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História Do outro lado da parede - Capítulo 1


Escrita por: MaY0-0

Notas do Autor


Bem, eu falei que voltaria cedo ou tarde, já aviso que essa história tem por sua grande inspiração tanto o filme quanto a série, expresso do amanhã, e sua parcela em outras obras.
A história tá modificada em alguns pontos, tempo, personagens, personalidade, como a anterior não foi tão longe, não será algo que afetará muito a história.


Bem, pegue sua xícara de chá, café, suco, refri ou água, e aproveite a leitura.

Capítulo 1 - O Re-inicio


Fanfic / Fanfiction Do outro lado da parede - Capítulo 1 - O Re-inicio

-Hosana-

2025, 13 de julho ,7:30 am. Hoje faz 5 anos que estou aqui, 5 anos que tudo isso começou, nunca me contaram de fato o que aconteceu, tudo o que nos contam é de que foi um acidente nuclear, experimento com armas para caso houvesse guerras, que no final, só desencadeou o final do mundo que conhecíamos.

A vida na base ficou meio repetitiva depois do 2° ano, não temos lugares específicos para ensinar as crianças, algumas pessoa se juntaram e criaram um espaço para isso, tinham poucos professores aqui, então quem sabe mais ensina, levando em consideração que eu era alguns anos adiantada, eu estaria no 3° do ensino médio agora, mesmo com só 15 anos.

Todos aqui têm uma rotina individual, como o comandante sempre diz no rádio, a ordem traz a paz, cada pessoa fazendo seu papel, e assim sobrevivemos, minha mãe cuida da horta, e meu pai é um guarda, mesmo tendo sido aposentado por invalidez, já sabemos de quem puxei a teimosia.

Hoje eu fiquei responsável por uma ronda no portão oeste, nada demais, só mais uma parte da rotina. Utilizei meu cartão para conseguir abrir a porta, ele é limitado a certas áreas, só consigo abrir esse portão interno, mas o externo somente com a senha do Capitão. Fiquei ali por um tempo, a vista não é a das mais belas, por conta da radiação, o ecossistema do planeta ficou doido, dividindo em vários biomas climáticos, essa base fica na divisão do bioma de gelo, e o bioma deserto, e o portão oeste fica bem em frente a divisa.

A patrulha não tinha nada de novo, já estava dando minha hora de sair, olhei pela pequena janela uma última vez e.....

Um humano ?, impossível, todos fora da base morreram, era difícil ver o seu rosto, estava utilizando uma máscara de gás, o que até explicaria ele estar vivo, mas porque ele está aqui ?. Enquanto estava perdida em meus pensamentos , vi o humano se levantar, pelo jeito estava dormindo.

O humano tirou um caderno do bolso, parece estar escrevendo algo.

??- Olá!

Ele sabe escrever, que bom, mesmo eu não conseguindo ver muito de seu rosto. Peguei meu caderno para responder.

Hosana- Olá, qual seu nome?

Duda- Pode me chamar de Duda. E você, como se chama?

Hosana- Meu nome é hosana, como que você ainda está vivo aí fora ?

Duda- história longa 

Hosana- E seus pais ?

Duda- História longa também.

Vai ficar fazendo o misterioso mesmo ?

Hosana- Como chegou aqui ?

Duda- Só andei até achar algum lugar seguro para parar.

Hosana- Você ao menos tem suprimentos ?

Duda- Tenho suprimentos sim, não se preocupe.

Passamos meia hora conversando, tive que sair, a hora da minha ronda já estava acabando.

Me despedi de Duda e voltei ao salão principal, onde todos estavam reunidos, o comandante iria fazer um discurso pelo rádio.

 Ethan- Prazer, aqui quem vós fala é o proprio Ethan Clifford, o dono e comandante dessa base, Hoje, dia 13 de julho, foi o dia em que tudo isso começou , o dia em que o acidente nuclear aconteceu, Hoje completa seus 5 anos da tragedia, mas eu não vim aqui para relembrar tal tristeza, vim aqui para celebrar, nós aqui nessa base podemos sobreviver, e devemos agradecer por isso, abrace um ente querido seu agora, vamos aproveitar, nós somos a nova esperança da humanidade, deixo minha deixa por aqui, e uma boa estadia a todos.

Mesmo todos essas frases sendo tão vazias, é uma das coisas mais reconfortantes aqui, ainda são 11 da manhã,  o almoço só começa 12:30 , minha mãe só sai da horta as 15:45, e meu pai hoje só volta a noite, acho que tenho o resto do dia livre até a próxima ronda.

Dos humanos que sobreviveram, foram colocados  5 bases, essa é a central, ela tem 4 andares, mas as outras 3 são somente de máquinas e recursos, nosso acesso a essas áreas são proibidas .

Passei o resto da tarde zanzando por aqui após o almoço, voltei então para minha 2° e última ronda do dia.

Bati na porta para ver se ainda estava lá, com alguma surpresa, Duda ainda estava lá.

Duda- Olá novamente.

Hosana- Você vai ficar o tempo todo aí fora?

Duda- Eu tenho abrigo, não se preocupe.

Hosana- Tem outros sobreviventes ?

Duda- Não sei, faz tempo que não vejo ninguém.

Hosana- e como viveu todo esse tempo sozinha ?.

Duda- Foi na base da marra, ou eu aprendia, ou eu morria.

Hosana- Quantos anos vocês tem ?

Duda- vou fazer 16

Hosana- 15, só um ano de diferença.

Duda- Como que vocês chegaram nessa base ?

Hosana: Quando o incidente aconteceu, meus pais ficaram desesperados, então vários comboios foram buscar as pessoas e as trouxeram para cá, ou para as outra bases.

Duda- Você tá aqui desde o incidente então. 

Hosana- Exato, e você, como foi quando aconteceu o incidente.

Duda- Não me lembro de detalhes, devo ter batido a cabeça , ou sei lá.

Hosana- Certeza de que tá bem?

Duda- tô muito bem pode deixar .

Continuamos a conversa, queria saber mais sobre ele, mas parece que ele não quer me contar, mas porque ? , se bem que a gente acabou de se conhecer, eu também não deveria ir jogando tudo pra fora, nem sei se esse tal de Duda é confiável.

Voltei da minha ronda já era 16, minha mãe já estaria no alojamento, tinha combinado de ensinar algumas crianças hoje matemática básica, pulei a janta pois estava sem fome, guardei a minha parte comigo.

Voltei para o alojamento, minha mãe havia saído, passei as próximas horas ali, inquieta, arrumei aquele quarto tantas vezes que nem posso contar, sai um pouco, fui para a horta , minha mãe estava lá ajudando, de novo, meus pais estão dando tudo de si aqui. 

Anoiteceu , meu pais vieram para o dormitório, estavam cansados, já eram 22:30, me deram um beijo de boa noite, e foram dormir, peguei minha lanterna e fiquei em baixo da coberta, aproveitei para ler um pouco, já que esse horário é o único silencioso, consegui salvar alguns livros quando vim para cá, tentando ao máximo guardar algo da antiga humanidade, passei a noite lendo, e acabei por dormir sem nem perceber.


Notas Finais


Acabou esse capítulo, ele tá um pouco curto, porque foi só pra dar um início, a história tá tomando um rumo completamente diferente da primeira versão, mas fico feliz por isso, porque meu olhos estão sangrando menos agora , brincadeiras a parte, espero que gostem, ao menos to colocando essa ideia em prática (diferente dos meus mais de 50 Oc's que eu mal desenhei) . Bem , até o próximo capítulo.

Bye.


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