História Dizimados - Capítulo 16


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adulto, Científica, Doença, Drama, Dramatic, Epidemia, Ficção, Horror, Lgbt, Misterios, Mortos, Mortos Vivos, Pandemia, Romance, Suspense, Terror, Thriller, Tortura, Zumbi, Zumbis
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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Ficção Científica, Romance e Novela, Survival, Suspense, Violência
Avisos: Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 16 - Apaziguados


- Ei, saia dessa piscina. - Estala os dedos.

Miguel nada para a borda da piscina, olhando diretamente para a sua namorada, após passar a mão no rosto.

- Que, mudança, é essa? - Diz boquiaberto.

- Surpresa! - Sorri - Fiquei bonita?

- Sim, lógico, mas por que você fez isso? E seu cabelo está... grande.

- Eu SABIA que eles tinham mega-hair nesse fim de mundo.

- Qual a função deles terem isso?

- Talvez estivessem me esperando. - Morde o lábio inferior, ouvindo um barulho no interior - Seu pai chegou?

- Não, é a Samantha! Ele pediu um favor a ela.

- Como você é ingênuo. - Pega um taco de baseball ao lado da cadeira de praia, deixado por Samuel e caminha em direção ao escritório.

***


Alguns minutos depois


- Aonde foi com esse taco? - Pega a tolha jogada na cadeira de praia e se enxuga com ela.

- Havia uma certa curiosa mexendo onde não devia. - Apoia-se na soleira da porta.

- O que a Samantha queria? - Termina de se secar, jogando a toalha de volta na cadeira de praia, envolvendo seus braços na cintura de Miranda.

- Isso não vem ao caso. - Suspira - Hoje a noite virá uma horda de mortos, precisamos ir embora.

- Retomaremos o plano original? - Põe sua cabeça na curva do pescoço de sua namorada.

- Sim.

- Mas como? Quando soubemos disso no dia quinze, parecia mais possível do que agora! Fazem duas semanas! Eles podem ter morrido ou decolado há dias.

- Esqueceu do que eles disseram? - Se desfaz do abraço de Miguel - Partiriam no último dia do mês.

- Quando pretende ir? - Segura o rosto de Miranda com as duas mãos.

- Agora.

- Mas...

- Xiii, silêncio, não pense muito. Faça uma mala simples com o necessário e me encontre lá!

- Te encontrar lá? Você vai comigo! - A segura pelos ombros.

- Não, eu vou hoje a noite, se questionar, te abandonarei! PROMETA que irá agora! - Seus olhos lacrimejam.

Miguel balança a cabeça em afirmação, dando um selinho.

- Ai de você se não aparecer amanhã! - A beija.

- Quando encontrar o contato, peça-o para me esperar!

- Tudo bem. - Sussurra em seu ouvido - Te amo.

- Também.

***


De noite


- Vasculhem todos os cantos desse maldito lugar, vejam se há algo acontecendo! - Ordena, indo para o interior da casa - Não acredito!

Divisa o corpo de Miranda caído no gramado de olhos abertos e maxilar torto para a direita.

- Filhos da puta! - Corre para o interior - MIGUEL! MIGUEL!

Procurando por todos os cômodos, e nenhum sinal de seu filho, Samuel nota que seu escritório foi revirado e os dois principais itens que guardava estavam​ em falta.

- Aquela vagabunda da Samantha! - Passa pela escada até seu quarto, tirando algumas peças do seu guarda roupa e colocando-as em uma mochila grande.

Com tudo necessário para a sua fuga, a luz de sua lanterna se tornou inútil quando toda a chácara iluminou-se.

- Eu juro por tudo que é mais sagrado: Matarei o desgraçado que estiver fazendo isso! - Vai até a sala e retira seu revólver do esconderijo.

***


- MARCEL!

Antes que ele pudesse responder, abrindo a porta de trás, Samantha é mais rápida.

- Fique com ele aqui! - Bate a porta, prosseguindo sua fala pela janela - Assim que eu encontrar o Jonas, nós voltamos e fugimos desse fim de mundo.

- Cuidado Sam! - Diz Tório, sem encara-la.

- Faça o que for necessário, te amo.

Ela apenas assente, correndo pelo gramado até o armazém.

***


O primeiro disparo da arma o fez parar de correr no gramado, o som vinha de dentro da sala de geradores, onde as chamas se alastravam rapidamente, os sons seguidos do pente da arma sendo descarregado foi a motivação para que Jonas parasse em frente a porta e espiasse o que estava acontecendo.

Diego caído no chão com o rosto completamente desfigurado e Samuel retirando um pente novo para recarregar sua arma, fez Jonas perder a sustentação das pernas, caindo no chão em um choro silencioso, qualquer barulho, a próxima vítima poderia ser ele.

- Por que está chorando? - Sussurra uma garota ao seu lado.

- Katharine? Irmã! - A abraça - Sendo um delírio meu ou não, quero aproveitar ao máximo esse momento. - Suspira - Como sinto sua falta.

- Eu também, principalmente quando eu te dava uns tapas. - Sorri.

- Sinto falta desse sorriso. - Enxuga suas lágrimas com as mãos.

- Pare de bobagens, levante essa bunda gorda do chão e vá até o estacionamento, seu grupo está te esperando.

A luz de toda chácara oscila.

- SENHOR! OS PORTÕES NÃO ESTÃO MAIS PROTEGIDOS, A HORDA DE INFECTADOS ESTÁ ENTRANDO! - Ouve um dos subordinados gritando ao longe.

- Ouviu isso Ka... - Não havia ninguém ao seu lado - Preciso sair daqui.

Com um impulso de coragem, Jonas levanta-se do chão, correndo até o estacionamento.

***


Cinco minutos depois


Puxando a trava da porta com bastante pressa, Jonas ajeita-se no banco do motorista, olhando para todos na parte de trás.

- Onde está a Samantha? - Pergunta, pegando a chave no porta luvas.

- Deve ter ido ao armazém te procurar! - Marcel aconchega melhor Ana em seu colo ao vê-la gemer sutilmente de dor.

- Puta merda! - Respira forte, abrindo a porta do carro - Não demoro! - Corre pelo estacionamento, rumo ao armazém.

***


- Esse lugar está virando um inferno! - Vê o fogo se alastrando por todo o lugar.

- Os doentes entraram pelo portão principal, a corrente elétrica das grades falhou! O que faremos?

- Partiremos em retirada.

- Sabe onde ir?

- Sim. - O cheiro de queimado invade suas narinas - Mande, para quem você conseguir achar, os subordinados pegarem algum carro disponível e irem até o aeroporto.

- E onde ele fica? - As vigas de madeira do jardim começam a desabar com as chamas.

- Siga para o norte, quando chegar na rodovia, mantenha a direita e quando tiver um retorno rumo a North Jordan, ignore-o e mude para a faixa da esquerda, depois disso, você estará praticamente no aeroporto.

- Sim senhor, te espero lá!

***


- Samantha, SAMANTHA! - Grita Jonas ao vê-la voltando do armazém.

- Graças a Deus, te encontrei! - Apoia-se nele, bastante ofegante - Onde estava?

- Fui procurar o Diego e...

- Por que ele não está com você? - A falta de resposta foi o suficiente - Não podemos nos abalar agora, precisamos fugir! - Puxa-o pelo braço.

Em minutos, toda a população do local, misturado com os doentes recém-chegados, causaram o choque de realidade e desespero. Os gritos vinham de todas as direções e grande parte da chácara se resumia a chamas e corpos em chamas.

***


No estacionamento


Samantha assume a direção do veículo, girando a chave na ignição e acelerando o máximo que pode, Jonas acomoda-se atrás, junto de Marcel, Tório e Ana.

- Para onde iremos? - Diz, sem tirar os olhos da direção.

- Ao aeroporto.

- O que? Está maluco... - Jonas o interrompe.

- Meu pai disse que os últimos funcionários do governo esperariam até o dia 30 deste e mês e eles partiriam depois disso!

- E você acha que eles ainda existem depois de tudo o que aconteceu? - Param em frente ao portão dos fundos no estacionamento.

- Se não acreditarmos que talvez algum dia tudo melhore, morreremos! - Abre a porta da viatura - Eu abro o portão.

***


Com a forte fumaça que se propagou no local, os contornos dos faróis da viatura policial ficaram visíveis e opacos. O carro balançava a medida que mudava o tipo de estrada que percorria, de terra úmida, desfalcada e escorregadia, para um asfalto, rachado e mais aderente.

- Eu conheço apenas o aeroporto de South Jordan, qual é o caminho desse?

- Siga por esta estrada até chegar na rodovia. Lá, você vai manter a direita e quando tiver um retorno, ignore-o e mude para a faixa da esquerda. Depois disso dá para ver bem grande o aeroporto.

- Sabe para onde iremos caso ainda exista esse grupo de funcionários? - Acelera pela estrada escura e silenciosa.

- Uma instalação que pode abrigar até cinco mil pessoas, lá estão criando uma cura! Dizem que, quando se morre lá, você não volta.

- Tem certeza? - Pergunta Marcel no banco de trás.

- É o que dizem! - Suspira, olhando a paisagem deserta pela janela.

- Estou me vacinando contra a decepção. - Murmura Tório, tentando dormir no banco extremamente desconfortável.

***


- Ana? - A chacoalham levemente pelos ombros - Acorda dorminhoca.

Tudo aconteceu tão rápido que ela acaba por acordar bruscamente, analisando sua barriga.

- Eu não me machuquei? - Diz ofegante.

- Sim e não.

- Eu conheço essa voz.

- Saia do carro.

Movendo-se desajeitada, Ana desliza de lado, saindo pela porta do passageiro.

- Mirian? - Une as sobrancelhas em uma ligeira confusão.

- Caminhe comigo um pouco. - Estende a mão direita.

- No meio da estrada?

- Sim.

- Ou prefere caminhar conosco também?

Olhando para trás, a visão que tem a faz ficar com os olhos rasos d'água.

- Jessica, Pam! - Vai de encontro as duas.

- Vamos caminhar? - Seguram uma em cada braço e as quatro caminham pela estrada.

- A luz do dia está muito forte.

- Feche os olhos - Comenta Mirian - Sinta a luz, quando perceber, já acabou.

***


De manhã


"North Jordan - Retorno"


- Agora pela faixa da esquerda! - Sinaliza Jonas bocejando.

- Não quer dormir? - Pergunta Marcel, apontando para Samantha, Tório e Ana - Eles estão descansando, daqui a pouco será a sua vez de dirigir... - Avista alguém vagando pela estrada - Não parece o Miguel?

Cerrando os olhos, Jonas se espanta.

- É o Miguel! - Abre a janela no seu lado - Pare o carro na frente dele!

A freada que Marcel faz acorda todos no mesmo instante, menos Ana.

- O que foi isso? - Samantha se recompõe, um pouco assustada.

- Quem é aquele garoto? - Pergunta Tório.

- É o Miguel - Põe a cabeça para fora da viatura - O que faz aqui?

- Estou indo para o aeroporto. - Ajeita a mochila em suas costas.

- Nós também! Quer ir conosco?

- Eu aceito, meus dedos estão sangrando. - Suspira, todos no banco de trás se apertam e seguem viagem.

***


"Aeroporto de Savêno - Entrada a direita"


- Morta? - Diz entre lágrimas - Mas como ela morreu?

Por um breve momento Marcel e Samantha se encaram.

- Os infectados invadiram, a chácara ficou sem energia, os portões não protegeram nada e todos ficaram vulneráveis.

- Onde ela foi mordida?

- No pescoço. - Responde Marcel estacionando o carro em frente a entrada do aeroporto.

Um tiro de espingarda estoura um dos pneus da frente, uma quantidade incrível de pessoas aparecem de uma hora para a outra, rendendo-os.

- Pessoal, a Ana está dormindo tranquilo até demais, não acham?

Todos, apavorados com o que estava acontecendo, ignoram Tório.

- SAIAM DA VIATURA! - Uma voz bastante grossa e intimidadora destaca-se.

- Não somos uma ameaça. - Marcel sai calmamente com as mãos para cima.

- Nós fugimos de uma chácara agora pouco e não sabíamos para onde ir... - Samantha é a segunda a sair.

- ... meu pai disse que um pessoal do governo esperaria qualquer um que fosse, por um número limitado de vagas, para embarca-las e leva-las até o destino. - Completa Jonas, extremamente ansioso e trêmulo.

- E onde seria esse local? - Pergunta o homem de voz grossa, encapuzado.

- Gente, a Ana morreu. - Tório a balançava e ninguém o dava ouvidos.

A voz calma e familiar que sai de dentro do carro faz o homem olhar para o interior do veículo e estender seu braço em uma breve ordem.

- Saia da viatura Tório!

Seu corpo entra em choque ao ouvir seu nome da boca de um estranho. Levantando suas mãos para cima, ele repete o que tanto o aflige.

- Gente, por favor, a Ana morreu. - Suspira, segurando sua vontade de chorar.

Marcel fecha seus olhos, assim como Samantha limpa, de seu rosto, as lágrimas que caiam discretamente. Jonas respira fundo e encara a afeição tranquila da garota recostada no banco.

O homem encapuzado fica frente a frente de Tório.

- Sinto muito pela sua perda. - Apontando seu dedo indicador e médio para a garota no carro, alguns dos sobreviventes a retiram e levam para dentro do aeroporto - Poderão fazer um funeral digno antes de partirmos.

- Eu conheço a sua voz. - Cerra seus olhos, tentando ver além do que mostrava nos olhos azuis do homem encapuzado.

- Os velhos tempos nunca saem da gente. - Retira o capuz.

A expressão de surpresa, seguida de um abraço apertado, faz Tório chorar de alegria e saudades ao mesmo tempo.

- Quanto tempo cara, você está vivo.

- Você está velho em! - Zomba de seu amigo, sorrindo.

- Sim, e você também... Maurício.

***

De tarde

- De onde você é? - Pergunta uma garota muito bonita.

- Eu nasci em Boston, mas quando meu pai começou a trabalhar na OMS, nos mudamos para Jordan.

- Caramba, que legal, Jordan era uma cidade muito rica, não é?

- Era linda. - Sua resposta parecia distante.

- E o que houve com os seus parentes? Se quiser eu conto dos meus, primeiro. - Segura com sua mão direita o ombro esquerdo dele.

- Pode falar o seu se quiser. - Assente com um sorriso discreto.

- Meu pai morreu no trabalho, atacado por um doente. Antes eu os chamava de "loucos", minha mãe morreu no metrô, tudo ficou escuro, a porta de um dos vagões, cheio de doentes, se abriu e enquanto ela era devorada viva, mandou eu correr até aqui...

- No aeroporto. - Completa Jonas em um tom melancólico.

- E os seus?

***


Vestindo uma calça jeans, dada por um dos sobreviventes, Marcel para em meio a dispensa de uniformes limpos do aeroporto, levantando a cabeça para cima e pensando em tudo o que viveu desde a primeira notícia, até o fim propriamente declarado na Operação Bombardeio.

- Isso é algum tipo de provocação? - A voz de Samantha, na entrada no cômodo, o fez olhar em sua direção.

- Do que está falando? - Diz em um tom mais grave e sedutor, caminhando em direção a ela.

- Bobo. - O beija - Agora que estamos bem, a gente podia... - Morde o lábio inferior, deslizando sua mão pelo tronco de Marcel.

- Você não vai tomar banho? - Seu sorriso de canto a faz soltar uma breve risada divertida.

- Sim, mas não será sozinha. - Desce sua mão até a região intima dele, apertando-a pela calça jeans.

- Seria muito rude da minha parte recusar um pedido desse. - A vira, abraçando por trás, envolvendo seus braços fortes pela cintura.

- Espere aí. - Fecha a porta com o pé - Quero uma revanche de segunda-feira.

- É para já! - A empurra contra a parede, beijando a curva do seu pescoço, fazendo várias marcas avermelhadas.

***


- É uma pena que o mundo tenha ficado assim.

- Tem razão. - Acomoda-se na poltrona, próximo ao portão de embarque.

- Esses dez anos foram bons então? - Sorri pelas histórias contadas de seu amigo.

- Os melhores da minha vida.

Um silêncio repentino paira no ar, Tório sente que é a hora perfeita de contar sobre seu estado.

- Cara, preciso te falar uma coisa muito séria. - Suspira.

- Fala aí! Pode contar comigo. - O dá dois tapas amigáveis nas costas.

- Eu fui mordido.

A alegria no rosto de Maurício se desfaz.

- Não acredito! - Levanta subitamente da cadeira.

- Acalme-se, eu vou explicar exatamente o que está acontecendo.

- Por favor. - Fecha os olhos e respira profundamente.

- Segunda feira eu fui arranhado no braço por uma doente, na zona de quarentena do lado sul de South Jordan. Antes do mundo acabar, eu recebi uma vacina experimental, ela não garante a cura, mas prolonga alguns dias de vida.

- Quantos dias? - Encara seu amigo.

- De cinco a sete dias, mas na prática, ninguém passa do sexto dia.

- Hoje é o sexto dia... - Sua afirmação soa como algo vago.

- Sim e talvez na manhã seguinte você precise me matar.

- O avião está sendo preparado para hoje as onze da noite.

- Como esse lugar não pegou fogo?

- No dia que antecedeu a explosão no centro da cidade, os funcionários cortaram todo o cabeamento da rua, deixando apenas as conexões dos geradores ligada.

- Eles sabiam.

- Evidente que sim, não quer descansar um pouco?

- Seria uma boa, mas não tem nada para comer?

A expressão feita por Tório, para descontrair, fizeram os dois caírem na gargalhada.

***


De noite


No chão da dispensa, ambos estavam cobertos com uma fronha bastante fina e Marcel dormia em um sono profundo.

- Samantha, acorda.

A figura que o chama, causa um choque em seu corpo e seus pensamentos tornam-se anestesiados.

- Nicholas?

- Não precisa levantar - Diz ao vê-la tentar desfazer-se do abraço de Marcel.

- Eu precisava seguir em frente. - Sussurra, segurando a vontade de chorar.

- Não vim aqui te julgar, estou feliz por ter encontrado a pessoa certa nesse mundo tão doido. - Sorri.

- Me arrependo de não ter sido tão amorosa, você foi um homem prestativo, carinhoso. Simplesmente incrível.

- Vim aqui para dizer que agora eu posso ir de verdade.

- E o que te impedia? - Une as sobrancelhas.

- Alguém que desse significado a sua vida, não estou dizendo que você precisa de um homem para viver, mas eu tenho certeza que você merece o amor. Estou feliz de vê-la novamente.

- Eu também. - Limpa as lágrimas de seus olhos.

- Te amo sua doidinha.

- Te amo seu manhoso. - O afastamento de Nicholas a faz perder os sentidos e dormir novamente.

***


No banheiro masculino, onde Maurício fez uma cama improvisada, Tório encontrava-se deitado nela, sentindo fortes calafrios, uma intensa febre e dificuldade de engolir.

- Tente relaxar um pouco. - Diz seu amigo, segurando uma vela no pires.

- Eu n-não consi-sigo. Estou com muito f-frio. - Até mesmo a luminosidade da vela era sensível aos seus olhos.

- Se eu pudesse aliviar sua dor, eu o faria. - Chora ao ver seu melhor amigo naquele estado.

- Tório. - Uma voz sussurra em seu ouvido.

- Valentina?

- Quem? - Maurício não entende o motivo dele ter falado o nome.

- Eu vim te buscar meu amigo.

- Não te v-vejo, onde você es-tá.

- Pare de delirar cara! - Mauricio se usa de apoio para deixar seu amigo sentado.

- Levante comigo no três, okay?

- Sim.

- Um... dois...

- Três.

***


- O que aconteceu?

- A única certeza que todos temos na vida.

Tório encara a feição doce de Valentina e sorri.

- A morte.




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