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História Divórcio Compulsório - Capítulo 2


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Notas do Autor


Aqui! Ainda é hoje então to postando um por dia sim!
Fiquem em casa e se cuidem!

Capítulo 2 - Brincadeira



 


 

“A Sakura está pedindo o divórcio. Se isso te interessa tem minha permissão para largar qualquer que seja sua missão e vir para cá. Eu espero que você tenha uma boa explicação para tudo isso.”

A letra era do Naruto. O falcão era do Naruto. Aquela piada era de muito mal gosto. Ativei meu sharingan lendo o que havia sido riscado… eu quase podia ver o idiota gastando seus últimos dois neuronios para formular as frases. Ainda assim, aquilo não fazia sentido.

Não parecia mentira. A forma como ele escreveu… Genjutso?

Tentei me liberar, mas não, lógico que não… poucos ninjas deviam ser fortes o bastante para me prender em um.

Podia ser falso?

Ativei a forma avançada do meu olho, cheguei a cheirar o papel e a segurar a ave para examina-la melhor… Tudo certo.

Convoquei meu falcão mandando uma mensagem para minha filha e minha esposa. As duas diziam a mesma coisa:

“Tudo bem aí?”

Fazia um tempo que eu não recebia noticias de casa… cheguei a achar estranho mas na ultima carta Sakura tinha sido sucinta e garantiu que estava muito ocupada com o hospital. Sarada, por sua vez, nunca gostou de escrever muito… mesmo que fosse melhor do que eu com as palavras, também não era grande fã delas. Mesmo assim minha filha garantia que estava bem, que a mãe estava bem… Só parecia um pouco abatida com o tanto de trabalho.

Cheguei a pedir que Sakura não se esforçasse tanto… mas não recebi resposta. Achei que seria por estar ocupada… Mas Sakura nunca antes ficou muito tempo sem me escrever, mesmo ocupada. Só quando evitava me atrapalhar nas missões.

Suspirei.

Naruto só devia estar sendo retardado e entendendo algo errado… Invoquei um novo falcão.

“Que merda é essa Naruto?”

Escrevi, mas não enviei. Apoiei as costas no tronco de uma cerejeira, ironicamente a árvore que eu mais gostava de sentar por perto, e tentei pensar…

Existiam muitos motivos para que Sakura quisesse se divorciar de mim, caso um dia escolhesse fazê-lo. Eu a negligenciava como um marido estando sempre distante, não andava sendo seu “companheiro” propriamente dito, as vezes chegava até mesmo a perceber que, por mais que ela gostasse da minha presença, eu não fazia mais tanta falta em casa… minha familia se viravam bem sem mim. Era bom que fosse assim, não queria que passassem dificuldades… a escolha tinha sido minha. Não por completo, claro, eu só não via como poderia ser útil na vila com tantos ninjas e tão poucas demandas nos tempos de paz. Sarada e Sano precisavam ficar num lugar seguro e estável, que garantisse que eles se desenvolvessem bem… e precisavam da mãe com eles. Sakura, por sua vez, era muito importante para a vila. Praticamente dirigia dois hospitais e era a melhor ninja médica que eu já vi em todas as minhas andanças… chegava a ser famosa por isso. Por mais que eu quisesse… ela não podia simplesmente sair da vila e passar um tempo comigo.

Mesmo quando eu conseguia voltar para casa, era até raro que tivesse tempo para mim.

Eu ficava feliz por ela… sabia que era importante, o emprego, ajudar pessoas… ela sempre adorou ajudar pessoas.

Ela pode ter percebido que eu não fazia mais falta.

Ela pode ter encontrado alguém que podia ocupar meu lugar.

Um gosto azedo me subiu a garganta e um aperto pareceu fazer meu coração parar de bater por alguns segundos… não gostava de pensar nisso, mas sabia bem que era possível, e eu não poderia culpa-la caso acontecesse.

Podia até imagina pessoas que adorariam preencher minha vaga… E um nome em particular me vinha em mente: Ichiro Nagao. O medico que andava arrancando suspiros do hospital infantil, e que tinha vindo do pais da névoa só para aprender mais com as técnicas de minha esposa… um homem petulante que chegou a me parar pelos corredores do hospital e me convidar para um café, apenas para dizer como admirava nosso casamento a distancia, minha confiança, elogiar minha esposa e dizer o quanto era adorado pelos meus filhos.

Chegou até dizer que, se estivesse no meu lugar, nunca se afastaria deles… e que não sabia como eu conseguia.

Sempre fui acostumado a manter a calma, um ninja nunca deve perder a compostura... principalmente eu, já que, das ultimas vezes que perdi a minha acabei tentando matar ou matando pessoas que eu amava. Ou arrancando o braço do meu melhor amigo.

Tinha sido difícil me livrar das ultimas acusações e eu não podia me dar ao luxo de ter novas… até porque eu queria mesmo me tornar uma pessoa melhor, ser um exemplo para meus filhos e nunca mais arrancar lágrimas da minha esposa. Eu devia esse tanto a ela… mesmo que eu não estivesse sendo muito bom nisso.

Se ela tivesse escolhido outro homem… isso doeria. Mas eu também devia isso a ela… respeitar suas escolhas, apoia-la como ela sempre me apoiou… vivendo longe como eu vivia cheguei a pensar no assunto algumas vezes. Eu já tinha jurado a mim mesmo que, por mais que me doesse, eu não tinha direito de negar felicidade a minha esposa… não quando eu não pudesse mais dar.

Eu só… Bom. Ela sempre me disse que era feliz. Mesmo vivendo assim… com encontros breves, beijos roubados, e noites que nunca pareciam durar o bastante. Ela dizia que estava bem com isso… que tudo o que ela precisava era de mim, da minha felicidade. Ela dizia que entendia… e que não queria que eu ficasse muito em konoha porque sabia que não me fazia bem.

Ela jurava que esperaria…

Mas ela já tinha esperado tanto, e feito tanto por mim ao longo dos anos que, quem era eu para cobrar promessas? Eu só podia cumprir. Prometi para ela que iria sempre ama-la e respeita-la, isso não significava apenas juntos. Eu cumpriria a minha promessa a ela e cumpriria a que eu tinha comigo mesmo, de fazer o meu melhor para que ela fosse feliz. Eu não a faria feliz ficando infeliz e saturado em Konoha, sem muita oportunidade de conseguir dinheiro para ajudar em casa e, provavelmente, não podendo seguir a vida como um ninja. Mesmo assim, agora eu me perguntava se eu não podia ter me esforçado um pouco mais.

Passei algum tempo a mais em Konoha quando fui necessário, e, se não fosse essa missão, não estaria tanto tempo fora. Tentei passar os últimos dois anos mais perto de casa até porque Sakura engravidou e eu sempre preferi acompanhar sua segurança quando isso acontecia… foi assim com Sarada e seria assim com Sanosuke. Sano… Sakura não estava sozinha agora, tinha Sarada para ajudar... Mas será que esse foi o problema? Eu tê-la deixado de novo sozinha com uma criança?

Sakura sempre elogiava Ichiro e sua destreza com crianças…

Eu ia enlouquecer se continuasse pensando assim.

“ Usuratonkachi, espero que não seja uma pegadinha idiota. Estou voltando.”

Foi a mensagem que decidi enviar.


 


 


 


 


 


 


Notas Finais


O que acharam?
Amanha tem mais se deus quiser.


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