História Divine - Capítulo 19


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Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO, Red Velvet, TWICE
Personagens Chaeyoung, Dahyun, Irene, Jihyo, Joy, Kris Wu, Mina, Momo, Nayeon, Personagens Originais, Rap Monster, Sana, Tzuyu
Tags Kpop, Michaeng, Monayeon, Namo, Pirata, Pirata Mina, saida, Sereia, Sereia Chaeyoung, Twice
Visualizações 268
Palavras 3.447
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Fantasia, Ficção, Luta, Misticismo, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olar, migonces

Cês são topperson mesmo, hein? Perceberam a referência da concha

Enfim, obrigada a todos que vêm acompanhando essa fic, agradeço muito todos os novos favoritos. Estamos quase chegando nos 100 yay!

Enfim, não tenho muito o que falar.

Capítulo 19 - Garotinha chinesa


Fanfic / Fanfiction Divine - Capítulo 19 - Garotinha chinesa

... “Ainda falta uma coisa.” Chaeyoung disse baixo.

“O quê?”

Então a garota se aproximou de Mina, e sem rodeios, segurou em seu rosto com as duas mãos e lhe beijou.

Mina foi pega de surpresa pelo gesto, e manteve os olhos abertos por alguns segundos, mas então acabou os fechando, e se entregando aquela sensação maravilhosa, passando a corresponder o beijo de Chaeyoung.

“Mina, estão te chamando na cabi... opa!” Shinji chegou falando e flagrou o beijo das duas jovens, que se afastaram no mesmo momento. “Me desculpem, eu vou voltar lá para dentro.” Ele falou ainda mais sem graça que a sobrinha.

“Não... Está tudo bem, tio... Chaeyoung já estava indo embora, não é?” Ela falou para  a garota, que sorria para ela.

“Sim, eu já estou indo.” Ela confirmou. “Só saiba que eu também posso te seduzir sem nenhum truquezinho, aí está a prova.” Ela deu uma piscada para a garota, muito feliz pelo olhar abobalhado de Mina para ela. Havia derrubado todas as suas defesas.“Até mais ver, pescadora.”

Chaeyoung virou-se, caminhou até a ponta do navio e pulou no mar. Mina engoliu seco e olhou para a concha em suas mãos.

“Está tudo bem, Mina? Você está com uma cara esquisita...” Shinji falou se aproximando.

“Está, sim.” Mina forçou um sorriso. “Só essa garota louca que fica no meu pé, eu já não sei mais o que fazer para ela me deixar em paz.” A jovem bufou. “Enfim, o que você queria?”

“Estão te chamando na cabine, vamos jantar.”

“Estou sem fome, se eu comer algo, acho que passarei mal, tomei rum demais ontem.” Ela respondeu. “Eu vou me deitar, podem comer sem medo de eu me zangar se não sobrar nada.”

Mina entrou na cabine, e foi para o quarto, onde Sana e Dahyun chegaram.

“O que é isso na sua mão, prima?” Sana a questionou, sentando na cama da capitã.

“É uma concha, oras, o que parece?” Ela respondeu e a entregou para Sana. “Deve ter alguma bruxaria nesse negócio, eu tenho certeza, eu deveria jogar fora.”

“Nossa, por que diz isso?” Sana perguntou, estranhando o tom de Mina.

“Porque foi Chaeyoung quem me deu.”

“Ela te deu uma concha? Que coisa mais fofa.” Sana sorriu e Mina revirou os olhos. “Ela às vezes consegue não parecer uma completa mimada e egoísta.”

“É uma concha sarang?” Dahyun questionou, assim que sentou ao lado de Sana na cama.

“Acho que é, ela falou algo parecido com isso.” Mina respondeu. “Mas como sabia disso?”

“Eu li em um livro que falava sobre as ninfas de Jeju, é algo muito importante para elas.” Dahyun respondeu. “Dizem que se você soprar uma concha dada por uma ninfa, você estará a chamando, é uma espécie de ligação.”

“Sério?” Sana se surpreendeu. “Vamos ver se funciona?”

“Nem pensar!” Mina disse nervosa, tomando a concha da mão de Sana. “Ela acabou de ir embora, nada de chamar ela de novo aqui.”

“Eu só estava brincando, grossa.” Sana se defendeu. “Vem, Dahyun, a Mina não pode ver a sereia que fica irritada, parece até que trocou a ferradura, vamos para o nosso quarto.”

Sana pegou na mão da namorada, e as duas deixaram o quarto da capitã, que fechou a porta, e depois se deitou em sua cama.

O perfume de Ching Shih ainda estava em seu lençol e seu travesseiro, e aquela essência de jasmin que na noite anterior lhe era tão atrativa, agora estava lhe causando um certo enjoo.

Olhou para a concha e se sentou. Devia ser alguma magia de Chaeyoung. Provavelmente era aquela maldita concha quem estava lhe causando essas sensações ruins.

Pegou-a e saiu de seu quarto, indo direto para o convés, onde levantou a mão e ameaçou a jogar a concha no mar, mas lembrou-se das palavras de Chaeyoung, lhe dizendo que aquilo era algo importante, e depois Dahyun confirmando sua história.

“Maldita.” Murmurou. Aquela garota era maquiavélica, tinha feito aquilo de propósito.

O sono até tinha ido embora, então Mina se sentou ali mesmo no chão, e ficou observando a lua, as estrelas, o reflexo da lua no mar... Já devia ser madrugada quando voltou para o quarto e finalmente conseguiu dormir.

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Kobe, Japão

Keiko acordou logo pela manhã, e quando lavava os pratos do jantar da noite anterior, recebeu a visita de um pombo-correio, que deixou um saquinho em sua janela.

Ela o pegou, e o abriu, mas já sabia o que era: uma quantidade de moedas de ouro. O pássaro voou para retornar ao seu lugar de origem, e ela sentiu lágrimas rolando por seu rosto.

Mesmo após a última briga feia que tiveram, e ela ter dito a filha que não queria saber de seu dinheiro, Mina nunca deixou de lhe mandar dinheiro.

Ela sabia que sua filha tinha um bom coração, e isso era o que mais temia: uma menina ingênua como ela, fora iludida de forma cruel por Shinji, mas como nada dá para ser escondido para sempre, uma hora ela iria acabar descobrindo que seu pai nunca foi um grande pirata, que tinha um filho fora do casamento, e que nem sempre foi inimigo de HungChou.

Muito pelo contrário, o único motivo que acabou com o acordo de Hung e Arata fora o caso dele com a esposa do chinês.

Arata era um mulherengo sem caráter, não conseguiu se conter nem diante da esposa de um de seus parceiros de crime.

E agora sua filha havia embarcado em uma viagem sem volta, que poderia lhe custar a vida, por conta das mentiras de Shinji para acobertar os erros que seu pai cometera antes mesmo dela nascer.

Ela guardou as moedas, e continuou com os seus afazeres, e como sempre, rezando baixinho para que nada de mal acontecesse com Mina.

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Jiatsu, China

Duas semanas haviam se passado, e agora faltava menos de um mês para que seu casamento com Namjoon acontecesse.

Tzuyu estava cada vez mais nervosa e deprimida. Seu pai nem precisaria colocar Chen para lhe vigiar, ela não tinha nenhuma vontade de sair de casa.

A cada dia que passava, ela se sentia pior, pois sabia que sua vida estaria arruinada.

Quando fosse para a cama com Namjoon após o casamento, e ela descobrisse que ela já havia estado com outro homem, nem gostaria de imaginar qual seria a reação dele.

Não sabe se ele ficaria violento, a agrediria ou faria qualquer outra coisa, ou mesmo se ele a “devolveria” para Hung. Se isso acontecesse, seu pai iria enlouquecer, e lhe bateria muito, e provavelmente lhe mandaria para um convento para esconder a vergonha.

Por que ela tinha acreditado em Yifan e naquelas suas mentiras? Queria nunca ter conhecido aquele rapaz.

Até porque o envolvimento dos dois, custou a vida dele e isso também lhe doía. Ela deveria odiá-lo, mas não conseguia, talvez fosse por ele estar morto.

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Yadong, China

O Daiya e dois dos navios da Frota Vermelha aportaram na cidade de Yadong, que era bem mais próxima de Jiatsu que Zhuhai.

Mina estava no convés do Daiya, sozinha, sentada encostada em uma parede, admirando a vastidão do mar.

Há alguns dias andava mais solitária que o normal, passando boa parte de seu tempo sozinha, pensando e planejando como seria o seqüestro da filha de Chou.

E também pensando e sentindo falta de Chaeyoung. Desde o dia que fora presenteada com a concha sarang, e a beijado sem nenhum tipo de encantamento, elas não haviam de visto nenhuma vez.

Mina tinha certeza que ela estava se fazendo ausente de propósito, querendo ver a pirata usando a concha para lhe chamar, mas se essa era a intenção, então ela iria cair de seu cavalo-marinho, pois Mina era muito controlada e ainda mais orgulhosa, e não iria nunca lhe dar esse gostinho.

“Você tem andado muito estranha nos últimos dias.” Sana comentou, chegando ali e vendo a prima em sua solidão.

“Só estou preocupada com o seqüestro daquela garota, tenho medo de que algo dê errado, e alguém se machuque, especialmente você.” Mina respondeu.

“Nós vamos conseguir, Mina, eu sei disso, com Ching Shih ao nosso lado, estamos muito mais seguros.” Sana falou sorrindo e animada. “Mas o que você pretende fazer com a garota depois que ela estiver em nosso poder?”

“O mesmo que Hung Chou fez ao meu pai.” Mina respondeu séria e fria, e Sana arregalou os olhos. “Olho por olho, se ele matou alguém importante para mim, então matarei alguém importante para ele, e assim estaremos iguais.”

Sana abaixou os olhos e Mina suspirou fundo.

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Jiatsu, China

O aniversário de 19 anos de Tzuyu chegou, e agora faltavam apenas duas semanas para o seu casamento.

Um dia antes da festa, que Hung havia programado, mesmo a contragosto da garota, que não via motivos para comemorar.

Era no meio da tarde, quando Hung voltou para casa, muito mais cedo que o normal, surpreendendo Tzuyu e também Lien.

“Sei que seu aniversário é só amanhã, minha filha, mas eu resolvi lhe trazer um presente adiantado.” Tzuyu mais medo do que empolgação com aquelas palavras de seu pai. Nunca sabia o que esperar dele. Hung era uma caixinha de surpresas, que infelizmente sempre tendia para o lado negativo. “Pode entrar.” Ele falou olhando em direção a porta.

Então, Namjoon surgiu ali, sorrindo e com um pacote em mãos.

“Oi.” Ele cumprimentou as duas mulheres. Tzuyu forçou um sorriso, mas sentiu mesmo vontade de chorar. Vê-lo ali lhe causou uma sensação muito ruim, principalmente por se lembrar que logo seria sua esposa, isso se ele quisesse aceitar uma mulher desonrada, o que ela acreditava ser muito difícil de acontecer.

“Eu convidei Namjoon para passar essas duas próximas semanas aqui em Jiatsu conosco, para que vocês possam já irem se acostumando com a presença um do outro.” Hung falou sorrindo, e tocando nas costas do rapaz. “E também porque é claro que o seu futuro marido não poderia faltar em sua festa de aniversário.”

“Eu trouxe um presente para você.” Namjoon disse sorrindo em direção a Tzuyu. “É para não somente comemorar seu aniversário, mas também selar a nossa união.”

Ele abriu o pacote e revelou um belo colar de prata com um pingente de uma pedra verde clara, a quartzo turmalina.

“É lindo, muito obrigada.” Tzuyu falou sorrindo forçadamente. Realmente, era um lindo colar, mas ela não estava nem um pouco feliz por ganhar nada de Namjoon.

“Eu soube que a quartzo turmalina é uma pedra com muito significado para os chineses, então quis lhe presentear com uma.” Ele explicou.

“Obrigada, é muito gentil de sua parte.” Ela agradeceu, ainda sorrindo forçadamente.

“Espero que a use amanhã em sua festa de aniversário, eu ficaria muito feliz se o fizer.”

“Mas é claro que ela vai fazer, assim como Lien, Tzuyu vai ser uma boa esposa.” Hung assegurou para o rapaz, enquanto Tzuyu só queria sair dali correndo e se esconder bem longe de todos.

Após ficar um longo tempo fazendo sala para Namjoon, ouvindo ele e seu pai conversando sobre assuntos de negócios, ela conseguiu inventar uma desculpa e ir para o seu quarto, onde ela guardou o colar, e encontrou uma das peônias que Yifan havia lhe dado já seca.

Ela começou a chorar, desejando que tudo o que ela havia vivido com aquele rapaz não fosse uma mentira tão baixa, e que seu pai não tivesse mandado matá-lo.

Aquele sonho que lhe dava tanta esperança, foi despedaçado de forma tão rápida e cruel, deixando-a completamente sem chão.

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Tzuyu se olhava no espelho, já com seu qipao vermelho claro com bordados em dourado, os cabelos presos em um coque, se preparando para ir a sua festa de aniversário.

Estava linda, como sempre, mas seus olhos não escondiam a grande tristeza que habitava seu coração.

Ouviu batidas na porta, e foi atender, imaginando ser sua mãe, mas estava enganada e ficou surpresa pois era Namjoon.

“Nossa, como está linda.” Ele disse, abrindo um sorriso.

“Obrigada.” Ela agradeceu um tanto sem graça.

“Eu vim ver se já estava pronta.”

“Estou quase, só falta colocar o colar que você me deu.” Ela respondeu. “Eu já vou descer.”

“Eu posso colocar o colar em você?” Ele pediu, e Tzuyu não gostou muito daquilo, mas não conseguiu pensar em uma desculpa para lhe negar aquele pedido.

“Tudo bem, entre.” Namjoon entrou em seu quarto, e os dois caminharam até a penteadeira, onde a caixa com o seu presente estava. Ele a abriu e retirou o colar de dentro dela, e depois foi atrás da jovem, e o colocou lentamente em seu pescoço.

“Ficou lindo.” Ele falou quase num sussurro, a olhando através do espelho, e segurou em sua cintura. “Seu perfume é delicioso.”

“Namjoon... Vamos descer? Eu já estou pronta.” Ela disse, um tanto nervosa com aquela aproximação toda, e ele lhe deu um beijo no pescoço. “Por favor...”

“Só um beijinho, Tzuyu, logo seremos marido e mulher e será toda minha, então, qual o problema?” Ele falou e continuou dando beijinhos em seu pescoço.

“Meu pai ficará bravo se encontrar você aqui, eu nem deveria tê-lo deixado entrar.” Ela respondeu, se desvencilhando do rapaz, que a segurou novamente e a empurrou contra a penteadeira.

“Me dá um beijo e depois descemos.” Ele falou, bem sério, segurando-a cada vez mais forte. “Você é uma mulher linda, eu não sei quanto tempo mais vou conseguir resistir...”

Então ele segurou firme no rosto de Tzuyu e lhe beijou de forma invasiva, deixando-a indefesa e constrangida.

“Filha, já está na hora de desce...” Lien chegou ali, e se surpreendeu ao vê-los aos beijos. O rapaz se afastou prontamente de Tzuyu.

“Me desculpa, Sra. Chou, é... Foi um incidente.” Ele disse com os olhos baixos, mas Lien e olhar apavorado e o rosto pálido de sua filha. “Com licença, eu vou descer.”

E então ele saiu, enquanto Lien se aproximou da filha.

“Tzuyu, ele te forçou a beijá-lo?” Ela perguntou, triste e preocupada.

“Eu não quero me casar com esse homem, mãe... Eu não posso... Minha vida estará arruinada.” A jovem desabou e Lien a abraçou, com o coração partido por aquela situação.

Às vezes ela sentia que o sofrimento de Tzuyu era uma punição para ela. Mas era injusto, afinal, quem cometera erros graves no passado não foi a sua filha.

“Ei, o que está havendo?” Hung apareceu ali, visivelmente impaciente, fazendo Tzuyu se afastar da mãe no mesmo instante, e enxugar as lágrimas rapidamente. “Está chorando por quê?”

“Eu só... Só estou triste por saber que logo irei embora daqui.” Ela respondeu, com a cabeça baixa, sem olhar nos olhos do pai, mas Hung parecia não acreditar.

“Sei que está mentindo, mas tem sorte por Namjoon estar aqui, não quero que ele saiba o quão vagabunda você é, por isso, eu vou fingir que não sei que está chorando por causa daquele maldito piratinha.” Ele falou de forma cruel, fazendo a filha chorar mais. “Lave esse rosto e desça logo, não temos o dia todo para esperar a vontade da princesa.”

Quando ele saiu do quarto, Tzuyu olhou para Lien, e viu que uma lágrima escorreu pelo rosto da mulher.

“Por que ele me odeia tanto?”

“Ele não te odeia, Tzuyu, ele odeia o que você faz ele lembrar... Não me pergunte o que é, eu não posso lhe dizer.” Ela cortou a jovem, quando ela abriu a boca para questioná-la. “Agora, obedeça-o, e por favor não demore.”

Tzuyu seguiu o conselho da mãe, porque se alguém conhecia Hung muito bem, esse alguém era Lien.

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Na festa, que foi feita no grande quintal da casa da família Chou, Tzuyu apenas observava o sorriso falso de Hung, e a forma amorosa a qual ela tratava a ela e sua mãe. Seu típico teatrinho para a alta sociedade de Jiatsu.

Namjoon, sempre ao seu lado, também parecia um ótimo rapaz, o melhor partido de todos, que faria as filhas dos amigos de Hung a invejarem e desejarem estar em seu lugar.

Só Tzuyu sabia o pesadelo que era a sua vida, e o que ainda estava por vir. Na frente dos outros, Hung parecia ser o mais carinhoso dos homens. Incapaz de levantar a mão para agredir a esposa e a filha.

A festa parecia interminável, cada minuto parecia durar horas, e Tzuyu que já não aguentava mais ficar ali, aproveitou quando Namjoon saiu para ir ao banheiro, para respirar um pouco de ar puro longe de seu pai, pois ouvir as palavras mentirosas e as risadas de Hung já estava lhe fazendo mal.

Ela caminhou por uma parte menos movimentada do jardim, quando para sua surpresa, viu ao longe, Namjoon agarrado e aos beijos com uma das filhas dos amigos de seu pai. Estavam inutilmente tentando se esconder atrás de uma árvore e em um canto mais escuro, mas Tzuyu os reconheceu, principalmente pelas vestimentas do noivo.

Ela rapidamente saiu dali, pois não queria correr o risco dele saber que ela o havia flagrado.

Se lembrou das palavras de Yifan sobre o jovem coreano: um mulherengo irresponsável... se bem que depois ela descobriu que o próprio Yifan não era muito diferente disso.

Voltou para o seu lugar, e tentou ao máximo manter a sua postura. Nem se importava que Namjoon fosse se satisfazer com outras, ao menos, assim ela poderia ter paz até o dia do casamento.

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Yadong, China

Mais uma semana passou, e agora o Daiya e a Frota Vermelha já estavam quase prontos para deixar Yadong rumo a Jiatsu.

Naquela noite, Ching Shih convidou Mina para um jantar especial.

A capitã do Daiya, tentando estar o mais apresentável possível, vestiu sua melhor e mais nova roupa, deixou os cabelos soltos e sem o chapéu, que era um item indispensável em suas vestimentas e seguiu para o navio da chinesa, levando uma garrafa de vinho cara que havia comprado naquele mesmo dia.

Ching Shih havia dispensado todos os seus homens, e estava sozinha em seu navio, esperando pela garota, e assim que a viu embasbacada.

“Você é muito bonita, Mina, adoro esse seu ar sério, mas ao mesmo com essa doçura no olhar.” A mulher falou sorrindo, e se aproximou da mais jovem lhe dando um beijo nos lábios.

“Eu trouxe esse vinho para gente.” Mina disse, exibindo a garrafa. Ela nunca imaginou que um dia poderia ficar comprando essas coisas caras e dispensáveis. “É para esquentar a nossa noite, e também brindar a queda do maldito Hung Chou.”

Elas jantaram frutos do mar acompanhados pelo vinho que Mina trouxera, e entre conversas sobre seus planos contra Chou, e coisas aleatórias, acabaram aos beijos e seguindo para o quarto da capitã chinesa.

Mina nunca havia estado lá antes, e ficou surpresa com o tamanho do lugar, e também todas as coisas que lá haviam.

“Nossa, espero um dia ter um quarto tão bonito quanto esse.” A mais jovem comentou e Ching sorriu.

“Terá muito mais que isso, Mina, eu tenho certeza.” Ela beijou a garota novamente. “Terá um império, pois é uma grande Wakou, derrubando Chou irá fazer história.”Mina abriu um sorriso orgulhoso, afinal, era uma honra ouvir algo assim de uma pirata da estirpe de Ching Shih.

“E pensar que eu era só uma garotinha japonesa numa vila que vivia brincando com uma espada de madeira.” Ela relembrou de seus dias em Kobe.

“E eu era só uma garotinha chinesa, que foi até prostituta, tendo que se entregar aos mais nojentos homens, e hoje, olha só, tenho essa garotona toda para mim.” Ching acariciou o rosto de Mina.

As duas voltaram a se beijar, e o clima foi esquentando cada vez mais, assim como as roupas foram caindo no chão. Logo ambas estavam nuas, deitadas na cama.

Mina, tomou as rédeas da situação, e deitou-se sobre Ching, dominando-a totalmente, segurando suas mãos contra a cama.

“É tão bom ver você assim, totalmente entregue a mim.” Mina sussurrou e sorriu e logo em seguida voltou a beijar a mulher.  Primeiro a boca e depois desceu para o pescoço.

“Eu fico feliz por ter me encontrado...” Ching sussurrou, enquanto Mina intercalava beijos, mordidas e chupões na pele de seu colo e pescoço. “Sinto que pode ser mais que apenas alguém para dividir a cama, podemos dividir tudo...”

Mina parou de beijá-la ao ouvir aquilo e abriu um sorriso, animada e feliz por aquelas palavras.

Então Ching atacou o seu pescoço, beijando-o com vontade.

Mina fechou os olhos e se entregou àquela sensação de prazer.

“Oh... Assim fica impossível de resistir... Chaeyoung...” Ching parou na hora o que estava fazendo, e encarou Mina, que estava claramente nervosa.

“Do que você me chamou?” Ela questionou a capitã do Daiya, magoada.

“Ching?” Mina falou descarada e um sorriso culpado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Gente, por incrível que pareça o Namjoon é o meu Bangtan favorito (neném <3)

Mina cagou e sentou em cima, como nóis fala aqui na minha terra.

E o casamento de Tzuyu está chegando, o que será que vai acontecer?

Até a próxima e view em Likey!


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