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História Dividindo o apartamento - kaisoo - Capítulo 1


Escrita por: SugaSoo

Capítulo 1 - Ômega Inútil.


Kyungsoo seguia em direção a cozinha indo ao encontro dos pais para lhes desejar um boa noite e lembra-los que iria passar o final de semana na casa do Baekhyun – novamente – quando escutou sua mãe mencionar seu nome baixo, mas não baixo o suficiente.

– Kyungsoo tem me deixado preocupada. ‐ Ouviu a ômega falar.

– Por que querida? – JunSeo, seu pai, perguntou num tom de voz normal.

Kyungsoo parou perto da porta deixando sua curiosidade falar mais alto atento aos que os pais iriam falar de si escondido.

– Ele tem vinte e três anos e não nos disse que tem uma namorada, ou namorado sei lá, sequer mencionou o nome de alguém sem querer ou agiu feito bobo pela casa.

– De novo com essa história Yuna? – Seu pai falou baixo. – Escute, já falamos sobre isso, ele vai falar que gosta de alguém quando achar que é a hora certa. E mesmo que não apresente qual é o problema dele ser solteiro?

– Eu sei que ele é reservado, mas com vinte anos nas costas ele deveria ter pelo menos falado o nome de alguém sem querer. Não quero ele sozinho na vida, não vamos estar aqui sempre pra ele.

– Querida, nosso filho é inútil. – Ouviu seu pai falar sério, mas em um baixo tom. – Kyungsoo é ômega e anda em uma cadeira de rodas, me diz quem vai querer namorar com ele? E mesmo que comece a namorar com alguém ainda vai levar uns anos, vamos encerrar esse assunto de uma vez por todas. E eu prefiro que ele fique solteiro sozinho que mal acompanhado só porque você acha que é o melhor pra ele.

Kyungsoo prendeu a respiração fazendo de tudo para não derramar suas lágrimas ali. Achava que estava tudo bem e já tinha colocado na cabeça que não namoraria por causa da sua condição e achava também que seus pais estavam de acordo com sua decisão mesmo sem ter dito nada, todavia estava enganado. Kyungsoo soltou a respiração lentamente e moveu a cadeira mostrando-a na porta de onde seus pais estavam.

– Mãe, pai. – Chamou os pais que se viraram com as faces levemente assustadas, Kyungsoo sorriu curto. – Vim dizer boa noite e, relembrar que o Baek me chamou pra ir lá ficar o final de semana.

–Tudo bem querido. ‐ Yuna disse doce. – Que horas você vai? - Perguntou.

– Umas oito, oito e meia. – Respondeu.

– Certo, sem problema. Quer que eu vá te deixar? – Jun perguntou.

– Não precisa pai obrigado. Ele disse que ia vir me buscar aqui pra gente ir comprar uns doces antes de ir de fato pra casa dele. – Inspirou. – Enfim, Boa noite, amo vocês.

– Também te amamos. – Responderam em uníssono.

Kyungsoo moveu o dedo no joystick da cadeira de rodas indo de volta para o seu quarto, depois de fechar a porta do quarto foi até a cama onde se inclinou pra frente e rastejou tipo minhoca procurando pelo jeito mais confortável de deitar pensando se chorava, ou se dormia.

Escolheu chorar.

Porém, não chorou por muito tempo, menos de dez minutos que havia começado seu chororô segurando os soluços, o ômega escutou seu celular tocar sendo obrigado a cessar sua dor para atender o amigo.

– Oi Bakkie. – Falou rouco.

– Me diz que tu não ‘tava dormindo...

– Tava. – Mentiu.

– Desculpa Soo, eu liguei só pra confirmar que cê vai vir mesmo?

– Tudo bem, eu vou sim.

– Certo. Até amanhã então, beijo.

– Beijo.

Kyungsoo encerrou a ligação optando por dormir ao invés de continuar seu choro.


O Do foi acordado pelo toque que mais odiava na época da escola. Era a primeira vez que usava o despertador em anos e pediu mentalmente para nunca mais ter que usar novamente. Esticou o braço até o aparelho em cima do travesseiro ao lado e com o indicador arrastou o dedo na tela várias vezes até o objeto parar de tocar. Sentou na cama e virou de lado pondo os pés para fora da cama e se jogou na cadeira de rodas pondo ambas as mãos nos braços fazendo força para se sentar corretamente. Foi em direção ao próprio banheiro e abriu a porta olhando para dentro, seu sofrimento ia começar.

Kyungsoo foi da cadeira para o vaso, depois cadeira e pia, pra em seguida ir ao chuveiro e por fim cadeira novamente.

Quando finalmente terminou de vestir suas roupas podendo se sentar na cadeira sabendo que não teria que se levantar dela tão cedo, soltou um suspiro aliviado e foi até a cama onde pegou o celular e arrumou as roupas na mochila e colocando seu carregador e celular na bolsa.

– Bom dia mãe. – Kyungsoo falou entrando na cozinha vendo sua mãe de pé na frente da pia.

– Bom dia querido. – A matriarca se virou sorrindo. – Dormiu bem?

– Sim e você e o papai? – Do se aproximou da mesa olhando seu café da manhã ser constituído de panquecas e suco de laranja.

– Muito bem.

– Hm... Vou estar de volta domingo a noite eu acho, ou segunda de manhã. Qualquer coisa é só me ligar. – Falou pegando o garfo.

– Ele vai vir te deixar? – Kyungsoo deu um pulo sentado ao ouvir a voz do seu pai atrás de si.

– Acho que sim. – Falou baixo.

– Me ligue se ele não vier, não quero meu filho andando pelas ruas sozinho. – O patriarca disse se sentando na cadeira ao lado do filho.

– Sim senhor.

Ao terminar o café da manhã o moreno se despediu dos pais e rumou para a casa do amigo, não sem antes passar na loja de doces.

Kyungsoo sorriu acendendo para a balconista que correu de trás do balcão para vir abrir a porta.

– Bom dia Kyung. – Falou segurando a porta deixando o amigo entrar.

– Bom dia Yerin.

Kyungsoo ficou parado na frente do balcão, onde não seria problema se as duas outras pessoas que estavam na loja fossem pagar a conta.

– O que vai querer hoje? – Perguntou a alfa indo até onde os doces ficavam pegando uma cestinha de madeira para por os doces escolhidos pelo ômega.

– Bombons de chocolate, ursinhos de gelatina, duas barras de chocolate com biscoito e marshmallows. – Falou com calma vendo a alfa pegar seu pedido o mais rápido possível.

– Hoje a noite promete. – Brincou ela. –Vai ver o Baekhyun de novo?

– Passar o final de semana lá. – Sorriu. – Quanto deu?

– Deu cinco.

– Aqui. – Kyungsoo entrou os cinco mil a amiga e virou de frente pra porta vendo a alfa ir até a mesma novamente abrir a porta para si.

– Tchau Kyung, bom final de semana. – Desejou a alfa vendo o amigo passar pra fora.

– Pra você também.

O moreno subiu mais duas ruas até chegar a porta da casa do amigo e bater palmas, ouviu um “já vai” e menos de um minuto depois a porta era aberta.

– Oii Soo. – Baekhyun abriu um sorriso ao ver o amigo parando na frente do mesmo deixando um selinho rápido no ômega, todavia, o sorriso se desfez ao olhar para trás e não ver o carro do pai do outro. – Me diz que teu pai tava com muita pressa e que não tinha tempo de gritar pra eu cuidar de ti de dentro do carro. – Falou o loiro esperançoso.

– Ele tava com muita pressa.

– Mentiroso. Entra logo antes que eu te empurre dessa cadeira. – Baekhyun falou andando pra trás segurando a porta.

– Eu falei pra ele que tu ia me pegar. – Disse o Do parado na entrada da sala.

Baekhyun se agachou retirando os sapatos dos pés do Do deixando ao lado dos seus.

– Tu me disse que ele ia te deixar.

– Eu precisava de um tempo sozinho. – Falou simples tirando a mochila e a sacola do colo colando em cima da mesinha de centro.

– Aconteceu alguma coisa? – Baekhyun se ajoelhou na frente do amigo o olhando nos olhos.

– Nada que chorar na hora de dormir não resolvesse. – Falou calmo.

– Então não tava dormindo seu mentiroso. – Deu um soco no ombro do Do.

– Foi por uma causa maior.

– Eu te derrubou dessa cadeira se tu não me contar oque foi. – Ameaçou. – E digo mais, não te ajudo a se sentar de novo.

– Chato. – Resmungou. – Ela disse que não gostava de eu não ter apresentado alguém como namorada e meu pai disse que eu como ômega que anda de cadeira de rodas sou inútil para relacionamentos.

– Que merda. – Fez careta. – Mas você tá bem?

– Tô sim. – Falou olhando o amigo nos olhos. –Pega o controle pra mim?

Baekhyun levantou em busca do controle pela sala, quando achou o objeto jogou na direção do amigo e se sentou no sofá.

– Se o problema for tu não apresentar alguém me apresenta uai. – Baekhyun falou depois de alguns minutos em silêncio.

– Baekhyun tu é ômega, e ela te conhece. – Do falou descartando a ideia do amigo. – Acho que ela até suspeita que a gente já se pegou e tal, mas ela sabe que a gente nunca namoraria.

– Eu conheço uns alfas que podem te ajudar com isso.

– Ah não, nem vem, não quero ficar devendo favores. – Disse alto.

– Eles que estão me devendo favores.

– Baekhyun, eu não vou mentir pra minha mãe.

– Cheguei amor! – Kyungsoo olhou para o lado vendo Chanyeol entrar com sacolas de mercado. – Oii Kyungie.

– Oi Channie. – Kyungsoo sentiu a mão do alfa em sua cabeça bagunçando os fios em um carinho rápido.

– Quem aqui que vai mentir pra mãe? – Chanyeol perguntou indo em direção a cozinha.

– Ninguém. – Kyungsoo respondeu rápido antes que o amigo inventasse uma de suas ideias.

Kyungsoo parou a TV num canal onde passava desenho animado e ficou assistindo junto com o amigo.

– Quer ir pro sofá Soo? – Kyungsoo tirou os olhos da TV pra olhar pro Park e esticou os braços.

O namorado do amigo veio em sua direção o levando até o sofá.

– Assim tá bom? Quer um travesseiro? Uma almofada? Banco? – Perguntou.

– Assim tá bom, obrigado. – Agradeceu e voltou a ver TV.

– Eu daria tudo que tenho pra ver vocês dois se pegando. – Baekhyun falou.

– Engraçado que se eu tivesse carregado qualquer outra pessoa tu me expulsaria de casa. – Chanyeol disse sentando entre os ômegas.

– Querido, eu só te libero pra pegar qualquer outra pessoa que não seja eu se essa pessoa for o Soo. – Baekhyun disse sem tirar os olhos da televisão.

– Mas me diz Soo, por quê tu mentira pra tua mãe? – Chanyeol questionou voltando o assunto.

– Por que tu acha que seria eu?

– Porque o Baek não tem motivos pra fazê-lo. – Falou apoiando as costas no sofá.

– A mãe dele tá achando ruim que vai ter que sustentar o filho até o fim da vida dela porque o Soo é inútil em uma cadeira de rodas. – Baekhyun disse fazendo Chanyeol olhar preocupado para o amigo ao lado.

– Tu tá bem? – Perguntou fazendo o Do encostar a cabeça em seu ombro.

–Tô.

– Se quiser vir morar aqui sabe que pode né? – Chanyeol disse fazendo carinho nos cabelos do moreno.

– Sei, teu namorado me convidou a dois anos.

– Eu também falei que conheço uns caras que podem ajudar ele no quesito relacionamento, mas ele negou do mesmo jeito. – Baekhyun disse tedioso.

– AHH. – Kyungsoo e Chanyeol olharam assustados para Byun que tinha um sorriso de orelha a orelha.

– Que foi? – Chanyeol perguntou pro namorado.

– Amor, e se você fingir ser namorado do Soo? – Kyungsoo e Chanyeol se olharam sugestivos.

– Naah. – Falaram em uníssono e voltaram a se encostar no sofá ouvindo o Byun bufar.

– E por que não? É perfeito. Chanyeol não me marcou o que quer dizer que ele não tem ômega nenhum. – Baekhyun disse animado.

– Byun, meu pai não é idiota. Ele vai fazer milhares de perguntas pra ele. – Do falou vendo o Park passar a mão por trás de si o aproximando para se encostar no alfa.

– Sabe o que eu acho? – Do falou recebendo os olhares dos amigos. – Que vocês deveriam ter esticado o sofá.

Chanyeol fez menção em se levantar fazendo assim Baekhyun e Kyungsoo se mexerem. O Park puxou a parte do meio sem dificuldade e foi pra frente do Do colocando as pernas do amigo em cima do sofá e puxou o móvel, logo voltando a se sentar tendo novamente os ômegas apoiados em seu peito.

Os três ficaram vendo desenho animado até as onze da manhã. Baekhyun foi o primeiro a levantar indo pra cozinha e Chanyeol levantou em seguida colocando o Do nos braços estilo noiva indo até a cozinha onde deixou o ômega sentado em cima do balcão.

Kyungsoo recebeu do Byun uma faca, uma tábua e vegetais.

– Chanyeol, eu não lavei as mãos. – Avisou ao alfa que procurava panelas nos armários.

Depois de pegar as panelas, Chanyeol andou até o moreno levando-o até a pia o segurando de pé enquanto o mesmo lavava as mãos e o levou de volta ao balcão dessa vez o colocando em um dos bancos altos.

–Eu preciso de um desse em casa. – Do falou brincalhão.

– É só vir morar aqui que tu vai ter um em casa. – Baekhyun disse.

– Eu me sinto mercadoria cara perto de vocês dois. – Kyungsoo disse.

– Não é caro, nem está a venda. – Chanyeol disse ligando o fogo.

– É que eu sou único.

Kyungsoo ouviu a campainha tocar e pelo canto do olho viu Chanyeol ir atender.

– Pediu alguma coisa? – Kyungsoo perguntou ao Byun.

– Eu nada.

– Amor, eu vou estar aqui no escritório resolvendo umas coisas viu? – Chanyeol falou e Kyungsoo olhou pra porta da cozinha vendo o alfa acompanhado.

– Tá, mas tu que vai lavar a louça. – Baekhyun falou sem olhar para o Park.

– Kyungsoo esse é o Kim Jongin, meu assistente. – Chanyeol disse vendo que os dois se encaravam.

– Olá. – Kyungsoo falou sem expressão.

– Olá.

– Oi Jongin, tá roubando meu namorado de novo né? – Baekhyun fingiu indignação.

– Foi preciso senhor Byun.


Quando o almoço ficou pronto Baekhyun apareceu na frente do menor com a cadeira de rodas o tirando de cima do banco ajudando a se sentar.

– Chama lá o Yeol, Soo. Eu vou por a mesa.

Kyungsoo assentiu e foi pro corredor parando em frente à porta do escritório do Park. Bateu na porta quatro vezes e segundos depois ela foi aberta por Jongin.

– Desculpa atrapalhar, Yeol o almoço está pronto. – Kyungsoo falou e saiu de frente da porta voltando pra cozinha.


– Eu não preciso disso, meu marido é rico. – Baekhyun falou com voz fina imitando uma de suas clientes irritadas enquanto comiam. – Mocréia daquela. – Bufou fazendo os demais rirem.

– Tenho certeza que ela vai voltar logo logo. – Do falou com certeza na voz.

– Eu também acho. – Chanyeol concordou.

– E mais, disse que eu ia implorar para que ela voltasse, imagina. Logo eu? Há, peço nem o Chanyeol pra voltar quando chuto ele pra fora de casa. – Contou ainda indignado.

– E olha que eu nunca faço nada errado. – Chanyeol disse calmo. – Que bom que o Soo me faz companhia quando tu me expulsa de casa.

– Lá vai. – Kyungsoo reclamou e Jongin fez cara de confuso.

– Mas me chamar pra ver vocês dois se pegando que é bom nada né?

– Curto fazer as coisas em segredo. – Chanyeol disse brincalhão.

Kyungsoo ficou vermelho ao escutar o amigo falar aquilo na frente da visita e deu um soco no braço do amigo.

– Você não me irrita. – Falou raivoso.

– Tá vendo Jongin, eu só sofro na mão desses dois. E dizem que me amam. – Chanyeol da bico e Jongin segurou o riso.

– Cala a boca Park. – Os ômegas falaram em uníssono terminando de comer em silêncio.


Do e Byun ficaram o resto do dia na frente da televisão até escurecer e chegar a hora do jantar, sem aviso nenhum a campainha foi tocada e segundo depois Baekhyun colocava duas caixas de pizza em cima da mesinha de centro.

Kyungsoo estava sentado no chão como indiozinho e Baekhyun estava ao seu lado, ambos esperavam pacientemente que os dois alfas saíssem daquela sala para finalmente encherem seus buchos.

– Vai querer jantar aqui Jongin? – Kyungsoo ouviu o Park perguntar.

– Não quero incomodar, mas obrigado.

– Imagina menino, colocou chifres na minha cabeça a tarde inteira e quer ir embora sem comer? Senta aqui. - Baekhyun disse apontando para a frente dele, Jongin sentou.

– Me diga Jongin, por que meu namorado teve que trabalhar estando de folga hoje? – Baekhyun perguntou.

– Porque ele é meu assistente e eu preferi adiantar o assunto hoje do que chegar na empresa segunda e ter que lidar com uma ruma de coisa que provavelmente me faria chegar tarde em casa. – Defendeu Chanyeol sabendo oque o namorado poderia aprontar.

– Olá novo Jongin. – Baekhyun zombou.

– Foi ele que me mandou vir aqui. – Jongin falou mordendo um pedaço da pizza.

– Ignora ele só tá implicando contigo. – Kyungsoo falou.

– Isso me lembra, - Falou o Park de boca cheia.

– Lembra o que? – Baekhyun perguntou ao Park que fez um gesto com a mão para esperar.

– Soo, onde cê vai dormir?

– No sofá uai. – Kyungsoo falou.

– Ué? – Jongin soltou confuso.

– Que foi? – Byun olhou pro alfa na sua frente.

– Nada não, esquece.

– Tá. – Baekhyun desviou o olhar pro amigo ao lado. – Por que tu vai dormir no sofá?

– É, por quê? – Agora Chanyeol quem questionou.

– Eu não vou dormir com vocês dois na cama. – Do falou convicto.

– Então dorme só eu e tu, o Yeol fica no sofá. – Baekhyun disse voltando a comer.

– Que tal eu ficar no sofá e vocês dois na cama de vocês? – Indicou.

– Eu não me importo em dormir no sofá. – Chanyeol disse.

– Eu também não. – Kyungsoo levantou a sobrancelha como desafio ao Park.

–Agora se peguem. – Baekhyun falou.

– Não! – Falaram em uníssono.

– Jongin tá solteiro? – Baekhyun perguntou com um sorriso de malícia.

– Sim senhor, mas porque a curiosidade? - Jongin questionou limpando a mão com o guardanapo.

– Meu amigo tá, tem interesse?

– Que amigo?

– Esse aqui. – Baekhyun falou deixando Kyungsoo vermelho.

– Pensei que vocês três namorassem. – Jongin disse com o rosto confuso.

– Que nada, Kyungsoo não quer namorar comigo, é só por isso que tô com o Park. – Sussurrou a última parte risonho.

– Acredito. – Riu.

– Quer o número dele?

– Baekhyun, cala a boca. – Kyungsoo falou olhando bravo pro amigo.

Terminaram de comer e Baekhyun e Chanyeol tiraram a bagunça da mesinha de centro.

– Quer ajuda? – Jongin perguntou vendo o ômega ficar incomodado alisando os braços.

Kyungsoo assentiu com a cabeça e Jongin se levantou indo para trás do menor levantando-o o pondo sentado no sofá.

– Você é o cara que tava na loja de doces mais cedo ne? – Jongin questionou indo buscar a cadeira do ômega que estava no canto da sala.

– Uhum.

Jongin levantou Kyungsoo novamente colocando -o na cadeira.

– Obrigado. – Agradeceu.

– Eu não vejo a Yerin sorrir naquela loja. – Jongin falou pensativo.

– Ela não gosta de ficar ali. – Falou lembrando da amiga.

– Ainda sim, ela não sorri daquele jeito pra todo mundo que entra na loja. Você deve ser muito querido pra ela.

– Quase isso. Com licença. – Falou e saiu da sala entrando no corredor.

Kyungsoo entrou no quarto do casal e foi em direção ao banheiro escovar os dentes, quando saiu e voltou pra sala, viu Chanyeol e Baekhyun no sofá, Jongin já havia ido.

– Soo, eu tava falando com o Yeol sobre oque sua mãe disse e eu vou te fazer o convite de morar com a gente de novo. – Baekhyun falou.

– Eu já sou escoro suficiente pros meus pais, não vou ser pra vocês também, basta o final de semana. – Levou a cadeira ao lado do sofá. – Chanyeol passa mais tempo ganhando músculo me carregando de um lado pro outro que quando vai pra academia. E eu nem tenho como ajudar vocês com as tarefas domésticas sem precisar de ajuda, então não, não aceito vir morar com vocês. – Falou erguendo o queixo.

– Você não é um escoro pra gente, Chanyeol não se importa de te carregar por aí e não precisamos de ajuda nas tarefas domésticas, eu faço o Chanyeol virar nosso empregado. – Baekhyun falou.

– Eu amo vocês dois sabia? – Do falou sorrindo satisfeito.



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