História Do Cerco em Londres e da Fundação de Hogwarts - Capítulo 1


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Categorias Harry Potter
Tags Harry Potter
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Palavras 1.092
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Aventura, Magia
Avisos: Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


A história não possui o intuito de transgredir a religião cristã, nem tê-la como um vilão horripilante. A Igreja da Idade Média é completamente diferente da de agora, e não podemos julgar os crimes de um passado a muito distante, apenas refleti-los e garantir que a vida humana esteja em sua plena liberdade sem qualquer intromissão ou intolerância.

Capítulo 1 - Prefácio


Relato de Rowena Ravenclaw, editado por Batilda Bagshot

 

O que será descrito posteriormente trata-se de um dos períodos mais obscuros e instáveis para a população mágica por todo o território da Europa. Obviamente, foram árduos os dias, meses e anos nos quais me debrucei para preparar um material adequado para os bruxos de nossa época, tão ávidos em descobrir sobre seu passado e história. Os trabalhos que envolvem o Período Baixo Antoriano são vastos, no entanto suas editorações precárias e sem qualquer senso de aplicabilidade ao panorama bruxo atual dificulta o nosso entendimento sobre nossos dias antigos. Para os amantes da boa História, possivelmente irão lembrar-se dos Contos Antorianos do Dragão e da Serpente de Ernest Touler, grande referência no que se trata dos dias antigos dos camponeses mágicos, quando estes viviam nômades nas regiões mais abastadas da Europa, fugindo continuamente da represália religiosa que parecia vir de todos os lados. Nessa história observamos heróis e heroínas dignos de nossa admiração e prestígio, tais como Aurora de Wessex, cuja habilidade com ofidioglossia permitiu a manipulação de centenas de cobras que levavam alimentos para bruxos presos em vilarejos sitiados por guardas da Igreja Católica, evitando a inanição de diversas crianças e mulheres; pode-se mencionar também Laylo, mestre druida que desgastara toda a sua magia curando bruxos advindos de conflitos diversos por toda a Europa. Seu altruísmo salvou mais de 50 mil pessoas, e suas técnicas medicinais são utilizadas até hoje.

Inicialmente, a narrativa de Rowena Ravenclaw estava escrita em uma linguagem arcaica, uma mistura de anglo-saxão com runas que, coincidência ou não, é objeto de estudo que me prontifiquei a analisar durante minha vida de historiadora. A tradução de alguns termos e da história como um todo se mostrou difícil em diversos períodos, afinal uma linguagem reflete a cultura de um povo, e como tal merece ser preservada. Transferir tão linguagem para o inglês moderno me custou muitos fios de cabelos e reclamação no trabalho, mas garanto que valeu a pena todo o esforço.

O período analisado chama-se Antoriano. Na História da Magia, utilizamos tal termo graças ao nascimento de Antorian, o Grande, que a partir daquele momento sistematizou o estudo da magia, antes fragmentado, além de catalogar todos os feitiços que utilizamos na modernidade. Com a organização do estudo da magia, bruxos antes escondidos na penumbra desse mundo apareceram, suas habilidades se aprimoraram, seus intelectuais aumentaram exponencialmente, castelos, sítios, vilarejos e cidades completamente mágicas foram construídas, além do progresso na área de Poções, Feitiços, Transfiguração e estudo da Mente. A comunidade bruxa antes fragmentada, estava unificada socialmente; sua política, filosofia e sistemas informativos conheciam seu início. O Período Antoriano divide-se em três: Alto Antoriano (310 d.C – 478 d.C), período marcado pela ascensão do conhecimento mágico e de grande paz para os bruxos; Baixo Antoriano ou Caça às Bruxas (478 d.C – 993 d.C), caracterizado pela arremetida violenta da Igreja Católica contra os bruxos, que aumentaram indiretamente o seu nível de influência em todos os setores da sociedade trouxa, causando um estranhamento religioso que desencadeou inúmeros embates, torturas e mortes de indivíduos mágicos, diminuindo drasticamente a quantidade dessas pessoas na Europa, pondo em risco de extinção a raça bruxa; e por último o Período Tarânico (993 d.C – 1600), particularizado pela fundação de Hogwarts e das técnicas criadas para proteção de bruxos e bruxas que diminuiu o número de mortes na Europa. Cabe a salientar a criação de dezenas de escolas de magia neste período, cuja função inicial era proteger seres mágicos da violência externa.

Conhecerão também a história de Hérades, o Indestrutível. Sua magia sem igual e nunca vista até os dias de hoje fora responsável pelas diversas atrocidades daquele período, provocando mortes trouxas e bruxas. No início, lutara ao lado dos líderes religiosos daquele período, espionando e encontrando diversos bruxos, derrotando-os em combate e entregando-os nas mãos da Igreja. Sua hóstia composta por centenas de indivíduos bruxos, em sua maioria nascidos trouxas, provocaram a ascensão da Igreja enquanto o bolso de Hérades aumentara exponencialmente com ouro e prata. Prestigiava a vida trivial dos trouxas, concebendo uma fraterna ligação com eles. É notório que esse intimismo tinha uma causa: governar todos os povos da Terra e subjuga-los ao seu poder. Seu ódio pelos bruxos possuía raízes na infância, e ajudar a destruí-los  fora sua tarefa favorita, até a chegada dos Grandes Pais Fundadores de Hogwarts. O poder de Hérades era tamanho que o poder dos Quatro Fundadores era insuficiente, ocasionando uma guerra sem precedentes que fincaria cicatrizes históricas irremediáveis até hoje.

Há alguns objetos importantíssimos para o nosso entendimento de como os Fundadores derrotaram Hérades, e de como Hogwarts permanece intacta até hoje  graças a Magia Secreta derivada desses objetos. São chamadas  Gemas de Epona, cristais poderosíssimos criados a partir da força dos Reis Magos do Poente, doados a suas esposas após forças das trevas terem matado esses Reis. As rainhas que obtiveram esse presente canalizaram toda a sua magia para potencializá-los, no entanto junto dessa magia fora também a tristeza profunda pela perda dos maridos, demonstrando que o Poder está imbuído de forte positividade, mas também de caos.

A ideia de trazer o relato completo de Rowena Ravenclaw sobre a criação e fundação de Hogwarts viera de dois amigos de longa data,  cuja amizade mantenho até o final dos meus dias: Albus Dumbledore e Prof. Binns, homens honradíssimos cujo intelecto proeminente me espanta toda vez que nos reunimos para tomarmos hidromel – Binns com certa dificuldade – e criticarmos as corjas jornalísticas do Profeta Diário, além de discutimos sobre Mevan, o Austero, cuja filosofia da inerência do mal e da bipartição maniqueísta controlada facilitou o entendimento sobre nós mesmos, além de viabilizar o controle da magia em indivíduos instáveis, aplicando isso na educação dos jovens bruxos tão importantes para a construção do nosso presente. Dedico-vos esta parte de A História da Magia com profundo agradecimento, jamais irei esquecer as tardes sinuosas de inverno na Biblioteca de Hogwarts estudando os documentos privados e raríssimos disponibilizados pelo diretor Albus Dumbledore, além das idas e vindas pelos corredores da escola que me acalentaram quando criança, e continuam a acalentar nesta minha tenra idade. Retornar a Hogwarts e vivenciá-la é um preço que uma única vida não seria suficiente para pagar. Binns também fora de suma importância para que este livro viesse ao mundo. Seu conhecimento indelével  sobre o Período Antoriano facilitou a contextualização desta história, mencionando também o seu gosto pessoal em visitar locais secretos de Hogwarts que, em certas ocasiões, me aventurei a desbravar. A ambos, o meu eterno obrigado.

                                                                                                                                                                                              Batilda Bagshot



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