História Do Começo Ao Sim - Capítulo 1


Escrita por: e J2Ever

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Palavras 2.494
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - A mudança


O carro da mãe de Jared andava devagar no bairro de casas grandes e com cercas baixas. Não havia prédios como na cidade em que morava, e havia algumas pessoas correndo na calçada e outras pessoas andando de bicicleta pelas ruas sem movimento de carro.

Sua mãe falava sem parar que ali seria melhor que New York, que era um bairro tranquilo e que logo ele faria novos amigos. Mas Jared estava chateado demais para responder ou dar atenção para a mãe, não queria ter se mudado, tinha amigos, gostava da sua escola e em especial de uma garota da sua turma.

Jared se debruçou na janela olhando para fora do carro. E viu um garoto loiro sentado na calçada brincando com um cachorro. O menino olhou para ele e sorriu e Jared virou para o outro lado. Não queria amizade de ninguém ali.

Samantha manobrou o carro e entrou na garagem ao lado do garoto.

- Desce filho e me ajuda com essas caixas, o caminhão da companhia de mudanças deve chegar amanhã a tarde.

- Tá mãe. - Jared saiu do carro e pegou algumas caixas no porta malas.

Odiava Mark por ter deixado sua mãe e obrigado eles a se mudar de New York. Tem dezessete anos e o pai disse que era muito criança para ficar com ele, que não poderia estar em casa porque está sempre viajando,mas Jared sabe que é mentira, ele apenas não queria ter alguém por perto quando levar suas amantes para casa.

- É um idiota. - falou sozinho e colocou os fones no ouvido.

Samantha levou as outras caixas para dentro e Jared voltou para pegar a última e tropeçou em um cachorro que se enfiou na sua frente e caiu na grama.

- Mas que merda!

- Desculpa, ele gosta de fazer amigos. - Jared viu que era o mesmo garoto que estava sendo na calçada quando chegaram.

- Mas eu não gosto. - Falou irritado se levantando e batendo a calça.

- Eu sou o Jensen, seu vizinho.

- Eu não ligo. Não vou morar aqui por muito tempo. - Pegou a caixa e bateu a porta do porta malas. - E mantenha seu cachorro longe de mim.

O moreno entrou e subiu para o quarto vazio. Só tinha algumas caixas em um canto e um colchonete. Se sentou nele e escorou nas caixas. Ligou para o pai até cair na caixa postal.

- Você é um idiota pai. – Jogou o celular que caiu em uma das caixas e deitou de bruços no colchonete de costas para a porta.

- Jared, posso entrar? - Samantha perguntou da porta com duas canecas de chocolate quente, o moreno não se virou para a mãe e nem respondeu.

-Amanhã vou no colégio conversar com a diretora .

- Eu não quero ir para nenhum colégio mãe. Eu vou voltar para New York com meu pai.

Samantha colocou a caneca ao lado do filho. Queria que Jared aceitasse melhor a separação. Marck Pelegrino não era o tipo de homem que se prende a família, gosta de relacionamento aberto esta sempre viajando e tem uma amante em cada cidade que passa.

E a última coisa que ele quer por perto é um filho adolescente.

-Vai ver como a vida vai ser boa aqui querido, logo terá amigos e não vai nem se lembrar de New York.

- Eu odeio esse lugar, essa casa velha e esse bairro horroroso. Porque se mudou para cá? - perguntou com raiva olhando para a janela.

- Porque seu pai nos deixou Jared, e eu não tenho condições de pagar uma casa cara como aquela sozinha.

- Porque não alugou um apartamento?

- Jared, já conversamos sobre isso. Eu consegui um emprego aqui, vou trabalhar em uma ótima empresa e teremos uma boa renda para termos uma vida estável e segura.

- Você poderia trabalhar em qualquer rede de tv mãe, é uma repórter famosa e muito cobiçada pelas concorrentes do papai.

- Querido eu já expliquei que....

-Eu odeio você e o meu pai- Jared se levantou e saiu.

- Onde você vai? Jared , Jared! - Samantha respirou fundo, seria difícil essa nova etapa da sua vida.

Jared tirou a bicicleta de cima do carro e saiu para a rua. Queria esquecer isso tudo, não queria ter que aceitar que sua vida nunca mais seria a mesma. Pedalou mais rápido e aumentou o som dos fones.

As calçadas estavam cobertas de folhas âmbar que o vento do outono jogava pelo chão formando um grande tapete. Haviam mães com seus bebês nos carrinhos e crianças jogando bola.

Era tudo diferente do que estava acostumado, a agitação, os carros, as pessoas apressadas se atropelando nas ruas. Não vai viver nesse lugar de caipiras.

Não importa o que a mãe diga, ele vai voltar para New York.

Jared ouviu um grito e freou a ver um cachorro entrar na frente da sua bicicleta e um garoto vir atrás, mas não teve tempo de parar, desviou do cachorro mas bateu contra o garoto caindo junto com ele e a bicicleta no chão.

- Ai. – Jared segurou o cotovelo que provam ente tinha ficado ralado - Ficou louco garoto? Quer morrer? E me matar junto?

- Você ia atropelar o meu cachorro. - Falou com voz irritada segurando o joelho.

Jared olhou para o joelho que o menino segurava e olhou para seu rosto e reconheceu o seu vizinho. Ia reclamar mais uma vez, mas não teve coragem ao ver que o loiro gemendo de dor.

- Você se machucou? Deixa eu ver esse joelho.

Tirou a mão do garoto e viu o joelho ralado no rasgo da calça. Tirou um lenço do bolso e amarrou no local.

- Pronto, isso vai ajudar.

- Obrigada. - Jared viu o brilho nos olhos verdes e o sorriso do garoto e sentiu o coração falhar uma batida e se levantou assustado.

- Toma mais cuidado.

- Que droga a calça que a minha mãe me deu rasgou, ela vai ficar chateada.

- Isso não foi nada. Calça rasgada tá na moda. – O moreno levantou do chão e pegou a bicicleta. Desistiu de pedalar e foi andando empurrado ela.

Jensen viu o vizinho novo ir embora e fez um carinho no cachorro.

- Ele é até bonito né Bryan, mas ele é muito metido. - Se levantou e prendeu o cão na corrente. - vamos buscar o pão para o lanche e café de amanha ,e não sai da corrente de novo, você viu que quase sofreu um acidente. – O loiro olhou mais uma vez pra trás e o garoto já ia longe – Vamos.

***

- Oi Jim, vim pegar os pães. - Jensen sentou no balcão da padaria.

- Porque não lancha aqui comigo e a Alona? - Jim colocou uma garrafa de café na mesa e mostrou a filha que estava sentada em uma das mesas com uma mochila do lado. - O seu pai ainda não chegou de viagem, chegou?

- Não. - Jensen falou olhando a nota de 2 dólares na mão. Só tinha esses dois dólares, se o pai não chegasse hoje, não teria como comprar,do outro dia.

- Então meu garoto, eu não vou aceitar um não. Vai lanchar com a gente.

Jim trouxe o pão doce com geleia que Jensen gostava e que comprava todas as tardes. Dois achocolatado e algumas torradas com requeijão.

Arrumou a mesa para os dois meninos e se sentou com eles. Sabia como era a vida de Jensen, como ele cuidava de tudo sozinho em casa. As viagens longas do pai a trabalho.

Uma senhora amiga Jeffrey, vai duas vezes por semana limpar a casa e lavar as roupas. Mas os outros dias ele fica sozinho em casa.

- Como vai o colégio?

- O Jen é o melhor aluno da sala papai. - Alona que respondeu orgulhosa do amigo.

- Helen ficaria orgulhosa de você garoto.

Jensen não respondeu, apenas olhou para a mesa em silêncio.

- Eu fiz um pudim delicioso de leite condensado, mas aqui não está vendendo bem. - Quer levar ele para você e o Bryan?

- Eu quero. - Jensen sorriu e deu um pedaço do seu pão para o cão que olhava para ele com grandes olhos pedintes.

- Terminem de comer então e não faça muita hora ou vão se atrasar para o curso. Eu vou arrumar o pudim para você levar.

- Jen você já viu o menino novo que mudou para a casa dos Wilkes?

- Eu vi ele quando chegou com a mãe.

- Dizem que ele é bonito é verdade?

- Ele é um metido, quase atropelou o Bryan.

- Sério? - A menina mexeu nas orelhas do cachorro - Tadinho de você Bryan. Ele te machucou?

- Acho que ele machucou foi outra pessoa. - Jim mostrou com a cabeça o joelho de Jensen com o lenço de Jared.- Aqui Jensen, mais tarde mando o leite.

- Obrigada Jim.

- De nada garoto. - Bagunçou os cabelos do loiro.

Alona foi com Jensen até a casa dele para o loiro deixar o Bryan e pegar seus livros para o curso.

- Foi ele que machucou você? - Perguntou curiosa.

- Foi. Bateu a bicicleta em mim, porque o Bryan escapou da corrente e entrou na frente da bicicleta dele e eu fui tirar ele da frente. Foi um acidente.

- E esse lenço é dele?

-É .

-Ahh que fofo que ele é. Será que ele me atropela também?

-Você é louca.

- E ele doce, cuidou de você.

- Ele é grosso e doeu. - Jensen entrou e deixou as coisas o Bryan e trocou de calça.

Tirou o lenço também, depois lavaria e devolveria para o mauricinho do lado. Fechou a porta e saiu correndo.

- Vamos .

- Depois me apresenta ele?

- Ele não é meu amigo.

- Sabe o nome dele?

- Não.

- Ele tem quantos anos? - Jensen revirou os olhos. O dia ia ser longo.

***

Jared parou em frente ao colégio e olhou desanimado para a construção antiga e feia. Parecia mais um casarão velho. Tinha um portão antigo de grades e uma senhora na porta que recebia as carteiras dos alunos para poder entrarem.

Que escola ainda tem carteiras escolares?

Os uniformes eram horrorosos, blusas brancas e calça social e as garotas camisa branca de botões e saias xadrez.

Bem caipira mesmo. - pensou revirando os revirou os olhos e procurou a carteira que a mãe lhe deu de manhã, no meio dos livros e entregou para a senhora sentada no portão.

- Bom dia meu jovem,pode entrar- Ela cumprimentou com um largo sorriso e colocou a carteira junto as outras em um caixote de madeira com os números das salas.

Jared entrou no corredor cheio de alunos e foi fácil reconhecer o grupo das patricinhas mexendo nos cabelos e falando de maquiagem, os populares fazendo piadinhas com os nerds. E alguns alunos que eram os neutros.

Na sua escola era o mais popular. Capitão do time de futebol e tinha notas ótimas.

Era bajulado por todos os professores por causa da fortuna do pai e as generosas contribuições dele com o colégio.

E Jared pegava muitas meninas, mas tinha uma que estava afim e voltar pra ela.

Procurou na fileira de armários e o seu e encontrou, tentou abrir e estava presa a porta.

- Que merda. - Socou com raiva o armário, chamando a atenção de alguns alunos que cochicharam alguma coisa.

Não estava nem ligando para eles e para essa escola velha caindo os pedaços.

- Ei, eu abro pra você. Se continuar batendo assim vai ter problemas com a supervisora. - Jared viu o garoto loiro que mora do lado da sua casa sorrir e abrir a porta sem dificuldade. - A supervisora é muito chata, acredite em mim, você não vai querer ela no seu pé. - Confidenciou.

- Imagino. - Jared respondeu sem querer prolongar o assunto. Não está afim de fazer amizade, muito menos com esse garoto que desperta uns sentimentos estranhos nele.

- Se você apertar a porta com uma mão e puxar embaixo ela abre. - Jensen mostrou e depois foi para o seu armário que era do lado do de Jared e pegou alguns livros e guardou um uniforme.

- Você é do time de futebol? - Perguntou curioso, o garoto não tinha o tipo atlético. Era pequeno, para time de futebol. Jared reparou um pouco mais no menino.

Ele tinha um rosto delicado, com cílios longos e olhos muito verdes,mas isso ele já tinha notado no dia anterior quando ele entrou na frente da sua bicicleta.So não tinha reparado nas sardas pelo rosto e no formato da boca que parecia desenhada.-Joga? - Repetiu a pergunta.

- Eu sou o mascote. - Jensen respondeu olhando para baixo e Jared viu seu rosto vermelho e sorriu sem ver.

- Sério?

- Sim ,eu tenho que ir, minha aula já vai começar.

- Tem quantos a... - Ele saiu quase correndo sem esperar Jared terminar a pergunta. - ...anos. Caipira. - Resmungou baixo enquanto guardava os livros.

-Isso que acontece quando se da corda para caipiras. - falava sozinho e se odiando por ter tentado conversar com ele.

- Ele tem quase 16. Não fica bravo com o Jensen ele tem vergonha de ser o mascote do time, os meninos mais velhos zoa ele. Mas foi a mãe do Jen que inscreveu ele para ser mascote e foi ela que fez a roupa.

- Filhinho da mamãe.

- Na verdade a mãe do Jen...

- Não importa. - Jared interrompeu a garota. - Você é amiga dele?

- Sou. Meu nome é Alona, moramos no mesmo bairro.

- Jared - Estendeu a mão. A menina era até bonitinha.

O sinal tocou e Jared acompanhou Alona até sua sala e viu Jensen sentado no fundo da sala lendo um livro.

- Ele é o nerd mais fofo dessa escola. - Alona falou vendo Jared olhar o loiro no fundo da sala e Jared se assustou, nem percebeu que estava olhando para ele.

- Não gosto de nerds, são chatos. - Jared saiu de perto e foi procurar a sua sala.

***

O primeiro dia de aula foi chato. A matéria era muito fácil, e no final do primeiro horário já tinha um fã clube na sala. Na hora do lanche foi chamado pra fazer parte do time de futebol.

E brigou outra vez com o armário e conheceu a tal megera que Jensen falou.

- Sério Jared? - Samantha perguntou brava. - Seu primeiro dia de aula e eu sou chamada por você vandalizar com a escola.

Jared se jogou no colchonete no chão e jogou os livros do lado.

- A droga do armário não abre mãe. Eu não tenho culpa.

- Jared, eu sei que você não gosta dessa cidade, odeia esse bairro e sua escola nova, mas é o que temos. É o que eu posso te oferecer e eu gostaria muito que você entendesse que não está sendo fácil para mim também.

- Então vamos voltar para New York.

- Você não entende que não dá?

- Eu entendo que você brigou com meu pai e ele foi embora de casa.

- Ele tinha outra mulher Jared.- Quase gritou e saiu do quarto com o bilhete na mão e chorando.

Jared ouviu a porta bater com força e colocou os fones. Odiava quando a mãe chorava, odiava ver ela sofre, odiava o pai por tê-los deixado, odiava essa cidade, a escola, a supervisora é essa droga toda.



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