História Dizimados - Capítulo 17


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adulto, Científica, Doença, Drama, Dramatic, Epidemia, Ficção, Horror, Lgbt, Misterios, Mortos, Mortos Vivos, Pandemia, Romance, Suspense, Terror, Thriller, Tortura, Zumbi, Zumbis
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Palavras 1.820
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Ficção Científica, Romance e Novela, Survival, Suspense, Violência
Avisos: Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


O Projeto - Livro 01

Gênero: Ficção científica

Rótulos: #adolescente #científica #doença #drama #dramatic #epidemia #ficção #horror #misterios #mortos #mortos-vivos #pandemia #romance #suspense #terror #thriller #zumbi #zumbis

Sinopse: Criado por Daniel Balerine, o vírus provava, a comunidade científica, ser um perigoso avanço na medicina e principalmente em relação ao armamento militar biológico (AMB). "O projeto", inicialmente foi apresentado em seu país de origem, Estados unidos, e negado logo em seguida, devido seu potencial destruídor. Instigado a continuar sua criação, por cinco anos Samuel Lessa, junto a alguns cartéis políticos, incobriram nos diários oficiais todo o desenvolvimento da doença, crente ser uma futura preciosa fonte de renda. O cenário mundial era perfeito para que tudo corresse sem atenções indesejadas: Guerras entre outros países, crise econômica, ataques terroristas e reformas educacionais cortando gastos para facilitar a manipulação da massa de manobra (A população). Por um erro na segurança, o vírus acaba por vazar e infectar uma funcionária desavisada. É apenas uma questão de tempo para a sociedade moderna ruir diante do mundo inteiro. Quem será capaz de entender os sinais da natureza e fugir a tempo do pior acontecer?

Capítulo 17 - Condenados


- Este lugar está virando um inferno! - Vê o fogo se alastrando.

- Os doentes entraram pelo portão principal, a corrente elétrica das grades falhou! O que faremos?

- Partiremos em retirada.

- Sabe onde ir?

- Sim. - O cheiro de queimado invade suas narinas - Mande, para quem você conseguir achar, os subordinados pegarem algum carro disponível e irem até o aeroporto.

- E onde fica? - As vigas de madeira do jardim começam a desabar com as chamas.

- Siga para o norte, quando chegar na rodovia, mantenha a direita e quando tiver um retorno rumo a North Jordan, ignore-o e mude para a faixa da esquerda, depois disso, você estará praticamente no aeroporto.

- Sim senhor, te espero lá! - Corre pelo gramado.

Em minutos, toda a população do local, misturado com os doentes recém-chegados, causaram o choque de realidade e desespero. Os gritos vinham de todas as direções e grande parte da chácara se resumiu a chamas e corpos queimados.

Samuel caminha apressado até o estacionamento e pega o momento exato em que Jonas terminava de abrir o portão pouco vigiado, voltando a viatura.

- Não sairão impunes dessa! - Mexe em seus bolsos e separa a chave do carro forte.

Com a forte fumaça que se propagou no local, os contornos dos faróis do veículo de valores altamente protegido, ficaram visíveis e opacos. Alguns poucos subordinados embarcaram com ele e logo sentiram o balançar no interior, a medida que mudava o tipo de estrada, de terra úmida, desfalcada e escorregadio, a um asfalto rachado e mais aderente.

- Por que iremos ao aeroporto senhor? - Pergunta, mexendo na lanterna e abrindo um mapa no colo.

- A última retirada do governo acontecerá amanhã a noite, dia 30.

- E a operação iluminados? Deve ter transformado aquele lugar em cinzas.

- Se tratando de um governo, eles se preparam antes de executar algum plano, são mais espertos do que imagina! - Diz, não tirando a visão da estrada.

- Mesmo assim senhor, muitos lugares foram tomados por doentes. Eram considerados muito seguros e...

- Fique de olho no mapa, cale a boca e deixe-me concentrado na estrada. - Força a vista para enxergar a viatura distante, mas não consegue os acompanhar.

- Até a próxima noite, torceremos para chegar. - Faz um risco no mapa e o dobra de volta.

- Porra! - Murmura - Os perdi de vista.

- Nosso foco é o aeroporto, senhor, e não esses traidores. - Comenta, o encarando de lado.

Samuel deixa sua mão direita livre e dá um soco no rosto do soldado.

***


De manhã


"North Jordan - Retorno"


Em meio ao acostamento, o carro forte é parado, saindo uma grande quantidade de fumaça do motor.

- É o radiador? - Abre a porta do motorista e analisa junto ao soldado.

- Sim senhor...

Teme prosseguir sua fala, mas Samuel nota sua inquietação.

- Desembucha homem! - Diz extremamente alto. Uma revoada de pássaros os assustam em um determinado momento.

- Saímos as pressas e não pegamos nada.

- Fiz uma mala grande com alguns pertences e comida breve: Roupas, barra de cereal, garrafa com água.

- Teremos de usa-la então! - Comenta relutante.

- Tudo bem. - Volta ao veículo e vasculha suas coisas - Achei!

Entrega na mão do subordinado.

- Isso nos dará quinze minutos no máximo. - Volta a parte do motor.

- Torço para ser o suficiente. - Espera todos embarcarem e dá a partida.

***


O motor do carro forte começa a engasgar e em poucos segundos o veículo para.

- Puta que pariu o que foi ago... - Olha no visor da gasolina - Ah não, era só o que me faltava.

- O reabastecimento estava programado para hoje de manhã.

- Se não fosse aquele bando de miseráveis. - Murmura.

Os três soldados, na parte de trás, desembarcam e alegam ver uma placa não muito distante.

- SENHOR! DESÇA AQUI!

Não demora muito e Samuel logo se aproxima.

- Diga homem.

- Vê aquela placa? - Aponta.

"Aeroporto de Savêno - Entrada a direita"


- Até que não estamos tão fodidos assim. - Sorri de canto, imaginando dar uma série de tiros no grupo fugitivo.

Os cinco se organizam e caminham, pela pista, até a entrada.

***


Cinco minutos depois


- Senhor, temo encontrar algum grupo de rebeldes, nossa munição é pouca. - Cochicha próximo.

- Seja homem! - O encara torto.

- Ele tem razão, isso pode acabar...

Um tiro de espingarda estoura a cabeça do soldado, interrompendo sua fala no mesmo instante. O corpo cai inerte para trás e os quatro logo levantam os braços para cima. Outro grupo pequeno sai de trás de um caminhão tombado e os rende.

- Quem são vocês? - Uma moça negra, portadora da espingarda, cutuca o cano da arma no peito do primeiro integrante.

- Samuel Lessa, o...

- Prefeito de Jordan. - Interrompe - Eu sei, me refiro ao resto.

Um soldado extremamente ansioso, dá meia volta e corre para longe, a moça negra aponta a arma de cano longo em direção a ele, acertando-o em cheio na nuca.

- Meu nome é Joseph Green. - Diz suando frio e trêmulo.

- Ross Gardner. - Encara o cano da arma posto para baixo e mantém as mãos na cabeça - O que levou o tiro na nuca se chamava Thomas e o da cabeça estourada, Marcos.

- Entreguem as armas ou ficarão desfigurados como os seus colegas.

Os três relutam alguns segundos, mas logo retiraram a arma da cintura e as colocam no chão.

- Vocês dois, sigam me. - Uma ruiva apontando um revólver, os guiam até a entrada do aeroporto.

- No seu caso o "procedimento" funciona diferente. - Dá a volta no Samuel, ficando a frente de suas costas.

- Como assim? - Pergunta, antes de sentir o cabo da espingarda atingir sua nuca e cair inconsciente no chão.

***


De noite


No banheiro masculino, a moça negra, responsável por vigiar o exterior do aeroporto, é sutil ao abrir a porta e ver o amigo de seu chefe em seus braços.

- Ele está... - Teme dizer e incomoda-lo.

- Morto. - O coloca cautelosamente no chão, voltando a encara-la. - A que devo a honra?

- No começo da tarde, encontramos um grupo de três homens e os trouxemos para dentro.

- Onde estão agora? - Se afasta do amigo e fica de frente a ela.

- Algemamos dois soldados no suporte dos bancos, na ala de embarque, e o chefe deles está amarrado na recepção.

- Qual a necessidade disso? - A encara, confuso.

- Samuel Lessa, esse nome não soa familiar?

Maurício a olha sério e caminha em passos apressados até a recepção.

- Chame alguns integrantes para fazer um funeral digno ao Tório.

- O enterraremos? - Acompanha seu chefe.

- Não, o envolveram num pano.

- E depois?

- Vou atear fogo.

***


Cinco minutos depois


Recobrando a consciência, Samuel leva a mão até a nuca e reclama da pancada recebida.

- Aquela putinha me paga. - Sente dor ao apalpar a região.

- Quem? A sua mãe? - Olha até a entrada da porta, onde a jovem se encontrava - Por que ela ter parido você, realmente foi perca de tempo e gestação.

- Vou meter uma bala na sua garganta. - Diz em tom calmo, tentando se livrar das amarras.

- Disso eu duvido. - Mauricio aparece logo atrás, de braços cruzados, observando a camisa branca de Samuel, manchada de fuligem.

- Com licença, mas uma mulher responsável pela pista de decolagem, pediu para informar que... - Jonas se depara com Samuel e logo se assusta - MEU DEUS, ESSE DEMÔNIO! - Encara, aflito, os dois.

- A chácara na qual se referia, era a dele, não?

- Não exatamente, ele era responsável no comando, a chácara estava inativa desde que seu irmão perdeu a posse.

- Provavelmente os militares a usaram como base. - Comenta pensativo.

- Isso!

- O que Julie queria falar?

- Quem?

- A responsável da pista.

- Ah sim, todos os suprimentos e vestimentas estão no compartimento do avião e em uma hora, o processo de embarque pode começar.

- Volte lá e informe-a sobre alguns itens antes de começar o embarque: Quando houver o aval, leve 90% do grupo para lá e deixe alguns para me auxiliarem no pequeno funeral. Depois chame a Samantha e o Marcel, quando o cerimônia acabar, iremos todos embarcar.

- E eu?

- Seus subordinados se queixaram de você ser um PÉSSIMO líder. - Maurício cruza os braços - Eles irão conosco.

- Foda-se eles! Eu quero saber de mim! - Se debate para sair da forte amarra feita.

- Logo saberá! - Comenta a jovem.

Os três saem

***


Quinze minutos até todos deixarem o aeroporto


- E eu te concedo agora, amigo e conhecidos da Ana Beatriz, a graça eterna no céu. - Acende um fósforo e joga em direção aos corpos envoltos por um lençol úmido de gasolina.

As chamas logo sobem e os poucos integrantes do grupo caminham para dentro.

- Seu discurso foi bonito. - Marcel o encara, dando dois tapas amigáveis nas costas.

- Fico feliz por ter feito isso a eles, com certeza mereciam. - Samantha o abraça e caminha junto a seu namorado até a área de embarque.

- Fique em paz Tório. - Murmura Maurício.

***


Dez minutos até todos deixarem o aeroporto


- Todos já se acomodaram nos seus assentos. Há apenas nós cinco aqui.

- Faça o seguinte Mari, pode embarcar! Eu e os meus dois colegas vamos leva-lo até o estacionamento subterrâneo.

A jovem negra se espanta.

- Há muitos infectados lá!

- Essa será a pena dele. - Os outros homens o carregam a força.

- VÃO SE ARREPENDER POR ISSO! BEM FEITO AQUELE BOSTA DO TÓRIO TER MORRIDO. - Grita ao ser levado, amarrado, pelos braços e cabelo até o andar inferior.

Maurício apenas o encara e respira fundo.

***


Cinco minutos até todos deixarem o aeroporto


- NÃO FAÇAM ISSO, É SÉRIO, POR FAVOR! - Param em frente a uma porta fechada com um pedaço grosso de madeira e correntes.

- Tire a roupa. - Pede calmamente.

- ESTÁ DOIDO PORRA?

- Tire... a... roupa... agora. - Diz compassadamente.

- VAI SE FODER!

- É assim? - Assente para os seus colegas.

Os dois homens rasgam a camisa e arrebentam uma costura da calça ao puxa-la com força.

- Tirem a tala e as correntes - Dá dois tapas nas costas de Samuel - Falta a cueca.

- DEIXE-ME PELO MENOS COM ISSO! PELO AMOR DE DEUS. - Súplica com a voz embargada, ao mesmo tempo que muitas lágrimas caiam.

- Deus não cabe na sua boca. - Diz em tom sereno, enquanto assente novamente aos colegas, arrebentando​ o elástico da cueca boxer e a jogando para longe. - Pode abrir a porta.

A cena que Samuel vê, o deixa extremamente apavorado. A intensidade de seu choro aumenta e Maurício o chuta para dentro do estacionamento.

- Podemos subir?

- Sim, claro, eu assumo daqui. - Os homens sobem e logo volta sua atenção - Aproveite enquanto há luz, não sei quanto tempo o gerador vai durar. - Bate a porta e põe de volta a tala de madeira e as correntes.

- EU VOU SAIR DO INFERNO PARA PEGAR VOCÊ, É UMA JURA! - Berra, enquanto bate incessantemente na porta e observa a centena de doentes que se aproxima, emitindo gemidos guturais.

Não há para onde escapar.


Notas Finais


Livro 04: Tive a ideia de um livro 4, mas ele ainda não tem nome, em breve eu postarei um trecho do que já escrevi. Achei que tinha acabado com a história, mas ainda há mais uma parte a ser contada! Vejo vocês em breve!


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