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História DIVERGENTE - Ensinando a amar - Capítulo 1


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Notas do Autor


Eu amo os quatro livros de divergente, é muito bom, super recomendo e então resolvi fazer uma história no meu estilo. Espero que gostem! :*

Capítulo 1 - Bem-vinda Careta!


Fanfic / Fanfiction DIVERGENTE - Ensinando a amar - Capítulo 1 - Bem-vinda Careta!

POV.BEATRICE

Abro os olhos devagar lembrando que hoje começa as aulas no colégio. 

Infelizmente minhas férias acabaram.

- Por que tinha que ser hoje? - murmuro.

- Oi? - Cristina diz bocejando.

- É hoje nossa tortura - digo choramingando.

- Pois é - ela cobre o rosto.

Levanto contra minha vontade, não entendo as pessoas que acham mil maravilhas o primeiro dia de aula, eu queria que fosse adiado mais um pouco, eu tive só 2 meses de férias, isso é pouco sim, depois de 10 meses de várias horas de estudo de segunda a sexta, deveria pelo menos ter 5 meses de férias, depois voltávamos as atividades normais.

Tiro minha roupa lentamente e entro no banheiro. Ligo o chuveiro na água mais fria que tem, a água gelada bate em minha pele como uma pedra. Só assim para despertar esse sono.

Saio e enxugo toda água do corpo.

Testei algumas roupas e decidi vestir uma calça jeans preta com uma blusa azul céu ombro a ombro. Eu sou magrinha então compro calças justas para ficar adequada às poucas curvas do meu corpo.

Calço um sapato preto fosco e pronto. Meu cabelo é loiro, liso e comprido, deixo ele solto e jogo para trás, deixando apenas algumas mechas sobre o ombro na frente.

- Já está pronta? - Cristina diz coçando os olhos encostada na porta.

- Vamos nos atrasar - respondo pegando minha bolsa escolar  e conferindo meu material.

Cristina é minha melhor amiga, moramos sozinhas. Meus pais deixaram para mim uma herança para sobrevivermos. Eu cuido de tudo, não deixo ela trazer nenhum menino aqui para casa, os serviços de limpeza são divididos e tudo mais, no caso eu sou as vezes a mãe chata e outras vezes é ela, apesar de termos a mesma idade.

Eu não tento ser tão responsável, eu tenho apenas 16 anos, preciso ter meu lado irresponsável, não posso virar uma idosa com tão pouca idade. Eu também tenho minhas vontades assim como ela. Eu não vou proibí-la de fazer o que quiser, bom, só de trazer algum garoto pra cá, mas, se eu conhecer ele e ver que é confiável, tudo bem. Vai que ela traga um menino que não tenha um bom caráter, só tem nós duas aqui e não sabemos nos defender.

Espero sentada no sofá da sala principal ela terminar de se vestir.

Em poucos minutos ela está pronta na minha frente.

Saímos e tranco a porta.

Fomos o caminho todo tagarelando sobre como seria cursar o terceiro ano, quem seria o professor e muitas outras coisas.

Paro de frente a escola espantada com a quantidade de pessoas. Desviamos de umas e outras e finalmente conseguimos entrar.

No começo do corredor tem um papel com o número da sala de cada aluno. Eu e Cristina ficamos na sala 22. Bem longe.

Andamos até chegar na sala. Digo que é quase um quilômetro de distância, por que eu tive que andar e não foi pouco. Ter que fazer essa maratona todo dia vai ser difícil.

Olho o nome do professor.

- Tobias Eaton - digo para ela.

Ela senta na cadeira que está localizada no meio para o final da sala. Sento em uma cadeira logo atrás dela.

Em pouco tempo todos os alunos já estavam na sala.

Olho ao redor e não vejo ninguém que eu conheça. Ainda bem que no último ano eu e Cristina ainda ficamos juntas.

Todos começam a conversar baixo.

Cristina vira, ficando de frente a mim.

Todas as vozes cessam.

- Fiquei sabendo que ele é conhecido como, o cruel - ela diz e tenho certeza que todos ouviram, porque apenas ela estava falando.

- Ele deve ser um monstro para ser conhecido como cruel, ele é tão novo para isso - ela diz não se importando que todos ouçam. Observo o tal professor aproximando-se de nós e tento fazer um sinal para ela com os olhos.

Ele cruza os braços olhando ela de costas para ele.

- Cristina - digo sorrindo.

- Que? - ela diz e vira-se. Ela se assusta ao ver ele ali parado e todos começam a sorrir alto.

- Que bom que já conhece o seu professor, mesmo sendo pelo que os outros dizem - ele diz. Ele tem uma voz enrouquecida e forte. Ele tem músculos elevados e ficam mais ressaltados com a camiseta cinza justa que está vestindo.

- Bom, a maioria aqui não me conhece, outros, me conhecem por boatos - ele aponta para Cristina - meu nome é Tobias como já devem ter visto na grade lá fora, vou ensinar sobre a matéria da Audácia - continua.

- Fiquei sabendo que tem algumas transferências. Quem aqui é a Beatrice Prior? - ele encosta as pernas na mesa ainda de costas e apoia as mãos nela.

Levanto a mão envergonhada por todos estarem olhando.

- Seja bem-vinda Careta - ele diz. Sinto meu rosto ficar vermelho de raiva. Algumas pessoas começam a comentar baixo caçoando de mim - Fiquei sabendo que foi a única que teve coragem de sair da Abnegação. Mostra que vai ser mais corajosa do que os que estão nessa sala - ele diz fazendo todos pararem de falar.

- Na aula de hoje vamos aprender a como entrar na Audácia... - ele diz escrevendo no quadro. Não presto atenção no restante da explicação. Observo suas costas malhadas que tem uma tatuagem que sai da camisa mostrando pouquíssima coisa em seu pescoço. Mas essa tatuagem pelo seu formato parece ser grande.

A manhã é demorada, aprendi pouca coisa, estava concentrada nós movimentos de Tobias.

- Beatrice - ele diz me fazendo perceber só agora que ele está me chamando.

- Oi - respondo baixo.

- O que aprendeu hoje? - ele diz.

- Eu... É... Aprendi que... - sinto meu rosto corar ao ver as pessoas sorrindo.

- Vejo que muita coisa - ele diz de braços cruzados - quero um relatório de como ser da Audácia para próxima aula, isso vale para todos, sem falta - ele diz indo para trás da mesa.

- Quero um relatório - Cristina faz uma careta imitando ele, seguro o sorriso, ela está, pode se dizer, igual a ele, o que me faz ter mais vontade de soltar uma gargalhada.

- Qual a graça? Pode compartilhar com a sala - ele arqueia uma sobrancelha.

- Nenhuma graça senhor coronel - ela diz sorrindo e a sala toda começa a sorrir. Não consigo me conter ao ver a cara de irritado  de Tobias.

- Eu não estou aqui para gracinhas - ele diz batendo na mesa - você deveria a aprender a como ficar calada - ele diz em tom alterado para Cristina.

- A franqueza não me permitia mentir - ela sorri.

- Você não é mais da franqueza e vai aprender a calar, mesmo que seja forçado - ele diz voltando ao normal.

Agora eu entendo porque ele é conhecido como cruel, porque ele é disposto a fazer as pessoas te respeitarem e entrar na linha e acaba ameaçando os alunos.

Acabou a aula e todos os alunos foram saindo.

- Cristina e Beatrice permaneçam na sala - ele ajeita alguns papéis.

Murmuro baixo.

Todos saem restando apenas nós três.

- A próxima gracinha de vocês vai ter suspensão - diz.

- Por que? Só porque você é um vovozinho rabugento que não aceita nada fora do lugar - digo e me surpreendo, nunca fui de enfrentar ninguém sem necessidade.

- Eu exijo respeito - diz.

- E eu exijo paciência e mesmo assim ninguém me dá ela - digo em tom irônico.

- Você é mesmo audaciosa, boa escolha - diz - agora podem ir - aponta para porta.

Saio retrucando.

- Que chato, eu estava com vontade de voar no pescoço dele e apertar até perder o fôlego - digo indignada.

- Mas aí Tris, você viu o jeito que ele olhou calminho para você? Foi diferente o jeito que ele olhou, achei estranho - ela sorri me cutucando com o cotovelo.

- Eu não vi nada de diferente - reviro os olhos.

O caminho inteiro até chegar em casa Cristina ficou me enchendo a paciência.

Chego em casa e me estiro na cama, o cansaço está grande.

Agora estou pensando no que Cristina disse, será que ela está certa? Parece mesmo que ele estava olhando diferente.

Olha aí, já estou começando a criar paranóias por culpa dela. Eu sou uma aluna como qualquer outra e eu não seria a primeira pessoa para ele se interessar. Talvez ele até namore ou não, com aquele jeito tosco dele, ninguém deve querer.

Durmo sem perceber.

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Acordo aos poucos. Fico alguns minutos encarando o teto e levanto. Minha cabeça lateja de tanta dor. Visto uma roupa qualquer e vou até a farmácia.

Ando passando a mão em algumas prateleiras e elas estão precisando de um socorro porque tem poeira acumulada de um ano. Olho o nome de alguns remédios. Nenhum pra curar dor de cabeça. Só de pensar em ficar sentindo dor de cabeça, fico com mais dor de cabeça ainda.

Olho para o final do corredor e vejo um homem de costas com uma tatuagem saindo do pescoço. Viro as costas e me afasto ao perceber que é Tobias.

Finjo não ter o visto mas não adianta. Olho de canto e vejo ele se aproximando lentamente.

- O que faz aqui Beatrice? - ele diz suavemente pegando uma caixa de remédio.

- Comprando remédios - digo sem olhar para ele.

- Mora aqui por perto? - diz.

- Moro longe o suficiente para não ver sua cara o tempo todo - respondo e ele sorri.

- Eu não sou tão cruel como dizem, só quando necessário - diz.

- Percebi isso - digo ironicamente.

Pego meu remédio e saio deixando ele lá.

Pago a conta e vou andando.

- Posso te acompanhar? - ele me alcança.

- Não - respondo.

Não adianta dizer que não, ele continua andando ao meu lado sem falar nada.

Paro na porta de casa esperando ele ir.

- Então é aqui que você mora - ele diz analisanso a rua.

- Se eu não tiver errado o endereço, é aqui mesmo - digo - agora pode ir, não quero que Cristina fique com piadas - concluo.

- Tudo bem, espero vocês amanhã - ele diz acenando. Espero ele ir e entro.

- Quem era? - Cristina diz arqueando uma sobrancelha.

- Um vizinho - digo.

- Ok, o que temos nessa sacola aí? - ela diz pegando da minha mão.

Ainda bem que ela acreditou, não aguentaria ter que ouvir ela dizendo piadas sobre isso, só porque eu nunca namorei ela acha que vou namorar a primeira pessoa que vejo.


Notas Finais


Eu prometo melhorar nos próximos capítulos, beijos e se cuidem, não saiam de casa! :*


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