História Do Céu ao Inferno - O Vale da Morte - 2 - Capítulo 17


Escrita por: e MelanyAreco5890

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Mistério, Originais
Visualizações 13
Palavras 1.324
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá gente!!!
Eu falei que postaria mais um hoje então cá estou eu.
Eu espero que vocês gostem do capítulo.
Tenham uma boa leitura 😘

Capítulo 17 - CAPÍTULO - XVII


Fanfic / Fanfiction Do Céu ao Inferno - O Vale da Morte - 2 - Capítulo 17 - CAPÍTULO - XVII

                             ~Camille~

Não conseguia dormir,de jeito nenhum,ficar no quarto pequeno e mofado estava me deixando nauseada.

Por isso decidi ir ao Jardim,que costumava ficar totalmente vazio a noite - madrugada na verdade - ,o silêncio me acalmava e esvaziava um pouco a minha mente,eu caminhava por um dos corredores passando as mãos nas flores rosas e amarelas,sentindo o aroma doce.

Eu sabia que não era uma garota normal,era uma adolescente com sérios problemas psicológicos,que tinha ataques de raiva e pânico,com dificuldade de confiar em qualquer um,e não sabia porque era assim.O que havia acontecido no meu passado para ser assim?O que de tão ruim havia acontecido comigo?

Então aconteceu novamente,como na piscina,eu fechei os olhos com a cabeça doendo e minha visão mudou.

Estava de noite,lá fora a lua brilhava no céu.A Guarda Sul era imensa,ficava numa ilha do Brasil,onde eu morava a 17 anos,toda a minha vida,meu quarto pintado de rosa,branco e dourado era grande e aconchegante,as portas estavam fechadas,e eu não saia daqui a dias.Depois que meu pai morreu,assassinado,tudo o que queria era ficar aqui,no meu quarto,sem ver nada nem ninguém.

Eu caminhei até a sacada do meu quarto,observando as luzes das casas abaixo.Eu me sentia como uma princesa numa imensa fortaleza,sem poder sair e ver o mundo lá fora,sem poder viver.Papai raramente me deixava sair,e quando deixava era sob sua supervisão.

A porta do meu quarto se abriu.

Henry estava ali,meu irmão seis anos mais velho que eu.

Ele fechou as portas atrás de si,se aproximando.A semelhança da nossa família chegava a ser assustadora,os Borges sempre foram notáveis pelos lindos cabelos de fogo,e os olhos castanhos,exceto,como papai sempre dizia,pela mamãe,que tinha olhos verdes como esmeraldas.

Henry não era excessão,tinha olhos escuros como dois buracos negros,e cabelos ruivos ondulados,como a barba que crescia.

- O que está fazendo aqui? - falei entrando no meu quarto novamente.

Henry se aproximou de mim rapidamente,e sem dizer nada agarrou a minha garganta,com força, tirando-me do chão.Eu segurei seus pulsos tentando afasta-lo, arranhando-o até minhas unhas se sujarem com seu sangue,meus pés balançavam tentando tocar o chão sem sucesso nenhum.

- Você matou nossa mãe - disse Henry com ódio - você amaldiçoou essa família no momento que chegou ao mundo...

- Henry... - resmunguei.

Henry me soltou e eu caí no chão,tossindo,minha garganta doía e arranhava.

- Eu não matei nossa mãe - protestei,com a voz baixa.

- É uma maldição...todos que te amam morrem, dolorosamente e impiedosamente,a causa da morte deles,sabe qual é? - ele se ajoelhou a meu lado,os olhos assassinos me encarando com ódio - Você.Porque você é amaldiçoada...

- Não - sussurrei.

- Primeiro nossa mãe morre quando você nasce - ele disse - e agora o papai...

- Não foi minha culpa!

- Cale a boca! - ele gritou e socou meu rosto.

Senti o sangue na boca quando...

- Camille...

Abri meus olhos com o coração acelerado me deparando com um rosto pálido,com olhos azuis que me encaravam preocupados,e cabelos ruivos...

- Fique longe de mim! - gritei e dei um soco em seu rosto.Ele caiu para trás em meio às margaridas do Jardim.

- Você está louca?! - disse ele.

- Camille... - falou outra pessoa,era Allicia,correndo na nossa direção,ela olhou para o garoto ruivo a minha frente,com o nariz sangrando,e disse: - Lucian...o que foi desse vez?

- Ela é louca - ele disse se levantando com a mão no nariz - eu só queria ajudar...

- Lucian...o que? - minha voz saiu fraca e baixa.

Allicia,de pé diante de mim,me lançou um olhar confuso,e depois se voltou para Lucian.

- De o fora daqui.

- O que?Mas eu...

- Vá Lucian - ela repetiu,e dessa vez ele não discutiu,apenas se virou e saiu, murmurando algum palavrão em outra língua. - você está bem? - Allicia se ajoelhou a minha frente analisando meu rosto.

- Lucian... - falei ainda assustada - mas...o que...? - minha mãos tremiam sem parar enquanto eu tentava me levantar.

Allicia me ajudou de cenho franzido.

- O que houve Camille?

- Não sei... - resmunguei com o olhar perdido.

Allicia me puxou até um banquinho de mármore num canto,perto de uma roseira,sentando a meu lado.

- Converse comigo Camille - ela disse - me diga,o que aconteceu?

- Acho que...minhas memórias estão voltando - murmurei me forçando a não chorar, porém meus olhos ardiam pelas lágrimas contidas.

- Se lembrou de alguma coisa? - ela pareceu surpresa - me diga,o que foi?

- Eu... - pausei,olhando bem para o rosto de Allicia,ela estava um pouco suja com óleo e graxa no rosto e nas mãos,mas os olhos azuis ainda tinham aquele mesmo brilho curioso.

- Pode confiar em mim Camille - ela disse tocando meu ombro.

Podia?Pensei.Podia mesmo confiar nela?Uma garota que eu nem conhecia,tão misteriosa quanto qualquer um.

Mas aí é que estava,com surpresa,eu percebi que de certa forma eu confiava nela, e por quê? Por que confiava em alguém que não conhecia?

- Minha mãe... - falei,engolindo em seco - ela morreu quando eu nasci.Papai foi assassinado,acho que...nem faz muito tempo - meus olhos estavam se enchendo de lágrimas novamente - Eu morava na Guarda Sul,e...tenho um irmão,Henry,mas ele...ele... - solucei,e condenei a mim mesma por chorar na frente de Allicia.Então pensei em outra coisa. - Borges.

- O que? - Allicia se inclinou para ouvir melhor.

- Meu nome... é Camille Borges - eu olhei para Allicia - e eu tenho 17 anos. - apesar de tudo um sorriso se formou em meus lábios - eu sei quem eu sou.

- Borges - ela repetiu pensativamente - os líderes da Guarda Sul.É verdade,Rupert Borges morreu a alguns meses,assassinado,mas eu não sei o que houve com os filhos.Não se lembra de mais nada?

- Não - balancei a cabeça - ainda tem muita coisa que não sei sobre mim mesma, eu sinto isso.

- Tudo bem - Allicia disse sorrindo - você está se lembrando,isso é o que importa,dentro de algumas semanas vai recuperar todas as memórias.

- Mas e se eu não gostar do que descobrir? - sussurrei - e se eu não for uma boa pessoa?E se eu fiz coisas ruins...?

- Venha comigo - Allicia segurou a minha mão se levantando.

- Pra onde?

- Só...venha comigo.

Me levantei e segui Allicia pelo Jardim,até que chegamos a um tipo de casa, pequena e redonda,não devia ser maior que o quarto em que dormia,era todo de madeira branca e limpa.

Allicia abriu a porta e entrou,e eu a segui.

Do lado de dentro,haviam mais flores,um círculo delas de encontro com as paredes,e o mais incrível...as flores brilhavam,numa cor azul fluorescente.

- Como? - falei maravilhada com a beleza daquelas minúsculas flores azuis.

- Elas só se acendem à noite,e quando o sol nasce elas murcham e se fecham - disse Allicia tocando uma flor,seus cabelos azuis pareciam ainda mais vivos com a luz das flores,assim como seus olhos que pareciam ter luz própria. - pense em você como uma dessas pequenas flores Camille - ela disse - pequena e bela, muito subestimada por todos,mas que,no momento certo,surpreende a todos com o seu brilho.Você é como um pontinho de luz em meio às trevas,que tentam te consumir,e ainda assim brilha com todas as suas forças.Seu passado,e os erros que cometeu,não fazem de você uma pessoa ruim,ele apenas fazem de você humana - Allicia se aproximou,e,com um pouco de divertimento,percebi que era maior que ela, também,tinha 1,70 metros de altura - seus erros apenas servem para que você aprenda e brilhe mais intensamente.

- Eu... - murmurei - não sei o que dizer - admiti ainda maravilhada,mas já não era com as flores,mas sim com a beleza extraordinaria de Allicia.

- Então não diga nada - ela sorriu,e se inclinou para dar um beijo suave na minha bochecha.

Ela tinha cheiro de óleo, sabão e flores,e enquanto voltavamos para dentro da Guarda,de mãos dadas,eu ainda podia sentir seus lábios tocando-me delicadamente.


Notas Finais


Então pessoas?O que acharam?Quais são as suas teorias?Qual a opinião de vocês?
O que acham da Allicia?Eu particularmente amo ela.
E o que acham da Camille?E dessa visão do passado dela que ela teve?
Bom,me digam hahshah.
Até mais 😘


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...