História Do Nada Você Se Tornou Tudo - Capítulo 19


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fairy Tail
Personagens Aquarius, Aries, Bacchus Groh, Bisca Connell, Cana Alberona, Charlie, Elfman Strauss, Erza Scarlet, Eve Tearm, Evergreen, Flare Corona, Freed Justine, Gajeel Redfox, Gildartz, Grandeeney, Gray Fullbuster, Happy, Hibiki Lates, Igneel, Jellal Fernandes, Jude Heartfilia, Juvia Lockser, Laxus Dreyar, Layla Heartfilia, Levy McGarden, Lisanna Strauss, Loki, Lucy Heartfilia, Makarov Dreyar, Mavis Vermilion, Metalicana, Mirajane Strauss, Nashi Dragneel, Natsu Dragneel, Rogue Cheney, Romeo Conbolt, Scorpio, Silver Fullbuster, Sting Eucliffe, Ultear Milkovich, Ur, Virgo, Wendy Marvell, Yukino Aguria, Zeref
Tags Gale, Gruvia, Jerza, Miraxus, Nalu, Romendy
Visualizações 599
Palavras 3.788
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oie! Desculpem a demora!
Final de ano é foda!

Capítulo 19 - Acidente


Fanfic / Fanfiction Do Nada Você Se Tornou Tudo - Capítulo 19 - Acidente

   AUTORA POV´S

 

 Em um canto de Magnólia, um casal se encontrava sentados em uma mesa de uma sorveteria, enquanto cochichavam o que iriam fazer daqui para frente. Eles tentavam bolar um plano, mas nada do que diziam faria efeito naquele casal. De um jeito ou de outro, ambos acabariam se encontrando novamente, ainda mais que agora tinham algo que os uniam. Eles precisavam tirar esse elo e depois fazer com que um pensasse que o outro o traíra.

   - Temos que fazer a Lucy perder esse bebê, só assim poderemos iniciar a outra parte do plano! - disse Ultear.

   - Mais como? - perguntou Sting.

   - Assim que Lucy perder o bebê, ambos vão ficar triste e Natsu frustrado, vai sair para beber ou algo do tipo, fazendo assim com que fique bêbado e que possamos insinuar algo.

   - É um ótimo plano, mas não vai ser nada fácil! - comentou Sting.

   - E quem disse que seria fácil? Só pense que logo você estará lá, consolando sua queridinha, enquanto eu vou estar fazendo loucuras com o Natsu, para que o mesmo possa esquecer o mais rápido possível daquela loira! - Ultear sorriu.

   - " Não vai ser fácil, afinal, eles se gostam desde criança! Se eles ainda não se esqueceram desse sentimento, não vai esquecer mais agora. " - pensava Sting.

   - Bem, preciso ir! - Ultear se levantou.

   - Beleza!

 Ultear saiu e logo uma albina veio falar com Sting. A mesma se sentou no lugar aonde Ultear ocupava, enquanto via a mesma sair pela porta rebolando.

   - Você não vai fazer isso, não é? - comentou em meio ao silêncio.

   - Vou! É o único jeito de ter a Lucy de volta!

   - Você me dá nojo, Sting! - se levantou. - E só de pensar que um dia eu te amei! - saiu

 Após escutar aquelas palavras, o loiro levanta a cabeça rapidamente, ainda surpreso com as palavras de sua melhor amiga. Nunca passou pela sua cabeça que Yukino o amava, nunca passou pela cabeça dele que ela nutria tais sentimentos por ele, e principalmente, nunca viu sua amiga de tal forma, como ela i vê.

 Andando calmamente pela calçada, perto da sorveteria, a albina pensava em tudo o que já havia passado com Sting, e de quantas vezes tentou fazer o amado esquecer da loira. Ela infelizmente não conseguiu fazer isso, mas não deixaria que a mulher passasse por essa barbaridade. Ela está feliz, com a pessoa que ama e está construindo uma família, uma família que Yukino sempre quis ter ao lado de Sting.

   - Não posso deixar que ele acabe com a vida dela assim só por causa de uma obsessão. Ela não merece sofrer como eu sofro, afinal, se ele conseguir o que ele quer, nós três vamos sair feridos e só aqueles dois saíram beneficiados. Preciso ir encontrar esse casal, preciso avisa-los que a Lucy e o bebê estão correndo perigo, e o namoro deles também.

 A albina continuou caminhando rapidamente, e assim que chegou em frente ao café aonde a loira trabalhava e que Sting havia mencionado diversas vezes, viu uma cena que não gostaria de ver. Lucy havia sido atropelada e Yukino sabia muito bem quem dirigia aquele carro. Era Ultear, ela não perdeu mesmo tempo.

 Yukino foi correndo até a loira, enquanto murmurava coisas, como " eu poderia ser mais rápida! Eu tinha que pensar que isso iria acontecer a qualquer momento ". Todos já estavam em volta da loira, as amigas estavam desesperadas, Levy ligava para Natsu, enquanto Mira ligava para a ambulância.

   - Aaaah! Eu sinto muito, Lucy! - Yukino chorava ao seu lado. - Eu tinha que ser mais rápida, eu tinha que impedi-los!

   - D-do que você está falando? - Lisanna apareceu do seu lado. - V-você sabe quem fez isso? - perguntava chorando.

 Yukino nada respondeu, apenas ficou ao lado da loira até a ambulância chegar. Logo a albina pegou um táxi e foi para o hospital aonde Lucy estava e encontrou as amigas da mesma lá, chorando, enquanto esperavam por notícias.

   - Sinto muito, Lucy! - murmurou.

 

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   NATSU POV´S

 

 Estava em casa assistindo tv, quando Virgo aparece assustada na sala, dizendo que tem uma ligação importante para mim. Vi que sua expressão era de terror, então rapidamente peguei o telefone e pude escutar a voz de Levy, que estava embargada pelo choro.

 

   Levy: Natsu?

   Natsu: Levy, o que houve? O que aconteceu? Cadê a Luce?

   Levy: Natsu, a Lucy foi atropelada. - chorou. - Natsu, a minha amiga foi atropelada!

 

 Não estava conseguindo raciocinar direito. Como assim a Luce foi atropela? Meu coração pareceu quebrar em mil pedaços. Eu não posso perde-la, não posso perder meu filho.

 

   Levy: Natsu, ela está sendo levada para o hospital central. Vem rápido!

 

 Levy desligou o telefone e fui igual ao flesh até oi meu quarto trocar de roupa. Eu não posso perdê-la, não posso cogitar a ideia de ter que viver a minha vida sem a Luce, sem o meu filho, sem o amor dos dois, sem ter os dois ao meu lado. Não quero e não posso perdê-la. Eu faço o que foi preciso para que volte a tê-los ao meu lado.

 Corri até o hospital. Virgo disse que queria notícias de Luce e Luke e que avisaria os pais dela e os meus pais também. Bem, assim que cheguei no hospital, encontrei todas as meninas sentadas chorando. Fui para o balcão pedindo por notícias da minha loirinha, mas a mulher apenas negou, dizendo que não tinha informações. Me desesperei, mas logo senti uma presença ao meu lado, era uma garota albina, muito parecida com a Lisanna.

   - Eu sinto muito, Natsu! - chorou. - Eu devia ter impedido!

   - Do que está falando?

   - E-eu sei quem fez isso! - disse chamando a atenção de todos.

 Olhamos abismados para ela e antes mesmo de perguntarmos qualquer coisa, os policias que acabaram de chegar e ouviram o relato da mulher a minha frente, falaram:

   - Como senhorita? Tens algum envolvimento com o caso? - perguntou e ela negou.

   - E-eu ouvi todo o plano! Eu estava indo avisa-la, não sabia que ela iria agir tão rápido assim, no mesmo momento! - chorou. - É minha culpa! Eu devia ter chegado mais rápido, eu devia impedi-los!

   - Senhorita, se acalme e nos conte tudo o que sabe por favor! - pediu o delegado.

 Antes que a garota pudesse começar a falar, uma médica apareceu na nossa frente e perguntou quem de nós, erámos da família da Luce. Rapidamente me aproximo dela, a fazendo voltar sua atenção a mim.

   - Então, o senhor é parente da senhorita, Lucy Heartfilia?

   - Sou! Como ela está? E o bebê?

   - Calma! A senhorita Lucy está bem, e o bebê também. Por sorte não foi nada muito grave, porém, por nem que fosse um minuto a mais, ela teria perdido o bebê. - disse. - Estamos cuidando para que ela e não tenha sequelas ou que algo cause danos ao bebê. - disse.

   - O-obrigado! - agradeci me sentindo aliviado.

   - Graças ao Kami! - a albina suspirou aliviada. - Eu não sei o que seria de mim caso soubesse que por minha culpa, ela perdesse o bebê!

 Todos voltamos a nossa atenção para a albina, que ainda chorava.

   - Bem, volto mais tarde com notícias! - disse a doutora.

   - Posso vê-la? - perguntei.

   - Infelizmente, agora não! - respondeu saindo.

   - Natsu! - a mulher chamou a minha atenção. - Eu tenho que te contar tudo o que eu sei!

   - Diga então! - disse e ela assentiu.

   - Eu estava na sorveteria perto da lanchonete, estava indo encontrar com o meu amigo, quando o vi de longe, conversando com outra mulher. Me aproximei bem devagar, mas eles não notaram a minha presença e continuaram conversando. Eles estavam planejando acabar com a felicidade de você e fazer com que a Lucy perdesse o bebê, para que eles pudessem afastar vocês! - chorou. - Eu não sabia das atrocidades que ele era capaz de fazer e assim que ela saiu, eu fui conversar com ele e ele me confirmou que estava disposto a fazer tudo o que aquela mulher falou. Imediatamente sai de perto do mesmo e fui avisar Lucy do acorrido, mas antes mesmo deu chegar em frente ao café, eu vi o carro dela lhe atropelando.

   - Quem eles eram! - disse com a voz cheia de raiva.

   - S-Sting e Ultear! - respondeu.

 Todos nós nos surpreendemos, inclusive os rapazes que chegaram e pegaram a última parte da conversa. Os policias anotaram seus nomes e foram atrás dos culpados que eu queria ver mofando na cadeia. Não posso deixar que eles saiam ilesos, não posso deixar que peguem poucos anos de cadeia.

   - C-cadê a minha filha! - Layla chegou chorando. - Natsu, a minha filha! - veio até mim.

   - Ela está melhor, ela e o Luke estão bem! - disse chorando.

   - Aaah, graças ao Kami! - se jogou de joelhos no chão.

 Jude a abraçou também chorando. Logo meus pais vieram até mim e tudo o que eu pude fazer foi dar um abraço apertado neles e desabar no colo da minha mãe. Ela é a única depois da Luce que consegue me acalmar.

   - Eu tinha medo de perdê-los! - confessei para a minha mãe.

   - Eu sei querido, eu sei! Mas agora eles estão bem, não é?

   - E-estão! O que seria da minha vida, sem eles?

   - Já passou, já passou! - minha mãe acariciou meus cabelos.

 

                                                                                                           (...)

 

 Algumas horas haviam se passado desde a hora em que cheguei aqui. Os rapazes levaram as meninas para casa, para elas poderem descansar e se recuperarem do choque que sofreram hoje. Prometi dar notícia a cada um deles assim que pudesse e aproveitei para ligar para Virgo para avisar o que aconteceu. Sei que ela gosta muito da Luce e que também está preocupada com ela, afinal, elas são inseparáveis agora.

   - Senhor, Dragneel! - a doutora chamou. - Prazer, eu sou a obstetra da Lucy, doutora Hisui! - me estendeu a mão. - Bem, vim avisar que a Lucy e o pequeno Luke estão fora de perigo e que se o senhor quiser, já pode ir vê-la!

   - Obrigado! - agradeço.

 A doutora Hisui, me acompanha até o quarto aonde a Luce está e depois sai para nos deixar a sós. Adentrei no quarto e vi Luce dormindo, com alguns hematomas, alguns curativos e com um soro na veia. Fui até ela e dei um selinho em seus lábios calmamente.

   - Não sabe o medo que eu tive de te perder! Espero que nunca mais aconteça algo assim como você novamente, caso ao contrário eu morro! - chorei. - Eu amo vocês!

 Passei a minha mão na barriga dela e depois depositei um beijo ali.

   - Nunca mais preocupe o papai assim! Não sabe o meu medo de saber que poderia perder você e sua mãe, sem nem ao menos ver seu rostinho e dizer que eu amo vocês todas as manhãs, todos os dias!

 Continuei ali por um tempo, apenas observando Lucy dormir tranquilamente, até que batidas na porta chamam  minha atenção. Logo a porta se abre e por ela passa Jude e Layla, que até então estavam na lanchonete do hospital comendo alguma coisa. Os dois vieram em minha direção, mas logo dei espaço para que eles pudessem ficar com a filha, enquanto eu ficava em um canto afastado do quarto os observando.

   - Oh, meu Kami! O que fizeram com você filhinha! - Layla chorava enquanto acariciava o rosto de sua filha.

   - Pode deixar que logo a justiça será feita! Não vamos desgrudar de você um só minuto! - disse Jude. - Nem que para isso, tenha que contratar seguranças particulares.

   - Logo, logo, você estará conosco, com o Natsu, seus amigos e com o seu pequeno Luke, mas para isso você tem que se recuperar logo, meu amor! - disse Layla. - Nós te amamos e vamos estar sempre aqui para o que você precisar!

 Ficamos em silêncio por um tempo. Eu apenas os observava conversando com a filha, lhe dizendo palavras confortativas, fazendo carinho, chorando, ou até rindo de um provável fato do passado, ou fato que provavelmente ocorrerá no futuro. Eles não queriam sair dali, assim como eu, porém assim que uma enfermeira entrou no local, ela avisou que teríamos que nos retirar, pois ela levaria Lucy para fazer outros exames.

 Saímos do quarto e ficamos na sala de espera. Eu não queria sair dali, não podia deixar a Luce sozinha naquele lugar. Todos que passavam por ali eu desconfiava, sei que há chances dos culpados ainda não estarem atrás das grades, e de que eles possam estar sabendo que não acorreu o que eles queriam. Jude convenceu Layla de ir para casa descansar já que a mulher estava bem abatida e debilitada pela situação da filha.

 Prometi a ela que daria notícias e assim ela se foi com o marido. Algum tempo depois, a enfermeira disse que eu já poderia ir vê-la, pois ela já tinha feito todos os exames. Caminhei lentamente pelo corredor do hospital, ainda me culpo por não ter impedi dela ir trabalhar ou de ter ido com ela e ficado esperando até seu expediente acabasse. Logo que abri a porta do quarto do quarto dela, vi um homem vestido de enfermeiro mexendo em alguns aparelhos que estavam ligando a Luce. Vi ele desligar o aparelho e depois dar um sorriso sádico.

 O homem já ia sair quando me viu na porta. Lancei um olhar mortal para o mesmo e parti para cima dele, travando uma luta mano a mano. No fim, quando consegui deixa-lo inconsciente, rapidamente chamei uma enfermeira que veio correndo ligar os aparelhos. Agora sei que não posso deixar Luce sozinha um segundo sequer. Logo os seguranças tiraram o cara do quarto e o amarraram em uma cadeira, para que ele não pudesse fugir até a polícia chegar. Fui para o lado da Luce e cochichei em seu ouvido:

   - Prometo não te deixar sozinha nunca mais. Vou cuidar de você e do nosso pequeno Luke!

 A enfermeira checava todos os aparelhos, via se ele havia injetado algo no soro ou em algum dos medicamentos que estavam sendo injetados na veia de Lucy.

   - Vou te proteger, meu amor! - beijei sua bochecha.

 

                                                                                                        (...)

   LUCY POV´S

 

 Acordei com uma terrível dor de cabeça. Olho em volta, mas vejo que estou em um lugar que eu realmente não sei aonde é. Eles é todos branco, olho para o lado e vejo alguns aparelhos ligados a mim, olho para o outro lado e vejo Natsu dormir tranquilamente em uma poltrona que parecia ser confortável, mas nem tanto. Alguns flash´s do que aconteceu apareceram na minha mente, e instintivamente coloquei minhas mãos sobre a minha barriga. Ainda estava grande, parecia estar tudo normal, mas eu ainda tinha que descobrir o que aconteceu, será que eu perdi meu filho.

   - Meu pequeno, Luke! - chorei.

   - Luce? - olho para o lado e vejo Natsu se levantar da potrona aliviado e preocupado.

   - Natsu, o... O nosso filho! - chorei.

   - Ei, ei! Não chore, não chore! - disse limpando as minhas lágrimas. - Está tudo bem com o nosso pequeno, está bem! - disse beijando minha testa.

   - Acho que seu eu perdesse o nosso filho eu morreria! - chorei mais.

   - Não, não! Não diga uma coisa dessas! Vocês estão bem, estão bem e eu nunca mais vou deixar vocês sozinhos!

   - Te amo, Natsu! - disse chorosa.

   - Eu também! Muito, muito, muito! - me beijou.

 De repente escuto a porta se abrindo e por ela passa a doutora Hisui, sorrindo.

   - Vejo que acordou, Lucy! Como está?

   - Bem, estou com umas dorzinhas no corpo e uma dor de cabeça, mas bem!

   - Fico feliz em saber! - sorriu. - Olha, não se preocupe que o pequeno Luke está bem, está saudável e nada de grave o afetou. Por sorte e por seu instinto materno, você conseguir impedir que algo mais grave afetasse o pequeno Luke! Você terá que ficar em repouso, pois por conta da batida e do seu meio de proteger o seu filho, você fraturou algumas costelas e terá que ficar em repouso absoluto! - disse.

   - Pode deixar doutora, que eu mesmo vou me encarregar que ela siga suas instruções direitinho! - disse Natsu.

   - Ótimo! - sorriu. - Bom, por conta do acidente, a consulta que seria daqui a duas semanas foi adiantada, mas até lá você vai estar um pouco melhor e poderá vir fazer o seu exame do mês! - disse a doutora.

   - Ok! Obrigada doutora, Hisui! - sorriu.

   - Que isso, é o meu trabalho! - sorriu. - Hoje você ficará em observação e amanhã poderá ir pra casa, repousar em seu lar!

   - Ok! Obrigado! - respondeu Natsu.

 Assim que a doutora saiu eu não me contive e soltei.

   - Esse negócio de repouso é chato! - fiz bico.

   - Eu sei! - Natsu deu uma pequena risada. - Mas olha, pense que é pro bem do nosso pequeno e para o seu bem! Você não quer que nada de ruim aconteça, quer?

   - Não! - desfez o bico.

   - Então! Acho melhor descansar agora!

   - Não estou com sono!

   - Vai por mim, você precisa descansar.

 Não falei nada, apenas olhei para o teto e fiquei pensando na sorte que demos. Não sei o que seria da minha vida caso eu perdesse o meu filho. Acho que eu morreria junto dele, ou então entrasse em uma depressão tão profunda, que pensaria que aquilo tudo não passasse de um sonho e que provavelmente eu estaria em coma, imaginando tudo isso. Espero que quem quer que fosse que fez isso, esteja morrendo, ou sendo preso neste exato momento. Isso me lembrou de algo, será que o Natsu já sabe quem fez isso?

   - Natsu!

 O chamei, porém ele não me respondeu. Quando olhei para o lado vi que o mesmo estava dormindo. Sorri e vi que quando ele falou para eu dormir, era mais para ele do que para mim. Não o culpo, afinal, eles esteve muito preocupado e deve ficou tão nervoso, preocupado, provavelmente quase teve um surto psicótico, precisa descansar um pouco.

 A porta do quarto é aberta novamente e por ela passa uma albina, bem parecida com a Lisanna, se eu não conhecesse a Lis, poderia jurar que aquela era uma irmã dela. Ela vem a passar calmos e precisos ao meu lado, sua cabeça estava baixa, porém assim que a mesma a ergueu, deu um sorriso doce e meio triste.

   - Oi! Sinto muito pelo acidente!

   - Tudo bem! - disse. - Desculpe, mas eu te conheço?

   - Não, não! - sorriu triste.

   - Hum! Você se parece com uma amiga minha!

   - É, me disseram isso! - sorriu. - Como está?

   - Bem, obrigada!

   - Fico feliz! E o seu bebê?

   - Também está bem! Graças ao Kami-sama! - sorri.

   - Nossa, não sabe o peso que me tira! - disse parecendo aliviada.

   - Por que diz isso? - perguntei confusa.

   - Bem... - ia começar a falar, mas foi interrompida.

   - Yukino? - Natsu disse.

   - Ah, olá, Natsu! Não tinha te visto ai! - comentou se graça.

   - Tudo bem! - disse. - Vejo que já se conhecem!

   - Hai! - respondi.

   - Você já contou a ela? - perguntou para a albina.

   - Bem, eu ia começar a explicar quando você acordou!

   - Ah, sim!

   - Ham... Eu não estou entendendo nada!

   - Gomen, eu já vou explicar! - disse ela.

 A albina respirou fundo e começou a contar tudo o que ela sabia. Eu não estava acreditando que o Sting fez aquilo. Para mim a gente estava numa boa, mesmo depois do nosso termino. Ele sabia que eu não era capaz de esquecer o Natsu assim tão facilmente e na realidade eu só esqueci do rosado depois de muito tempo, quando nem mesmo com Sting eu tinha muito contato. O fato é que eu pensei que ganharia um amigo, que mesmo depois do nosso termino, que a gente continuasse de bem, como bons amigos, mas parece que ele não aceitou isso muito bem.

 Eu sinto muito pela albina também, eu sei que ela gosta dele e que deve estar sendo muito difícil para ela superar e saber dessas coisas. O lado bom, é que ela é uma ótima pessoa e tentou me ajudar, caso fosse uma pessoa rancorosa, nem ao menos nos falava quem foram as pessoas que tentaram acabar comigo e com o meu filho.

   - Sinto muito por você, Yukino! - disse.

   - Tudo bem! A gente supera coisas como essas, não é? - sorriu triste.

   - Hai! - sorri. - Obrigada por falar a verdade para nós e para polícia, Yukino! - agradeci.

   - Tudo bem! Não fiz mais que o meu dever! Eu não deixaria você e o pequeno Luke sofrerem por causa deles!

   - Espero que possamos nos tornar amigas! - disse.

   - Adoraria! - sorriu.

 Nos abraçamos, depois olhamos para a cara de retardado de Natsu, e começamos a rir. Ele não deve estar entendendo nada e confesso que nem eu.

   - Mulheres! - disse por fim.

 Rimos mais um pouco e começamos a conversar, enquanto Natsu voltava a tirar seu cochilo. Eu e a Yukino tínhamos algumas coisas em comum, principalmente porque gostamos de coisas que tem haver com as estrelas. Bem, pode se dizer que somos irmãs de pais diferentes. Fico feliz de poder conhecer uma pessoa como a Yukino.

   - Bem, tenho que ir agora, Lucy! - se levantou. - Prometo que amanhã te visitarei antes que possa ir para casa!

   - Tudo bem! Cuidado na rua!

   - Pode deixar.

 Nos abraçamos e nos despedimos. Assim que ela passou pela porta, Natsu se pronunciou.

   - Pensei que ela não fosse embora nunca! - se levantou.

   - Háháhá! Que feio, Natsu! Olha como você fala da mulher que tentou nos salvar e nos alertou sofre o Sting e a Ultear.

   - Gomen! - fez um bico fofo. - Mas eu queria ficar mais tempo a sós com vocês! - beijou minha barriga e meu lábios.

   - Que corujão! - ri.

   - Sou mesmo! Não vejo a hora de você melhorar para a gente sair comprando os melhores brinquedos para ele! - sorriu com os olhos brilhando.

   - Filho não vive só de brinquedo não, Natsu! - ri.

   - Tá, compramos as outras coisas também! - disse voltando a sorrir.

 Ele é maluquinho, porém é o meu maluquinho!


Notas Finais


Tudo aconteceu muito rápido, eu sei, me desculpem por isso!


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