História Dividida - Capítulo 1


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Palavras 3.508
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Noivado (part. primeiro encontro Camren)


Narrado por Camila Cabello.

O meu namoro com o Shawn encontrava-se perfeito no momento. Por mais que nós estivéssemos juntos há dois anos, eu sempre sentia como se nós continuássemos com três meses de relacionamento. Eu ainda sentia as mesmas borboletas no estômago ao vê-lo, assim como um único beijo dele era capaz de incendiar todo meu corpo. Havia tanto amor e companheirismo entre nós dois que isso transbordava para outras pessoas, por isso éramos um casal relativamente adorado por todos que nos conheciam. Quer dizer, todos menos um, que coincidentemente (e infelizmente) era a pessoa que mais me importava: meu melhor amigo. Melhor amigo este que era mais conhecido como Liam Payne.

Liam nunca gostou do Shawn. Eu poderia dizer que foi ranço à primeira vista (e eu nem acreditava muito nisso, viu!?). Ele nunca dava uma explicação plausível para tamanho desprezo, mas esse desprezo não só existia como também atrapalhava muito a minha convivência com ambos. As palavras mais comuns que saíam da boca de Liam toda vez que o assunto era o Shawn se resumiam a:

"Ele não é o cara certo pra você"
"Você merece alguém melhor"
"Você pode ter certeza que ele não é o amor da sua vida como você pensa"

Eu ignorava todos esses comentários, obviamente. Mas eu morria de medo dele estar certo. Eu amava o meu namorado com todas as forças que habitavam dentro de mim e desde os meus 15 anos, que foi quando a gente entrou no ensino médio, que eu dedicava a minha vida a amá-lo (apesar dele só ter me notado no terceiro ano). No aniversário dele de 18tão nós nos beijamos pela primeira vez e depois disso não paramos mais. Hoje, felizmente, nós continuamos aqui, firmes e fortes.

Tudo estava tão bom que hoje seria uma data muito especial para nós dois. Depois de muita conversa, ele finalmente decidiu me pedir em casamento para os meus pais. Eu estava sentindo tantas coisas de uma só vez que era difícil de explicar, mas eu sabia que a felicidade, ansiedade e nervosismo estavam presentes.

Às 20:00 ele estava aqui, na minha casa, olhando-me como se dedicasse toda sua vida para me admirar. Ele também continha um sorriso lindo nos lábios (oh céus, eu queria beijar essa boca todos os dias...) e não deixava de me olhar nem quando era necessário. Meus pais organizaram um lindo jantar, mesmo não sabendo ao certo o que nós tínhamos de tão sério para dizer.
- Então, eu acho que chegou a hora da Camila e eu falarmos sobre aquilo que a gente evitou a noite toda. - Shawn falou baixinho, num nervosismo notável em qualquer lugar do mundo. Eu queria poder abraçá-lo, beijá-lo e dizer a ele que ele era a minha vida toda e que ele não precisava ter medo dos meus pais, pois eles sabiam que a minha única forma de ser feliz era ao lado do meu primeiro (e único) amor.
- Claro, rapaz. Diga de uma vez. - Papai pediu, olhando-nos com uma cara de quem dizia "eu já sei o que vocês estão tramando".
- Seu Alejandro, dona Sinuhe... Eu queria pedir que...
- MAMÃEEEE!!!!!!!!!!!!! - Sofia berrou pela casa de repente, fazendo-nos tomar um baita susto. Pela intensidade do grito, só podia ter acontecido algo de muito ruim com ela. Nos levantamos às pressas e seguimos o som de sua voz, encontrando-a sentada na escada com um pé aparentemente machucado.
- O que aconteceu, filha? - Mamãe correu para socorrê-la, mas foi o meu pai quem a pegou no colo e a colocou no sofá. Ela realmente havia machucado o pé, então eu peguei gelo para ela, já ansiando que ela melhorasse.
- Como foi que você se machucou, menina? - Perguntei aflita (e não era só por ela, mas também pelo MEU MOMENTO que ela acabou atrapalhando).
- Eu me distraí enquanto descia as escadas.
- E com o quê você se distraiu? - Shawn questionou. Diferente de mim, ele não conseguia disfarçar o quão puto estava por ela ter interrompido a conversa mais importante de nossas vidas.
- Com o celular.
- Quantas vezes eu vou ter que te falar que há momentos certos para usar essa droga de celular, Sofia? Eu vou ter que tirar ele de você? É isso? Porque não é a primeira vez que algo de ruim acontece com você por causa dele. - Seu Alejandro esbravejou. Por não estar acostumada a ver o meu pai brigando com ela, eu fiquei olhando a situação um pouco apreensiva (e a minha mãe também). As brigas na maior parte do tempo envolviam a mim, não a Sofia.
- Desculpe, papai. A partir de hoje eu vou tomar mais cuidado. - Sofia prometeu cabisbaixa. Ela detestava quando brigavam com ela, principalmente na frente de alguém que ela não considerava da família, como o Shawn.
- Tudo bem. - Meu pai se acalmou e se dedicou a cuidar exclusivamente da "pequena" dele. Peguei na mão do Shawn e puxei-o para longe dali, levando-o até o meu quarto. Quando chegamos, ele descarregou toda a raiva que estava sentindo.
- Amor, me desculpa falar isso, mas porra, a sua irmã tinha que se machucar logo agora? Sabe quantas vezes eu ensaiei o pedido para os seus pais? Mas que inferno! - Ele falava passando as mãos pelos cabelos, numa forma de controlar tudo aquilo que estava engasgado. E não funcionou muito, de fato.
- Eu entendo a sua raiva, meu amor. E eu juro que compartilho dela. - Cheguei um pouco mais perto de seu corpo, já começando a acariciar sua nuca com uma de minhas mãos e a arranhar seu braço esquerdo com a outra. - Mas você sabe que a Sofia não teve culpa de nada, não é? Até porque ninguém escolhe se machucar.
- Claro, Mila. Eu sei muito bem disso, inclusive desejo do fundo do meu coração que a sua irmã melhore. É só que... que... Grr... - Ele grunhiu e fechou os olhos enquanto passeava seus dedos pela minha cintura. - Estávamos tão perto de conseguir...
- Teremos outros momentos para isso, moreno. Na verdade, dependendo de como os meus pais continuarem reagindo com esse tombo da Sofia, nós ainda podemos falar hoje. Se acalme. - Sussurrei contra os seus lábios, sentindo a respiração acelerada dele encontrando-se com a minha. Ele estava tão entregue que eu fechei os olhos e o beijei sem nem pensar duas vezes. Beijar o meu namorado era como realizar um sonho de vida. Ele me proporcionava as melhores sensações durante o beijo, e não foi atoa que o meu corpo começou a ficar arrepiado e desejou ser dele em pouquíssimos segundos de contato. - Eu te amo tanto, Shawn...
- Eu te amo, Mila. Eu te amo mais do que qualquer coisa. - Confessou baixinho. Se eu não estivesse grudada em seu corpo, eu provavelmente não teria conseguido escutar nenhuma de suas palavras. Shawn e eu continuamos nos beijando enquanto confessávamos nosso amor um para o outro. E então, quando nós estávamos muito perto de deitar na cama, minha mãe surgiu no meu quarto. Porra, eu e essa minha terrível mania de deixar a maldita dessa porta aberta...
- Atrapalho? - Ela perguntou irônica. Aquele sorriso amarelo que só ela tinha me irritava.
- Claro que não, dona Sinuhe. A senhora nunca atrapalha. - Shawn e eu havíamos parado de nos beijar, mas eu ainda estava colada nele. E eu pude senti-lo tremendo só por falar com a minha mãe. Chegava a ser engraçado como ele nunca conseguia se acalmar perto da minha família. Há dois anos ele convivia com os meus pais, mas nunca fez uma amizade com eles ao ponto de ficar tranquilo sempre que os visse.
- Alejandro e eu vamos esperar vocês na sala. Nós ainda queremos saber o que vocês queriam falar conosco. - Mamãe anunciou, fazendo com que o Shawn me olhasse desesperado. Eu não sabia se ria, se chorava ou se saía correndo junto com ele.
- Tudo bem, mãe. Estamos indo.
Ela assentiu e saiu do quarto, deixando-me sozinha com o cara que eu decidi compartilhar a minha vida (mas que no momento estava num verdadeiro pânico. Nunca o vi assim).
- Amor... - Ele tentou falar, mas eu interrompi. Eu sabia que se permitisse que ele abrisse a boca, ele falaria algo que me deixaria ou muito puta, ou muito chateada.
- Amor, deixa de ser medroso, pelo amor de Deus! Não é esse o homem com quem eu quero me casar. Eu preciso que você tenha coragem de chegar no meu pai para dizer a ele que você me quer como sua esposa assim como eu te quero como meu marido. Se você não for capaz de fazer isso, nós nunca poderemos ficar juntos de verdade. - Eu dizia com uma mão em cada lado do seu rosto, permitindo que eu pudesse olhá-lo no fundo dos olhos. E ah, que olhos... Que rosto... Como eu poderia ser tão apaixonada por uma única pessoa?
- Você está certa, meu amor. Vamos fazer isso de uma vez. - Ele sorriu e me desmanchou inteira com aquele sorriso. Logo nós caminhamos de mãos dadas até a sala e demos de cara com os meus pais ainda cuidando da empata casório.
- Está melhor, Sofia? - Perguntei a minha irmã, vendo-a me responder com um balançado de cabeça e um sorrisinho de canto de boca.
- Que bom.
- Cuidado para não se machucar outra vez, pequena. Poderia ter acontecido algo muito mais grave. - Shawn falou e eu concordei, mesmo não querendo nem pensar nisso. Se um leve inchaço no pé já causou esse alvoroço todo, imagina algo pior?
- Deus me livre. - Sofia mexeu a cabeça como se espantasse esse pensamento negativo e o Shawn apenas sorriu, sem saber o que continuar dizendo.
- Sem mais enrolações, Shawn e Camila. Digam o que vocês estavam prestes a dizer até que a cabeça de vento... - Meu pai pegou na testa da Sofia e deu um empurrão extremamente leve ali, apenas para zombar dela. - caiu e atrapalhou. - E com isso todos nós rimos. Até a própria Sofia riu, apesar da pouca vontade.
Shawn e eu nos entreolhamos e eu consegui enxergar através de seus olhos como o coração dele estava no ponto de saltar do peito. Eu sabia que assim como acontecia comigo, cada segundo que passava deixava ele mais nervoso.
Quando nós dois sentamos no sofá, ele ficou ao lado da Sofia, que também nos olhava querendo saber o que a gente pretendia dizer.
- É... Como eu estava falando antes de tudo acontecer... Eu queria pedir que... que... - E ele travou. Da mesma forma que ele, eu não tive nenhuma reação. Eu queria forçá-lo a pedir logo, mas nem eu mesma tinha voz para isso. Puta merda, estava sendo mais difícil do que eu imaginava... - Eu queria pedir a mão da Camila em casamento.
- O QUÊ??????????? - Sofia e minha mãe indagaram ao mesmo tempo, chegando a me fazer tomar o segundo susto daquela noite. Diferente delas, o meu pai estava bem tranquilo. O olhar dele na primeira vez que o Shawn tentou falar deixou explícito que ele tinha plena noção do que se tratava.
- Você não esperava? - Papai perguntou para a minha mãe com um sorriso nos lábios.
- Claro que não, Alejandro. Você esperava?
- Sim. Na verdade, acho que esse pedido demorou tempo demais para acontecer. Eu já teria pedido há muito tempo. - Ele brincou e essa piadinha foi capaz de acalmar o meu coração. Eu confesso que não esperava uma atitude tão positiva dele.
- Mas qual é a necessidade de casar agora? Vocês ainda são tão jovens... - Minha mãe era a mais confusa de todos nós. Ela não sabia nem para quem olhar. - Camila, você fez 21 anos há pouquíssimo tempo.
- Mãe, por favor, me poupe desse discurso. Você se casou com o papai com a mesma idade que eu quero me casar com o Shawn.
- No meu tempo as coisas eram diferentes, Camila. Você sabe disso.
- Tá bom, mãe. Pouco me importa se tudo era diferente ou igual. Mas eu quero sim me casar com o homem que eu amo e que eu escolhi ficar ao lado por toda a minha vida. - Quando olhei para o meu namorado, por ele estar mais branco do que o normal, eu fiquei com medo dele passar mal de tanto nervosismo. À vista disso, tive que apertar a sua mão numa tentativa de deixar bem claro que nós enfrentaríamos tudo e todos juntos.
- E eu acho que você faz muito bem, querida. Tá difícil encontrar um bom moço como o Shawn hoje em dia, então você tem mais é que aproveitar a chance que Deus tá te dando mesmo. Vocês têm a minha benção e todo o meu apoio. - Papai falou, olhando para nós de uma forma linda e genuína e que foi capaz de encher o meu peito de ainda mais amor.
- Só falta a senhora, dona Sinuhe. - Shawn murmurou olhando para ela intensamente. A mão dele suava, tremia e o seu corpo todo aclamava para essa conversa encerrar.
- Olha, eu continuo achando que vocês ainda são muito jovens pra isso. Eu queria outro futuro pra Camila, um futuro que eu não tive... - Ela olhou para o meu pai e com um sorriso sarcástico falou: - Não é reclamando, tá?
- Tudo bem, eu entendo. - Ele zombou.
- Mas se a Camila quer mesmo se casar com você, o que me resta é apoiá-la em tudo. Você sempre foi um bom rapaz durante esses anos, Shawn. E antes de te conhecer eu posso te garantir que a Camila nunca foi tão feliz, por isso, sim, vocês têm a minha benção também.
Shawn e eu levantamos do sofá e nos abraçamos, quase como fazíamos quando comemorávamos um gol do nosso time preferido em uma final de algum campeonato. Ele enfiou o rosto no meu pescoço e ficou ali por um tempo, apenas sentindo o meu cheiro. Quando tivemos que nos afastar, ele se ajoelhou na minha frente (ai, meu Deus. Eu não tenho estrutura pra isso) e tirou uma caixinha muito pequena do seu bolso. As lágrimas começaram a brotar em meus olhos antes mesmo que eu pudesse sequer pensar em controlá-las. Shawn tirou o anel de noivado e numa lentidão profunda colocou em meu dedo. No instante que ele beijou a mão que agora comprovava que eu estava prestes a ser mais dele do que nunca, eu pus as minhas mãos em seus braços e o trouxe para mim. Não liguei se os meus pais estavam longe ou perto, eu colei os meus lábios nos dele com toda a urgência que eu sentia. Naquele beijo eu deixei claro todo o meu amor e como eu estava feliz com tudo aquilo.
- Ok, chega de beijo, 'né' não? - Sofia se meteu, fazendo com que o Shawn e eu ríssemos durante o beijo e realmente interrompêssemos ele.
- E você, pequena? Ficou feliz com a notícia de que eu vou me casar com a sua irmã?
- Feliz? Eu? Claro que não. Quando eu acho que vou me livrar de você... Você me vem com essa? - Sofia brincou e o Shawn foi correndo enchê-la de cosquinhas.
- Como é? Repete!
- Para, Shawn. Para. - Ela falava entre inúmeras risadas.
- Fala que você tá muito feliz com a notícia que aí eu paro.
- Tá, eu tô...
- Tá o quê?
- Eu tô muito feliz com a notícia. Agora paraaa. - Ela ria tanto que estava ficando sem fôlego.
- Boa garota. - E aí ele parou, recebendo vários tapas da pirralha em seguida.
- Você é um péssimo cunhado.
- Sim, eu sei que você me ama. - Brincou e voltou até mim, abraçando o meu corpo por trás.
- Acho que esse momento é digno de comemoração. - Disse meu pai.
- Com certeza é. - Me pronunciei.
- Amanhã faremos uma festa aqui em casa e anunciaremos o noivado de vocês. O que vocês acham? - Mamãe perguntou. Todos nós concordamos de imediato. Ah, céus, essa felicidade... Era tão grande que causava medo. Eu tinha pavor de acordar desse sonho e nunca mais conseguir voltar para ele.

(...)

Sábado, às 20:00.

Recebi uma mensagem do Shawn totalmente inesperada, que coincidiu de aparecer no meu celular logo no momento que eu havia saído do banho.

"Meu amor, me encontre agora na "nossa" praia. Quero um momento a sós com você antes de cairmos de cabeça nessa festa. Estou te esperando, por favor, venha logo. Te amo, minha noiva".

Li a mensagem do começo ao fim com um sorriso bobo no rosto. Ser louca por uma pessoa era tão bom que eu recomendava isso para todo mundo. Amem como se não houvesse amanhã, é a única coisa que eu digo.

Não demorei a me arrumar, muito pelo contrário. O maior peso foi na hora da maquiagem, mas até nisso eu dei um jeito de ser mais rápida do que nos dias normais.

Quando saí do meu quarto, busquei sair de casa sem ser notada por ninguém. Com isso, em menos de 10 minutos eu cheguei na tal praia, que o Shawn apelidou de "nossa" porque a nossa primeira vez foi exatamente aqui. Sim, minha primeira vez com o meu futuro marido foi numa praia.

A nossa sorte era que essa praia era extremamente deserta, pouquíssimas pessoas vinham aqui. Mas também quando vinham... era um verdadeiro inferno.

A única pessoa que eu encontrei olhando o mar tinha uma silhueta muito feminina. Procurei pelo meu noivo por todos os lados, mas não o encontrei. A única pessoa que estava presente era mesmo aquela mulher.

Decidi me aproximar para perguntar se ela havia visto alguém. Antes que eu conseguisse alcançar seus ombros para tal, ela se virou repentinamente e nós ficamos muito perto. Tão perto que a respiração dela chegava a bater no meu queixo.
- Opa, de-desculpa... - Ela falou baixinho, afastando-se um pouco. Mas foi só um pouco mesmo.
- Tu-tudo bem. - Por que nós duas estávamos gaguejando??? - É... Eu vim perguntar se você viu algum cara por aqui.
- Não, não vi. Acabei de chegar.
- Ah, ok. Desculpa incomodar então.
- Não precisa pedir desculpa. - Ela sorriu. Ela tinha um sorriso lindo, assim como os olhos e o resto do rosto e corpo. Estava um pouco escuro pela praia, mas o que eu via dela já era o suficiente para eu poder afirmar que essa mulher era a mais linda que eu já vi em toda a minha vida. - Esse cara que você tá procurando é o seu namorado?
- Não mais. - Ri baixo. - É o meu noivo.
- No-noivo? - Ela gaguejou outra vez. - Você não é muito jovem pra casar?
- É o que dizem.
E aí nós ficamos nos olhando, sem dizer absolutamente nada. Ela não sabia o que dizer, muito menos eu, então olharmos uma para a outra era a única alternativa que nos restava. Os olhos dela me olhavam de uma maneira tão intensa que eu me sentia fraca, e não descartava a possível chance de eu cair pela areia (ou em seus braços) a qualquer momento. A única pessoa que poderia interromper esse contato visual realmente interrompeu alguns segundos depois.
- CAMILA? - Shawn teve que gritar por mim para que eu pudesse escutá-lo e exergá-lo, afinal, ele estava um pouco distante. Levando em consideração o lugar que ele estava parado, chegava a ser absurdo os meus olhos não terem conseguido vê-lo antes.
- É... Tenho que ir... Foi um prazer te conhecer.
- O prazer foi meu, Camila. - Ela sorriu mais uma vez. Puta merda, ela devia conquistar muitos homens assim. Talvez até mulheres, vai saber a preferência dela...
- Você ficou sabendo o meu nome e eu não faço ideia de qual seja o seu. Isso não é injusto?
- É sim. - Gargalhou constrangida. Foi a coisa mais fofa que já vi. - Me chamo Lauren. Lauren Jauregui.
- Agora ficou bem melhor. - Sorri para ela que ainda continuava sorrindo. - Bom, se cuide. É perigoso uma mulher ficar sozinha pela praia.
- Estou acostumada, não se preocupe.
- Você é daqui?
- Na verdade eu cheguei na cidade ontem.
- Então você não pode dizer que é acostumada. Você não é acostumada nem com o lugar, nem com as pessoas daqui.
- Tem razão. - Ela tirou aqueles olhos verdes do meu rosto e se concentrou em olhar o mar. Ela demonstrava sentir muita paz em olhá-lo, e eu a entendia perfeitamente. Isso também acostumava acontecer comigo.
- Enfim. - Suspirei antes de voltar a dizer: - Boa noite, Lauren. Ela me olhou outra vez antes de deixar escapar pela sua boca um:
- Boa noite, Camila.


Notas Finais


Espero que gostem :)


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