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História Do Seu Ponto De Vista - Capítulo 18


Escrita por: net-filix

Notas do Autor


eu marquei concluído mds

Capítulo 18 - Epílogo: Do Meu Ponto De Vista


POV Kang Yeosang

Três meses depois



No depoimento de Seonghwa, ele havia dito que saiu mais cedo do bar a pedido de seu pai, que mandou uma mensagem para ele falando que não estava se sentindo bem e que o sobrinho que morava com eles havia tomado um chá de sumiço e por isso não poderia cuidar do tio, o que obrigou o Park a montar na moto antes do seu horário e seguir caminho para a própria casa, que por acaso ficava no caminho da confeitaria abandonada, onde o Wooyoung se encontrava assustado. O Park também disse que, se não conhecesse o Jung, não pararia a moto, porém aquele não era o caso, contando que o outro vivia indo ao bar. Mas aquele não era o único motivo de ter parado: ele deixou claro que havia se encontrado com o Wooyoung e também com o Yunho minutos antes, onde este segundo não parecia muito bem. Invadiu o lugar velho após uma narração desconexa do Jung e fez o que devia ser feito.

O Sr. e Sra. Jeong entraram com tudo no caso naquela mesma semana, já que uma das vítimas era o próprio filho, e fizeram o possível e o impossível para fazer com que o homem ganhasse um julgamento digno por todos os seus erros, que incluía agressões, roubos, dívidas e assassinato. Foi feito um bafômetro e descobriram que ele não havia bebido antes de sequestrar o Kang, mostrando que nada daquela noite foi culpa do álcool.

O velho, quando percebeu que não adiantava negar tudo aquilo que estava sendo posto em sua ficha criminosa, contou que só não havia pego a garota também porque ela não se encontrava em casa, o que fez todos fuminarem ainda mais por ele ter coragem de fazer algo contra uma garota dispráxica. Nada demais, nenhuma doença e nem nada, o que mostrava que ele podia sim ficar na prisão pelo tempo necessário. Sua pena havia sido de trinta anos graças aos esforços dos Jeong.

Wooyoung, por outro lado, teve um longo depoimento. Não por ele ter muito a contar, mas pelo fato de que foram feitas muitas perguntas a ele, já que os policiais acharam sua narrativa falha. "Por que Yunho quis ir ao bar?", "Como ele sabia que tinha algo acontecendo lá?". Não sei, não sei, foi o que ele respondeu, já cansado de tudo aquilo. Quando as coisas já haviam se resolvido, duas semanas depois, ele saiu da cidade.

— Ainda não tenho notícias dele. A senhora Jung só disse que ele quis morar com a irmã, e ela, sabendo o quão assustado ele estava, permitiu sua ida. Ele não entrou em contato comigo desde que foi embora — disse Jongho, brincando com a xícara de café já vazia. Seu cabelo ganhava apenas a coloração preta, não tendo mais as pontas tingidas de vermelho. Ele havia se recuperado bem do acidente, entretanto ainda não podia se forçar a pegar peso ou fazer movimentos bruscos. Seu olhar fixo na xícara estava longe, pensando, imerso em sua, provavelmente, mente turbulenta. Ele olhou para um ponto lá fora e percebeu que ele encarava a nova moto, que já estava sendo usada para algumas corridas. — E você, Yeosang, como está?

Qual resposta seria mais adequada àquela pergunta? Mexeu na cadeira, segurando a barra do avental que vestia. Era o avental que todos os funcionários que ali trabalhavam tinham que usar, para não haver de se sujarem caso derramassem alguma coisa. Era a sua primeira semana naquele café, e até poderia ficar ansioso com aquilo, mas não é como se estivesse sozinho. Atrás do balcão, mexendo com o caixa, estava Seonghwa, que lhe sorria pequeno vez ou outra. Gostava daquele novo emprego, gostava muito, na verdade.

Serim continuava indo à escola e se esforçando, não deixando de ser a garota feliz e magnífica que era. Eunji continuava sendo uma companheira para ela, cuidando e ajudando, o que deixava Yeosang mais tranquilo quanto à irmã.

— Estou bem — respondeu. — Estou morando com a Goeun agora, o que é bom, porque além dela ser uma amiga para mim, está virando uma imagem próxima de uma mãe para a Serim. Como ela não trabalha mais, está cuidando da minha irmã quando não estou em casa, e ela até mesmo me ajuda em algumas coisas quanto ao estudo, já que pretendo voltar a estudar. A Goeun era professora, sabia? Então, quanto a estadia e modo de vida, estou muito bem.

Viu Jongho assentir e erguer-se.

Ele disse: — É bom saber que as coisas estão dando certo para você. A Serim me contou algumas coisas, mas eu queria te ver pessoalmente. Podíamos nos encontrar qualquer dia desses, o que acha? Eu gostaria de ir na sua nova casa, comer algo bem gostoso e então conversarmos um pouco mais.

Assentiu, achando que aquilo era mesmo uma boa ideia. Jongho parecia tão sozinho quanto ele próprio era há algum tempo. Sentia-se culpado por ele.

Respirou fundo e fechou os olhos fortemente, se erguendo também e ficando próximo ao Choi.

— Foi bom te ver — disse —, e sobre ir lá em casa: que tal semana que vem? Seria bom te ver lá. Ainda temos muitas coisas para conversar.

Jongho sorriu.

— Por mim está ótimo. Agora tenho que ir, porque já está na hora da cuidadora da minha avó ir embora, e não podemos deixar ela sozinha em casa. — Acenou, dando as costas e indo embora. Havia dito a ele que o café era por conta da casa.

O Choi montou na moto e sumiu, deixando apenas o barulho do motor para trás.

Com uma expressão vaga em seu rosto, Yeosang juntou as xícaras e levou para o balcão, sendo recebido com um sorriso sacana vindo do Park.

— Você é rápido quanto a arrumar um novo pretendente — brincou, apontando para onde Jongho havia saído. — Está na hora de fechar. Vamos? Eu te dou uma carona.

Moveu a cabeça positivamente, sentindo-se esgotado demais para dizer qualquer coisa. Tirou o próprio avental e viu o Park fazer o mesmo com o dele, ambos saindo lado a lado dali.


No dia seguinte acordou sonolento, sentindo a mesma sensação de semanas atrás; aquele peso em seu corpo, seu coração dormente e sua mente longe, divagando no branco. Conseguia ouvir sua irmã conversando ao longe, provavelmente tagarelando enquanto Goeun preparava o café da manhã, mas a voz alta não durou por muito tempo, pois logo sua voz diminuiu e um cochicho vindo da mulher mais velha se tornou audível. Seu nome foi citado, notou aquele detalhe, mas logo parou de prestar atenção, não querendo saber o que conversavam exatamente. Havia trancado os seus ouvidos para muita coisa desde que Inna tratou-lhe com repulsa.

Seu corpo não queria levantar, era um sábado e ele só queria um descanso de sua própria mente, mas sabia que ela iria traí-lo e levar-lhe para lugares que deixariam seu humor ainda mais instável. Não conseguiria dormir novamente, afinal. Por isso, mesmo a contragosto, ergueu-se do colchão macio, lavando o rosto na pia do banheiro e indo até as duas mulheres.

Goeun, atenta aos seus passos, disse: — Preparei torradas. — Para logo em seguida, perguntar: — Não vai sair de casa hoje? Não trocou de roupa.

Olhou para a própria roupa, uma calça larga e uma blusa já velha, negando em resposta.

Serim, já sentada à mesa, olhava-o atentamente. Foi até ela e beijou o topo de sua cabeça, pegando uma torrada em seguida.

— Acho que… vou fazer uma caminhada. Quero experimentar coisas novas e, quem sabe, uma corrida pela manhã ajude, mesmo que um pouco, a levantar o meu humor. — Sorriu pequeno, erguendo a comida em sua mão para que a mulher visse. — Vou comer na ida. — Acenou com a outra mão, saindo da casa. Goeun seguiu os seus passos até que estivessem próximos ao portão.

— Você está bem? — Yeosang negou, sabendo que ela era a única pessoa em seu círculo que sabia o que estava sentindo de verdade. Doía, doía muito. — Acho que vou ter que pegar alguns livros para você também. — Ambos riram contido. Ela se aproximou, colocando os braços em volta de seu corpo em um abraço rápido. Ao se separar, ela continuou: — Não demore, a sua irmã precisa de você.

Assentiu, ganhando um carinho em sua bochecha.

Se afastou e atravessou o portão, passando a andar pela calçada. Quando sentiu o seu corpo já aquecido, começou a correr devagarinho. Acima de sua cabeça, o sol nascia preguiçoso, iluminando tudo abaixo, o que fez um pequeno sorriso, murcho e triste, brotar em seus lábios.

Logo lembrou-se de uma frase dita por Felix, o velho sábio do seu livro preferido.

"[...] Todo mundo tem esse momento, eu acho, o momento em que uma coisa tão… crucial acontece e que parte seu ser em pedacinhos. E aí, você tem que parar. Por um tempo, para recolher os pedaços. E demora tanto, não para juntá-los novamente, mas para montá-los de um jeito com o qual você possa viver até ter certeza de que essa peça devia ficar ali e aquela outra aqui."

Yeosang sentia-se como a própria Charlotte Davis, o que o fez pensar o que Yunho diria dela se tivesse terminado de ler o livro. Pensou, então, enquanto corria pela calçada, sentindo as duas pulseiras vermelhas em seu pulso, quem mais teria a coragem de abrir mão do que tinham de mais importante no mundo para salvar alguém.


Notas Finais


eu ia rezar uma missa aqui, porém resolvi só resumir tudo pq tenho certeza que quase ninguém lê notas finais, e eu tbm não quero correr o risco de chorar feito uma condenada (mais??), e por isso só vou passar o rodo.
eu quero agradecer a elly, por ter betado cada capítulo de pov, as vezes me dando algumas dicas que me ajudaram muito; a any, por ter sido minha colette, sempre me dando ideias e plotando em cima do meu plot; a loh, que aguentou meus surtos enquanto fazíamos caminhada às cinco da madrugada mesmo não lendo pov (eu lembro do que você falou, ou seja, vc já pode ler, já que conclui); ao will por ter feito capas maravilhosas e tbm aos anjos que me apoiaram, sendo amigos ou leitores. vocês todos são meu mundinho, eu amo muito todos vocês e sou grata por tudo. me conhecendo do jeito que conheço, eu teria apagado essa história antes de postar o capítulo 10, porém pov recebeu tanto carinho que eu não consegui cometer esse assassinato a minha criação preferida. obrigada, meu amores, por aguentar os meses de sumisso, sendo pq eu estava em alguma crise, atolada de dv, sem inspiração ou simplesmente com medo de finalizar ela. eu finalizei, e tô puta orgulhosa de mim.
é engraçado pensar que antes eu não sabia o motivo de pov ser tão importante pra mim, e dps, quando li gap (leiam garota em pedaços), não sabia o motivo do livro ter se tornado o meu preferido, e só enquanto eu estava escrevendo o capítulo onze percebi que pov, gap e eu somos muito semelhantes em vários aspectos.
peço mil desculpas por ter deixado muitas pontas soltas, por não ter explicado algumas coisas como mereciam e por esse final mixurico, mas foi preciso, e eu fico feliz em saber que não deixei meu lado leitora surtar e escrever oq queria, pq meu lado escritora berrou e falou oq era certo. to triste até agora com a morte do yunho (sim, ele morreu), me sinto uma escritora sem alma quando lembro disso, no entando me sinto orgulhosa por ter tido o profisionalismo de dar fim no meu protagonista, narrador, e um dos personagens mais incríveis que já criei.
pov sempre vai estar no meu coração e, mesmo que ela tenha chegado ao fim, eu espero que vcs continuem a me apoiar e que não desistam de mim.
foi bom enquanto durou, mas agora é a hora da despedida. thaw meus anjos, espero que vcs tenham gostado dessa história tanto quanto eu. amo muito todos vocês. até a próxima ♡♡♡


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