História Divorced - Fillie - Capítulo 16


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Notas do Autor


OLHA vocês tem que me amar MUITO viu????
Ou não, por que esse capítulo.................

Capítulo 16 - Experimentar algo novo


– Aconteceu que eu sou uma péssima mãe, Finn. Foi isso que aconteceu. – Seu semblante passou de preocupado para confuso. Uma linha de expressão marcou sua testa.

– Dá onde tirou essa ideia? Ficou maluca? 

– Ela me perguntou se eu não gostava dela, Finn.

– Como assim? Do nada?

– Porque eu saí de casa. Porque agora são duas casas e nunca ficamos com elas ao mesmo tempo.

– Nós já conversamos tanto com elas... – Interrompi.

– São crianças, Finn. Não entendem. 

– Exatamente. Não fica achando que ela realmente pensa isso. Foi só um momento.

– Eu sou egoísta. Olha o que eu causei. Sou péssima.

– Para de falar besteira, Millie. Você não é egoísta. Muito menos uma péssima mãe, porra. Elas moram com você. E quando estão aqui falam contigo todos os dias. Faz tudo por elas desde sempre, como ousa a falar uma merda dessas? 

– Por que ela acabou de me perguntar, Finn! Ela acha que... – Me interrompeu.

– Então volta pra cá. Eu saio. 

– Enlouqueceu? Essa casa é sua desde antes de eu te conhecer. Você praticamente construiu tudo isso aqui.

– São coisas materiais, Millie. É só uma casa. E se for te fazer sentir melhor, eu não ligo.

– Não. – Limpei o rosto com o dorso da mão que não está machucada. –  Eu nunca aceitaria. E também não ia resolver. De qualquer forma um de nós vai estar saindo.

"Mamãe!" 

– Acha mesmo que se Julie pensasse de verdade que você não gosta dela, teria te chamado a noite inteira, inclusive agora? 

– Eu não sei. – Admiti. 

– Vai lá, para de ser boba. 

– Eu... Tudo bem. – Comecei a andar e parei no caminho. – Finn? – Chamei-o, me virando de frente pra ele.

– Sim? 

– Obrigada por ter salvo a minha vida. De novo. – Ele sorriu. Essa droga de sorriso.

Voltei para a suíte, deitando outra vez com a mais nova. Iria fazê-la dormir e ir para casa. 

 

A luz do sol entrando pelas frestas das persianas mal fechadas estavam me atrapalhando. Senti um embrulho no estômago quando abri os olhos e uma névoa de normalidade flutuou na minha frente. Passei quase dez anos acordando nesse quarto. Era natural, me deixava feliz, eu me sentia em casa. No entanto, não era mais assim. Me mexi, notando que Julie permanecia lá, em um sono profundo. E Chloe também se encontrava na cama, do meu outro lado. Sorri querendo ficar para sempre ali com elas. Devia ser cedo. Eu estava coberta. Não me lembro de ter me coberto. Saí devagar para não acordá-las. O frio do piso atravessou as meias finas. Calcei o tênis e cocei o olho, me espreguiçando. O dia parecia bonito por trás da janela. Fechei melhor as cortinas deixando o ambiente mais escurinho. Entrei no closet grande agora parcialmente vazio pela ausencia das minhas coisas e abri a porta do banheiro. Lavei o rosto e usei o antisséptico bucal de Wolfhard. Saí o mais depressa possível, sentindo-me uma intrusa ali dentro. Deixei um beijo na testa das duas antes de sair da suíte. O leve aroma de alecrim percorria a casa inteira, deixando o ambiente aconchegante e com sensação de lar. Comecei a descer as escadas e à medida que me aproximava da cozinha, ouvia risadas cada vez mais altas. Foi impossível não deixar escapar um sorriso, mesmo que eu estivesse completamente nervosa por estar ali. Encostei-me na entrada, visualizando o homem de cabelos encaracolados se contorcendo de tanto rir de alguma coisa que Dyer contava. 

– Finn! Não é engraçado! – Esbravejava a mais velha, tentando esconder o riso. E jogou um pano de prato nele, que pegou no ar, gargalhando. 

– Meu Deus, eu vou morrer de tanto rir, puta que pariu. 

– Você é um péssimo ouvinte! Nunca mais te conto nada, babaca! – Dessa vez eu que ri. Ela diz isso há anos. Eu amava a amizade que os dois desenvolveram ao longo do tempo. – Bom dia, M.! – Cantarolou ao me notar. Ele virou a cabeça na minha direção. 

– Bom dia, Millie. 

– Bom dia...

– Quer comer alguma coisa? 

– Na verdade eu tenho que ir. Tenho um compromisso marcado agora de manhã. Vou voltar a fazer boxe. – Contei, para não parecer que eu só queria desesperadamente ir embora antes que meus neurônios entrassem em crise e inventasse uma mentira. Porque foi exatamente isso que eu fiz. 

Quero dizer, eu realmente tinha planos de voltar para o boxe, no entanto, não tinha nada marcado em lugar nenhum. 

– Oh, sim. Tem certeza que não quer nada? Nem uma fruta? – Insistiu ele.

– Sim. Obrigada. Hã, tchau. – Girei os calcanhares indo para a saída. Eu falhei miseravelmente no plano de não parecer uma louca querendo fugir. 

Nada que não pudesse piorar. 

Assim que abri a porta, dei de cara com a nova secretária. Ela estava prestes a tocar a campainha. 

– Millie? – Perguntou, surpresa por me ver ali. 

– Oi... – Respondi, sem graça. Tentando esconder a surpresa de vê-la lá também, tão cedo, em pleno sábado. Quando eles não trabalham.

– Você... 

– Desculpe Lilia. Eu realmente estou atrasada e preciso ir embora. Entre. – Abri espaço para que ela entrasse e saí, sem olhar quando a mesma fechou a porta atrás de mim num estalo. 

Comecei a atravessar o jardim para chegar até o meu carro, quando pus a mão no bolso para pegar o celular e para variar, estava vazio.

“Puta merda, Millie!” Xinguei em voz alta. 

Dessa vez, como ainda estava na propriedade, tomei coragem de voltar para trás. 

É só tocar a campainha, pedir o celular, simples e rápido. 

Vai dar tudo certo.

Regressei o caminho já percorrido e quase com o dedo no touch da campainha, ouvi vozes. Minha curiosidade foi maior e cometi o erro de colar o ouvido na madeira da estrutura. 

“Não é da sua conta, Lilia!”

“Como não?! Você tá transando com ela, é isso? Foi por isso que ela dormiu aqui?!”

“Eu já disse que isso não é da sua conta.”

“Você é um filho da puta.”

“Lilia, você não é minha namorada. Eu não te devo satisfações do que eu faço ou deixo de fazer.”

“Não quando você fode as duas! Eu pensei que...”

“Que o quê, huh? Deixei bem claro quando você resolveu dar em cima de mim. Falei que não teria nada além de sexo. Sexo não precisa ter sentimentos envolvidos e não tem em nenhum momento. É apenas sexo.” 

Meu estômago embrulhou. 

Sexo não precisa ter sentimentos envolvidos e não tem. Em nenhum momento. 

Ele quis dizer o que eu entendi? 

Finn e Lilia estão de fato... Juntos. 

Ele disse que não tem sentimento envolvido em nenhum momento. Nenhum momento. 

Isso significa que eu também estou inclusa. Que as duas vezes que nós transamos foi só... sexo. 

Como eu havia pensado.

O antigo Finn Wolfhard está de volta. 

 

 

 

Recolhi a mão, decidida a ir embora. Lutava contra as lágrimas que queriam descer. Eu sabia que iria acontecer, que eu mais uma vez sairia machucada. Mas não é só chateação. É raiva. Raiva dele, raiva de mim. Como pude deixar acontecer? Eu passei cinco meses inteiros muito bem. E por um deslize o beijei e deixei que essa merda toda acontecesse. Parabéns, Millie Bobby Brown. 

Arranquei com o carro, segurava o volante com tanta força que os nós dos meus dedos ficaram brancos pela falta de circulação de sangue. Queria tirar esse sentimento de dentro de mim. Queria ainda ter o meu saco de pancada para descontar tudo. Preciso urgente comprar um novo. O banco do passageiro vibrou e foi quando, aliviada, vi que eu sequer havia tirado o iphone do carro. Não me dei ao trabalho de ver o que era. Num piscar de olhos estava dentro do elevador. Meus olhos se encontravam vermelhos. Travei quando as portas metálicas se abriram e vi a silhueta em frente a minha porta. 

– Beckham? – Chamei, só para ter certeza de que eu não tinha ficado louca. Ele se virou, sorrindo ao me ver. Eu nunca tinha o visto vestindo roupas de academia e devo dizer que foi uma visão e tanto. Meu corpo ficou quente no mesmo segundo.

Eu não acredito que estou fazendo isso.

Praticamente corri o curto espaço que nos separava e mirei diretamente em seus lábios. A principio ele ficou surpreso com a atitude, entretanto não demorou a segurar minha cintura e corresponder o beijo. Uma coisa é certa: Romeo Beckham tem pegada, contrapondo todo o seu ar cavalheresco. 

A sensação de beijar alguém que não fosse Finn era completamente estranha e eufórica ao mesmo tempo. Eu precisava descarregar e estava resolvendo. Nossas línguas se moviam depressa, até eu cortar bruscamente o momento.

– Meu Deus, desculpa. Eu não deveria ter feito isso, sinto muito. – Céus, que vergonha, eu quero atravessar minha cabeça na parede.

– O quê? Por quê? 

– Porque não é certo eu querer descontar em você. Eu não posso nem pensar que estou te usando porque eu... – Colocou as duas mãos no meu rosto, me obrigando a olhá-lo.

– Eu não me importo, Millie. Está tudo bem. Eu disse que você poderia contar comigo. Nem se for pra afastar por um tempo o sentimento que está aí dentro.

– Por que veio aqui? 

– Porque eu preciso contar uma coisa.

– O quê? 

– Depois. 

– Eu não quero estragar nossa amizade. Não quero que seja diferente depois disso. 

– Não vai. Nem se eu quisesse. 

– Do que está falando? 

– Depois. 

Apenas concordei com a cabeça. Eu não estava mesmo afim de conversar agora. Romeo tomou minha boca de novo, dessa vez decidido a não parar. E eu estava decidida a experimentar algo novo.


Notas Finais


JYFNJTVNURSCNOHDC EU
VFFNKYRGBKKKKKKKKK VOCÊS QUE LUTEM


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