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História Do I know you? - Capítulo 1


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Notas do Autor


opa, tudo bem?
minha primeira história aqui!
por favor, qualquer erro ou crítica podem sim comentar, adoraria ler.

boa leitura! ♡

Capítulo 1 - Capítulo 01


A grama fina fazia cócegas e um pequeno incomodo nas minhas costas, era só eu e ele.

Ambos naquele parquinho sujo e mal feito, talvez a prefeitura da cidade fosse mais desleixada do que nós deitados naquela grama falsa.

Cabelos curtos e sedosos balançavam por conta do vento assim como os balanços que rangiam, seus olhos negros observavam a imensidão azul acima de nossas cabeças, enquanto alguns pássaros voavam. O vento que soprava forte acabava levando meus cabelos também e assim como ele olhava aquele céu que era riscado de branco por um avião.

Me sentia tão confortável com ele, provavelmente não me senti assim por anos.

Sua respiração era ofegante e devido a longa corrida que demos para chegar até o amado parquinho. Meu peito subia e descia mas, estranhamente, não conseguia sentir nada, absolutamente nada. Uma sensação estranha correu pelo meu corpo, aquele sentimento confortável havia sumido, agora eu só sentia tristeza. Era como se tudo aquilo fosse acabar e não voltar nunca mais.

– Soo. – Ele me chama de repente. – Você promete que não vai me abandonar?

E realmente acabou.

Um barulho ensurdecedor se fez presente e senti uma dor incrível na minha coluna. Aquele maldito despertador nunca me deixaria dormir em paz.

Abri os olhos e os esfreguei, a coberta estava praticamente tampando meu nariz, eu não conseguia sequer respirar. Eu poderia não morrer sufocado todas as manhãs se eu não sonhasse esse mesmo pesadelo toda vez.

Sempre é assim, não sei de onde ele começou e nem sequer o porquê. Esse garoto está presente em alguns dos meus sonhos, mas nada ali muda, só muda o fato de que toda vez é como se eu estivesse sonhando pela primeira e única vez. Os sentimentos de felicidade e carinho nesse sonho mudam de uma forma totalmente perturbadora para tristeza e solidão. Me pergunto se o deixei sozinho, se o abandonei.

O pior de tudo isso é que eu literalmente não faço a mínima ideia de quem seja essa pessoa do sonho.

Talvez não consiga me lembrar, mas também deve ser ao fato de não conseguir visualizar seu rosto, a única coisa que escuto é sua voz doce de uma criança inocente.

– Ah, mais um dia. – Digo para mim mesmo enquanto desligava o despertador. – Vamos novamente ao inferno.

Normalmente meu quarto sempre é bagunçado, mas parece que hoje naquela manhã estava mais bagunçado do que de costume, como se tivesse sido invadido enquanto dormia, o que não duvido nada pelo meu sono pesado das noites mal dormidas.

Blusas estavam espalhadas pelo chão e uma pilha de papel estava no canto escuro e sombrio do quarto, aquela pilha parecia algum tipo de portal para outro mundo ou até pior, poderia ser uma casa de mendigos. Bom, não estava com muito tempo sobrando, então só corri para o chuveiro que no caso nunca esquentava. Um banho quente, pelo amor de Deus! É pedir tanto assim?

[...]

Resmungava baixinho palavrões de pura raiva matinal, típico, odiava acordar cedo, ainda mais para ir em lugares que eu odiava. Eu olhava para todos naquele lugar todos os dias, felizes com a vida, pareciam até não ter nenhuma preocupação. Ser bolsista nessas horas é bem estressante, ainda mais quando se é um dos alvos de "brincadeiras" de todos aqueles marmanjos.

Você sempre pensará que a faculdade é um lugar sério ou até o paraíso, os nossos próprios pais dão uma boa aula gratuita de como a faculdade é a melhor época de suas vidas.

A única realidade é o seguinte: a faculdade é a mesma coisa que uma creche, só que com crianças grandes que já tem barba e sudorese.

Todos me chamam de vários apelidos, alguns sem graça, outros criativos, alguns bem pesados.

O motivo dos apelidos carinhosos? Ah, tem tantas histórias de como eu passei vergonha nesse inferno, nem sei por onde começar!

Vou lhes ensinar como ter um desastre em suas próprias vidas com três coisas fundamentais.

Muito simples, se liguem.

1) Um garoto chato em uma festa, na casa de uma das meninas mais populares daquela faculdade.

2) A negação de um beijo escondido, claro que um garoto mimado ficaria com raiva, certo? Uma criancinha que não ganha doce, por exemplo.

3) Uma fofoca.

É tão simples, tão incrível. Uma fofoca virando um monte de crianças em uma creche de cabeça para baixo. Palavras ditas com a maior tranquilidade possível.

"Estava indo ao banheiro e quando cheguei lá, Do Kyungsoo estava com três garotos ao mesmo tempo!"

Ah, sim. Um grande dia, um dia maravilhoso. Foi assim que várias Fanfics sobre mim apareceram do fundo do poço, em um passe de mágica.

É claro que era mentira, eu nem conhecia os tais três garotos que eu "estava". Eu cheguei ao ponto onde não conseguia negar a não ser sentir vergonha de ir naquele lugar todos os dias.

As coisas sobre mim depois disso só foram aumentando. O meu primeiro apelido foi "Dador de três", era ridículo, como se pode imaginar.

Passava em qualquer lugar da faculdade e todos me olhavam torto, como se eu fosse algum tipo de aberração, o palhaço de circo, a atração.

Várias histórias minhas surgiram depois, cada vez mais apelidos, até os novatos me chamavam pelos apelidos antigos, um completo absurdo!

O único lado bom disso é que eu acabei ficando meio famoso devido às fofocas e mentiras.

Mesmo assim alguns ainda tem uma visão horrível sobre mim.

E lá estava eu, nos corredores brancos, pareciam até corredores de um hospício, já me perguntei diversas vezes se fizeram de propósito.

São em momentos assim que eu preciso de uma boa hidratada, então vou aproveitar o belo filtro do corredor, que por acaso estava cheio pela primeira vez em anos.

Mal coloquei o copo de plástico de baixo do filtro e senti uma presença demoníaca atrás de mim.

– Ei, bom dia, jovem!

O engraçado é que nunca havia visto um demónio chamar alguém de jovem.

– Você e sua terrível mania de me chamar de jovem, Sehun, parece um homem na casa dos 70, que usa pochete e é odiado pelos próprios netos, vivendo em constante melancolia. – Levo o copo de plástico até a boca dando um longo gole na água. – Aliás, bom dia.

– Seu humor é engraçado, mas perturbador, combina com você. – Disse ajeitando a mochila que caía de seus ombros enquanto ria de um jeito desajeitado.

Os corredores estavam cheios, provavelmente devido ao fato de que estava quase na hora das aulas. A maioria no corredor sempre fazia as famosas "panelinhas", algumas feitas para se falar mal, algumas para jogar papo fora…

Eu mesmo tinha minha panelinha, composta pelos maiores idiotas da faculdade. Agora vai um pequeno fato interessante: viramos amigos de repente como crianças nos parquinhos do Mc Donald's.

– Eu estou cansado de você, Chanyeol. – A voz de um anão irritado se fez presente.

– Vocês dois são incríveis, mal cheguei, só ódio. – Digo chegando perto da dupla de crianças, mais conhecidas como Baekhyun e Chanyeol.

– Isso me deixa muito triste, Baek. – Disse fingindo estar extremamente magoado, fazia bico como uma criança. Chanyeol adorava provocar Baekhyun, não importava como ou quando.

Os dois podiam até se odiar, mas não duraria mais de 15 minutos. Quando brigavam, o que era bem frequente, não durava, acabava tudo sempre com um pedido de desculpas de Chanyeol e é claro que Baekhyun sempre aceitava.

– Oi, pessoal. – Sehun diz de uma forma educada, provavelmente o único que tinha educação na panelinha de crianças que estava frente a frente.

Sehun, bem, como poderia descrever? Aparenta ser uma pessoa irritada e muito séria, mas quando o conhece melhor é outra pessoa. Sinceramente, pensava nele como um cara estressado com as coisas e responsável, mas ele não é nada disso, posso até arriscar que ele é uma das pessoas mais legais que conheci.

– Vocês viram os boatos? – Lá vinham as fofocas, é engraçado como Baekhyun sempre sabia tudo que acontece nesse lugar. – Um novo aluno vai entrar na faculdade!

– Ah, meu Deus, que ótimo. – Disse jogando meu copo de água em uma lixeira. – Mais um para o inferno diário.

– Você sabe como ele é? – Chanyeol interrogou.

– Disseram que o nome dele é Kim Jongin. – Sehun disse de repente, guardando seus fone de ouvido e celular.

Uma sensação muito estranha me veio em mente, me perguntava seriamente se não estava passando mal, mas com certeza não estava.

Seria nostalgia? Sinto de uma forma inexplicável que já ouvi aquele nome antes.

Ele era alguém que eu conhecia?

– Kyungsoo? – Uma voz me chama de repente, me tirando dos meus pensamentos, na minha frente estava um Chanyeol totalmente confuso. – Você está bem? Vamos, está na hora da aula.

Não, eu não estava nada bem. Quase tive um pequeno surto por causa de um nome.

Então, Kim Jongin, quem quer que você seja, espero que seja uma pessoa legal.



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