História Divine - Capítulo 18


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO, Red Velvet, TWICE
Personagens Chaeyoung, Dahyun, Irene, Jihyo, Joy, Kris Wu, Mina, Momo, Nayeon, Personagens Originais, Rap Monster, Sana, Tzuyu
Tags Kpop, Michaeng, Monayeon, Namo, Pirata, Pirata Mina, Satzu, Sereia, Sereia Chaeyoung, Twice
Visualizações 172
Palavras 4.061
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Fantasia, Ficção, Luta, Misticismo, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olar, migonces

Queria primeiramente agradecer a todos que favoritaram a estória e comentaram o último fic. Está um pouco complicado responder os comentários, mas saibam que eu leio todos com muito carinho (e respondo no meu coração rs).

Eu agradeço muito por tomarem parte de seu tempo para lerem e comentarem a fic, isso é muito gratificante. Obrigada mesmo.

Confesso que fiquei surpresa com a rejeição da Ching, sério, procurem a história dela, ela é foderosa pra caralho rs.

Esse capítulo tem o nome de uma música da banda "Roupa Nova" que se chama "Coração Pirata" haha.

Eu acho esse trecho extremamente a ver com a personalidade da Mina nessa fic:

"Faço o que quero, estou sempre com a razão
Eu jamais me desespero
Sou dono do meu coração"

Esse capítulo tem uma referência a minha outra fic "The Girl of my Best Friend", vamos ver quem vai saber o que é rs.

No mais, boa leitura <3

Capítulo 18 - Coração pirata


Fanfic / Fanfiction Divine - Capítulo 18 - Coração pirata

 

...Chaeyoung andava por um dos corredores, quando foi atacada e jogada contra a parede, e antes que pudesse fazer qualquer coisa, viu Mina prensando-a na parede com o próprio corpo, segurando firme em seu cabelo com uma mão e com a outra segurando sua espada em seu pescoço

“Eu sabia que era você!” Mina disse sorrindo maliciosamente.  “Veio fazer o quê aqui, garota? Achei que tivesse me esquecido!”

Chaeyoung estava tentando pensar em alguma desculpa, mas nada vinha em sua cabeça.

Ching Shih apareceu ali, vinda de dentro de seu quarto, e ficou surpresa ao encontrar Mina ameaçando uma garota com a espada.

“O que está havendo aqui?” Ela questionou, cruzando os braços.

Mina abaixou sua espada, e soltou o cabelo da jovem, afastando-se dela.

“Eu só estava procurando por ela.” Chaeyoung respondeu. “Ela se assustou e pensou que eu fosse um ladrão, por isso me atacou.” Mentiu no maior descaramento.

“E você entra assim no meu navio?” A mais velha falou em um tom não muito amigável. “Sabe que é perigoso esse tipo de coisa, não é?”

“Não quando se é Chaeyoung.” A garota sorriu e Mina revirou os olhos. “Eu sou a princesa dos mar...”

“Chega!” Mina a interrompeu e olhou para Ching. “Isso é um monte de blábláblá que não interessa para ninguém.” A jovem sereia a olhou ofendida, então Mina a encarou. “Vem, vamos conversar lá fora.”

Ela segurou no braço da jovem, e a levou para fora do navio, na praia.

“Pode me soltar, eu sei andar sozinha.” Chaeyoung falou em um tom debochado, e se desvencilhou de Mina. “Você é muito bruta, credo.”

“Deixa de cinismo, e fale logo o que queria no navio da Ching!” Mina falou com impaciência.

“Eu já disse, estava procurando por você...” Ela deu os ombros, mas a pirata voltou a lhe segurar pelo braço, de forma agressiva.

“Não minta para mim!” Mina falou séria, e puxou sua espada novamente, colocando-a contra o rosto da sereia. “Não há motivos para me procurar em outro navio!”

“Pare de me ameaçar com essa espada!” Chaeyoung falou em um tom sério. “Abaixa essa porcaria e me solta!”

“Só quando você confessar o que planejava fazer!”

“Você sabe que não pode medir forças comigo!” Chaeyoung falou mais alto. “Abaixa essa porcaria agora!”

“Fale o que você queria no navio da Ching!”

“Eu queria afundar aquela bosta!” A jovem respondeu impaciente e se soltou das mãos de Mina.

“O quê!?” Mina ficou furiosa ao ouvir aquilo. “Você é louca mesmo, por que ia fazer isso?”

“Eu não gosto dela.”

“Oras, eu devia mesmo era cortar seu pescoço!” Mina falou com raiva e levantou sua espada. “Por que você sempre está querendo estragar a minha vida, garota, o que eu te fiz?”

“Se você me ameaçar de novo com essa espada, eu juro que vou quebrá-la!”

“Se quebrar a espada que foi de meu pai, juro que te mato, não estou brincando!” Mina falou com raiva, mas guardou a sua espada. “Ao contrário de você, a maioria das pessoas não tem um pai imortal, nem uma mãe que viverá por milênios...” A voz de Mina ficou embargada e ela engoliu seco. “Algumas pessoas inclusive nem sequer conheceram o próprio pai, mas você não faz ideia do que é isso, seu pai viverá para sempre, quando precisar dele, ele estará lá, não é, princesa?”

Chaeyoung abaixou os olhos e cruzou os braços, se sentindo mal por Mina. Dava para sentir que falar sobre aquilo a deixou realmente triste, não somente pela energia que estava emanando, mas também por suas palavras carregadas de dor.

“Me desculpa.” Chaeyoung murmurou, envergonhada.  “Eu... Eu fiquei chateada... Você fica com todo mundo... Momo, aquela velha... Só não fica comigo!”

“Eu não gosto de você!” Mina falou de forma dura, e Chaeyoung sentiu até uma dor física, e não conteve as lágrimas. “Eu só quero que me deixe em paz.”

“Mina... Eu... Não fale assim comigo, eu tenho sentimentos, está bem? E você está me magoando!” Ela falou, se sentindo muito vulnerável e indefesa. Uma sensação terrível.

“Se gosta mesmo de mim, então faz um favor: vá embora e me deixa em paz, não atrapalhe minha vida, nem meus planos, eu estou lutando para conseguir me vingar de Hung Chou, e não vou deixar você destruir isso por puro capricho!” Chaeyoung chorou mais ainda ao ouvir aquilo.  “Vai embora!”

Não fazia ideia de como rejeição podia ser tão dolorosa, porque em toda a sua vida, nunca havia sido rejeitada por ninguém.

Sooyoung estava certa: Mina sentia mesmo desejo por ela, mas não paixão, muito menos amor. As três coisas eram bem diferentes uma da outra.

Chaeyoung então começou a caminhar cabisbaixa em direção ao mar.

“Essa noite vai ser maravilhosa, vou aproveitá-la ao máximo, com uma mulher de verdade, sabe? Humana, que não precisa de truquezinhos para seduzir alguém.” Mina falou alto, e sabia que era totalmente desnecessário, ela não precisava de forma alguma dizer aquilo, mas não ia perder a chance de jogar um veneno naquela menina mimada, após conseguir tê-la derrubado somente com palavras.

Chaeyoung gelou e ficou paralisada ao ouvir aquilo, ela suspirou fundo e secou as lágrimas com as mãos. Tudo bem, ela teria que aprender a lidar com rejeição, mas aceitar ser tripudiada daquela forma  ela não precisava tolerar.

Virou-se e se aproximou de Mina novamente, e sem rodeios, e lhe acertou um soco no estômago.

A pirata nem sequer conseguiu gritar de dor, porque havia perdido quase que totalmente  o fôlego. Ela apenas se encolheu na areia, com as duas mãos no abdômen.

Que força Chaeyoung tinha.

“Aproveita agora a sua noite, idiota!” Chaeyoung falou com raiva, e seguiu para o mar.

Mina queria muito xingá-la de todo palavrão que conhecia, mas sentia que se tentasse falar algo, morreria sem ar.

Ela nem tentou se levantar, pois a dor era muita, e ela tinha medo que qualquer movimento fizesse-a aumentar ainda mais.

Após algum tempo, Ching Shih decidiu procurar por ela por causa de sua demora para retornar, e se assustou ao encontrar a jovem pirata caída na areia.

“Mina!” Ela desceu correndo de seu navio e acudiu a jovem, ajoelhando-se ao seu lado. “O que houve? Foi aquela garota que fez isso com você? Cadê ela?”

“Ela é metade ninfa, metade sereia... É forte para caramba a demônia.” Ela respondeu, depois de se sentar. “Ela fica no meu pé desde que a conheci, é completamente maluca.”

“Nossa, você está machucada?” Ching tocou no abdômen de Mina, que soltou um gemido dolorido. “Eu acho melhor você voltar para o seu navio.”

Era isso que Chaeyoung queria e conseguiu: estragar a noite de amor que Mina teria com Ching.

A mais velha ajudou a jovem pirata a se levantar, e a levou de volta ao Daiya.

“Me desculpe por isso, ela conseguiu estragar a nossa noite.” Mina falou, quando as duas já estavam bem próximas de seu navio.

“Está tudo bem, acidentes acontecem.” Ching respondeu sorrindo. “E além do mais, teremos muito tempo juntas, agora que estamos unidas contra o maldito Hung Chou.”

Mina sorriu satisfeita, apesar da forte dor que sentia, e a mulher lhe deu um beijo rápido nos lábios.

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Jeju, Coreia

Já era dia quando Chaeyoung chegou em sua terra. Estava tão irritada que foi direto para uma parte da floresta, onde queria extravasar sua raiva e sua grande frustração.

Pelo menos tinha a certeza de que Mina não tinha ido para a cama com aquela velha. Não foi na noite anterior, nem iria pelo resto da semana.

“Idiota!” Ela começou a gritar, enquanto chorava e destruía todas as árvores em seu caminho. Sabia que a pobre vegetação não tinha culpa de nada, mas como ela não podia fazer isso na cara daquela velha, as plantas pagariam o pato mesmo. “Eu te odeio, Mina! Eu te odeio, sua idiota!”

“Mas o que está havendo aqui?” Nayeon perguntou irritada, ao ver sua irmã caçula destruindo a floresta que ela deveria cuidar enquanto Epigéia e princesa de Jeju. “Chaeyoung, pare!”

“Me deixa em paz, Nayeon, eu só quero ficar sozinha!” Chaeyoung gritou em resposta, e continuou a destruir as árvores. Nayeon bufou, e aproveitando que estavam próximas de um rio, mexeu sua mãe direita, e usou uma grande quantidade de água para atingir Chaeyoung de forma violenta, derrubando-a no chão e a deixando encharcada. “Nayeon!” Ela protestou, olhando incrédula para a mais velha, ainda sentada naquele chão molhado.

“Eu mandei você parar de destruir a floresta, você sabe que não pode fazer isso!” A mais velha a repreendeu. Chaeyoung se levantou e ainda mais irritada seguiu para o palácio de pedra, onde cruzou com Sooyoung.

“Chaeyoung, o que houve?” Ela perguntou, preocupada.

“Eu... Eu não sei mais o que fazer...” Ela começou a chorar novamente. “Ela me disse abertamente que não gosta de mim... Doeu tanto, nunca imaginei que pudesse me sentir assim... Por que eu fui me apaixonar por essa humana? Será que Momo estava certa ao dizer que esse é o meu karma?”

Sooyoung se aproximou da irmã e lhe deu um abraço carinhoso e caloroso, o que a fez se sentir melhor.

“Não chore mais, minha irmã, por favor.” A mais velha usou seus poderes de ninfa e manipulou as emoções de Chaeyoung, fazendo-a parar de chorar. “Você precisa pensar mais antes de agir, eu sei que você não faz por mal, que é a primeira vez que se apaixona, e não está sabendo lidar com isso.”

“Eu queria não ter me apaixonado por aquela idiota de vida curta.” Chaeyoung desabafou. “Ela é uma imbecil, me faz me sentir como se fosse inferior, por preferir até uma velha do que eu... Eu não sou bonita?”

“Você é linda, Chaeyoung, e sabe que é, os deuses te adoram, Dionísio especialmente.” Sooyoung falou sorrindo. “Olha, por que você não tenta se aproximar dela de outra forma? Você usou seus encantos de ninfa, seus encantos de sereia e isso não funcionou da forma como deveria, então você precisa pensar em outra forma de aproximação.”

“Como? Não há nada de bom sobre mim, eu sou apenas Chaeyoung, uma sereia-ninfa, semideusa, filha de uma rainha e um deus... Isso é tudo o que sou, Sooyoung, e para ela não tem a menor importância.” Ela disse entristecida.

“Vamos pensar em algo para você conseguir essa aproximação, eu vou lhe ajudar, irmãzinha.” Sooyoung garantiu e sorriu, e apesar de entristecida e desanimada, a mais nova também abriu um sorriso em resposta.

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Uma semana se passou com Mina sentindo uma dor absurdamente forte em seu abdômen, mas que foi diminuindo gradativamente com o passar dos dias.

E finalmente chegou o aniversário de 21 anos de Mina.

“Parece que foi ontem que vi sua mãe grávida pela primeira vez, levei um susto, não vou mentir.” Shinji falava após dar um forte abraço na garota. “Eu estava tão triste, por causa do que tinha acontecido ao seu pai, mas quando soube que Keiko esperava um filho dele, foi como se de alguma forma, ele ainda estivesse presente em minha vida, e ele esteve através de você.”

“Obrigada, tio.” Ela agradeceu sorrindo timidamente. “Eu agradeço por tudo, me desculpa pelas vezes em que fui rude, sei que não deveria agir assim com você, porque é graças a você, tio, que hoje eu sou uma pirata respeitada.”

“Não, se você é respeitada é porque você mesma conseguiu ser assim, acredite Mina, é uma pirata muito melhor do que sonhei em ser algum dia.” Mina sorriu ao ouvir aquelas palavras e novamente abraçou Shinji.

Haveria uma festa com os homens do Daiya e alguns dos homens da Frota Vermelha, ali no próprio navio de Mina.

Ching Shih chegou ali com um pacote em suas mãos. Ela abraçou Mina e lhe entregou o presente.

“Espero que goste.” A mais velha disse, e quando Mina abriu o pacote, se surpreendeu ao ver que se tratava de um belo par de adagas prateadas com uma caveira cravada nelas. “Todo pirata de respeito tem que ter uma adaga de caveira.”

“Nossa, são lindas, muito obrigada.” Ela agradeceu, e abraçou novamente a capitã do Frota Vermelha.

A festa começou e foi uma algazarra com direito a muita comilança e claro, muito rum, e a tradição que não podia faltar em nenhuma festa no Daiya: o desafio do rum.

Era uma brincadeira simples: o aniversariante escolhia qualquer convidado e eles começavam a beber, um copo de cada vez e ao mesmo tempo, e o que caísse primeiro perdia.

Não valia nada, só rendia boas risadas em ver duas pessoas completamente embriagadas, tropeçando nos próprios pés, caindo e até vomitando e perdendo totalmente a dignidade.

Piratas tinham um senso de humor estranho.

Mina sentou-se à mesa, onde haviam três garrafas de rum cheias, e dois copos, ela ficou olhando para cada uma das pessoas dali, pensando em quem ela iria desafiar.

“Bom, eu escolho... você, Dahyun!” A jovem arregalou os olhos, espantada ao ver Mina apontando para ela. Ela nunca tinha sido escolhida para aquele desafio antes. “Vem, vem, vamos beber.” Mina a chamou, fazendo gesto para ela se aproximar com o indicador.

Dahyun engoliu seco, mas tomou o seu posto, então Shinji abriu a primeira garrafa, e encheu os dois copos.

“Boa sorte, Dahyunie!” Sana falou sorridente. “Estou torcendo por você!”

“Traidora.” Mina a acusou em um tom brincalhão, e após os homens começarem a gritar “vira vira vira” as duas jovens viraram o primeiro copo, ambas fazendo careta por causa do amargo da bebida.

E tomaram mais uma dose, e mais outra e outra... E na oitava dose, Mina não conseguiu terminar, deixou o copo cair no chão com metade da bebida nele.

Dahyun, por sua vez, tomou toda a bebida do seu, e o bateu com força na mesa, em seguida se levantou, e quase caiu por cambalear, mas foi segura por Sana.

“Eu ganhei essa merda!” Ela comemorou, rindo muito e deu um beijo no rosto da namorada.

“Parabéns, Dahyun! Agora sim, podemos dizer que é uma verdadeira Wakou!” Shinji falou, e deu tapinhas nas costas da garota, quase lhe derrubando, por conta de seu estado.

Todos estavam tão distraídos e bêbados, que nem notaram que Chaeyoung espiava a festa pela janela, e ao ver Mina nos braços de Ching Shih, saiu dali e pulou no mar.

Não teve jeito, após vencer Mina naquele desafio besta, Dahyun acabou tendo que ir para o quarto, pois estava totalmente sem condições de continuar na festa.

Sana a acompanhou.

Assim que entraram no local, Sana trancou a porta, e ajudou a namorada a se deitar, mas então Dahyun pegou na mão dela e a puxou para cima de si.

“Ei, Dahyunie...” Sana protestou em tom de brincadeira, mas foi calada com um beijo da outra garota.

“Eu quero você...” Ela sussurrou e voltou a beijar a outra. “Agora.” Dahyun segurou as alças do vestido de Sana, e começou a puxá-las.

“Nossa, Dahyunie... Que fogo.” Sana riu e mordeu o lábio inferior da namorada, que soltou um gemido. “Esse rum estava bom mesmo.”

“Só não estava melhor que você.” A coreana respondeu, e segurou no cabelo da namorada e voltou a beijá-la profundamente.

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Mina entrou em seu quarto, junto de Ching. A capitã do Daiya caiu sentada em cima de sua cama, e começou a rir.

“É muito bom ver que está melhor, depois de passar uma semana inteira dolorida e andando com certa dificuldade.” A mais velha falou, se aproximando da jovem pirata, que continuava sentada.

“Está tão linda.” Ela disse, colocando as mãos na cintura de Ching e a puxando-a para mais perto dela. “Vamos fazer o que não conseguimos na última noite?”

A mulher sorriu, colocando as duas mãos no pescoço de Mina e lhe dando um beijo profundo e quente.

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Dahyun e Sana dormiam abraçadas e completamente nuas, apenas cobertas por um lençol fino.

A japonesa foi a primeira a despertar com os raios de sol que entravam pelas frestas da janela.

Ela acariciou as costas de Dahyun, que abriu os olhos devagar, e depois sorriu, mesmo com a dor de cabeça por conta da bebida na noite anterior. Ela virou-se de frente para Sana e lhe beijou.

“Bom dia, meu amor.” Dahyun falou sorrindo, e acariciando os cabelos negros da outra jovem.

“Bom dia, Dahyunie.” Ela respondeu. “Está se sentindo bem? Você bebeu demais ontem, fiquei com medo que fosse passar mal.”

“Só estou sentindo a cabeça dolorida e um pouco pesada.” Ela respondeu. “Gostou de ontem? Do que a gente fez?”

“Sim, foi incrível, como todas as outras vezes.” Sana respondeu, e Dahyun voltou a sorrir.

“Fiquei feliz pela Mina ter me escolhido para aquele desafio, não vou mentir, às vezes sinto que não faço parte disso aqui, sabe? Todos vocês são japoneses, já eu sou coreana, e querendo ou não, isso pesa, e também tem toda a questão da minha família... Ou da família que eu tinha... É bom me sentir próxima de mais alguém além de você...” Sana abriu um sorriso terno. “E eu fiquei bem feliz quando o seu pai me disse que sou uma verdadeira Wakou.”

“Eu disse que o meu pai gostava de você, ele não é uma pessoa ruim, era só uma questão de tempo para ele aceitar você... Aceitar a gente.” Sana mais uma vez beijou a namorada. “Vem, vamos levantar.”

“A gente podia ficar aqui mais um pouquinho, não?” Dahyun sorrindo maliciosamente e passando a mão pelas costas desnudas da outra garota.

“Eu adoraria, mas daqui a pouco já estará todo mundo acordado, e Mina baterá aqui na porta para nos acordar e nos dar algum serviço idiota para fazermos.” Sana respondeu, se levantando da cama e pegando suas roupas do chão, e colocando as de Dahyun em cima da cama para que ela a pegasse.

Dahyun se levantou também e as duas começaram a se vestir.

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Yadong, China

Chaeyoung estava sentada na beira do mar, sozinha, nem havia encontrado coragem e forças para voltar até Jeju.

Havia chorado a noite toda praticamente. Era tão doloroso ver Mina nos braços daquela velha.

Ela viu uma nuvem bem grande se aproximando rapidamente no horizonte, e logo imaginou se tratar de Sooyoung.

Estava certa, e logo sua irmã do meio estava ali na areia, caminhando em sua direção e sentando-se ao seu lado.

“Estava preocupada com você.” A mais velha disse, e olhou para Chaeyoung. “Foi de novo ver a pescadora? Bateu nela outra vez?”

“Sim e não.” Chaeyoung respondeu séria. “Eu fui até seu navio, mas ela não me viu, estava comemorando o seu aniversário com aquele bando de bêbados e aquela velha, e eu achei melhor só sair de lá, antes que alguém notasse a minha presença.”

“Essa foi a decisão mais sábia, minha irmã.” Sooyoung falou sorrindo. “E sabe, como era o aniversário dela, você poderia usar isso a seu favor.”

“Está pensando em quê?”

“Por que não vai ao seu encontro e lhe dá um presente?” A jovem sugeriu e Chaeyoung lhe olhou com estranhamento.

“É, pode ser uma boa ideia.” Ela concordou. “Mas... O que dar a uma humana como Mina? Eu sei que humanos são seres miseráveis que se contentam com qualquer moedinha de ouro, mas eu não quero dar algo comum para Mina.”

“Por que não lhe dá algo que crie uma ligação entre vocês duas?” Ela sorriu.

“Você não está falando da...”

“Sim, estou.” Sooyoung nem esperou a mais jovem terminar. “A concha sarang.”

A concha sarang só era encontrada nas profundidades dos rios de Jeju, e era algo usado pelas ninfas para criarem uma conexão com quem não fosse ninfa e consequentemente não tinha a capacidade de sentir vibrações das outras pessoas.

Quem tivesse uma concha salang, poderia usá-la para chamar a ninfa que a havia presenteado a qualquer momento, era um elo inequebrável para todo o sempre e não por menos, ela recebia o nome de sarang (amor), pois geralmente só era entregue para alguém que uma ninfa amasse verdadeiramente.

“Você é ótima conselheira, tem ótimas ideias, você deveria ser a rainha no lugar da chata da Nayeon.” Chaeyoung disse sorrindo.

“Nayeon será uma boa rainha, e você sabe disso, só está brava porque ela te encharcou e não te deixou a destruir a floresta.” Sooyoung disse, e se levantou, vem, vamos até Jeju buscar uma dessas conchas, e depois você procura pela pescadora.”

Chaeyoung seguiu com sua irmã, e voltaram para Jeju.

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Já era noite, e Mina estava sentada no convés do Daiya, sozinha.

Seus homens estavam jantando, e Ching estava em seu próprio navio cuidando de suas coisas. Ela havia passado a maior parte do dia com o estômago embrulhado, mas finalmente estava se sentindo um pouco melhor.

Quanto mais se aproximava o dia do casamento da filha de Chou, mais ansiosa ela ficava, mas não conseguia também pensar se tudo o que estava fazendo realmente valia a pena.

“Mina?” A capitã gelou ao ouvir aquela voz lhe chamando. Fechou os olhos e ficou estática por alguns segundos, e só depois de respirar bem fundo duas vezes se virou e encarou Chaeyoung, que estava há poucos metros de distância.

“O que você quer aqui?” Mina perguntou pausadamente. “Sério, você não cansa de ficar o tempo todo me aporrinhando a paciência? Existem milhares de piratas, milhares de criaturas para você atormentar, por que você escolheu logo eu?”

“Eu não vim lhe atormentar, nem brigar, nem nada do tipo.” Mina soltou um risinho debochado o qual Chaeyoung se esforçou para ignorar. “Eu vim te dar um presente, pois sei que ontem foi seu aniversário.”

“Como soube disse?” Mina perguntou desconfiada. “Você está me espionando nesses dias?”

“Não, foi pressentimento.” Chaeyoung mentiu. “Eu tenho poderes, você sabe.”

“Ah, e como sei, está sempre usando eles contra mim, não é, princesa?” Mina respondeu com impaciência e deboche, cruzando os braços.

“Me desculpa, mas da última vez você provocou.” Chaeyoung se defendeu. “Eu não queria ter te dado aquele soco.”

“Ah mas é claro que não queria, uma força superior te obrigou, não é mesmo?” Mina continuou com o deboche. “Enfim, esquece isso, só me mostre logo o que trouxe e vá embora.”

Chaeyoung ficava muito irritada com o tom rude, áspero e irônico que Mina sempre usava com ela, principalmente por saber que com aquela velha ela agia de forma totalmente diferente.

Então ela entregou a concha que estava em suas mãos para Mina. A pirata olhou para o presente, e nem sabia o que dizer.

“Nossa... Uma concha... Muito obrigada, realmente é um presente sem igual.” Ela falou naquele mesmo tom debochado, e aquilo magoou Chaeyoung.

“É algo muito especial, Mina, você não faz ideia do quanto.” Ela falou entristecida, então Mina mudou sua expressão. “É uma concha sarang, não é algo que uma ninfa entregaria a qualquer pessoa, mas eu entrego a você.”

“Está bem... É... Obrigada.” Mina falou baixo.

“Você pode usá-la para me chamar, é só soprar dentro dela.” A sereia-ninfa disse e Mina não conteve o riso.

“Eu estava achando esse presente meio inútil, mas agora tenho total certeza de que é. Desde quando eu preciso lhe chamar? Você não sai do meu pé, é praticamente uma segunda sombra minha.” Chaeyoung já estava com vontade de dar outro soco em Mina, mas resolveu levar aquela situação com diálogos. Se continuasse agredindo a garota, nunca iria ganhar o seu amor.

“Pode me chamar para me ajudá-la com seus planos contra aquele homem que você disse no outro dia...”

“Não!” Mina a cortou sem pensar. “Fique fora disso, está bom? Não me atrapalhe nisso, por tudo o que há de mais sagrado.”

“Mina, eu posso te ajudar, eu sou poderosa.” A garota insistiu.

“Eu não me importo com seus poderes, eu só peço para não me atrapalhar com isso, de verdade, é algo importante para mim.” A pirata falou. “Olha, eu agradeço pelo presente, de coração, obrigada por lembrar e se importar com essa data, agora você já pode ir, eu estou com sono e já vou me deitar daqui a pouco.”

“Ainda falta uma coisa.” Chaeyoung disse baixo.

“O quê?”

Então a garota se aproximou de Mina, e sem rodeios, segurou em seu rosto com as duas mãos e lhe beijou.

Mina foi pega de surpresa pelo gesto, e manteve os olhos abertos por alguns segundos, mas então acabou os fechando, e se entregando aquela sensação maravilhosa, passando a corresponder o beijo de Chaeyoung.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Gente, quem leu a minha outra fic "The Girl of my Beat Friend" percebeu a referência? Diz que sim, pufavô.

Espero que tenham gostado.

Sobre Tzuyu ser filha de Arata: quem acredita nisso, preste bem a atenção nesse e no próximo capítulo, alguns detalhes darão dicas... Mas logo saberemos se o Arata é ou não o pai dela (ou de outro personagem)

Obrigada e até a próxima!


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