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História Diz Que Quer Minha Boca Na Sua (jikook máfia) - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Hyungs


Lembranças.


"O poder de uma lembrança poderia abrir diversas portas para o conhecimento; mas só se elas não fossem tão dolorosas."


- Jeon Jungkook.


Tec... Tec... Tec...

Por mais que tentasse não conseguia fugir do barulho repetitivo e um tanto irritante dos passos pesados sobre o piso de madeira velha. Sentindo um arrepio traspassar sua espinha com a lembrança sonora traumatizante. A sala exalava um clima frio junto a um cheiro de ferrugem e sexo que se manifestava por todos os lados. Do teto uma luz fraca e amarela lutava para se manter acesa, mas logo a derrota chegou quando queimou de vez, deixando Junkook sozinho com o Hyung naquele quarto trancado, escuro e amedrontador.

Alisou o cabelo molhado de suor de Hoseok enquanto o mesmo dormia cansado em seu ombro, trazendo-o para mais perto na esperança de esquenta-lo. O Beijou na testa, transmitindo todo o carinho que podia dar pra ele naquele momento. A barriga roncou alto de fome, fazia dias que estava se afogando em jejum para dar toda sua comida ao amigo. Cuidando dele em silêncio enquanto o medo o mantinha calado.

Tec... Tec.. Tec...

A porta fora aberta com força, acordando os dois hyung's no canto da sala. Jungkook se levantou rapidamente ficando a frente de Hope com a intuição de protegê-lo. A luz fraca da lua era sua única iluminação que vinha da claraboia, impedindo-o de ver o sujeito que estava de pé.

O coração errava as batidas no mesmo tempo que o chão queria ceder sobre seus pés. As mãos soavam e tremiam enquanto o corpo era tomado por sensações ruins. Engoliu em seco, escondendo cada vez mais Jung em sua sombra.

- Jeon? - O homem alto chamou-lhe com a voz autoritária, tragando um cigarro com uma das mãos, enquanto a outra era apoiada com o resto do peso do corpo sobre a bengala de madeira. Atendeu o chamado, tranquilizando com um sorriso fraco e chulo o Hyung Hope o qual tremia dos pés a cabeça com a possibilidade de que aquele homem o tocasse novamente. - Não se preocupe estrelinha, dessa vez não terei esse prazer. - disse olhando fundo nos olhos assustados de Hoseok, revirando os orbes antes de voltar sua atenção a Jungkook. - Vamos. - ordenou.

- Cadê os outros? - A voz saiu falha dado ao medo que aquele ser o transmitia.

- Seja obediente e talvez eu lhe responda. - sorriu cínico, dando espaço na porta para que Jeon pudesse passar de cabeça baixa.

- O que você vai fazer comigo?

- Estar falando pelos cotovelos hoje, não? - Fechou a porta, antes de voltar a andar. A bengala batendo de encontro com o chão de madeira projetava um barulho agudo e amaldiçoado.

Tec... Tec... Tec...

***


Respirou fundo, balançando a cabeça enquanto tentava expulsar as lembranças traumatizantes de sua mente. Era óbvio que Jimin estava ali por um só motivo, então Jeon fazia de tudo para ser o mais breve o possível. Queria agradar o máximo que podia o mafioso, pelo simples fato que assim poderia salvar seus amigos das mãos de seu "chefe".

As mãos tremiam, o ar faltava e os olhos não conseguiam permanecer abertos para encarar os olhos castanhos de Jimin.

O que ele iria fazer depois dali? O que iria fazer depois que Jeon contasse tudo?

O quarto estava escuro, a porta trancada e o frio batendo na porta. Queria morrer, mas precisava de uma resposta. Precisava de ajuda.

- Qual o nome dele? - Iniciou logo o interrogatório, exalando um ar serio enquanto falava.

- Só o conheço pelo primeiro nome. - Informou calmo, vendo o outro consentir com um leve manear de cabeça, pedindo com o semblante serio que prosseguisse com sua informação. - Suk.

- Certo. - tragou um pouco do cigarro. Estava com o semblante sem expressão, trazendo um arrepio medroso sobre a espinha de Jeon. - Por que você estava envolvido com ele e por que te mandou até aqui?

- Suk me mantêm em cativeiro junto de meus hyungs por causa de uma divida com meu pai. Desde crianças fomos criados para matar como um "negocio" que gerava dinheiro, e, ao passar de dono, não foi diferente. Ele trabalha no mercado negro, é difícil deixa que nos saíssemos para fazer alguma coisa, gerando dias de fome e maus tratos. - Suspirou. - Sempre que sai, por algum motivo estranho sempre nos levou com ele para baile e coisas do tipo para roubar com auxilio de alguns capangas. Ele me mandou aqui para te matar, disse que se conseguisse, libertaria meus hyungs... Mas eu falhei.

- Entendo. - disse com a mão no queixo pensativo. - Certamente é triste sua historinha Sr.Jeon, mas não podemos descontar sua participação. Não vou participar desse joguinho que ele quer brincar, não tenho tempo para bobagens, apenas vou te manter preso aqui por motivos óbvios.

- Por que eu? - Indagou olhando para os lados sem entender.

- Por que eu quero. - Disse certo, o olhando com um semblante confuso por perguntar algo tão óbvio.

O coração parou de bater naquele momento.

As mãos tremiam e as lágrimas rolaram.

- Pelo menos ajude meus hyungs! Faço o que quiser! Eu fico aqui sem dizer nada, sem reclamar. Por favor! Ele vai mata-los! - Se ajoelhou aos seus pés, implorando enquanto lágrimas deslizavam de seus olhos.

-Desculpe, mas infelizmente não é problema meu.

- Por favor! - Implorou mais uma vez.

- É... Não.

- Você não falou que iria mata-lo? Não disse que iria se vingar do meu mandante? Agora você sabe quem é! Ajuda-me?

- Não.

- Então por que infernos vai me manter preso aqui?!

- Não percebeu? É divertido. - Debochou sorridente, amassando a ponta do cigarro no cinzeiro e o apagando.

- Desgraçado! - Gritou frustrado.

- Depende do seu ponto de vista. - Riu sínico. - Eu diria "Filho da puta" ou "maldito", mas tudo bem. - Saiu de perto de Jungkook, soltando outro risinho. - Apelidos carinhosos são o que mais tenho Sr.Jeon. Bom, vou te deixar aproveitar o quarto. Onze horas as empregadas te chamaram para o almoço.

- Vai pro inferno!

- Com prazer. - Provocou encostando a porta.

Então era isso? Saiu de uma prisão para ir para outra?

Aquilo só podia ser brincadeira.

Estava sonhando? Aquilo era um sonho certo?



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