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História Divórcio Compulsório - Capítulo 21


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Notas do Autor


Oláaa
90 anos, mas o que importa é que voltei, né?
Enfim, tenho meus motivos, não me odeiem, aconteceu mil coisas na minha vida.
Mas to aquiiii

Capítulo 21 - Obrigado


Fanfic / Fanfiction Divórcio Compulsório - Capítulo 21 - Obrigado


 


 


 

Não sei se conversar com Sarada me deixou melhor.

“Ele quase não passou tempo com a gente pai.” Ela explicou.

E sim, ela e Sano notaram as coisas estranhas, mas acharam que era por eu e sua mãe termos brigado. Ela também disse que a mãe estava muito ocupada com o hospital na época, e que, quando tentava conversar com o estranho por mais de cinco minutos, ele sempre alegava algo para fazer.

Disse que o “outro eu” pediu para que ela não contasse para Boruto que tinha vindo, pois não teria tempo para treinar, disse também que o “outro eu” parecia chateado demais para ela insistir em qualquer conversa.

Mas que, antes de ir embora, o “outro eu” garantiu que estava tudo bem. Não tinha nenhum problema entre Sakura e ele, garantiu que estava apenas muito preocupado com as missões…. que quando voltasse seria o mesmo pai de sempre.

Ela também me disse que chegou a me olhar com Sharingan, não por nenhum problema especifico, e sim por acaso. Perguntei se tinha algo de errado, mas ela jurou que não. Era minha aura, minha presença, meu chakra, meu cheiro, meu modo de falar… tudo. Ela só notava que tinha algo estranho… mas não sabia o que era e não parecia preocupante.

Eu entendia. Eu vi as lembranças.

Entendia ela confundir Kakashi… mas como confundir o próprio pai? Eu passava tanto tempo assim longe?

Vários pensamentos do tipo passaram por minha mente. Outros piores também. Eu não podia focar neles, mas também não consegui não me chatear.

Conversei com Sarada antes de avisar Shikamaru.

Shikamaru, como eu, ficou muito surpreso com tudo aquilo. Ele também não fazia ideia de como pude entrar na vila sem ele ser avisado. Não era só uma questão de eu não ter me apresentado na torre do Hokage, existiam barreiras também. Claro que eu, como meu sharingan e rinnegan, conseguiria entrar em segredo se quisesse. Mas um estranho? Era possível que ele copiasse meus poderes também?

Mesmo que só copiasse meu chakra, existiam ninjas que patrulhavam os perímetros de Konoha justamente para saber quem chegava. Não era assim tão facil alguém entrar sem o Hokage saber. Mesmo com meu chakra.

Shikamaru conversou por horas com Sakura. Ino também veio para reviver todas as cenas, mas eu preferi me abster. Não tinha para que entrar no meu genjutsu, eu não era necessário e eu não queria. Simplesmente não queria.

Eu só queria que Sano voltasse. Não ligava mais para “quem tinha o capturado”, não procurava culpados ou… eu só queria meu filho de volta. A essa altura, tudo o que eu queria era saber se ele estava bem. Mesmo que eu nunca mais o visse, eu precisava saber que ele estava bem.

– Sasuke? – Sakura chamou, me encontrando no topo da torre do hokage.

Eu vinha ficando muito ali ultimamente. Ativava meu sharingan volta e meia, tentando ver algo, tentando pensar. Começava a querer sair de konoha e viajar em uma busca… mas sem pistas eu só seria um inútil longe de casa.

Não tinha como ter certezas de que o resto da minha família já estava livre de perigos.

Como não respondi Sakura se aproximou, lenta, parando ao meu lado. Esperei que ela falasse, desativando o sharingan.

Mas Sakura não falou.

– Precisa de algo? – Perguntei.

Sakura inspirou e expirou, lentamente.

– Imagino que… esteja chateado.

Ergui uma sobrancelha. Observação perspicaz.

Como eu não disse nada, Sakura continuou:

– Conversamos bastante, e Shikamaru acha que entendeu como tudo aconteceu. Parece que-

– Ele sabe como achar Sano? – Cortei.

Sakura suspirou.

– Não.

Pois é. Não me importava então.

Estava cansado de analisar besteiras. Estava cansado de pistas que não levavam a nada…

– Com as cartas e seus genjutsus eles descobriram muito sobre nossa relação. – Ótimo. Mais uma coisa para a lista de “foi culpa do Sasuke”. – Shikamaru acha que, quem quer que seja que te copiou, é um ninja que já estava aqui dentro. Provavelmente entrou como outra pessoa. Ele também acha que esse ninja sabia coisas sobra nós. Como brigas e etc… então ele só saberia se tivesse conversado comigo como um amigo.

– Ino? – perguntei, na verdade não tão interessado quanto devia.

– Sim. Não a Ino, claro, mas ele imaginou que ele poderia ter assumido a forma dela. Assim como assumiu a de Kakashi e a sua. Acontece que nos últimos meses eu não conversei só com Ino. E é aí que as coisas ficam mais estranhas…. Lembra como eu disse que não consegui evitar de desabafar com o Kiba?

– Hn. – Grunhi, me sentindo ainda menos confortável com a conversa.

– Eu não costumo sair conversando sobre nós por aí! E também… Não costumo duvidar sobre a nossa relação. O Naruto apontou isso, ele… Shikamaru acha que eu, e provavelmente mais pessoas, fomos todos colocados em algum tipo de genjutsu leve. Algum tipo que… coloca pensamentos em nossa mente.

Ergui uma sobrancelha.

As coisas que eu vinha sentindo, as duvidas quanto ao amor de Sakura, quanto ao meu lugar em nossa família… Seria muito bom pensar que eram sentimentos causados por um agente externo, mas eu já me senti assim antes. Varias vezes. Sempre que eu notava o quanto a Sarada cresceu, ou Sakura surgia com um novo corte de cabelo, novas linhas de expressão… sempre que Sano demorava a me reconhecer quando eu voltava de uma viagem.

– Ou eu só estava chateada e queria conversar com quem quisesse ouvir. Eu realmente não sei, é só uma teoria.

Concordei com a cabeça, devagar.

Também me parecia apenas mais uma teoria.

“Talvez a verdade é que você não acredita no que eu sinto. Como Sarada.” Pensei, mas preferi não iniciar esse tema.

Eu não estava bem para isso. Não era hora.

Sim, eu queria muito que Sakura entendesse tudo o que eu sentia por ela… mas no momento, no momento eu só estava magoado.

E meu filho estava desaparecido.

– Ino disse que eu precisava falar com você… E te perguntar porque usou memorias nossas nos genjutsus. – Sakura falou após alguns minutos.

Suspirei.

Eu não estava pronto para isso.

– Porque eu fui um idiota. – Resumi.

Sakura sorriu.

– Sim… Você foi. – Concordou. – Mas eu devia… devia ter entendido. Mesmo sem entender, eu devia ter falado com você, devia ter-

– Não importa. Também tem varias coisas que eu não devia ter feito. E outras que devia ter feito mais. – A cortei.

Sakura sorriu, melancólica.

– Sempre ouvi que, independente do quanto a gente se esforce, sempre vamos errar como pais. E que nossos filhos sempre vão sofrer com isso. Só queria que… Isso é injusto demais.

E Sakura chorava mais uma vez.

Segurando meu próprio nó na garganta, a puxei para mim.

Mesmo chateado, magoado, sem Sano e desesperado… Abraçar Sakura ainda era bom. Seu cheiro, seu calor suave, a textura de sua pele…. Inspirei fundo.

As vezes eu me esquecia do quanto precisava dela.

– Me perdoe. – pedi.

– Pelo que? – ela respondeu, rindo sem vontade. – por eu não ter acreditado em você? Não ter cumprido meu papel de proteger meus filhos? Não ter percebido um estranho dentro da nossa casa?

Suspirei.

– Pelo meu silêncio, por ter aberto brechas para você duvidar do que sinto… e por colocar nossa intimidade em cartas e genjutsus. – Expliquei.

Sakura sorriu, seus olhos belos e brilhantes aqueceram meu peito como sempre faziam.

– Eu devia ter entendido… Você não tem criatividade e não é nada romântico. Aposto que teve de usar o que tinha. – Brincou.

– Hn. Ino já te contou. – percebi.

Sakura ergueu uma sobrancelha.

– Não… na verdade eu só parei de ouvir minhas inseguranças e lembrei do marido que eu tenho. – Respondeu, me alfinetando.

– Eu realmente não sou criativo para romance. Usei palavras suas e partes do icha icha na maior parte do tempo. – Admiti. – Devo ser um péssimo marido.

– Não… Você não é o tipo “romântico” que vive dizendo que ama, não costuma me presentear com balões e flores como o Naruto ou o Sai, mas… tem o seu próprio modo de fazer meu coração vacilar. Quando tenta me agradar com gestos pequenos, quando se preocupa, quando se enrola com as palavras, quando não consegue disfarçar os ciúmes, quando cora ao… Eu nunca quis nada além de você Sasuke. Eu não quero nada além do que você já é.

Eu amava minha esposa.

Era isso, não tinha como não amar. Não tinha como… E não haviam palavras ou gestos que eu pudesse usar para expressar o quanto porque, em momentos como aquele, meu cérebro desligava. Não tinha como eu mandar comandos para o meu corpo quando a força do que eu sentia me fazia paralisar… nessas situações era ela quem vinha até mim e graças a deus, porque eu nunca saberia extravasar as coisas que ela me fazia sentir.

Eu não sabia como responder ao seu amor. Tanto ao que ela me fazia sentir por ela, quanto ao que ela me dava… eu não sei como explicar. Não consigo. Nem em pensamentos. Sakura era perfeita para mim.

Eu amava a minha esposa. E essa frase nem é forte o bastante para expressar tudo o que eu sentia. Talvez, a única palavra que me vinha em mente e que era capaz de expressar uma parte de tudo o que eu levava no peito era: “obrigado”. Eu a usava muito, mas era a única que eu tinha…

Sakura riu da minha incapacidade de reagir, já familiarizada com minha maldita personalidade. Mas todo aquele “momento terno” não a impediu de, no segundo seguinte, me empurrar com força e se afastar do meu alcance.

– Ainda não gosto de saber que você sai enganando moças por aí, mesmo sendo para uma missão! Isso é baixo Sasuke! Mesmo sendo um genjutsu… o que você acharia se fosse eu colocando imagens minhas, nua, na cabeça de outros caras? E, não só imagens né. Serio Sasuke? Sexo?

Inspirei. Finalmente entendendo o problema ao pensar em como me sentiria se nossos lugares fossem invertidos. Só depois soltei o ar.

– Não pensei o bastante sobre isso. A verdade é que eu estava tão preocupado com-

– Desculpa interromper. – Um ambu falou, surgindo do nada. – O Hokage mandou avisar. Acharam o Hatake.

Eu seria um péssimo pai se assumisse que, por um milésimo segundo, queria que Kakashi não tivesse aparecido e que eu pudesse terminar de me acertar com minha esposa? Mas foi apenas por um milesimo, logo toda minha atenção foi tomada palo fato de que, com Kakashi ali, o verdadeiro Kakashi, teríamos pistas.

Fazer as pazes com Sakura ficaria para outro dia.

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Kakashi tinha estado viajando. De férias. Ele avisou sobre sua viagem semanas atrás, e, diferente do que seu sósia nos fez pensar, ainda não tinha voltado.

Como ninja aposentado ele não mais tinha que se reportar ao hokage, avisava apenas por… Caso a gente precisasse de algo.

O Kakashi que disse não ter pego Sano… Foi o que pegou Sano. O kakashi que saiu com seus cachorros para procurar Sano… Foi o que levou Sano embora. Saber disso não me trouxe nenhum alivio.

Chegamos a procurar pelo cheiro do Kakashi falso… mas lógico que não funcionou. O cheiro se espalhava, se perdia, e, por ser idêntico ao verdadeiro, ter Kakashi ali só atrapalhava tudo. O submetemos a diversos testes para saber se era mesmo ele dessa vez, e era.

Todos nós começamos a duvidar um do outro… Mas, eu mesmo duvidava que o… “metamorfo”, ou sei lá que peste, ainda estivesse entre nós.

Voltamos a estaca zero, e eu não sabia quem ia enlouquecer primeiro, eu ou Sakura. Sarada também estava competindo com a gente… Ah, minha filha. A maldição Uchiha devia mesmo ser real. Era cruel, cruel demais…

– Sasuke-sama? – O colega da minha filha, Mitsuki, chamou, enquanto eu fazia minha vigília no topo da torre Hokage.

Era estranho, eu nunca falava com esse moleque.

– Hn?

– Orochimaru-sama quer falar com o senhor, pediu para que o encontre no esconderijo, disse que pode ajudar a achar Sano-kun.

Ergui uma sobrancelha, o que Orochimaru estava tramando dessa vez? Era a cara dele… ao primeiro sinal de fraqueza, apareceria com alguma proposta, algum golpe… Mas era meu filho, eu não podia ignora-lo.

– Me leve até ele.


 


 


 


 


 


 


Notas Finais


Eu preciso saber o que estão achando kkk
Podem me xingar nos comentários sempre viu?
Inclusive amo.


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