1. Spirit Fanfics >
  2. Divorced - Fillie >
  3. Je t'aime pour toujours

História Divorced - Fillie - Capítulo 15


Escrita por:


Notas do Autor


Hey strangers! Tudo bem com vocês?
Ai gente to aqui organizando meu aniversário e o tema é OBVIO que vai ser Stranger Things eu to saltitante de tão feliz 🥵❤️❤️❤️
Primeiramente quero pedir desculpas por não ter conseguido responder os comentários do capítulo anterior por que ou eu publicava capítulo ou respondia. E sejam bem vindos leitores novos que chegaram no cap passado ❤️

Capítulo 15 - Je t'aime pour toujours


Branco. 

Foi a cor que vi ao abrir os olhos. Visualizei no alto uma bolsa transparente pingando soro provavelmente na minha veia e engoli em seco, recusando-me a olhar para a possível agulha espetada em meu braço.

– Millie? – O som de sua voz me levou a virar a cabeça para a direita. 

– O-Oi – Gaguejei, piscando algumas vezes para acostumar com a claridade exagerada do quarto de hospital. 

– Tudo bem? – Ele perguntou, se aproximando. Suspirei pesarosa.

– Sete anos. Eu não tinha uma crise de asma há sete anos.

– Eu sei. Vai ficar tudo bem. 

– Por quanto tempo eu dormi?

– Duas horas e meia.

– Minha garganta está grudando. – Reclamei sentindo a sequidão incômoda.

– Aqui, beba. – Estendeu uma garrafinha plástica em minha direção e eu a peguei, matando o conteúdo em segundos,  o que o fez dar uma risadinha rouca. – Vou chamar o médico, ok? – Assenti e Finn saiu da sala. Será que ele tinha ficado ali o tempo todo? 

Não deu um minuto e o mesmo retornou, junto com um homem mais baixo que ele, de jaleco branco.

– Olá, Millie. Como se sente? 

– Bem. 

– Ataque de asma... O primeiro nos últimos sete anos, é isso? 

– Sim. 

– Sabe o que pode ter desencadeado essa volta?

Sim! 

– Não. Estava saindo de um restaurante e simplesmente começou.

– Ok. Você ainda tem sua bombinha?

– Tenho, em algum lugar...

– Bem, enquanto seus exames não ficam prontos, é melhor voltar a andar com ela. Seu nome completo... Humm... Millie Brown Wolfhard...? – Perguntou lendo em um papel, engoli em seco.

– Bobby Brown. Bobby Brown Wolfhard. 

– Certo. Você ficou esse pequeno tempo em observação, mas nada saiu fora do normal. Está liberada, srta. Wolfhard. 

– Obrigada. – Ele deixou a prancheta de lado e veio até mim, tirando o soro e pondo um curativo onde estava a agulha. Me deu a mão para me ajudar a ficar sentada e passei a mão pelos cabelos que deveriam estar um caos.

O moreno saiu junto comigo e o doutor, fiquei surpresa ao ver cinco pessoas no corredor. Duas delas me agarraram aos berros.

– MILLIE! Que susto! Nunca mais faça isso com a gente!

– Eu fiquei louca, mulher! Por Deus! 

Claro que as duas escandalosas eram Iris e Sadie. Dei risada abraçando as duas loucas e impedindo que continuassem a gritar no meio do hospital. Noah e Caleb também estavam lá.  E Romeo. Fui até ele.

– Me desculpe, Rom. – Pedi sincera e um pouco constrangida.

– O quê?!

– Pelo tumulto no restaurante. 

– Millie, por Deus, você teve uma crise de asma. Não tem a menor necessidade de me pedir desculpas. Já eu, se não fosse o... – Interrompi. 

– Sem problemas. Ninguém tem a obrigação de saber o que fazer quando acontece. E na verdade, faz muitos anos que deixou de acontecer. Fique tranquilo.

– Já que está bem e liberada, vou indo. Desculpe outra vez.

– Obrigada por ter ficado aqui, de verdade. Significou bastante. 

– Eu disse que pode contar comigo sempre que precisar. – Relembrou, com seu inseparável sorriso acentuado.

– Obrigada. – Contornei os braços ao redor de seu pescoço em um abraço que ele correspondeu na mesma intensidade.

– Tchau. – Falou para o pessoal e todos responderam, exceto Finn, que apenas acenou com a cabeça.

– Meu Deus eu shippo muito. – A loira falou assim que dirigi minha atenção de volta à eles. 

– Gente boa, sondei ele um pouco. – Schnapp falou e eu arqueei uma sobrancelha. – O quê? Achou mesmo que eu ia deixar você se envolver com qualquer um? 

– Você deixou com o bonitão ali. – Sua esposa apontou para Wolfhard.

– Não deixei nada, ela que foi teimosa. 

– Tá me chamando de qualquer um? É isso mesmo, Arca de Noé? – Esbravejou o canadense com um sorriso brincalhão no canto dos lábios. 

– Não mais. Você fez por merecer, meu chapa. Parabéns. – Noah deu um tapinha nas costas do amigo.

Foi então que me dei conta do horário. Minhas filhas. 

– Onde estão Julie e Chloe? 

– Em casa. Nat está com elas. 

– Nós vamos te levar para buscá-las e depois te deixamos na loja pra você pegar seu carro. – Caleb explicou.

– Esse final de semana elas ficarão com o Finn, então não preciso ir.

– Bem, então a parte um foi cancelada. 

 

Assinei a minha liberação e cada um seguiu seu destino. Fui com Sadie e Caleb para a loja onde peguei meu carro, passei na farmácia para comprar remédio e dirigi para o apartamento. Ainda era metade do dia quando afundei meu corpo na cama macia. 

Acordei sonolenta com o toque incessante do celular. Tateei a cama em busca do aparelho e o levei a orelha assim que achei, sem nem olhar quem era.

 

Chamada On

– Alô? – Mal conseguia manter os olhos abertos. Olhei para o relógio digital ao meu lado e era uma e vinte e oito da manhã. Eu dormi para um caramba e ainda estava com sono. Esfreguei as pálpebras.

– Desculpa te acordar. – Meu estômago girou quando identifiquei a voz.

– Aconteceu alguma coisa? – Perguntei receosa, já saltando para fora da cama.

– É a Ju. Não dorme de jeito nenhum e fica chamando por você. 

– Huh, eu... Estou indo praí. 

– Tudo bem. 

Chamada Off

 

Vesti um casaco por cima do pijama e calcei o primeiro par de tênis que encontrei. Escovei os dentes e fiz um coque mais ou menos antes de sair porque meu cabelo estava um ninho de pássaros. As ruas encontravam-se praticamente vazias, o que permitiu que eu chegasse à casa na metade do tempo usual. Toquei a campainha e abracei meu próprio corpo, ventava lá fora e minhas pernas desnudas estavam arrepiadas. Wolfhard abriu a porta principal trajando o mesmo de sempre.

– Sua filha só me dá trampo. – Falei emburrada e ele riu.

– É, as fiz sozinho. – Foi minha vez de rir e ele abriu espaço para que eu entrasse e agradeci mentalmente pela casa quentinha.

– Ela está no quarto dela? Ou no da Koko? – Perguntei, subindo as escadas. 

– Na verdade está no n... meu. – Congelei nos degraus. Respirei fundo. Fingi que não me sentia nem um pouquinho afetada por ter de adentrar o maldito quarto. 

– Ela pediu banoate. Vou fazer. – Comentou e eu apenas balancei a cabeça.

Banoate é vitamina de banana com abacate. Se ela pudesse, viveria disso. 

A porta estava aberta, a luz apagada assim como quase a casa inteira e a televisão ligada bem baixinho. Hesitei na entrada. 

Exatamente igual. Tudo igual. Inclusive o quadro na parede que era uma montagem de quatro pares de olhos, um embaixo do outro. Os dele, meus, da Chloe e Juliet. O criado mudo onde era o meu lado da cama ainda permanecia com a luminária e o porta retrato com uma foto das nossas últimas férias, em Tulum no México. Nela, Julie e Chloe sorriam para a câmera, vestindo roupas de banho iguais e com os rostos lambuzados de sorvete, tendo o mar azul e infinito ao fundo. Desprendi o ar dos pulmões. A pequena quase sumia no meio da cama enorme. Era grande até para mim e Wolfhard. Me lembrei da primeira vez que entrei no quarto dele e me assustei com o tamanho da cama. Que claro, não é a mesma, mas o tamanho seguia como antes. Juliet se encontrava encolhidinha, abraçando o urso de pelúcia da irmã. 

– Mamãe... – Choramingou e ainda nem tinha me visto. 

– Oi bebê.

– Mamãe?! – Ergueu a cabeça, me procurando. Sentei na beirada.

– Tô aqui, meu amor. Vamos pro seu quarto? 

– Hum-uhm. Quelo ficar ati. 

– Quer ir embora? 

– Hum-uhm. 

– Tudo bem. – Tomei a liberdade de avançar mais para o meio da cama, alcançando a criança. – Por que ainda está acordada? É muito tarde, sabia? – Perguntei, acariciando seu rostinho com leves sardinhas salpicadas. Afastei um fio ondulado de seus olhos.

– No sei. Quelia você e o papai. – Mordi a bochecha por dentro. – Mamãe?

– Hum?

– Você não gota da gente?

– O quê?! Por que está dizendo isso, Julie? 

– Putê agola tem duas casas e quando o papai tá você no tá e quando você tá ele não tá. – Engoli o choro.

Me senti a pessoa mais egoísta e a pior mãe do mundo. O que foi que nós fizemos? O que nossas escolhas acarretaram? 

– Filha, nunca mais repita isso, ok? Eu e o papai amamos vocês. Muito. Você e a Koko são as razões das nossas vidas. Não é porque nos separamos um do outro que nos separamos de vocês. Já conversamos sobre isso. Céus, Juliet. Nunca mais diga isso. Eu te amo. Eu te amo muito. – Apertei-a em meus braços com toda a força que tenho, sem me importar se estava machucando. 

– Eu jame tojô, mamãe. – Falou apertando meu pescoço e meu coração se aqueceu.

Com “jame tojô” ela tentou pronunciar Je t'aime pour toujours, que significa “te amo pra sempre” em francês. Finn tinha um sério problema desde que eu o conheço de ficar falando frases aleatoriamente em francês. Ele dizia isso pra mim constantemente e acabou que as meninas acabaram por aprender.

Ele chamou minha atenção com dois toques na porta. Que irônico. Pedindo autorização para entrar no quarto dele; que um dia foi nosso. Dei um meio sorriso.

– Papai? – A pequena afastou-se de mim, o procurando.

– Oi, princesa. Trouxe sua banoate. – Ela ergueu a mãozinha e pegou a mamadeira. – Tá tudo bem? – Perguntou ao fixar os olhos negros pela baixa luminosidade em mim. 

De súbito levantei, saindo do quarto a passos largos, não conseguindo segurar as lágrimas que desceram por vontade própria. Apoiei os cotovelos na barra alta de vidro temperado do corredor, que permitia uma visualização do primeiro andar inteiro; e estávamos no terceiro. Alguns segundos se passaram até eu sentir sua presença atrás de mim.

– O que aconteceu? – Não Respondi. – O que aconteceu, Millie?


Notas Finais


YAYYY o que acharam?????
Eu tô muito empolgada com essas postagens kkkkkk quando mais vocês se engajarem mais rápido eu posto.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...