História Dividida - A História de Tenshin Han e Lunch - Capítulo 5


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Categorias Dragon Ball
Personagens Goku, Goten, Lunch, Personagens Originais, Tenshinhan, Trunks, Vegeta
Tags Dragon Ball, Lunch, Romance, Tenshinhan
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Palavras 2.405
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Hentai, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


A Imagem é a Tchai, como eu a imagino. Perdoem o desenho, não sou boa para desenhar em estilo anime

Capítulo 5 - Ki


Fanfic / Fanfiction Dividida - A História de Tenshin Han e Lunch - Capítulo 5 - Ki

I look inside myself and see my heart is black

I see my red door and it has been painted black

Maybe then I'll fade away and not have to face the facts

It's not easy facin' up when your whole world is black

(Rolling Stones: Paint it Black – Paint it Black, 1966)

Ano 783

Anoitecia e a montanha ia esfriando, aos poucos. Lentamente, Tenshin Han foi saindo do estado de meditação profunda, aumentando o seu ki para elevar a sua temperatura, procurando evitar ainda se mover. Conforme sentiu seu corpo se aquecendo, esticou os braços e se apoiou neles, erguendo-se sobre eles e abrindo as pernas, alongando-as. Abriu os olhos e se pôs de pé.

Olhou a paisagem, contemplando as montanhas e planícies ao longe. Então, respirando fundo, ele fez aquilo que fazia em segredo há dezesseis anos. Tornou a fechar os olhos e, de braços cruzados, procurou por ela.

Ao sul, ao norte. Perscrutou os espaços, localizando aqui e ali o ki de cada pessoa que ele conhecia. Mas ela não estava lá. Tampouco estava a Oeste ou Leste. Ele já deveria ter aceitado há muito tempo que, ele não sabia exatamente como, não conseguia achar o ki instável e bipartido da mulher que ele amava. Mas ele sentia que ela não estava morta. De alguma forma, ela conseguira se esconder dele.

Mas ele nunca conseguiria compreender como.

Pegou sua camisa no chão e vestiu. Olhou o horizonte avermelhado e concluiu que era hora de voltar para casa. Novamente, fechou seus três olhos e correu na direção do fim do platô, saltando. Caiu por quase cem metros, sentindo a velocidade da queda livre. Então, abriu os braços e voou na direção Norte.

***

Na Corporação Cápsula, Trunks, Goten e Mai “tomavam conta” de Bra, depois de passarem a tarde estudando juntos no quarto de Trunks. Enquanto Mai e Trunks estavam esparramados na cama dele, Goten, sentado no chão, tinha Bra sentada nos seus joelhos e fazia caretas para ela. A menina de dois anos ria, satisfeita. Trunks e Mai o olhavam com ar de incredulidade:

-  Minha mãe tem que largar de ser sem noção e parar de deixar minha irmã com a gente – disse Trunks – se a Bra conviver mais contigo vai virar uma demente que nem você.

- A Bra é a melhor pessoa dessa família – disse Goten, pegando a garota e jogando-a para o alto, fazendo-a gargalhar.

- Mais, Goten! Mais! – Ela disse.

Ele tornou a jogar a menina para o alto, diante do olhar aborrecido de Mai enquanto Trunks começava a mexer num tablet que pegara em cima da mesa de cabeceira. De repente, ele disse:

- Hum, que interessante...

- Que foi? – Goten perguntou enquanto segurava Bra no alto e a menina fingia voar, agitando braços e pernas.

- Minha mãe acionou a proteção total do cofre. Sabem o que significa?

- Que ela tem todas as esferas do dragão – disse Mai, revirando os olhos. – Nossa, que novidade...

- Teu chefe pode aparecer aí atrás delas – brincou Goten, sacudindo Bra enquanto dizia, com a voz comicamente engrossada – O grande Pilaf!

- Ele não é meu chefe... – Mai fez uma careta. – ainda bem que ele e aquele imbecil do Shu sumiram. Argh!

- Mas se a gente quiser mesmo pedir alguma coisa... - brincou Trunks – Mai sabe hackear o cofre para tirar as esferas.

- Mas eu nunca faria isso! – ela protestou e Goten disse, jogando Bra novamente para o alto:

- A nossa Mai é uma moça regenerada e nunca mais vai voltar ao exército do... – ele começou a fazer cosquinhas em Bra – GRANDE PILAF!

- Vamos brincar de Grande Pilaf, Goten – disse Bra, rindo muito.

Ele se levantou e pegou-a no colo, dizendo:

- Não dá. Tenho que ir pra casa, Bra. Vou te deixar com a tua mãe porque esses dois bobocas não tem paciência contigo. – Ele disse e pôs os dedos na testa, procurando pelo ki de Bulma. Num instante desapareceu, com a garota no colo e no outro, estava de volta. Pegou a mochila no chão e disse:

- Tô indo, galera. Amanhã a gente treina, Trunks?

- Se meu pai liberar a sala de gravidade – Trunks deu de ombros.

- Não sei... tava a fim de fazer umas coisas diferentes amanhã.

- Diferentes?

- Vou tentar treinar a Tchai. Ao ar livre, de repente.

- O quê? – Mai, que até então estava absorta mexendo no celular olhou incrédula para o amigo – você vai treinar a bizarra pra quê?

Goten olhou sério para Mai e disse:

- Mai, eu adoro você. Mas você tem que parar de imitar aquelas gurias sem noção lá da sala. A Tchai é legal. Bizarro é você ter sido empregada do Pilaf antes de conhecer   a gente.

- Não é isso. Você conheceu essa garota HOJE e já está querendo que ela ande com a gente. Se apaixonou?

Goten suspirou.

- Não, não me apaixonei. Mas eu percebi que ela tem um ki do cacete. Se treinar um pouco vira uma lutadora e tanto. Achei isso legal. E quando ela ficar forte ninguém vai chama-la de bizarra. Nem mesmo você.

Mai fez uma careta para ele, que riu.

- Vou nessa. – ele bateu na mão que Trunks estendeu e levou os dois dedos à testa, piscando para Mai antes de desaparecer.

Assim que ele se foi, Trunks disse, largando o tablet na mesma hora:

- Até que enfim – ele passou o braço por cima de Mai e puxou-a para ele, beijando-a sofregamente na boca. A garota correspondeu por um instante e então o empurrou:

- Calma, Trunks! Parece que nunca me beijou na vida!

- Eu não entendo porque a gente tem que esconder. Chega pro Goten e fala que a gente tá namorando.

- Aí ele não vai mais andar com a gente achando que tá segurando vela – a menina fez uma careta – e vai trocar a gente pela bizarra.

- E o que tem? É melhor ele arrumar logo uma namorada. Assim ele para de gostar de você e a gente para de esconder que tá junto. – ele a puxou para um novo beijo, deitando-a sobre ele, na cama. De repente, soltou-a e disse:

- Meu pai tá vindo.

Rapidamente os dois abriram livros que estavam jogados no canto da cama, fingindo estudar. Menos de quinze segundos depois a porta do quarto se abriu e Vegeta apareceu, carrancudo como sempre:

- O Goten já foi?

- Acabou de ir – disse Trunks, displicentemente.

- Droga. Queria mandar um recado pro Kakarotto.

- Porque o senhor não manda uma mensagem de texto ou liga pra ele, como todo mundo, senhor Vegeta? – Mai disse, sabendo que o irritava.

Vegeta apenas bufou e saiu do quarto, batendo a porta. E quando sentiu o ki do pai se afastando, Trunks tornou a puxar Mai para si e beijá-la.

***

Goten não costumava achar nenhum ki específico para ancorá-lo quando voltava para casa, mas naquela noite ele buscou o do seu pai para teletransportar-se perto dele. Algumas coisas em Tchai o intrigavam e ele achava que seu pai seria a melhor pessoa para responder suas perguntas.

O pai estava treinando, como ele podia imaginar, no quintal, quebrando pedras de algumas toneladas, o que para ele era um exercício leve. Havia chegado a um acordo com Chichi e agora duas vezes na semana treinava no planeta do senhor Kaioh e três dias alternados ele cuidava da plantação. Aos sábados, treinava com Whis no planeta do senhor Bills e aos domingos, levava Chichi para passear. Mas todos os dias em que cuidava da plantação, ele treinava à noitinha no quintal.

Goku sorriu quando o filho materializou-se na sua frente. Tinha orgulho dos dois filhos, mas percebia que Goten era mais parecido com ele que Gohan, e a semelhança ia além do físico. Goten, como o pai, era inocente e despreocupado, mas, ao contrário deste, tinha menos preocupação em se tornar mais forte.

- Oi, papai! – Goten era o único adolescente de sua escola que ainda chamava os pais de papai e mamãe. – queria te perguntar umas coisas...

O pai parou o que estava fazendo e encarou o filho, esperando ele falar.

- Sabe o que é... eu conheci uma garota e...

- Ah, é isso?  - Goku sorriu – arranjou uma namorada?

- Não pai – ele disse, impaciente – por que todo mundo logo pensa isso? Não é isso. Não mesmo... bem, essa garota tem um tipo de ki que eu simplesmente nunca vi. Ou não me lembro de ter visto.

- Ahn. – Goku não conseguiu articular nenhuma palavra – o que você quer dizer com isso?

- O ki dela não é normal. É grande, mas isso não quer dizer muita coisa, o que eu sinto é que além de forte, ele é diferente de qualquer um que eu já vi. E eu não sei, mas... será que é porque ela tem três olhos?

- Três olhos? – Goku o encarou, com espanto – que nem o Tenshin Han?

- Exatamente.

- Engraçado... achava que ele era o último da sua raça. Uma vez ele disse algo assim.

- Alguma chance dele, sei lá, ter tido uma filha? Pelo que eu entendi, os pais dela não são que nem ela.

- Acho difícil. Só me lembro do Tenshin ter namorado a Lunch, mas isso foi há mais de 25 anos.

- Lunch?

- É. Uma garota meio doida que tinha duas personalidades. Sumiu há muitos anos, nunca mais soubemos dela.

- E o Tenshin?

- Continua nas montanhas, ele tem uma fazenda e um dojô para administrar. É muita coisa. Desde o torneio do poder nós não nos falamos. Mas ele ficou por lá muitos anos... pode ser que ele tenha tido uma filha na época em que quase não nos víamos, ou quando eu estive morto... realmente não sei dizer, Goten. Mas acho que não. Ele não esconderia isso, não faz o estilo dele.

Goten ficou quieto um instante e então perguntou:

- Pai, tudo bem se eu treinar a garota?

- Treinar? Você acha que consegue?

- No básico, acho que sim. Me sinto até um pouco empolgado com isso. – ele sorriu e o pai retribuiu, dizendo:

- Vá em frente então, meu filho.

Ano 757 – Logo antes do 23º torneio de artes marciais.

Tenshin Han estava deitado, descansando depois de se inscrever no torneio de artes marciais, que seria no dia seguinte. Ele havia chegado com os outros, Yamcha, Kuririn e Chaos mas não quisera sair à noite como eles. Secretamente, ele tinha uma esperança, que logo se concretizou. Alguém bateu à porta, e, quando ele abriu, Lunch atirou-se em seus braços, beijando-o longamente. Para sua surpresa, esse comportamento não vinha da Lunch exótica e apimentada, mas da sua outra parte, a doce e inocente garota que se despedira dele no seu último dia na casa do mestre Kame.

- Meu amor – ela disse, assim que se separaram - eu estou no mesmo quarto que a Bulma mas... – ela riu timidamente – ela me disse que vai passar a noite com o Yamcha num outro quarto...

Ele sorriu. Iriam ter um quarto só para os dois.

Muito mais tarde, ele a observava dormindo, achando-a linda e apaixonante, mas, ao mesmo tempo, sentindo falta da outra parte dela. Queria vê-la. Queria ter as duas uma vez, pelo menos, antes do torneio. E ele sabia o que fazer para isso. Sentindo-se um pouco culpado, fez um pequeno rasgo no seu travesseiro, que soltou algumas plumas brancas e suaves. Ele pegou uma das plumas e, delicadamente, começou a acariciar o nariz da garota adormecida.

Subitamente ela espirrou e acordou, sentando-se na cama e olhando para ele com um olhar malicioso, que foi retribuído por ele um instante antes de puxá-la para si para um longo beijo.

Ano 765

Lunch ajeitou os óculos escuros e encarou a montanha. Era impossível, mesmo tendo a nave, subi-la de outra forma que não fosse escalando e ela agradeceu a Kami o fato de que numa das cápsulas Bulma pusera um equipamento de escalada. Ela já tinha três esferas, as mais fáceis que conseguira encontrar, uma num deserto e outra num campo de flores e a terceira, que recuperara na câmara do tesouro da outra.

Desde que descobrira que o que a transformava eram espirros, ela fazia de tudo para não espirrar: tinha sempre um suprimento de vitamina C, evitava chegar perto de pimenta, pólen, poeira e qualquer coisa que pudesse lhe dar alergia. E até agora vinha dando certo: ela, desde que deixara a Corporação Cápsula não dera um único espirro, e pretendia ficar assim até a última esfera do dragão ser encontrada.

Ela não era expert em escaladas, mas aquela não parecia ser uma montanha difícil para alguém bem equipado como ela, não chegava a 1000m de altura. Informara-se sobre a trilha turística e subira os primeiros 600m apenas caminhando. Quando chegou a um paredão, imbuiu-se de coragem e pôs em prática as lições que tivera com alpinistas profissionais na semana anterior. Tudo pago pelo dinheiro roubado pela outra, que ela conseguira na caverna onde a maldita guardava tudo que roubava. Sua ideia era usar o que precisasse na sua busca e depois devolver ou doar à caridade todo aquele dinheiro. Ela não queria nada que fosse da outra.

Demorou algumas horas, mas ela finalmente atingiu o topo. Começou a buscar, usando o radar do dragão, a esfera e então, sob uma pedra pontuda, ela encontrou. Segurou a pequena e brilhante esfera, triunfante, e se preparou para descer.

Mas a pedra que movera para conseguir a esfera estava coberta com um musgo escuro e poeirento, e quando ela abriu a bolsa para colocar a esfera, sentiu a coceira no nariz. Pensou em pegar um antialérgico no bolso, mas era tarde demais.

 Ela espirrou, e quando sua outra mente despertou, viu, com espanto, a esfera do Dragão na sua mão direita. Começou imediatamente a rir e pensou que era ótimo que a tonta tivesse continuado a busca que ela tentara começar sem muito sucesso. Olhou a bolsa que trazia e viu as cápsulas. Assim que chegasse a sua caverna, teria tempo de verificar o que cada uma escondia e inventariar quantas esferas conseguira. Ela só não podia e nem queria permitir que aquela tonta boazinha desperdiçasse o pedido ao dragão com qualquer coisa idiota. Ela conseguiria as esferas e as usaria.

Para se livrar de uma vez por toda daquela garota tola e boazinha.


Notas Finais


1. Tenshin nunca desistiu de encontrar Lunch. Mas ela conseguiu, de alguma forma, esconder-se dele. Será que o fato dela não ter mais dupla personalidade tem a ver com isso?
2. Trunks e Mai enganam o Goten. Será que ele aceitará bem quando descobrir esse namoro? Vocês acham que eles deveriam contar logo?
3. Vegeta parece ser meio conservador quando se trata de adolescentes namorando sob o mesmo teto que ele. Mas não foi tão conservador assim quando era ele morando na casa do senhor Briefs, hein?
4. O Tenshin do passado não conseguia abrir mão de nenhuma das partes da sua Lunch. Será que alguma das partes decidiu que não o amava mais? Será que a soma das partes decidiu que era hora de ir embora? O que será que aconteceu?
5. E a busca pelas esferas do dragão virou uma competição entre a Lunch “má” e a Lunch “boa” pelo direito de existir. Será que isso vai dar certo para alguma delas? Qual delas vai achar a última esfera e invocar Shenlong?
6. A música do capitulo pode parecer sombria, mas fala sobre aquele lado escondido e sombrio que todos temos, mas a referência é mais à Lunch morena pensando em relação à loura:
Eu olho dentro de mim e vejo meu coração negro
Eu vejo minha porta vermelha e ela foi pintada de preto
Talvez então eu desapareça e não tenha que encarar os fatos
Não é fácil fingir quando todo o seu mundo é negro


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