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História Do Preto ao Branco - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


Olha só a atualização de março aqui!
Tenho que fazer algo de útil nessa quarentena né? Então escrever é isso kkkk

Bem, não tenho muito mais a dizer, além de esperar que aproveitem o capítulo e pedir que leiam as notas finais...
Então boa leitura ;)

Capítulo 5 - Ignorar o futuro parece ser uma ótima opção, espero


Já fazia quase duas semanas que Bokuto e Sasaki haviam começado a namorar. Eles não haviam saído muito, pois não tinham tanto tempo livre na semana, já que ele era o capitão do time de vôlei e ela a vice-capitã do clube de tênis. Com isso eles tiveram apenas dois "encontros", se é que podiam se chamar assim.

Os dois estavam se conhecendo mais devagar e Sasaki, para o alívio de Bokuto, não parecia se preocupar com isso.

Uma coisa que Koutarou tinha que admitir, porém, era que Emi era uma garota realmente adorável. Ela era divertida e doce, um verdadeiro amor de pessoa, o ace estava se dando bem com ela sem nenhuma dificuldade. O problema é que a maneira que ela gostava dele era diferente de como ele sequer era capaz de gostar dela.

Na verdade, depois de toda aquela confusão, Koutarou ainda continuava perdido, sem ter ideia do que fazer a seguir. O capitão podia sentir a culpa consumi-lo toda vez que apenas olhava ou pensava em Sasaki, e em vários momentos ele chegou perto de acabar com tudo aquilo, porém a maneira com que seus pais não se calavam ou paravam de sorrir quando aquele assunto vinha à tona, fazia-o recuar. Então, para impedir a ansiedade de tomar conta, Bokuto simplesmente evitava pensar no futuro e no que fazer, apenas deixando as coisas se desenrolarem e esperando que o tempo lhe ajudasse a lidar melhor com a situação.

 

Porém, como se tudo aquilo ainda não bastasse, Bokuto notou que ainda havia outra coisa em sua vida que estava sendo abalada por seu namoro com Sasaki: o seu relacionamento com Akaashi.

O capitão não sabia explicar bem como a relação deles estava sendo afetada, mas ele conseguia sentir uma diferença, como se o clima entre eles estivesse mais estranho, às vezes até um pouco desconfortável — também parecia que Akaashi estava, de alguma forma, mais distante. Apesar disso, Koutarou sabia que era só coisa da sua cabeça, só podia ser seu nervosismo mexendo com ele de novo, afinal, por que Akaashi agiria estranho por ele ter arranjado uma namorada? O ace recusava-se a sequer pensar nisso.

Na verdade, Bokuto sabia bem o porquê daquele clima estranho, ao menos pelo seu lado. Era por causa da culpa. Estar com o levantador, ou até mesmo vê-lo, era algo que também fazia Koutarou se sentir extremamente culpado, pois lembrava-o do quão egoísta estava sendo, de como ele continuava a levar aquela mentira à frente. De como ele estava namorando Sasaki, alguém que realmente gostava dele, mas a única pessoa que ele queria era Keiji.

 

"Talvez eu devesse mesmo acabar com isso, não é justo com a Sasaki-san…" ele mal terminou seu pensamento e os rostos dos seus pais invadiram sua mente outra vez. Bokuto apenas suspirou, cansado, não conseguia entender por que tudo tinha que ser sempre tão complicado assim.

 

— Bokuto-san, você está bem? — Uma voz chamou-o do seu lado.

 

Koutarou levantou a cabeça rapidamente, dando de cara com o olhar preocupado de Akaashi sobre si, o portão da escola quase desaparecendo atrás deles.

Ele olhou ao redor, um pouco confuso, sem entender como havia ido parar ali tão rápido se a um minuto atrás estava no vestiário trocando de roupa. Foi então que percebeu; tinha se prendido tanto nos próprios pensamentos que fez tudo no piloto automático, sem nem notar, e agora já estava a meio caminho de casa.

 

— Uh… claro! — O capitão riu, nervoso sob o olhar extremamente atento de Akaashi. — Estou ótimo, por quê?

 

— Hm... — O levantador zumbiu, não parecendo nada convencido com aquela resposta. — É que você está estranhamente quieto hoje.

 

— Oh, Sério? — Bokuto perguntou, surpreso por aquela resposta, não tinha percebido que estava agindo diferente, mas se estava, não era surpresa Akaashi ter reparado, observador como era. — Não tinha notado.

 

Keiji continuou encarando-o com a mesma expressão descrente no rosto, os olhos analisando-o meticulosamente, atrás de respostas. Bokuto podia sentir-se suando sob aqueles olhos de águia, temendo que seu rosto entregasse seus pensamentos, como regularmente fazia.

Então, no momento em que Akaashi abriu a boca para falar, o capitão agiu.

 

— Não se preocupe tanto, Akaashi! — Ele exclamou, abrindo um enorme sorriso, que esperava que fosse convincente, e jogando o braço sobre os ombros do levantador. — Eu tô muito bem, talvez só um pouco cansado! Sabe, na minha idade não é fácil ser um ace top 5, é preciso muito trabalho duro e esforço, você vai entender quando for mais velho.

 

Keiji ergueu as sobrancelhas para ele sem acreditar na resposta que recebeu, porém só revirou os olhos em seguida, o seu meio sorriso não passando despercebido por Koutarou. E só aquilo foi o bastante para fazer o capitão se acalmar por dentro e abrir um sorriso verdadeiro, provavelmente o primeiro do dia.

Porém essa rápida felicidade logo foi embora, quebrada assim que Bokuto se atentou do quão perto seus corpos estavam, com seu braço praticamente prendendo o levantador em um meio abraço. Então, quase como se tivesse se queimado, ele arrancou seu braço dos ombros do outro e puxou-o de volta para o seu lado.

A surpresa na face de Akaashi foi nítida e o coração de Koutarou pareceu rachar em seu peito quando o moreno desviou o rosto para o lado, uma sombra de mágoa passando rapidamente por suas feições.

 

O resto da caminhada foi silenciosa e rodeada por um clima pesado, cortada apenas por conversas curtas que nenhum dos dois queria ter. Era quase sufocante. Bokuto odiava se sentir assim quando estava com Akaashi, mas ele sabia que a culpa era toda sua; dos seus segredos e mentiras.


 

>>★<<


 

Era um fim de tarde muito agradável, o vento estava fraco e suave, o clima estava em um equilíbrio perfeito entre calor e frio, e a própria Terra parecia emanar tranquilidade. O sol descia lentamente no horizonte, pintando o céu em tons de rosa e laranja, criando uma vista de tirar o fôlego. Praticamente todas as pessoas que Bokuto via na rua tinham um sorriso no rosto. Realmente um dia encantador, com o clima prazeroso do fim da primavera, perfeito para um encontro, muitos diriam, inclusive Sasaki.

Emi não havia perdido a sorte de um Domingo tão perfeito e logo pela manhã já havia convidado Koutarou para fazê-la companhia. E enquanto em algum outro dia isto poderia tê-lo incomodado, ele tinha que admitir que hoje estava sendo realmente agradável. Bokuto estava aproveitando bem aquele encontro, bastava imaginar que era apenas uma saída entre amigos — o que era um pouco difícil com Sasaki segurando sua mão o tempo quase inteiro, mas com esforço ele chegava lá.

Agora, após algumas horas passeando por aí, os dois estavam sentados na grama de um parque, cada um com um sorvete na mão e com uma boa distância entre si — cortesia do capitão que, felizmente, Emi não demonstrou notar.

 

— Acho que Grifinória ou Lufa-lufa… — Sasaki comentou, encarando seu sorvete com uma expressão pensativa. — Uma dessas, só não sei bem qual.

 

— E por que não as outras duas? — Perguntou Bokuto.

 

— Sei lá, você só não parece se encaixar muito nas outras. — Ela respondeu, virando-se na direção dele enquanto arrancava outro pedaço da casquinha do seu sorvete. — Tipo, acho que você não estaria na Corvinal, não combina muito.

 

— Tá dizendo que eu não sou inteligente?! — O capitão exclamou com um tom exageradamente ofendido, só não levando a mão ao peito (para enfatizar seu drama) por causa do seu delicioso doce gelado.

 

— Não é isso. — Emi riu. — Eu sei que você é bem inteligente, mas também sabemos que não é lá o mais estudioso ou esperto.

 

— Tá, tá, você tem um ponto. — Bokuto riu de volta, aproveitando para enfiar metade do seu sorvete na boca, não se importando em engolir tudo antes de continuar: — E a Sonserina? Não sou mal o bastante para estar lá?

 

Assim que disse isso, Sasaki deu um tapinha fraco no seu braço, agora sendo a sua vez de parecer dramaticamente ofendida.

 

— Sonserina não é má, Bokuto-san! — Ela disse, soando quase exasperada. — Só a autora que não fez um bom trabalho para mostrar isso…  não que seja novidade. — Dessa vez ela parecia mesmo irritada, como se JK Rowling tivesse afrontado-a pessoalmente.

 

— Okay… — O capitão respondeu. Como sua máxima interação com Harry Potter havia sido ver os filmes algumas vezes, não podia entender do que Sasaki estava falando, mas ela soou realmente incomodada. — Mas qual a sua casa então?

 

— Eu sou lufana! — Ela exclamou, estufando o peito com orgulho e rindo logo em seguida. — Talvez você possa ir para lá também, poderíamos ser da mesma casa! Se bem que acho que você combina bastante com a Grifinória mesmo…

 

— Eu gosto da Grifinória, o símbolo deles é um leão. Acho que eu seria um ótimo leão! — Koutarou disse, abrindo um sorriso orgulhoso, o que fez alguns risinhos escaparem de Emi.

 

— Certo, ficamos com Grifinória por enquanto então. Mas temos que fazer o teste com você depois.

 

— Sem problemas. — E, com isso, Bokuto devorou o que sobrava do seu sorvete em uma só dentada, o gosto de chocolate e baunilha derretendo-se em sua boca.

 

— Eu não sei como você consegue comer sorvete desse jeito. — Emi comentou, olhando para ele com um sorriso. — Se eu fizesse isso não ia sentir meus dentes por uma semana.

 

— Eu tenho dentes de ferro! — Ele disse com presunção.

 

Sasaki riu novamente com a resposta dele e Koutarou virou-se para olhá-la, porém a maneira com que ela o observava fez seu sorriso fraquejar por um instante.

Os olhos cinzentos dela estavam focados em si, acompanhados por uma face corada e um sorriso discreto, mas inquestionavelmente genuíno. E só a maneira como ela o olhava já era impressionante, a afeição parecia transbordar em seu rosto, como se ele fosse a coisa mais incrível que ela já havia visto. Apenas um olhar na direção de Sasaki era o bastante para saber o quão fundo os sentimentos dela realmente iam. Aquilo não era apenas um crush de ensino médio, ele conhecia Sasaki fazia anos e, mesmo que mal tivessem conversado de verdade antes, ela teve bastante tempo para lhe observar e aprender sobre si… Bokuto nem mesmo queria imaginar a quanto tempo Emi gostava dele para poder olhar-lhe de tal maneira.

Perceber isso fez o sorriso de Bokuto vacilar rapidamente, o sentimento de culpa escorregando lentamente para dentro da sua cabeça, ameaçando tomar conta outra vez. Porém, antes que ele se deixasse levar por aquela sensação sufocante de remorso, Koutarou sacudiu a cabeça e pôs-se de pé.

 

— Bem, acho que já tá na hora de ir. — Ele falou, espreguiçando-se. — Já está ficando tarde e temos aula amanhã, então…

 

— Acho que você tem razão… E eu ainda tenho atividade pra fazer. — Sasaki lamentou, levantando-se também logo em seguida, tomando cuidado para não derrubar o que ainda restava do seu sorvete.

 

— Vem, eu vou te acompanhar até a estação.

 

Assim, os dois seguiram caminhando para a estação, que ficava já na direção da casa de Bokuto.

Apesar das preocupações do capitão, Emi logo puxou outro assunto para falarem e os dois caíram rapidamente em mais uma conversa animada, o que manteve Koutarou afastado dos seus pensamentos angustiantes, transformando-os apenas em um eco distante no fundo da sua mente — eles nunca iam realmente embora. Antes mesmo que notassem, a estação já estava poucos metros à frente.

 

— Bem, é aqui que nos despedimos. — Emi falou, soltando a mão do ace, que colocou-a no bolso da calça imediatamente, ignorando a maneira como sua pele vibrava em desagrado.

 

Sasaki virou-se de frente para ele então, olhando-o nos olhos com uma expressão extremamente feliz no rosto.

 

— Eu me diverti bastante hoje. — Ela disse, sorrindo abertamente. — Muito obrigada, Bokuto-san.

 

— Nah, eu me diverti muito também. — Koutarou respondeu, sorrindo de volta, porém quebrando o contato visual.

 

— Bem, até amanhã então! 

 

E com isso, sem nenhum aviso, ela inclinou-se na direção de Bokuto e tocou seus lábios nos dele suavemente, depois simplesmente virou-se e foi embora.

O capitão ficou imóvel, parado no mesmo lugar sem nem reagir. Ele não estava esperando por aquilo. Claro, ele deveria ter previsto, eles eram namorados afinal, era mais do que natural, porém havia passado tantas horas tentando ignorar o lado romântico daquele encontro que a ideia de Sasaki o beijar nem sequer atravessera sua cabeça.

Então, ainda em choque, Bokuto se virou e começou a andar em direção à sua casa. Ele ainda podia sentir a sensação desagradável dos lábios dela sobre os seus e já sabia que a primeira coisa que faria ao chegar em casa seria escovar os dentes. Porém, apesar da aversão que sentia com aquilo, sabia que era algo com que teria de se acostumar.


 

>>★<<


 

Bokuto estava jogado na poltrona confortável da sua sala. O celular na sua mão não parava de vibrar com as mensagens de Kuroo, eles estavam trocando memes e, sem sequer notarem, acabou virando guerra — tudo por causa de alguns simples memes da Marvel.

Estava tão entretido (e determinado a vencer) que mal notou seu pai entrando na sala e sentando-se no sofá à sua frente.

 

— E aí, filho. — Seu pai disse finalmente, após alguns segundos.

 

— Oi. — Bokuto respondeu sem nem sequer desviar o olhar da tela, rindo bem alto em seguida com as imagens que Kuroo havia acabado de mandar.

 

— Como foi seu dia? Se divertiu com a Emi-san?

 

— Sim, foi bem legal. — Koutarou finalmente abaixou o celular para olhar o seu pai. Kuroo continuava mandando mensagens, porém, contestando a vitória autodeclarada do ace (como o péssimo perdedor que ele era).

 

— Que bom. — Yoshiro falou, abrindo um pequeno sorriso satisfeito.

 

Eles ficaram quietos por alguns segundos e Bokuto então voltou a pegar seu celular, achando que a conversa ia mesmo ser só aquilo e pronto. Mas, antes que pudesse sequer desbloquear a tela, seu pai respirou fundo e voltou a falar.

 

— Fico feliz que esteja se dando bem com a garota, é bom pra você.

 

— Hum… ok. — Foi tudo o que o capitão soube responder.

 

— Não, é sério. — Seu pai riu. — É bom ver que está finalmente se encontrando, levando as coisas mais a sério. Me deixa feliz. — Houve uma pequena pausa, como se seu pai esperasse que ele dissesse algo, mas Koutarou não tinha ideia do que falar (e, sinceramente, nem queria). — Nós estávamos até preocupados com você, mas é bom ver que não tem nada errado. Dando medo nos seus pais, hein? — Riu novamente.

 

— Pois é. — Bokuto acompanhou seu pai, forçando uma risada fraca.

 

— Mas enfim, só queria que soubesse que estou feliz por você. — Yoshiro disse enquanto levantava-se do sofá. — Te amo, filho.

 

— Também te amo, pai.

 

E, após dar alguns tapinhas nas costas do filho, saiu da sala.

Koutarou deixou seu sorriso falso morrer lentamente em seu rosto, sendo substituído por uma expressão abatida. "Será que não tem como eu passar um único dia sem me sentir como merda?" ele se perguntou, "não, porque você é um covarde" sua mente sussurrou de volta.

Com um suspiro, Koutarou deixou-se afundar no estofado daquela poltrona, voltando a focar-se no seu celular. Ele procurou se distrair com as novas imagens que Kuroo havia lhe mandado, mas nem mesmo os memes de Jojo eram capazes de alegrá-lo agora.

 


Notas Finais


Ora, ora, aqui estamos hein? kjsdkj
O que acharam de Emi e desse encontro? E da situação toda de Bokuto?
Me deixem saber aqui nos comentários, é sempre ótimo acompanhar os pensamentos de vocês sobre a história, me anima bastante! Aproveitem tbm p falar como estão passando essa quarentena (ou quase quarentena) se quiserem :3 💕💕

Mas bem, o que eu queria falar aqui é que talvez não haja atualização no próximo mês :'
Estou ocupado com um desafio para o projeto que faço parte e não posso perder né? Kkkk então n sei se vou ter tempo p escrever essa fic, desculpem T^T
Falando no projeto aliás... alguém aqui é fã de Jojo's Bizarre Adventure?? 👀 se for, passem lá no @jojoproj q só tem fanfic de qualidade ;)
E se vc nunca viu o anime, vai ver logo aaa — brincadeira, mas fica aí a recomendação de um anime ótimo kksjd

Enfim, foi isso, acabei falando demais até, tenho esse problema akjzjajkza
Bem, obrigado e até mais ^^ 💖💖


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