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História Diversão em um pedido de namoro - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Esse é meu mais novo romance de Digimon Tamers. Foi meio repentino, mas eu estou me divertindo bastante em escrever e será algo curto (no máximo umas 10 mil palavras a 15 mil). Eu assisti legendado, então usarei os nomes em japonês, que é diferente da dublagem em português:

Henry Wong(Port.) = Jenry Lee(Jap.)

Rika Nonaka(Port.) = Ruki Makino (Jap.)

Takato Matsuda(Port.) = Takato Matsuki(Jap.)

Jeri Katou(Port.) = Juri Katou(Jap.)

Eu posso trocar os nomes para a dublagem em port, caso vocês não se sintam confortáveis ao ler os nomes originais, mas preciso que comentem para saber disso. Fora isso, espero que apreciem a leitura.

Capítulo 1 - Capítulo 1 - Senso de humor de um domador.


É bastante interessante a capacidade das pessoas de se adaptarem. Quando se deparam com o desconhecido, a primeira reação é cautela, sendo sustentado pelo o medo que esse desconhecido pode causar para o outro. No entanto, junto dessa cautela, vem uma curiosidade que faz as pessoas quererem saber o que é esse desconhecido, pois também é uma novidade que ainda não foi conhecida. Ainda assim, enquanto essa curiosidade explode dentro das pessoas, ela pode ser facilmente apagada na mesma velocidade que surgiu assim que se conhece melhor esse desconhecido.

Isso foi o que aconteceu com os Digimons. Inicialmente, foi uma das coisas mais importantes do séc.21, descobrir que aqueles monstrinhos que apareciam em desenhos, jogos, brinquedos e cartas, não só eram reais, como poderiam vir para o mundo real e causar muito estrago se quisessem. Como sempre, as coisas mais estranhas aconteciam no Japão e assim, após a invasão do D-REAPER, que quase destruiu a cidade de Tóquio, mas que foi salva por um grupo de crianças e seus digimons, 4 anos haviam se passado e os digimons deixaram de ser uma novidade do séc.21, para serem mais uma coisa interessante para as pessoas se acostumarem. 

Isso era tão verdade, que atualmente, os digimons tinham mais liberdade para transitarem no mundo real, onde era bastante fácil encontrar digimons no nível criança, transitando pela cidade, seja andando pelas ruas, nadando nos lagos ou voando pelos céus. Esses digimons não representavam um perigo real, já que eram orientados a não consumirem dados e sequer tinham interesse de digievoluir. Eles apenas queriam viver num mundo mais aconchegante que o mundo digimon, e enquanto não causasse confusão, sua presença era tolerada e até apreciada, principalmente pelas crianças, que amavam brincar com digimons e as criaturas sentiam a mesma coisa.

Ainda havia leis severas sobre adoção de digimons, mas pelos últimos anos, houve alguns progressos, e hoje em dia, após uma burocracia enorme, era possível adotar legalmente um digimon, sendo constantemente vigiado pelo o estado. Digimons eram a nova febre mundial, e o mundo todo estava se adaptando a isso a sua maneira. 

Mesmo que com alguns incidentes, com seus variados graus de problema, os humanos e digimons estavam estabelecendo uma relação de harmonia e tudo isso se devia a um grupo seleto de pessoas, que iniciaram toda essa jornada.

Duas dessas pessoas estavam nesse momento em um cafeteria famosa da cidade de Tóquio. Takato Matsuda e Jenry Lee, dois domadores de digimons que atuavam como agentes da Hypnos, outrora agência secreta de caça e acobertamento dos digimons para a população, agora se tornando uma força tarefa de paz entre o mundo real e o mundo virtual. A proposta foi feita para os dois garotos, junto de Ruki, um ano depois dos eventos do D-REAPER, onde Yamaki, chefe da recém-reformada Hypnos, queria que eles participassem da organização como agentes, para lidarem com quaisquer problemas que o mundo digimon possa trazer para o mundo vreal, assim como atuar de forma diplomática com os digimons, ajudando as relações com eles.

A proposta era ousada e Yamaki sabia que as crianças aceitariam por justamente ser assim, e ajudava também o pagamento que recebiam por cumprirem as suas funções, que era bastante bom. Assim, Takato, Henry e Rukia, com apenas 14 anos, já eram funcionários do governo, recebendo bons salários por fazerem algo que já faziam a tempos e de graça.

Voltando para os dois garotos, Takato encarava Henry com uma expressão de leve desespero, já que após fazer a pergunta que atormentava o garoto pelos últimos dias para o seu melhor amigo, ele esperava que o sábio Henry desse uma luz para o problema que possuía. No entanto, tudo que o jovem de cabelos negros fazia era apreciar com calma seu cappuccino de caramelo que pediu.

“Lee!”, exclamou Takato.

“O quê?”, questionou de maneira inocente o jovem.

“Você pode me ajudar?”, pediu Takato, transparecendo a sua ansiedade.

Lee demorou mais alguns segundos para responder, fingindo apreciar sua bebida e desfrutando da ansiedade de Takato. Ele gostava de fazer essas brincadeiras quando tinha a oportunidade e Takato dava várias delas. Provavelmente, a convivência de anos com Terriermon, fez com que ele tivesse um senso de humor mais atrevido. Assim, encarando os olhos de Takato, ele declarou com tranquilidade:

“Eu não sei como ajudar.”

Takato levou as mãos a face, resmungando em voz baixa sobre a inutilidade de seu amigo, e Lee prosseguiu:

"Olha, mesmo que a gente conviva há anos, a Ruki não é a pessoa mais transparente do mundo. Demorou quase 2 anos para descobrir que ela gosta de música pop.”, declarou o garoto.

“Mesmo assim, eu achei que você fosse ter alguma idéia. Ela fala muito mais da vida dela para você.”, comentou Takato, com um significado oculto no final, que Henry captou com facilidade.

"Isso é ciúmes, Takato?”, questionou o garoto, em um tom divertido.

“Não!”, declarou o garoto, percebendo o que disse, “Eu… eu sou estou falando que você conhece melhor ela.”, declarou Takato, mostrando uma leve tristeza em sua face.

Optando em não brincar com isso e fazer o garoto ficar mais confuso, Henry foi direto:

“Ela conta o que se sente confortável para falar, e nós dois sabemos que a Ruki nunca gostou de revelar muita coisa sobre ela. De qualquer forma, eu não sei como te ajudar em seu problema…”, vendo a face triste de Takato, Lee emendou, “no momento.”

Com um sorriso, Takato perguntou:

“Então vai me ajudar?”

“Eu vou tentar.”, declarou ele, para a felicidade do amigo, “Eu ainda preciso resolver algumas coisas hoje, mas amanhã nós podemos conversar de novo e pensar em algo juntos. O que posso te aconselhar por agora, é você falar com alguém que conheça melhor a Ruki.”

Demorou alguns segundos para Takato captar a dica, e quando conseguiu, ele questionou em um tom hesitante:

“Acha que Renamon vai me ajudar?”

“Você vai descobrir quando for pedir ajuda a ela.”, esclareceu Henry.

Com sua energia renovada, já vendo uma luz no fim do túnel, Takato se levantou e tirou a sua carteira, juntando o dinheiro para pagar o seu cappuccino, mas Lee interrompeu a ação, afirmando:

“Pode ir, eu pago.”

“Sério? Valeu! Você ainda vai ficar por aqui?”

“Só um pouco, tenho alguns relatórios para fazer na central e vou me encontrar com Terriermon depois.”

Takato agradeceu mais uma vez e partiu rapidamente em direção a casa de Ruki, atrás de Renamon, sabendo que a digimon estaria por lá e que Ruki havia saído com Juri. Quando o jovem energético saiu, Henry deu um suspiro de contentamento, sempre gostando de prolongar a sua estadia nesse café por adorar o ambiente do local. No entanto, ele não estava prolongando a sua estadia apenas por isso, afinal, ele ainda tinha outra pessoa para se encontrar aqui.

Dez minutos depois da partida de Takato, com uma das garçonetes retirando o copo de Takato e trazendo um novo cappuccino para Lee, a segunda pessoa que ele iria se encontrar hoje chegou, usando um tênis verde, calça jeans e um camisa com a logo de uma banda de hard-rock famosa do Japão. Ruki Nonaka parecia pensativa sobre algo, e no dia anterior, mandou uma mensagem para Lee, e da mesma maneira que Takato, pediu para se encontrar nessa cafeteria, sendo uma conversa mais sigilosa e que ela não queria que Takato soubesse, assim como Takato não queria que Ruki soubesse da conversa que eles tiveram.

Lee conseguia suspeitar qual era o assunto da conversa de Ruki, mas esperando pela confirmação, levantou a mão, sinalizando para a amiga onde estava. Indo em direção a ele, Ruki se sentou e pediu o seu próprio cappuccino, e assim que a moça saiu com seu pedido, falando do mesmo assunto que Takato, mas sendo muito mais direta e decidida, ela declarou:

“Quero sua ajuda para pedir Takato em namoro.”

Lee encarou Ruki, sempre gostando da personalidade direta da menina, e questionou:

“Eu não deveria primeiro saber que vocês tem ficado pelas últimas 3 semanas?”

“Eu sei que Takato falou no instante que ele voltou para casa depois que ficamos pela primeira vez.”, declarou ela, sem constrangimento.

Henry deu uma risada, com Ruki falando exatamente o que aconteceu. Ele ainda tinha as dezenas de mensagens empolgadas e ao mesmo tempo, confusas do amigo, praticamente surtando. 

“Bom, Takato nunca foi bom de esconder as coisas. Você queria que ninguém soubesse?”, perguntou Lee, curioso.

“Tanto faz. Não sendo aqueles moleques idiotas, eu não me importo quem seja.”

As pessoas que Ruki se referia eram Kazu e Kenta, amigos de Takato e que Rukia não gostava muito, mas ela conseguia tolerar as suas presenças já que compartilhavam do mesmo ciclo de amigos.

“Tudo bem, mas porque não pergunta isso para Juri? Ela conhece Takato mais tempo que eu e acho que poderia ajudar mais.”

Nessa declaração, Lee viu as bochechas de Ruki ficarem levemente coradas, mostrando constrangimento que a garota não conseguia esconder. Assim, Lee constatou, com um sorriso:

“Você está com vergonha de pedir ajudar a ela, né?”

“Cala boca! Você vai me ajudar ou não?”, questionou Rukia, com um tom irritado.

Após essa pergunta, a garçonete voltou com o pedido, e entregou o cappuccino de chocolate com canela para Rukia, que agradeceu com um pequeno sorriso.

Enquanto ela experimentava a bebida e logo dava um gole, Lee se encontrou em uma encruzilhada. Ele poderia falar para Ruki que Takato desejava fazer a mesma coisa e encurtar todo o processo para que eles fossem logo para o namoro, ou, ele poderia fazer algo muito mais divertido e que renderia uma ótima história do Titio Lee para os seus futuros afilhados.

“Eu vou tentar.”, declarou ele, repetindo as mesmas palavras que disse antes, “Eu ainda preciso resolver algumas coisas hoje, mas amanhã nós podemos conversar de novo e pensar em algo juntos. O que posso te aconselhar por agora, é você falar com alguém que conheça melhor o Takato.”

“Eu não quero falar com a Juri e nem com aqueles mongoloides.”, declarou Ruki, e sendo encarada por Lee, ela conseguiu captar a quem se referia, “Você acha que Guilmon vai conseguir me ajudar?”

“Você vai descobrir quando for pedir ajuda a ele.”, esclareceu Henry, repetindo as mesmas palavras que disse a Takato, mais dessa vez, com um sorriso.

Ruki assentiu, e com um rápido agradecimento, ela colocou em cima da mesa o dinheiro da sua bebida, com Lee sabendo que preferia perder um braço a ter alguém pagando algo pra ela, e saiu, afirmando que iria falar com ele para se encontrarem no dia seguinte.
Com a menina partindo, Lee voltou a apreciar a sua bebida, enquanto ouvia a música ambiente relaxante, e pensava quais seriam os próximos passos de seu pequeno plano.

Com certeza, Terriermon teria ótimas ideias quando Lee contasse a ele.
 


Notas Finais


A intenção desse romance é que seja divertido de ler. Não irei me focar em momentos românticos entre Takato e Ruki, mas na interação deles com seus amigos para ajudarem a fazer um presente legal para seus pedidos de namoro. Eu estou me divertindo muito ao escrever isso e espero que esse sentimento também ocorra com vocês ao lerem.

Por último, eu quero testar um formato novo e fazer uma fic com capítulos mais curtos. Então, ao invés de um cap de 6 mil palavras, vou dividir em vários capítulos entre 2 mil a 3 mil palavras. Vamos ver como fica.

Elogios, críticas, dúvidas e sugestões são bem-vindos. Todos os comentários serão
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