História Dizem as más línguas - Capítulo 8


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Palavras 3.619
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hoje eu vou ser bem rápida por aqui. Espero que gostem do capítulo de hoje, de verdade.

Uma ótima leitura para cada um de vocês. Beijos.

Capítulo 8 - Jeon Jungkook, o quarto dele, a cama dele


Não. Não. Não. Tinha que existir uma explicação, Não era possível.

E definitivamente não! Não estava na casa de Jeon Jungkook. Não estava no quarto dele. E muito menos estava o vendo muito bem adormecido naquela cama enorme, e cheia de lençóis revirados. Aquilo não podia ser real. Só podia ser sonho, pior, pesadelo. Era isso! E realidade ou sonho, pesadelo, só sabia que tinha que sair dali. E rápido!

Jimin se abaixou no chão e passou a procurar por seu celular, precisava achar aquela droguinha para poder fugir o mais depressa possível dali. Não podia sequer dar a chance de que Jungkook acordasse. Não mesmo, isso nem pensar. Tateou o chão o quanto conseguiu naquela pressa toda, não estava lá. Mas que merda. O único jeito era procurar no lugar que estava antes, a cama, o campo minado de proximidade com o espaço pessoal e calor do corpo do Jeon, ali adormecido.

Passou as mãos pelo colchão e não encontrou nada, subiu mais um pouco, foi para a frente, ainda não encontrando nada. Mas onde aquela porcaria havia se enfiado, na bunda de alguém? E foi quando o viu, no susto que tomou no momento Jungkook se moveu no colchão. Droga, o celular estava debaixo dele. Mas que pecado havia cometido na vida para merecer estar metido naquela situação?

Não ia ter jeito, para saber que horas eram, o dia, qualquer coisa, e também sair dali, precisaria pegar o bendito celular. E para isso teria que ser o mais ágil e esperto possível, o que Jimin já duvidava muito que conseguiria ser, dado o sono e certa quantidade de álcool ainda correndo em suas veias. Fechou os olhos com força, respirou fundo, fez uma prece aos céus e enfiou as mãos por debaixo do corpo de Jungkook. Foi com dificuldade, quase não conseguiu, mas arrastou de lá o seu aparelho. Já estava de quarto sobre a cama, praticamente esticado sobre ela, sentindo o alívio percorrer seu corpo quando ouviu a voz grave e sonolenta ressoar. Valeu aí Deus.

 

— Hum… Jimin? Você está acordado? — Imediatamente, e nem sabia porque havia tido aquele reflexo, o Park se sentou na cama ainda com o celular em mãos, congelado e fitando Jungkook que ainda mantinha os olhos fechadinhos, mas um sorriso pequeno, leve nos lábios. Tão lindo. Não! Nada de lindo. Jeon Jungkook, definitivamente não era lindo. Quer dizer, era, mas naquele momento Jimin não queria estar pensando isso. — Volta a dormir, delícia, quando acordamos tem café.

— Essa é sua casa, Jeon? — Perguntou baixinho, e nervoso. Ah que tinha tanto medo da resposta para aquela pergunta. Meio que um medo em vão, porque estava mais do que óbvio que sim, aquela era a casa de Jungkook. E sim, estava dormindo com ele, na mesma cama. Únicos fatos até aí, nada demais.

— Sim. — Soltou uma risada baixa e bem breve. — Meu quarto, minha cama.

— Como eu vim parar aqui? Você me sequestrou? — O Jeon só bufou e virou para o outro lado, acenando com a mão o mandando parar e dormir novamente.

— Só dorme, Jimin. — Jimin cruzou os braços e fez um bico contrariado. Ah que nem para servir e dar informações aquele idiota servia.

 

Não se prendeu a ficar pensando na total inutilidade de um Jungkook sonolento e dorminhoco. Só esperou tempo o suficiente para que ele já estivesse dormindo novamente. Acionou a lanterna do celular, porque aquele quarto era muito escuro, e saiu procurando por uma saída. Que se danassem suas roupas, que  nem lembrava quais eram, ou seus sapatos, ia embora com as que estava vestido mesmo.

Quando saiu no corredor da casa de Jungkook ainda pensou que a própria casa, como cena do crime, lhe daria as pistas que precisava para saber o que aconteceu, pelo menos isso, já que não tinha como descobrir tão rápido como que foi parar ali e nem tinhas suspeitas.

O quarto de Jeon era uma suíte, pensou em ir olhar no banheiro, ali com certeza teriam evidências, principalmente no lixo. Mas ele foi? Claro que não, o medo de encontrar uma camisinha usada, ou até mesmo mais do que isso, ali era grande demais. E bem, tinha que ser sincero consigo mesmo, se encontrou na cama de Jungkook, com uma roupa que não é sua, e pela falta de memória, a possibilidade - assustadora, por sinal - de que tivessem feito sexo era a primeira coisa que cogitava.

E por quê? Bem, o que não faltava em Park Jimin eram motivos para isso.

Literalmente correu para fora da casa de Jungkook, depois de voltar ao quarto e procurar pelas chaves do seu carro, que só lembrou que dirigia quando já estava quase na porta. O ligou e saiu dirigindo para algumas ruas longe dali o mais rápido que fosse. Podia parecer uma total loucura, eram 04:00 da madrugada de um domingo, estava parado sozinho, no meio de uma avenida sem movimentação alguma, mas ainda assim se sentia mais seguro e calmo do que dentro da casa de Jeon Jungkook.

Pelo GPS do celular buscou sua localização. Cara, não fazia a menor ideia de onde estava, como tinha chegado ali para início de conversa?

Ah, eram tantas perguntas que sua cabeça só sabia girar e girar. Como foi parar lá, por qual raio de motivos, porque justo lá, justo com ele, o que havia acontecido? Não sabia nem mensurar qual das respostas tinha mais medo de saber. Mas ainda assim queria cada uma delas.

Dirigiu até a casa de Taehyung. Que se danasse o horário, se estava tarde ou cedo demais, ele iria bater naquela porta até que o Kim saísse com cara amassada ou divando como sempre. Precisava de respostas, e a certeza que tinha vida era que seus dois melhores amigos um não perdia a memória, e o outro deles nem sequer bebia. Se as duas últimas ligações que havia feito era para eles, então de algo os dois sabiam.

Demorou um pouco para chegar até lá, e agradeceu muito ter dormido um pouco, e até mesmo ao péssimo suco de manga, havia o feito conseguir dirigir sem bater ou estar tonto pelo álcool. Desceu do carro com tudo e passou a bater com muito desespero na porta do Kim.

 

— Taehyung! Abre para mim! É o Jimin! — Batia na porta ao mesmo tempo que ligava sem cansar para ele, que se não atendesse no quarto toque já o fazia desistir e ligar para Hoseok, que ele tinha certeza também estar dentro daquela casa. — Taehyung! Hoseok! Porra, acordem! Eu preciso de vocês! — Ainda nada. Estava vendo a hora acordar a vizinhança toda. — Vamos viados! Cadê o fogo no rabo de vocês quando eu preciso de ajuda, hein? — Bateu mais uma vez e se cansou, correu até o meio do jardim da frente preparado para gritar. — Vou acordar a vizinhança toda se for necessário. KIM TAEHYUNG, SEU VIADO FOLGADO! ARRASTA A SUA LINDA BUNDA E ABRE A PORTA PARA MIM!

— Porra, Jimin! Que merda de escândalo é esse? — Taehyung surgiu na porta, fechando um roupão com pressa e a expressão entre muito puto e muito assustado, afinal havia sido acordado do nada. — Você tá louco? — Olhou com mais cuidado para o amigo que vinha na sua direção como um raio, com os olhos pequenos e roupas que não lembrava dele ter. — Você bebeu? De onde está vindo? De quem são essas roupas?

— Taehyung, eu nao sei! — Mentiu, a resposta daquelas perguntas ele sabia sim. — É por isso que estou vindo aqui.

— Como não sabe, viado? Andou aprontando de novo? Bebendo até cair, se vomitando todo e tendo que ser levado para casa de um estranho feito bebê? — Ah que ele nunca ia esquecer daquele dia? Foi só uma vez, pra quê pegar tanto no seu pé?

— Porra Jimin, que escândalo foi esse? — Lá se vinha Hoseok descendo as escadas, vestindo uma camiseta comum e calção de dormir. Não disse que ele também estava lá? — Dez ligações, para que isso se estava chamando pelo Taehyung?

— Porque eu sabia que você ia estar aqui. — Jogou nele um almofada do sofá. — Achou que eu não sabia que vocês tão trepando? — O mais velho dos três deu de ombros e cruzou os braços parando ao lado do Kim.

— O que você aprontou? Bebeu e ficou todo vomitado no meio da rua e alguém te deu banho? — Até Hoseok? Francamente. Respirou fundo e se virou numa fúria para ele de volta.

— Mas que droga, vocês não esquecem disso! — Arregalou os olhos ao ver uma terceira pessoa, nada esperada, também vestida em um roupão e parado ao lado dos outros dois. Desde quando Min Yoongi andava ali? Estava tão aterrorizado por ter acordado na casa de Jungkook que já estava até imaginando coisas? — O que você está fazendo aqui?

— Oi Jimin. Valeu aí por me acordar. — Yoongi rolou os olhos e deu as costas, se dirigindo até a cozinha. É, ele parecia íntimo do lugar.

— Pera ai, vocês três…— pensou um pouco e sentiu sua mente explodir pela enésima vez naquela noite. — Vocês três tão transando? Vocês fizeram ménage? Vocês fizeram a três?

— Nós fazemos a três. — Hoseok afirmou.

— Se você vier a gente faz a quarto, viu? — Yoongi fez o favor de completar gritando da cozinha e os outros dois riram.

— Bem, Jimin, o que você quer? Para ter me acordado às 03:30 da manhã, só pode ser coisa séria. — Taehyung caminhou até o sofá para ouvir o amigo.

 

Se o Kim estava curioso para saber o que ele tinha dizer? Claro que estava. E de todas as possibilidades que se passavam por sua cabeça, não era idiota de esperar outra coisa acima de que ele falasse algo sobre ter realmente procurado Jungkook. Alguma história interessante de verdade só viria disso. Park Jimin contando que fez sexo com algum desconhecido, em um lugar qualquer - mesmo que fosse o mais selvagem - não teria tanta graça quanto o relato de um sexo água com açúcar com Jeon Jungkook. Ou talvez fosse, amorzinho mela cueca não era tão divertido assim.

 

— Taehyung, o que eu fiz essa noite? Para onde eu fui? — Ele perguntava com uma súplica visível nos olhos.

— E como eu vou saber?

— A gente não saiu junto? A última ligação que fiz foi para você. — Jimin passou a mão pelos cabelos, já estava ficando ainda mais desesperado, como se isso fosse possível. Ah mas que droga, porque tinha que inventar de beber? Só fazia merda quando se misturava ele e álcool; já era certo e registrado isso.

— Você me ligou, mas não saímos, eu ia ficar com os meninos. Desculpa, mas nós não fazemos ideia do que você fez.

— Taehyung, eu preciso lembrar! Eu preciso lembrar o que  fiz! — Os sorrisos divertidos saíram totalmente dos rostos dos outros três ao verem Jimin daquela forma. Ele estava realmente bem nervoso e de certa forma todos se preocuparam dele ter realmente feito algo sério, de que se arrependesse. E até mesmo ruim. Jimin claramente não vinha da sua própria casa, aquelas roupas não eram suas, e provavelmente não era um lugar onde ele quisesse ficar, ou fosse bom para si. Se fosse, não teria fugido e ido bater tão nervoso em sua porta às 03:00 da manhã.

 

O que o rosado poderia ter feito? Só esperavam que nada de sério de verdade.

 

— Jimin, de onde você vem? — Hoseok se aproximou e tentava deixar o amigo mais concentrado e calmo. Só assim para as coisa funcionarem. E também não era nada bom vê-lo daquele jeito. — Me conta o que você lembra.

— Eu acordei,  depois de dar de cara com o chão. E só depois de ir numa cozinha e beber suco de manga — fez uma careta engraçada — eu percebi que não era minha casa, e que eu não fazia ideia de que casa era.

— Cara, você só podia estar muito louco. — Foi a vez de Yoongi se aproximar falando, entregando uma garrafa de água para Jimin, ele com certeza ainda estava precisando daquilo.

— Você viu alguém? Conhecia a pessoa? — Jimin paralisou e ficou encarando os três em silêncio. O que respondia agora? Não queria em hipótese alguma que eles soubessem que havia acordado na cama de Jungkook, e que era justamente por isso que estava tão nervoso. Mas também não queria ficar omitindo informações importantes, se estava pedindo ajuda para descobrir o que havia acontecido em sua noite precisava dizer tudo o que sabia.

— Você sabe qual era o endereço? — Yoongi perguntou e Jimin só estendeu o celular no GPS, com a última localização que havia sido registrada, quando precisou para chegar até a casa de Taehyung. — Bem…

— Você conhece o endereço, Yoon?

— Sim, quer dizer, é por perto da casa do Jungkook. — Todos ficaram em choque com aquilo e se votaram para Jimin imediatamente, que já queria entrar em um buraco e morrer.

— Você, por acaso, estava com o Jungkook, Jimin? Você chegou a ver ele onde acordou? — Hoseok perguntava com calma, para não assustar Jimin, porque ele estava com os olhos tão arregalados que era capaz de sair correndo a qualquer momento.

— Acho que sim. — Aquilo era definitivamente um sim

— Certo! Se Jimin e Jungkook estavam juntos, ele pode fornecer algo. — Hoseok falou e sim, ele tinha razão.

— Olha o instagram dele, snapchat. Ele te mandou alguma mensagem? Se ia sair, se saiu, algo assim? — Yoongi estava calado enquanto mexia no celular, provavelmente procurando as redes sociais do amigo para verificar. E ia negando com a cabeça as perguntas que Taehyung estava fazendo.

— Não tem nada.

— Também não tem nada no do Jimin, ou de alguém falando dos dois. — É, àquela hora da manhã, sua opções estavam esgotadas.

— É amigo, não achamos nada. — O Kim afagou a coxa de Jimin que já estava cansado e mal havia começado sua busca. — Melhor dormir bem muito, e deixar isso para lá. Quer dormir aqui?

— Não. Eu vou para casa. Quando eu acordar procuro o Jeon e pergunto a ele. — Foi levantando-se para ir até a saída. E não, não tinha a menor intenção de procurar Jungkook e fazer perguntas a ele sobre  tal noite que com toda certeza havia tido juntos. Mas pelo menos não se sentia pior por seus amigos não terem perdido a oportunidade de zoar com sua cara. Estava aliviado deles não terem feito isso. — Desculpa acordar vocês a essa hora e obrigado.

 

[...]

 

Conseguiu dormir assim que chegou em casa, e cara, dormiu muito. Quando acordou já era bem mais de meio-dia. Só levantou para comer algo, e se sentia tão exausto, de algo que nem mesmo sabia o que era, que só se jogou novamente na cama e dormiu pelo que foi quase o restante da tarde toda.

Nunca sonhava, isso era fato, mas daquela vez ficou o tempo todo com várias cenas estranhas e rápidas passando por sua mente, e acordou com aquele rosto, nome e voz pregados em sua mente. Mas que inferno! Queria esquecer de verdade Jungkook. Não queria ficar pensando nele, em ter acordado em sua cama no meio de uma madrugada em que não possuía explicação para coisa alguma. Se não gostava nenhum pouco de saber disso, gostava menos ainda de ficar nervoso e tão alterado e preocupado sobre essa situação. Ah por que não conseguia simplesmente ficar calmo quando as coisas se tratavam daquele cara?

Desde que havia acordado, tomado seu banho e comido, finalmente , algo, Jimin estava com a ideia fixa na mente de verificar seu celular. Não havia parado para fazer isso. Não viu mensagens, históricos da internet, galeria, redes sociais mais privadas. Nada. Talvez realmente fosse ter algo importante ali, alguma pista que pelo menos o desse uma luz sobre o que fez, como acabou encontrando o Jeon e indo parar em sua casa.

Pegou o aparelho, com toda, mas toda insegurança do mundo. A primeira coisa que viu fora suas mensagens, nada fora do normal; a última recebida havia sido de Hoseok e era de alguns dias antes. Seus histórico da internet também não tinha nenhuma atividade da noite anterior. Mas que diabos havia feito que não tinha usado o celular para nada? Correu para as redes sociais, só podia ter algo nas mensagens privadas do seu instagram.

Não demorou para achar, a última conversa havia sido com Jungkook. O próprio Jimin havia postado uma foto com a legenda “tédio”, e o Jeon a respondeu apenas com uma localização. O Park não precisou nem verificá-la para imaginar - tendo quase certeza - que fosse o próprio endereço dele.  Pronto, não havia mais nenhuma mensagem após. E isso só deu a ele uma única conclusão:

Ele havia ido até Jungkook depois daquilo.

Razões, impulsos, motivações, explicações e todos esses sinônimos para ir até lá ele não sabia. E tudo piorava quando pensava que havia ido por sua total vontade, escolha. E do jeito mais casual de todos, sem necessidade de convites ou, muito provavelmente, pensar demais.

Agora só faltava verificar a galeria. E se havia encontrado mensagens trocada entre eles, provavelmente teria alguma foto, ou vídeo, ah com certeza teria. Da última vez que bebeu e esqueceu de tudo, existia um vídeo gravado por Taehyung para o lembrar do que disse e fez. Inclusive havia sido assim que acabou dentro dessa história toda. Não era muito difícil imaginar que existia algo do tipo.

Abriu a galeria do celular e o primeiro arquivo que veio na sua cara foi o único em que ele se atentou. Não conseguiu nem ver mais nada quando bateu seus olhos na existência de um vídeo.

Ah meu Deus. Só podia estar muito ferrado. Ou aquilo iria lhe salvar ou lhe condenar totalmente.

Mas tinha que ver. O fato era que precisava assistir, se aquilo era mais uma pista que sanaria suas dúvidas, ou pelo menos parte delas. Então não era hora de ter medinho, ou insegurança de confrontar os próprios atos. Se havia feito merda, tinha que ser homem e enfrentar as merdas que fez.

Respirou fundo, engoliu em seco, fechou os olhos para reunir coragem e, apertou o play.

 

 

A câmera do celular focava no chão enquanto se ouvia os sons baixos de algo se mexendo. Jimin era quem segurava o aparelho, e tão logo se virou já estava subindo na cama, onde descobriu estar Jungkook deitado em meio aos muitos lençóis, que lembrava ter visto quando acordou.

 

— Sorria, Jeon Jungkook, você está sendo filmado. — Sua voz parecia bem humorada demais, um tanto alcoolizado, com certeza. Mas já sentia a vergonha e arrependimento de estar vendo aquilo, logo em seus primeiros segundos. Não viu que roupas usava, mas subir em cima do Jeon, enquanto ele estava muito bem deitado em sua cama  lhe parecia algo além da intimidade que julgava ter com ele até a noite anterior

— Por que está me gravando? — Jungkook perguntou intrigado, mas o que mais intrigava ao próprio Jimin era o fato de os olhos dele nunca cruzarem com a câmera, estavam nitidamente fixos em si.

— Na última vez que eu bebi, não lembrei do que eu fiz, mas filmaram e eu pude ver no dia seguinte e lembrar. — Foi explicando e a câmera abaixando, estava se sentando sobre o quadril de Jungkook. — Então, se eu corro o risco de perder as memória de hoje, eu quero gravar, para poder assistir e lembrar. — Ele continuou focando no rosto de Jungkook, que sorriu travesso, e pela risada que o próprio Jimin soltou próximo ao microfone do celular, ele havia feito cócegas em algum lugar sensível.

— Você quer lembrar de mim, hein, delícia?

— Por que me chama assim? De onde veio isso? — Jungkook deu de ombros e continuou risonho, divertido. Parecia feliz, e meio bêbado tanto quanto o próprio Jimin também soava no vídeo.

— Você gosta que eu te chame assim?

— Não sei.

— Ah Jimin, você é tão difícil. — O Park riu da reclamação do outro, tanto em vídeo como ao assistir.

— É assim que você gosta, que eu sei. — Jungkook riu alto ao ouvir aquilo e enquanto assistia Jimin se arrepiou todo. — Agora me diga, Jeon Jungkook, o que você acha de Park Jimin?

— Bem, — ele levou as duas mãos acima da cabeça e por uns dois segundos Jimin se perdeu em observar um pouco mais seu corpo. Não sabia porque ainda tinha medo de descobrir se ele estava nu por debaixo daquele lençol, era tão óbvio. — ele é bem chato, genioso, difícil. — As mãos do Jeon começaram a subir por suas coxas, e Jimin sabia disso porque a câmera desceu e focou ali. E sim, o rosado descobriu estar sem roupas no vídeo também. — Mas ele é lindo, delicioso. — Park se ouviu rir alto no vídeo com aquele fala. — E me deixa louco, em muitos sentidos. Tipo, louco de raiva.

— Ah, eu me esforço. — Jungkook começou  a fazer força para se levantare ficou sentado.

— Agora o que você acha de Jeon Jungkook, Jimin?

— Chato, irritante, idiota. — Jungkook ia rindo e sorrindo cada vez mais a cada xingamento proferido. Ao mesmo tempo que ia se impulsionado, fazendo as posições se invertem e Jimin ficar deitando com ele por cima de si. — Muito idiota. Nossa como eu odeio ele. — Um riso, estalos de beijos.

— Eu sei como você me odeia. — O celular foi retirado da mãos de Jimin e já não se via mais nada devido a posição em que ele fora jogado sobre a cana.

— Você é muito idiota Jungkook…

 

E era isso, até onde Jimin conseguiu ver do vídeo, ficava naquilo, imagem alguma e somente os sons de estalos de beijos, palavras sussurradas de formas que não conseguia e entender, suspiros e gemidos baixos, principalmente seus.

Meu Deus. Ele e Jungkook definitivamente haviam transado. Não sabia se ficava nervoso, em pânico, com vergonha ou continuava tentando entender como fora parar ali.

Como diabos aquilo havia acontecido?

 



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