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História Do Meu Jeito - Capítulo 15


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Capítulo 15 - Indo embora


Após a tarde de compras ao lado da amiga, Helô aceita o convite de Gregório para jantar fora. 
— Vamos jantar aqui? — A delegada engole seco quando o carro para diante do restaurante que já havia frequentado por anos ao lado do ex-marido.
— Você não gosta?
— Pelo contrário, é um dos meus lugares preferidos.
— Que bom! Uma reserva aqui é muito difícil de conseguir, tive que insistir bastante.
— O Stenio é advogado do proprietário, sempre conseguíamos vaga fácil. — Ela pensa, e logo percebe que tinha falado em voz alta. 
— Quem?
— Ninguém, só estava pensando o quanto adoro a comida desse lugar. — Helô disfarça e os dois descem do carro. O manobrista recolhe as chaves e os dois caminham lado a lado, instintivamente Gregório entrelaça os dedos aos dela. Apesar de não se sentir tão confortável, Helô prefere não fazer cena e aceita, seguindo de mãos dadas com o affair.

O maître reconhece a delegada e logo os leva a uma mesa mais reservada. O garçom anota os pedidos, sugere a entrada e também o vinho. Levam algum tempo com isso, até que finalmente o funcionário se afasta, Gregório passa a mão por cima da mesa e segura as dela entre as suas. O gesto a faz lembrar de Stenio, ele havia feito exatamente aquilo ao lhe contar sobre os exames que fariam, pedindo-a para a acompanhar. Aquilo havia acontecido a muitos dias atrás, mas Helô ainda podia sentir o toque dele em sua mão. 
— Heloísa?
— Hã?
— Oi, aterrissando no planeta terra delegada.
— Desculpa!
— Você parecia estar longe.
— Pensando no trabalho.
— Hoje não, esquece sua delegacia. Foca no nosso jantar, foca em nós dois.
— Tem razão, Gregório. — Ela se recompõe, pigarreando ao tirar lentamente as mãos que estava entre as dele. 
— Quando você pretende se abrir sobre o que te incomoda, Helô?
— Nada me incomoda, só estava realmente pensando na delegacia.
— Certeza?
— Gregório, me conta o que você quer falar desde cedo.
— Como sabe que quero falar alguma coisa?
— Sou delegada de polícia, esqueceu?
— Esqueci! 
Os dois acabam sorrindo e o garçom aparece para servir o vinho e um petisco de entrada. Quando ficam sozinhos novamente, Gregório ergue a taça e oferece um brinde.
— A nós dois.
— A saúde. — Ela diz.
— Namora comigo, Helô? — Ele pergunta de repente.
Em um reflexo ou até mesmo pressentimento, Helô não saberia explicar, gira o rosto e encontrar o olhar do ex-marido que estava a alguns passos deles. A pergunta do outro fica esquecida quando o ex se materializa bem ali.
— O que foi, Heloísa? Viu algum fantasma?
Ela não responde, o olhar fixo enquanto Stenio caminha até eles. 
— Boa noite! — O advogado dispara cordialmente.
— Stenio! — Sussurra o nome do amado, prendendo a respiração.
Gregório também cumprimenta o advogado, falando algo que Helô não consegue entender, estava desnorteada. Há dias não encontrava o ex-marido, não esperava que aconteceria o reencontro ali, naquele momento.
— A Lena me falou que você estava viajando, Stenio.
— Voltei hoje.
— Temos um assunto para tratar. — Inventa de improviso.
— É sobre a Drica?  — Ele pergunta para ela.
— Sim... é... claro... sobre a Drica sim. 
— Bom... Estou de passagem pelo Rio, Helô. Amanhã viajo novamente, só voltei para assinar os documentos do apartamento.
— Que apartamento?
— O meu, quer dizer, o que era meu. Agora já vendi, por isso estou aqui. Precisava resolver a parte burocrática.
— Como assim você vendeu seu apartamento? 
— Helô, não sei se a Creusa te contou... mas estou indo morar em Istambul. Finalmente decidi aceitar a proposta do Mustafá, estou me mudando.
— Morar em Istambul, Stenio?
— Pois é.
— E quando pretendia me contar? — A magoa é evidente na voz dela.
— Não achei que fosse um assunto que te interessasse, Helô. Ultimamente, pelo que sei, você anda ocupada construindo uma nova vida. Inclusive, desejo os parabéns ao casal. Você merece ser muito feliz, Helô. Merece muito. Não falei sobre a viagem por que não queria, mais uma vez, ser a pessoa que atrapalha sua vida. Enfim... 
— Stenio... — Ela abre a boca para falar, mas ele corta a conversa.
— Combinei com a Creusa para me ajudar amanhã com minha bagagem. Ela falou que está de folga.
— A Creusa sabe que você está indo embora?
— Achei que ela havai comentado com você.
— Não... Creusita não me disse nada.
— Enfim... Deixarei vocês a sós. Bom apetite, Helô. Boa sorte e felicidades. — A última frase ele dirige a Gregório que estava sem entender o diálogo entre os dois. O advogado caminha em direção a saída do restaurante, mas ainda na porta, ele para e olha para ela que estava estarrecida, tentando processar o fato do ex-marido estar indo embora para outro país.

  



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