-E não é para ter. - ele enfim para, olhando nos olhos da pequena novamente - Eu voltei. - ele a abraça - E graças a você.

-Funcionou... - ela diz baixinho, voltando a chorar - Eu nem acredito que funcionou.

-Você é minha heroína. - ele diz, com o queixo na cabeça dela.

-Seu idiota. - ela diz, com a voz embargada - Eu tô tão feliz... - ela soluça - Que você tá de pé...

-Ei, não precisa chorar, baixinha... - ela chora ainda mais e ele ri - Tor...

-Mas... Você... Tensei... - ela diz, em meio a mais soluços.

-Eu tô aqui. - ele diz baixinho, beijando a cabeça dela - E você tá enorme! - ele a ergue pela cintura, mas parece pensar no que acabou de dizer - Ou quase isso... - ela ri e ele olha o irmão - E na sala do Tenya, olha como são as coisas! - ela novamente esconde o rosto - Tor, para de chorar. - ele a põe no chão e a abraça novamente.

Bakugou semicerra os olhos para a cena.

-Eu realmente não vou com a cara dele. - diz Bakugou, com a cara amarrada.

Yudi ri e olha para a cena dos dois, com carinho.

-Aprenda a se acostumar, porque aqueles dois não se desgrudam com facilidade! - ele logo se ajoelha ao lado da irmã mais nova, que chorava baixinho, ainda sem força nas pernas - Como uma manteiga derretida... - ele diz, com um sorriso ligeiramente irritante.

-Cala a boca. - diz Aoi, secando as lágrimas - Era isso que estavam tramando quando ela estava no hospital?

-Achei que você tivesse desconfiado... - ele suspira, voltando a se levantar - Ela não queria dizer nada, porque não sabíamos se ia dar certo... - ele sorria, com orgulho - Aquela filha de uma... - ele ri, antes de começar a gritar - Ei, gatinho chorão, precisamos ir! Estão esperando a gente!

Tensei olha na direção de Yudi e logo se vira para Tora, arrumando uma mecha de seus cabelos.

-Te vejo depois, OK?

Ela assente devagar, respirando fundo para se acalmar.

-Você vai voltar pra Hosu?

Ele nega, com um sorriso doce no rosto.

-Vou ficar aqui por mais um tempo... - ele desvia os olhos - Tenho que terminar o tratamento antes de voltar.

A garota fica em alerta.

-Não tem nada a ver com a sua coluna, tem?

Pela primeira vez, Tensei fica sério, analisando a reação da pequena.

-Não, não tem. Só preciso refortalecer os músculos que perdi passando muito tempo deitado. - ele se aproxima do rosto dela, sério - Ainda precisa me dizer como fez isso.

Ela dá de ombros, claramente aliviada.

-Eu te conto depois.

Ele olha na direção dos demais membros da Tríade, com Aoi se levantando ao lado do irmão.

-Atrasados?

-Vamos ver uns amigos nossos da polícia. - diz a irmã mais velha, limpando a garganta - Tora, nós podemos ver o Tensei-san depois, pode ser?

Ingenium sorri para a garota, assentindo devagar, respeitosamente.

-Aoi... É um prazer vê-la de novo.

-Ainda toda essa formalidade? - ela diz, com um sorriso que claramente tentava fazer com que não chorasse novamente - É sempre muito bom ver você.

-E quem é que mantém as formalidades? - diz ele, mostrando a língua.

-Mas você... - ela diz, com as palavras fugindo em seguida.

-Sou só um velho amigo. - ele acrescenta, voltando a olhar para Tora - Muito grato. - ela sorri em resposta e ele se vira para os mais velhos - A vocês três.

Aoi nega com a cabeça.

-Eu não fiz...

-NEM PENSE! - interrompe Tora, apontando para a irmã - Quem limpou minha barra no hospital enquanto eu estava cuidando das coisas? - o herói a olha, desconfiado e ela revira os olhos em resposta - Tensei, eu não fiz nada contra a lei.

-Nem a Tigresa? - questiona ele, ainda mais sério que antes.

A garota faz uma careta que o faz rir.

-Nossa, olha como tá engraçadinho. - ela o empurra de leve enquanto ele ria - Já sei porque te deram alta.

-Que tal um almoço? - ele diz, com um sorriso - Acha que demora?

A pequena dá de ombros.

-Eu não tenho nem ideia do porque ele me chamou, então não sei dizer.

-Sem pressa. - ele passa um braço por seus ombros - Só acho que precisamos conversar sobre muitas coisas, não é? - diz ele, com um olhar inquisidor.

-PELA ÚLTIMA VEZ, EU NÃO FIZ NADA CONTRA A LEI!

Ele ri com a reação, desarrumando os cabelos da menor.

-Eu confio em você. - ele toca suas testas - Obrigado de novo, baixinha.

Ela pula em seu pescoço, abraçando-o mais uma vez.

-Eu faria de tudo pelo meu herói. - ela beija a bochecha dele - Te vejo depois. - ela segue na direção do irmão - Podemos ir, Yu-nii. - ela olha para os demais colegas de turma, com Deku aparentando estar pensativo - Porque eles vão com a gente mesmo?

Yudi a olha com malícia nos olhos.

-Porque acha que foram liberados do curso hoje?

Tora fica alerta, olhando para o irmão com desconfiança.

-Você tem alguma coisa a ver com isso?

Os olhos dele brilham com o desafio e impaciência nos olhos da mais nova

-Vai descobrir logo.

-Mas que porra de mistério todo é esse? - diz o loiro, impaciente e irritadiço.

-Devo concordar. - diz a caçula, calmamente e de olhos fechados - Vocês estão bem irritantes hoje.

-Não é só você que sabe guardar segredos. - diz o mais velho, piscando para a menor.

Tora revira os olhos, se virando na direção oposta à do irmão com impaciência.

-Bom, que seja. - ela se vira para seu herói, sorrindo com leveza - Até depois, Tensei.

Ele pisca para ela.

-Vamos nos ver logo, sei disso.

-Espero que sim. - ela bufa, percebendo que o caçula do herói se aproximava - Tenya?

Ele respira fundo antes de se curvar quase em posição de dogeza.

-Obrigado. - a voz dele estava alta e trêmula - Obrigado mesmo.

Tora fica inicialmente surpresa, mas não demora para que se dissolva em um sorriso. Ela toca a cabeça do maior, ainda curvado perante ela.

-Não há nada que eu não faria por um grande herói. - ela ri baixinho - Imagina mais quando é meu herói também. - o colega a olha, com curiosidade, vendo os olhos dela brilhantes - Pode parecer egoísta, mas... - ela sorri, radiante - Cuide dele pra mim, ok?

-Tora-kun... - ele diz, emocionado.

Ela pisca para ele antes de se afastar.

-Vamos indo que já perdemos muito tempo.

-Sempre fugindo de seus sentimentos. - diz o herói, cruzando os braços.

A menor dá de ombros.

-Nunca fui boa com palavras. - os demais riem e ela olha seu herói - Estou indo, Tensei.

Ele assente, seguindo as figuras com os olhos até que estivesse sozinho com seu caçula.

-Nii-san? - pergunta Tenya, esperançoso.

Tensei respira fundo, com um sorriso orgulhoso.

-Eu salvei muitas vidas e todas elas trazem um calor especial ao peito. - ele olha para suas mãos, fechando-as em punhos - Mas nada como vê-los crescer e se tornarem tão grandes. - ele ri - Tão brilhantes e especiais

-Nii-san... - o irmão o olha com carinho, sorridente.

-Olhe bem, Tenya. - ele volta a olhar na direção de Tora, que sorria, já mais distante - Essa é a gratificação de salvar alguém. - lágrimas surgem em seus olhos - A ver crescer... A ver se tornar, com as próprias forças e a própria luta... - ele fecha os olhos, rindo de novo - Uma heroína.

 

Caminhando com leveza, Tora tinha seus olhos brilhantes da mais pura alegria.

-Ai, é tão bom ver ele bem... - ela diz, num sussurro.

Yudi sorri para a menor.

-Estou surpreso que tenha funcionado tão perfeitamente. - ele diz, igualmente feliz.

-Surpreso que um plano meu funcionou? - ela diz, fingindo estar se sentindo ofendida.

Ele revira os olhos em resposta.

-Olha quanta modéstia.

-Não é um luxo? - ela mostra a língua, mas volta a olhar o céu, com a mesma emoção de antes - Ele levantou, Yu-nii... - ela ri, sem poder acreditar - Levantou de verdade... - ela olha na direção de Deku, que a olhava com uma frieza incomum, fazendo-a cruzar os braços - E você vai estragar toda a minha alegria, não vai?

O garoto logo parece voltar a si, ficando vermelho e nervoso.

-N-NÃO FOI ISSO QUE EU Q-QUIS...!

Ela apenas semicerra os olhos, com ele se calando logo em seguida.

-Desembucha. - ela diz, com uma frieza de assustar.

O garoto pondera por alguns segundos, respirando fundo antes de tomar um tom mais sério.

-Sua Individualidade é poderosa, mas não seria capaz de fazer isso... - ele a olha, com desconfiança - Chisaki... - ela ergue uma sobrancelha, interessada - Aquele poder estranho de reconstrução. - ele empalidece em sequer pensar na possibilidade - Foi ele quem fez isso.

Tora fica silenciosa por alguns segundos, antes de rir, estralando os dedos.

-Você é realmente bom nisso... - ela pisca para ele, com o garoto sentindo as pernas tremerem - Na mosca, Midoriya!

-Você... - ele diz, sem forças - USOU UM YAKUZA? - grita ele, quase caindo de joelhos.

Tora o olha com dúvida em seus olhos, percebendo que pegavam em seu cotovelo.

-Yakuza?! - diz Shoto, com os olhos pegando fogo.

-Posso saber o motivo do show? - ela desvencilha o braço, dando de ombros - Não acham que seria um desperdício deixar a chance passar? - o amigo parecia ainda mais bravo e o colega, ainda mais branco, fazendo-a revirar os olhos - Mas parece que sou a única a pensar assim.

-TEM NOÇÃO DO QUANTO ISSO FOI PERIGOSO? - exclama Shoto, começando a esquentar o lado esquerdo pela raiva.

-Você não é minha mãe, sabia? - ela diz, com olhos frios, mas, ao perceber que o amigo apenas ficara mais nervoso, ela suspira, coçando a nuca - Eu tinha Chisaki na palma de minha mão.

-Você...! - ele diz, com os dentes trincados.

-É ainda mais forte do que eu pensava. - complementa Deku, baixo como um sussurro.

Tora sorri na direção do garoto, jogando o cabelo por cima de um dos ombros.

-Aprenda um truque ou dois. - ela o olha com desafio no olhar - Se puder.

Aoi se aproxima da caçula, assim que esta toma a dianteira.

-Pare de atormentar o rapaz... - ela diz, com pesar.

Tora revira os olhos, esticando os braços para cima.

-Ele pediu por essa.

-Você é terrível... - diz a irmã, revirando os olhos e percebendo um Bakugou calado - A propósito, sabe o que fez o estouradinho tão quieto?

Tora o olha de soslaio, mas não por muito tempo. Aquilo chama a atenção da mais velha.

-Nem ideia... - ela diz, desviando os olhos.

Uma sobrancelha se ergue na maior.

-Mesmo? - Tora a ignora - Não quer conversar?

-Se eu quisesse, estaria falando agora, não estaria? - a irmã parece surpresa com a resposta e Tora suspira - Não é nada, Nee-san. - ela vira o rosto - Não precisa se... - ela se interrompe - Tsu-san!

A garota sai correndo na direção do policial, que abre os braços e a abraça com carinho.

-Tora! Nossa, como é bom ver vocês! - ele olha os demais membros, fazendo uma leve reverência com a cabeça - Aoi, Yudi. - ele se volta para os menores - Ah, vocês devem ser Todoroki Shoto, Bakugou Katsuki e Midoriya Izuku. - ele cumprimenta da mesma forma que os demais - Yudi me avisou que viriam.

-Quanto tempo, Tsu-san! - diz Tora, com olhos infantis.

-É bom vê-lo. - diz Aoi, séria, ao lado do irmão.

-Ei, ei! - ela diz, se desvencilhando do abraço e dando uma voltinha - Percebeu alguma coisa diferente?

Ele a olha com seriedade, erguendo uma sobrancelha.

-Deveria?

-EU CRESCI! - ela diz, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

-Mesmo? - ele acaba dando uma risadinha - Tem certeza?

-Como tem gente engraçada no Japão! - ela se vira, emburrada - Como se tivessem moral pra falar de mim...

-Ora, Tor. A gente te ama do mesmo jeito. - ela começa a dar soquinhos de piada, com o oficial rindo - Ei, isso é desacato à autoridade!

-MINHA CARA DE QUEM LIGA!

Aoi revira os olhos enquanto Yudi começa a rir.

-E então? - a líder da Tríade da um passo à frente - Em que podemos ajudar, Tsu-san?

-É, e porque mandou os pirralhos virem com a gente? - diz Tora, revirando os olhos - E o Sho.

-Como é que é...?! - diz Bakugou, rosnando.

-Pirralhos... - pensa o policial - Da sua idade?

Tora gesticula como se aquilo não fosse importante.

-Detalhes, detalhes. - ela fica branca - Fala que não tem nada a ver com a missão de disfarce...!

-Não, não. - ele diz, negando com as mãos - Eu entreguei os formulários que faltavam e você tá limpa.

Ela suspira, colocando a mão no peito.

-Ufa...

-Inclusive, Snatch diz que quer conhecê-la. - ele diz, com um sorriso orgulhoso.

-Ah... - ela cora, coçando a nuca - Eu tenho que pedir desculpas mesmo.

-Está fugindo do assunto... - diz Aoi, mais nervosa que antes.

-E se fez muito suspeito no telefone. - todos se surpreendem com a seriedade abrupta nos olhos frios de Yudi - Quase que não as trouxe para vê-lo.

-Tenho meus motivos... - diz o policial, desviando os olhos.

-Suspeito... - diz Tora, com olhos semicerrados, mas percebendo que o amigo começara a suar - Tsu-san?

-Eu... - ele suspira - Precisava da ajuda de vocês. - ele olha para os membros da Tríade, mas com os olhos repousando sobre a figura mais nova - Principalmente a sua, Tor.

-Minha? - ela questiona, mais séria que antes - Porque?

-Ai, ai, ai que lá me vem bomba... - diz Aoi, colocando a mão na testa.

-Eu que vou ajudar e a bomba é sua? - diz Tora, com um olhar irritadiço.

-Perdoe minhas garotas, elas tem o dom de perderem o fio da meada. - diz Yudi, se colocando entre as duas e lançando um olhar assassino para o oficial - Tsu-san. - logo, o olhar se suaviza, com ele permanecendo sério - Diga-nos no que podemos ser úteis.

O policial assente, entrando num departamento que Tora não se recordava ter entrado antes.

-Por aqui, por favor. - ele caminha por uns segundos em silêncio, antes de reunir as palavras certas - Creio que já devam ter ouvido falar sobre os nomus.

Todos parecem gelar com a afirmação.

-Nomus? - Aoi pergunta, olhando-o com surpresa.

-Tipo os que atacaram a escola? - pergunta Shoto, logo atrás da amiga de infância.

-Os humanos artificiais...? - questiona Yudi, com a mão no queixo.

-Claro que ouvi e já li todos os relatórios a respeito! - diz Tora, com muito orgulho - Eles fizeram grandes estragos e não parecem inteligentes, mas... - ela fecha a mão em punho - Compensam a inteligência escassa com uma força avassaladora!

Ela se preocupa ao não ver um sorriso no rosto do amigo oficial.

-É bom saber que tem conhecimento sobre o assunto... - ele diz, ainda mais nervoso.

-E você ficou formal do nada. - diz a pequena, semicerrando os olhos.

-O que tem os nomus? - questiona Yudi, tão sério quanto a caçula.

-Tem algum atacando a cidade? - pergunta Aoi, ativando seu poder - Quer que cuidemos disso?

-Estive estudando as fraquezas deles, mas... - o policial suspira - Com tantas possíveis variações, deveríamos estudar cada caso separadamente se quisermos uma base de dados que abranja todos. - ele coça a nuca - Isso se tivermos sorte e conseguirmos um padrão.

-Tsu-san? - pergunta Tora, ao perceber que ele parava.

-Acontece que... - ele aponta na direção de uma sala, outrora escura.

Os olhos de todos parecem enfim se abrir com o conteúdo da sala, com Tora pulando na direção do vidro, com uma animação de uma criança que acabara de chegar a um parque de diversões.

-Mentira!


Notas Finais


Capítulo de altas emoções, hein?
A visão de Nighteye... Não achei um bom sinal, e vocês? Acham que ele deveria manter em segredo de All Might? Qual será o plano da Tora para mudar esse futuro?
GENTE, EU ADOREI QUE O TENSEI VOLTOU A ANDAAAAAAAAAR! Esperem por ele, que nosso queridinho tem um papel essencial na história, heeeeein? :3
E sobre os nomus... Só digo para esperarem que vai valer a pena hehehe
A história está (enfim) chegando em uma parte mais animadinha. E espero que estejam curtindo tanto quanto eu!
Sobre os recados, por enquanto eu vou deixar um capítulo (mais comprido, ok?) por semana mesmo, todos os sábados. Se preferirem nosso jeito antigo, não deixem de me contar nos comentários! Sempre me dá inspiração ouvir o que vocês tem a dizer!
Enfim, desejo a todos uma semana ótima e que todos fiquem bem!
E, nunca esqueçam!
Vá Além!
Plus Ultra!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...